Índios Kanela do Araguaia relatam ameaças e bloqueios na estrada que dá acesso à aldeia

logo mpfMPF instaura inquéritos para acompanhar o pleito dos indígenas para a demarcação do território e as ameaças feitas às lideranças da etnia Kanela, em Mato Grosso

Ministério Público Federal no Mato Grosso

O Ministério Público Federal está investigando as ameaças sofridas pelos índios da etnia Kanela do Araguaia, bem como os bloqueios que impedem o acesso à Aldeia Porto Velho, situada nas margens do rio Tapirapé, entre os municípios de Santa Terezinha e Luciana, na região nordeste de Mato Grosso. Ainda sem um território demarcado, a história dos índios Kanela do Araguaia registra constantes deslocamentos por conta das ameaças sofridas pela etnia, cujas origens estão no Maranhão.

Um dos inquéritos instaurados pelo Ministério Público Federal investiga as dificuldades de acesso aos territórios tradicionalmente ocupados por membros da etnia indígena Kanela, na região da Aldeia Porto Velho, em razão de obras na rodovia MT-100 e bloqueios de estradas por fazendeiros. A obra da rodovia MT-10 encontra-se embargada em razão da ausência de licença ambiental. Continue lendo “Índios Kanela do Araguaia relatam ameaças e bloqueios na estrada que dá acesso à aldeia”

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Má conduta científica é um problema global, afirma pesquisador

 Nicholas Steneck, da Michigan University (foto: Leandro Negro/Ag. FAPESP)
Nicholas Steneck, da Michigan University (foto: Leandro Negro/Ag. FAPESP)

Plágio, falsificação e fabricação de dados em artigos deixaram de ser exclusivos de potências científicas e exigem resposta coordenada dos países que fazem ciência, segundo Nicholas Steneck, da Michigan University

Por Elton Alisson, Agência FAPESP

Plágio, falsificação e fabricação de resultados científicos deixaram de ser problemas exclusivos de potências em produção científica, como os Estados Unidos, Japão, China ou o Reino Unido.

A avaliação foi feita por Nicholas Steneck, diretor do programa de Ética e Integridade na Pesquisa da University of Michigan, nos Estados Unidos, em palestra no 3º BRISPE – Brazilian Meeting on Research Integrity, Science and Publication Ethics, realizado nos dias 14 e 15 de agosto, na sede da FAPESP.

Segundo Steneck, por ter atingido escala global, é preciso que universidades, instituições de pesquisa e agências de fomento em todo o mundo realizem ações coordenadas para lidar com essas questões, a fim de não colocar em risco a integridade da ciência como um todo. Continue lendo “Má conduta científica é um problema global, afirma pesquisador”

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PR – Integrante da UDR acusado de participação no assassinato de trabalhador sem terra vai a novo julgamento

Foto: Dignitatis
Foto: Dignitatis

Dignitatis

Será realizado nesta quinta-feira (21) o novo júri popular de Augusto Barbosa da Costa, acusado de assassinar o sem terra Sebastião Camargo Filho, em fevereiro de 1998, no Noroeste do Paraná. No primeiro júri ao qual foi submetido, em fevereiro de 2013, Barbosa da Costa foi absolvido, mas com explícita contradição entre os votos dos jurados: a maioria dos integrantes do júri reconheceu a participação do réu de forma efetiva e consciente no crime, portando arma de fogo e aderindo à mesma conduta dos demais presentes no despejo.

Diante da contradição entre a absolvição do réu e o reconhecimento da participação no crime, o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná anulou o julgamento e determinou a realização de novo júri. O segundo julgamento deveria ter ocorrido em junho deste ano, mas foi adiando diante da renúncia do advogado de defesa minutos antes do início da sessão.

No júri de amanhã o réu será defendido pela Defensoria Pública do Estado. A sessão começa às 13h, no Tribunal do Júri de Curitiba/PR. Continue lendo “PR – Integrante da UDR acusado de participação no assassinato de trabalhador sem terra vai a novo julgamento”

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Começa o 2º módulo do curso em PNGATI para Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo

Roda de Toré cultural dos índios Potiguara celebrando o início do curso. Foto: ©Andreza Andrade/Projeto GATI
Roda de Toré cultural dos índios Potiguara celebrando o início do curso. Foto: ©Andreza Andrade/Projeto GATI

Portal de Gestão Ambiental e Territorial de Terras Indígenas

Iniciou no dia 18 de agosto, o 2º Módulo do Curso Básico de Formação em PNGATI (Política Nacional de Gestão Territorial  e Ambiental de Terras Indígenas) para o Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo. O curso é uma realização da Fundação Nacional do Índio (Funai), do Projeto GATI (Gestão Ambiental e Territorial Indígena GEF/Pnud/Funai), do Ministério do Meio Ambiente e da Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (APOINME). O tema geral tratado é “Povos e Territórios Indígenas: cultura e meio ambiente, poder e sustentabilidade 2”, que é uma continuidade do 1º módulo.

