Rio Branco/AC recebe ciclo de palestras sobre cultura afro-brasileira

Foto_jabuti_bu-mba__AcredestaqueO Acre é o primeiro estado a receber o Ciclo de palestras Conheça Mais Cultura: Afro-brasileira, Nosso Patrimônio

SEPPIR – A palestra Políticas Culturais para a Cultura Afro-brasileira abre a série de encontros da terceira edição do Conheça Mais Cultura: Afro-brasileira, Nosso Patrimônio, em Rio Branco/AC, no próximo dia 22 de agosto. O debate tem como objetivo reforçar a necessidade de preservação da cultura negra brasileira.

Na ocasião, Piedade Lino Videira, abordará as principais manifestações da cultura afro no estado, com destaque para Batuques, folias, ladainha, cultura e educação quilombola. Sobre a cultura local, o professor Jorge Fernandes da Silva, dará sua contribuição na palestra A musicalidade de origem africana no Acre.

As atividades do Ciclo estão programadas até o mês de outubro, com palestras que variam de acordo com as manifestações culturais mais representativas em cada um dos estados selecionados. Além das Políticas Culturais e a Cultura Negra em Rio Branco, os outros temas apresentados serão: Sociedades Tradicionais; Memória, Juventude e Saberes Inter-geracionais no Vale do Jequitinhonha; Pagode Alagoano; e Culturas, Dançares e Cantares. Continue lendo “Rio Branco/AC recebe ciclo de palestras sobre cultura afro-brasileira”

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Escravos da moda. Quem se importa com a procedência?

MPT
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O trabalho degradante deixa muita gente indignada, mas, na hora de comprar roupa nova, poucos se preocupam se a loja ou a marca tirou algum proveito dessa prática

Cida de Oliveira – Brasil de Fato

São Paulo (SP) – A foto de um menino paquistanês costurando uma bola de futebol da Nike em 1996, nas páginas da extinta revista Life, causou indignação. No mesmo ano, o documentarista norte-americano Michael Moore filmou conversa com o presidente da multinacional, Phil Knight, para o documentário The Big One. “Você não tem problema de consciência? Sabe como vivem seus empregados na Indonésia?”, questionou. O filme foi exibido em 1998, quando as condições degradantes de trabalhadores da companhia em países da Ásia já eram conhecidas e a marca tinha se tornado sinônimo de exploração.

No mesmo ano, ativistas dos direitos humanos aproveitaram o Mundial da França para denunciar o trabalho de crianças na produção de bolas e chuteiras. Com ajuda da internet, consumidores de todo o mundo boicotaram produtos da marca, derrubaram executivos e ações nas bolsas. Para limpar a barra, a empresa passou a controlar as relações de trabalho nas subsidiárias e a investir em marketing.

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PM promete agir com prudência durante reintegração de posse na Granja Werneck

Área ocupada por famílias na Granja Werneck: nova data para reintegração de posse ainda não foi definida
Área ocupada por famílias na Granja Werneck: nova data para reintegração de posse ainda não foi definida

Subcomandante-geral diz que policiais estão treinados e orientados para negociar saída pacífica de famílias

Valquiria Lopes – Estado de Minas

A Polícia Militar (PM) garantiu ontem estar preparada para atuar com prudência durante a reintegração de posse de terrenos na Granja Werneck, na Região Norte de Belo Horizonte. O subcomandante-geral da corporação, coronel Divino Pereira Brito, afirmou que todos os policiais já receberam treinamento e que a orientação é fazer negociações progressivas para uma saída pacífica.

A PM chegou a se mobilizar para acompanhar oficiais de Justiça no dia 13, mas uma liminar suspendeu a retirada de cerca de 2,5 mil pessoas. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) derrubou a liminar, mas ainda não há nova data marcada para a operação. Ontem, a Defensoria Pública do estado entrou com medida cautelar no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar impedir novamente a reintegração de posse. Continue lendo “PM promete agir com prudência durante reintegração de posse na Granja Werneck”

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População Negra e a Luta Diária Pelo Direito à Saúde

No Brasil, é muito antiga a luta da população negra contra o racismo, o preconceito, a discriminação racial e as múltiplas formas de opressões, buscando melhores condições de vida, moradia, educação, trabalho e saúde e também visando à construção de uma sociedade justa e igualitária. De fato, desde o tráfico transatlântico e a escravidão, nota-se a necessidade constante em estabelecer no ambiente adverso marcado pela violência e injustiça, uma luta pela afirmação de seus direitos humanos e condições dignas de vida e de saúde. Tais lutas, além de contribuir para a queda do regime escravocrata, influenciaram as diferentes respostas que o Estado Brasileiro foi e ainda é levado a dar em relação à qualidade de vida e saúde da população.

