Conselho Continental da Nação Guarani se fortalece na coletividade e organização tradicional dos povos indígenas

 povo guaraniMatias Benno, Cimi regional MS

Há quase uma década, vem se desenhando a consolidação do Conselho Continental do Povo Guarani (CCNAGUA) como uma ferramenta concreta de luta e sobrevivência dos diversos grupos Guarani espalhados por esta América gigante. O movimento teve seu embrião ainda em 2006, quando mais de mil indígenas de vários países latino americanos reuniram-se na cidade de São Gabriel, no Rio Grande do Sul, para lembrar os 250 anos da morte do líder Guarani Sepé Tiaraju. Naquela época a mídia local anunciou que a pequena cidade, pilar do latifúndio gaúcho, tornara-se, durante o encontro indígena, a capital da luta agrária no Brasil.

Na atual conjuntura, de ataques abertos e declarados aos direitos dos povos originários e de intensa onda desenvolvimentista aplicada pelos governos latinos, é inegável que a luta dos povos indígenas se posta no horizonte como o grande entrave para o domínio absoluto do agronegócio, da expansão das fronteiras agrícolas e pecuárias, e da exploração continental de jazidas e recursos naturais, sendo as organizações e lideranças indígenas, alvos centrais da ira e das investidas dos setores que compõe as elites do continente Sul Americano. No Brasil, por exemplo, os povos indígenas vivem um intenso período de desmonte de suas conquistas constitucionais e a tentativa de retaliação brutal de seus territórios tradicionais. Em tempos como este, a articulação continental destes povos se configura como uma necessidade de resistência física e cultural. Continue lendo “Conselho Continental da Nação Guarani se fortalece na coletividade e organização tradicional dos povos indígenas”

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Estudos das hidrelétricas no Rio Trombetas são retomados sem consulta prévia

Hidroelétricas em Oriximiná - Comissão Pró-ÍndioAs hidrelétricas, se implantadas, impactarão diretamente comunidades quilombolas e indígenas.

CPI-SP

O plano de construir hidrelétricas no Rio Trombetas não é novo. No final dos anos 1980, o governo investiu pesado para a implantação da UHE Cachoeira Porteira que acabou não se concretizando naquele momento.

Agora em 2014, os planos foram retomados. Em fevereiro de 2014, Empresa de Pesquisa Energética vinculada ao Ministério de Minas e Energia contratou o Consórcio FERMA-IGPLAN para a realização dos estudos socioambientais para o inventário hidrelétrico da bacia hidrográfica do Rio Trombetas.

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Instituto para a saúde indígena pode deixar 379 cargos de confiança à disposição dos ministérios da Saúde e Planejamento

Acampamento Awá-Guarani, no oeste do Paraná. Falta de saneamento e assistência da Sesai, Foto: Cimi
Acampamento Awá-Guarani, no oeste do Paraná. Falta de saneamento e assistência da Sesai, Foto: Cimi

Por Renato Santana, no Cimi

Se concretizada, a criação do Instituto Nacional de Saúde Indígena (INSI) deixará à disposição dos ministérios da Saúde e Planejamento 379 cargos de confiança, incluindo os chamados DAS (Direção e Assessoramento Superior), que hoje estão distribuídos nos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) do país e no escritório da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), em Brasília (DF).

De acordo com fonte do governo federal consultada pelo Cimi, a proposta lapidada em fevereiro deste ano pelo Planejamento, com a participação da Sesai, pretende recolher dos distritos os 379 cargos de confiança. A Sesai, que atualmente possui 23 cargos DAS, passaria a ter 65 na única sede que o órgão manteria, na Esplanada dos Ministérios; o Ministério do Planejamento abocanharia os outros 314.

“Existe uma dificuldade de criação deste tipo de cargo dentro do governo. Então além de terceirizar a saúde indígena e driblar o concurso público, o Planejamento conseguiria uma quantidade expressiva de cargos para usar. É um alívio para eles. Pode ser que este número total tenha sofrido alguma variação de fevereiro para cá, mas acho difícil”, explica a fonte. A redistribuição dos cargos atenderia critérios políticos do Planejamento. Continue lendo “Instituto para a saúde indígena pode deixar 379 cargos de confiança à disposição dos ministérios da Saúde e Planejamento”

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¿Qué realizarán las organizaciones indígenas peruanas de cara a la COP 20?