A abertura oficial aconteceu no auditório da Universidade Federal da Paraíba (UFPB)/Campus Mamanguape e contou com a participação dos 45 cursistas, instrutores e convidados. Na mesa de abertura, as falas tiveram em comum a importância da realização do evento e o empenho de cada parceiro para o sucesso do curso. Paulo Tupiniquim, atual coordenador geral APOINME, falou que o curso é uma conquista do movimento indígena e “uma ferramenta de conhecimento para a defesa dos nossos territórios”, afirmou.  Continue lendo “Começa o 2º módulo do curso em PNGATI para Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo”

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MA – Fetaema envia Ofício Urgente para Ouvidor Agrário Nacional pedindo inclusão de liderança rural no Programa de Defensores

A Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura do Estado do Maranhão encaminhou Ofício ao Ouvidor Agrário Nacional, Gercino Filho, relatando ataques ao Projeto de Assentamento São Francisco. No Ofício, pedem que José Ribamar Silva, liderança rural que vem sendo ameaçada de morte, seja incluído no Programa de Defensores de Direitos Humanos da Presidência da República.

Veja mais detalhes em Família Camponesa tem casa incendiada no Maranhão. Abaixo, cópia do Ofício.

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Brigada Apinajé: Combatentes do fogo

Brigadistas Indígenas em ações de combate direto ao um foco de incêndio na terra Apinajé. (foto: Adalberto Apinajé. Agosto de 2014)
Brigadistas Indígenas em ações de combate direto ao um foco de incêndio na terra Apinajé. (foto: Adalberto Apinajé. Agosto de 2014)

Associação União das Aldeias Apinajé-PEMPXÀ

Neste mês de agosto, mais uma vez o Tocantins está sendo seriamente castigado pelo fogo, o Estado está em 3º lugar no ranking de queimadas no Brasil. Este ano já foram detectados mais de 4.600 focos de incêndios em todo o Estado. As Áreas de Preservação Ambiental e as Terras Indígenas, também estão sendo atingidas. A BRIF-I Apinajé é uma Brigada Indígena e está localizada no município de Tocantinópolis desde junho de 2014 e tem como meta principal fazer a prevenção e o combate direto aos focos de incêndios na Terra Indígena Apinajé. O trabalho desses combatentes do fogo é perigoso e exaustivo e as ações são realizadas de forma direta ou indireta e estão acontecendo durante o dia e à noite. Continue lendo “Brigada Apinajé: Combatentes do fogo”

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Ladrões de galinha e o PDRS Xingu, por Claret Fernandes*

*para Combate Racismo Ambiental

Na casa do meu Avô, no interior de Minas Gerais, ladrões de galinha chegavam à noite em grupo e, dividindo-se, uns iam para o terreiro da sala e, enquanto assanhavam os cachorros na frente da morada, que ladravam enfurecidos, os comparsas passavam pelos fundos e faziam uma limpeza. Levavam mais que galinhas: carregavam rapadura, café, feijão, e tudo que achassem pela frente.

Essa encrenca repetiu-se anos a fio, em geral na época de colheita, com relativo prazo entre uma ação e outra para enrolar a memória. Até que um dia eles foram traídos pelo reconhecido chapéu do chefe do bando que, fugindo às pressas, com cães ao seu encalço, e atordoado com disparos de tiros de espingarda para o alto, foi deixado preso na cerca de bambu. E assim o mistério se desfez.

Algo semelhante à tática dos ladrões de galinha vem ocorrendo na região do Xingu, Amazônia brasileira, distante pelo menos três mil quilômetros da casa do meu Avô. É claro que não há cães nesse negócio aqui, – a não ser no seu sentido figurado -, os ladrões são mais robustos, e, os mecanismos de distração do povo, de entidades e de autoridades públicas, os mais variados.

O desvio de foco é perfeito! Graças a isso, Belo Monte caminha ligeira, apesar dos reclamos de atraso por parte do capital, e de forma extremamente arrogante e violenta, provocando retrocesso em direitos históricos dos atingidos e da classe trabalhadora conquistados com muita luta em outras regiões do Brasil.

Retroceder em direito significa inflacionar ainda mais o negócio das barragens. Continue lendo “Ladrões de galinha e o PDRS Xingu, por Claret Fernandes*”

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Indígenas têm que ir para a capital e vencer o preconceito para fazer faculdade, mas continuam trabalhando por seus povos

Rosane, Terena, é enfermeira coordenadora da Casai (Casa de Apoio à Saúde Indígena) de Campo Grande, desde 2012. Rosaldo, Kinikinau, defende a causa indígena e contribui com seu povo na luta pela distribuição de terras em Porto Murtinho. Advogado e assessor jurídico do Cimi, o também Terena Luiz Henrique Eloy Amado é tido como exemplo na batalha pela causa indígena

Casal está oficializou a união em 2010. Foto: Renan Nucci
Casal oficializou a união em 2010. Foto: Renan Nucci

Por Renan Nucci, em Campo Grande News

Nascidos em aldeias indígenas do interior de Mato Grosso, o biólogo e professor Rosaldo Albuquerque de Souza, 40 anos, a enfermeira Rejane Miguel da Silva, 34 anos, e o advogado Luiz Henrique Eloy Amado, 25 anos, têm algo em comum: escolheram Campo Grande como cidade para construírem suas carreiras.

De famílias simples, eles precisaram driblar muitas dificuldades como o preconceito e a falta de dinheiro, para chegar aonde chegaram. Profissionais de sucesso nos dias de hoje, eles relatam como vieram à Capital sul-mato-grossense e como suas ações refletem nos índios do Estado. Continue lendo “Indígenas têm que ir para a capital e vencer o preconceito para fazer faculdade, mas continuam trabalhando por seus povos”

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