A continuidade destas lutas certamente contribuiu para o reconhecimento constitucional da saúde como um direito universal para todo e qualquer cidadão e como dever do Estado. Assim, possibilitou a criação do Sistema Único de Saúde (SUS) fruto das conquistas e lutas de diversos movimentos que se consolidavam nos anos 70 e 80, como os populares, o de trabalhadores em saúde, usuários, intelectuais, sindicalistas e movimentos sociais, destacando-se o da Reforma Sanitária e da Luta Antimanicomial. Continue lendo “População Negra e a Luta Diária Pelo Direito à Saúde”

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Quilombo em Vitória da Conquista é reconhecido pelo Incra

Foto: João Zinclar
Foto: João Zinclar

Ana Emília Ribeiro – Portal Vermelho

O Território Quilombola Velame, localizado na cidade de Vitória da Conquista, Sudoeste baiano, foi reconhecido pelo governo federal através de portaria publicada na última segunda-feira (18/8), no Diário Oficial da União (DOU). Com isso, as 73 famílias que vivem no Velame, remanescentes de quilombos, foram estabelecidas no local.

A portaria é fruto do Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID), emitido pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que atesta que a área de 1,9 mil hectares de terra é de fato um território quilombola.

Originário do século XIX, o quilombo Velame é o segundo baiano reconhecido pelo governo federal, neste ano. O primeiro reconhecido foi o Território Quilombola de Tijuaçu, no Centro-Norte baiano, em julho. 

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Justiça brasileira proíbe Secret

Secret permanece na loja do Google
Secret permanece na loja do Google

Google e Apple devem remover aplicativo dos celulares, segundo liminar

Por Thássius Veloso, em Tecno Blog

A Justiça do Espírito Santo atendeu a um pedido do Ministério Público Federal (MPF) no estado contra o aplicativo Secret. Uma liminar deferida nesta noite ordena que o Google e a Apple apaguem o app das lojas Google Play e App Store imediatamente. Além disso, a liminar obriga as duas companhias a remover os aplicativos já instalados em smartphones. As empresas têm dez dias para seguir a determinação. Em caso de descumprimento, a multa diária é de 20 mil reais.

A decisão também afeta o aplicativo Cryptic. A Microsoft brasileira está obrigada a retirar o software de sua loja virtual.

A Promotoria sustenta (PDF) que diversos internautas estão se queixando do bullying praticado no Secret. Conforme comentamos anteriormente, o aplicativo deixou a função primária de compartilhar segredos para se tornar uma ferramenta de fofoca – para dizer o mínimo. Para o Ministério Público, diversas pessoas são vítimas de constrangimentos e crimes contra a honra, sem que possam se defender. Continue lendo “Justiça brasileira proíbe Secret”

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MA – Povo indígena Ka’apor inicia Operação Marakaja hu Juma’i ha contra madeireiros na TI Alto Turiaçu

Ka'apor apreendendo trator

Fonte: Associação KAAPORTARUPI e Conselho de Gestão Ka’apor

No último dia 03 de agosto de 2014 cerca de 50 Ka’apor iniciaram uma operação de autovigilância e autofiscalização intensa que vai perdurar por todo o verão na Terra Indigena Alto Turiaçu. Ações realizadas pelos próprios indígenas que cansaram de esperar pela Funai que há quase quatro meses se ausentou da área, não apresentando nenhuma justificativa; não cumpriu com a determinação judicial de criar Postos de Vigilância e Fiscalização para a proteção do território Indígena.

No dia 06 de agosto de 2014 esses indígenas resolveram realizar uma grande missão no interior do território, região do município de Centro do Guilherme onde encontraram vários agressores dentro da terra indígena. Foram cerca de 12 horas andando na mata. Na ocasião queimaram cerca de 12 maquinários (caminhões, tratores, jiricos) e apreenderam armas junto as pessoas que agrediam a reserva. Continue lendo “MA – Povo indígena Ka’apor inicia Operação Marakaja hu Juma’i ha contra madeireiros na TI Alto Turiaçu”

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Nota Pública – CPT denuncia e repudia onda de violência no campo

cptA diretoria e a coordenação executiva nacional da CPT divulgam Nota Pública onde denunciam e repudiam a onda de violência no campo, intensificada nos meses de julho e agosto desse ano. Além das 4 mortes na última semana, no mês de julho, em apenas 20 dias, a CPT registrou 7 assassinatos. De acordo com informações do Centro de Documentação da CPT Dom Tomás Balduino, em 2014 já foram registrados 23 assassinatos em conflitos no campo, sendo que mais 3 estão sob averiguação. Confira os dados parciais de assassinatos em 2014, em anexo na matéria.

CPT

A Diretoria e a coordenação executiva nacional vêm a público se manifestar diante da onda de violência no campo na semana de 10 a 17 de agosto, com o assassinato de três trabalhadoras e um trabalhador. Mais uma vez são mortes anunciadas, sem que se tomem as devidas providências para evitá-las.