Marcha de los Pueblos en Arequipa. Foto: Servindi
Marcha de los Pueblos en Arequipa. Foto: Servindi

Pacto de Unidad, 25 de agosto, 2014.- A fin de informar la agenda de trabajo de las organizaciones indígenas nacionales articuladas en el Pacto de Unidad el martes 26 de agosto a las 4 pm se realizará una reunión de coordinación y trabajo en la sede de la Confederación Nacional Agraria (CNA) situada en el Jr. Miró Quesada 385, en el Cercado de Lima.

El cónclave permitirá conocer las acciones que desarrolla el Pacto de Unidad hacia la Cumbre Alternativa de los Pueblos frente al cambio climático, entre éstas garantizar la participación de las bases comunales y asegurar una efectiva movilización  ciudadana que haga sentir la presencia y propuestas de la diversidad de los pueblos originarios del país.

Al evento vienen siendo convocados diversas instituciones y organizaciones sociales, sindicales, federaciones, gremios, asociaciones civiles, juveniles, estudiantiles en general que deseen sumarse al proceso de movilización ciudadana frente al cambio climático. Continue lendo “¿Qué realizarán las organizaciones indígenas peruanas de cara a la COP 20?”

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Audiência Pública diz não a exploração do gás de xisto na região oeste

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Agora a Câmara vai criar um projeto de lei para proibir a técnica em Cascavel

Jornal da Catve – O interesse no assunto foi tanto que o plenário da Câmara ficou pequeno e saguão teve que acomodar parte dos participantes.

As manifestações tanto positivas quanto negativas apontavam na maioria contra o fracking, também conhecido como fraturamento hidráulico, método utilizado na extração de gás de xisto e teve uma audiência pública.

Alguns até literalmente vestiram a camisa. O grupo formado pela maioria por professores e acadêmicos se mobilizou contrário a extração, opinião estampadas nas camisetas. Continue lendo “Audiência Pública diz não a exploração do gás de xisto na região oeste”

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Movimento negro mostra força em marchas contra violência policial

O artista plástico diz que se indignar é a única maneira de lidar com a repressão. “Acho que não tem um jovem negro que não tenha passado por uma situação de repressão policial
O artista plástico diz que se indignar é a única maneira de lidar com a repressão. “Acho que não tem um jovem negro que não tenha passado por uma situação de repressão policial

Protestos que reuniram 50 mil pessoas em várias capitais reiteraram visão de que há um genocídio da população negra. Em São Paulo, três mil participaram de ato na Avenida Paulista e cobraram soluções

por Joseh Silva, especial para a RBA

São Paulo – “O racismo é internacional. A gente quer mudar o mundo. Enquanto o homem negro e a mulher negra não alcançar a sua condição humana, ninguém será livre. Então, pelo fim do racismo: Segunda Marcha Internacional contra o Genocídio do Povo Negro. Porque são várias formas de nos matar. Há várias formas de resistir também”, quem discursa no microfone ligado ao carro de som é Beatriz Lourenço 22 anos, moradora do Aricanduva, zona leste de São Paulo, e integrante com coletivo Levante Popular da Juventude. Continue lendo “Movimento negro mostra força em marchas contra violência policial”

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Ação contra Eternit pede R$ 1 bilhão de indenização por risco no trabalho

 

Fábrica da Eternit em Guadalupe, na Zona Norte do Rio: procuradores pedem interdição de equipamentos - Márcia Foletto / O GLOBO/14-5-2012
Fábrica da Eternit em Guadalupe, na Zona Norte do Rio: procuradores pedem interdição de equipamentos – Márcia Foletto / O GLOBO/14-5-2012

É o segundo processo de mesmo valor que procuradores abrem contra empresa

Cássia Almeida – O Globo

RIO – O Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro entrou com ação civil pública contra a Eternit, que tem fábrica em Guadalupe, Zona Norte do Rio, desde 1984, cobrando R$ 1 bilhão de indenização por manter seus trabalhadores em risco por exposição ao amianto, fibra considerada cancerígena pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A exposição ao amianto pode causar asbestose, doença que vai aos poucos diminuindo a capacidade respiratória e causa câncer de pulmão e mesotelioma, um tipo de câncer.

Segundo uma das procuradoras que assinam a ação, Janine Milbratz Fiorot, a fábrica vem desobedecendo normas de segurança para poder usar amianto. Máquinas mal conservadas deixam vazar poeira da fibra, expondo os 190 trabalhadores da unidade. Continue lendo “Ação contra Eternit pede R$ 1 bilhão de indenização por risco no trabalho”

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