Na terça-feira, 12, no sudeste do Pará, Maria Paciência dos Santos, 59, foi atropelada por um caminhoneiro que avançou sobre os 1.500 manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) que marchavam pela BR-155, chamando a atenção para o descaso com a Reforma Agrária. O local é próximo à curva do “S”, onde ocorreu o Massacre de Eldorado dos Carajás, em 1996. O trânsito estava liberado em uma faixa, mas foi bloqueado pelos manifestantes após o brutal assassinato de Maria, que morreu na hora.

Na quarta feira, 13, foi assassinada a tiros a ex-presidenta do Sindicato dos Trabalhadores na Agricultura de União do Sul, em Mato Grosso, Maria Lúcia do Nascimento, que morava no assentamento Nova Conquista II. Tanto ela quanto outras famílias assentadas e dirigentes do Sindicato de Trabalhadores na Agricultura local, já haviam sofrido ameaças do dono da fazenda, Gilberto Miranda, registradas em Boletins de Ocorrência e em atas de denúncias feitas diretamente ao Ouvidor Agrário Nacional, desembargador Gercino José da Silva Filho. As ameaças foram testemunhadas, inclusive, por oficiais de justiça.

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El avance del agronegocio en Brasil: La masacre del pueblo Guaraní

Foto: Egon Heck, CIMI
Foto: Egon Heck, CIMI

Eliminados con la complicidad de los gobernantes, locales y nacionales

Por Marcelo Chalréo*, em Rel-Uita

El pueblo guaraní está siendo conducido a una segura y rápida desaparición en el sur de la provincia de Mato Grosso do Sul. Privados de terrenos adecuados donde cultivar y cazar, actividades de los que dependen, apenas subsisten en minúsculas reservas, donde viven hacinados y cercados por la presión urbana y la expansión de cultivos de soja y caña de azúcar.

Acostumbrados a vivir en enormes y boscosos territorios, los guaraníes están siendo desplazados de ellos aceleradamente. Sus tierras están siendo rodeadas por el corrimiento de la frontera agrícola, un crecimiento empujado por grandes empresarios nacionales y empresas transnacionales.

La soja y la caña de azúcar reinan hoy en los antiguos dominios de los guaraníes, que además de verse afectados por la aniquilación de sus fuentes de subsistencia deben padecer verdaderos atentados a su salud al ser rociadas sus tierras por miles de agrotóxicos lanzados inescrupulosamente desde el aire.

He visto numerosos animales muertos en una  aldea donde vivían nueve familias guaraníes. Peor aún: en el antiguo cementerio indígena local, los muertos enterrados más recientemente son dos hombres asesinados por esbirros de los terratenientes, y una mujer fallecida como consecuencia de la aplicación de agrotóxicos a menos de 15 metros de distancia de su vivienda. Continue lendo “El avance del agronegocio en Brasil: La masacre del pueblo Guaraní”

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Conclamação para a II Marcha Nacional contra o Genocídio do Povo Negro

marcha contra o genocídio 2

A Luta Transnacional contra o Racismo, a Diáspora Negra contra o Genocídio

A Campanha Reaja ou será Morta, Reaja ou Será Morto, diante da conjuntura de brutalidade, violência, superencarceramento e morte da população negra; diante do confinamento de comunidades inteiras em campos de concentração batizados de UPPs ou Bases de Segurança; diante das remoções forçadas de famílias inteiras para o benefício do capitalismo cujos defensores são os maiores investidores nos chamados jogos internacionais (Copa e Olimpíadas); diante do Estado de exceção constituído por leis que suprimem a própria lei garantindo execuções sumárias e extrajudiciais, prisões sem fundamentos e a barbárie generalizada no espaço urbano militarizado e perigoso para nossas vidas desprotegidas de iniciativas legais, ou submetidas a iniciativas legais de nosso abate; diante de instituições que deveriam garantir a efetivação de direitos que se calam e ajoelham frente aos nossos algozes; diante da nossa eliminação; diante da nossa execração quando mulheres são arrastadas por carros, jovens são amarrados em postes e linchados, suspeitos baleados agonizam em frente a policiais, comunidades inteiras submetidas a uma politica de controle, como se isso não bastasse para comprovar que estamos em uma guerra de genocídio racial; diante do silêncio de parte do movimento social, incluindo de negros e negras que está atrelado aos governo federal e locais que pautam os movimentos sociais com seus garotos de recado constrangidos fazendo seu trabalho em ano eleitoral, ao mesmo tempo em que os governos matam e humilham a população negra, elaborando e apresentando programas ineficazes e sem dotação orçamentaria e mandam seus mediadores e porta-vozes acalmar as vozes das ruas. Continue lendo “Conclamação para a II Marcha Nacional contra o Genocídio do Povo Negro”

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