Prêmio homenageia feministas históricas

As inscrições podem ser feitas até 10 de setembro. O “Prêmio Rose Marie Muraro: Mulheres Feministas Históricas” visa homenagear brasileiras com mais de 75 anos que atuaram ou atuam na vida pública nacional

SEPPIR – Estão abertas, até 10 de setembro, as inscrições para o “Prêmio Rose Marie Muraro: Mulheres Feministas Históricas”. A premiação, de R$ 50 mil, é destinada a brasileiras com mais de 75 anos, que atuaram ou atuam na vida pública nacional. Os temas abordados podem envolver ações científicas, tecnológicas, culturais, educacionais ou artísticas. Acesse o edital aqui.

Os cadastros podem ser realizados por via postal ou eletrônica. A primeira alternativa consiste no envio da ficha de inscrição e breve relato da história de vida ou Curriculum Vitae para o endereço: “Setor de Clubes Esportivos Sul – Trecho 02, Lote 22, Ed. Tancredo Neves 1º andar – CCBB, CEP: 70200-002 – Brasília/DF”. A remetente deve estar identificada com o nome e endereço completos, além de destacar o assunto “Prêmio Rose Marie Muraro: Mulheres Feministas Históricas”. Caso opte pelo e-mail, é necessário encaminhar os arquivos para o endereço eletrônico [email protected]. Continue lendo “Prêmio homenageia feministas históricas”

Ler maisPrêmio homenageia feministas históricas

Hidrelétrica São Luiz do Tapajós: uma “bomba-atômica” no rio Tapajós

Detalhe das corredeiras São Luiz do Tapajós Fonte: www.gazetadesantarem.com.br
Detalhe das corredeiras São Luiz do Tapajós
Fonte: www.gazetadesantarem.com.br

Por Telma Monteiro

Estou começando a ler o EIA da hidrelétrica São Luiz do Tapajós que o governo planeja construir no rio Tapajós, próximo a Itaituba, no Pará. O sítio belíssimo onde estão as cachoeiras São Luiz do Tapajós foi o local escolhido para erguer esse monumento ao desperdício. Daqui para a frente pretendo postar um série de textos, conforme minha leitura e relevância dos dados, que podem ajudar a entender um pouco mais o que essa mega obra significa para a sobrevivência do rio Tapajós e sua biodiversidade, das unidades de conservação e das populações do entorno.

O processo para construir a UHE São Luiz do Tapajós passou, na atual fase, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e pelo Tribunal de Contas da União (TCU). O Estudo de Viabilidade Técnica e Econômica (EVTE) tem que ser aprovado pelo TCU. A etapa seguinte é a elaboração do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e Respectivo Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) que é responsabilidade da EPE. O EIA/RIMA tem que atender o Termo de Referência (TR) do Ibama. Continue lendo “Hidrelétrica São Luiz do Tapajós: uma “bomba-atômica” no rio Tapajós”

Ler maisHidrelétrica São Luiz do Tapajós: uma “bomba-atômica” no rio Tapajós

Projeto fotográfico tocante registra a escravidão moderna que fingimos não ver

ModernDaySlaveryLK11

Jaque Barbosa – Hypeness/Geledés

Facilmente caímos na tentação de pensar que a nossa liberdade e direitos são coisa garantida, esquecendo que há pessoas para quem isso não passa de um sonho. Lisa Kristine pôs o dedo na ferida de forma extraordinária: documentando a escravidão moderna, aquela que fingimos não saber que existe.

A ativista está há 28 anos retratando culturas indígenas ao redor do mundo, mas foi em 2009 que ‘acordou’ para o problema da escravidão dos nossos dias. A estimativa de que existem mais de 27 milhões de pessoas escravizadas e a sua falta de conhecimento sobre o tema a envergonhavam. Continue lendo “Projeto fotográfico tocante registra a escravidão moderna que fingimos não ver”

Ler maisProjeto fotográfico tocante registra a escravidão moderna que fingimos não ver

RJ – Ato Sindical Unitário , em 28 de agosto, às 10h

unnamed (1)

A Comissão Nacional da Verdade (CNV) realizará, na quinta-feira (28), a partir das 10h, na sede da Central Única dos Trabalhares (CUT), no Rio de Janeiro, ato para relembrar a resistência de sindicatos e trabalhadores à perseguição e repressão sofridas durante a ditadura militar. Essa é uma página muito importante do regime ditatorial, visto que muitos direitos trabalhistas, conquistados na base da luta, são hoje usufruídos por gente que defende o arbítrio. Interessante dizer que a foto que ilustra o cartaz não é do período dito ditatorial. É da invasão do Exército à Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), em 1988.

Enviada para Combate Racismo Ambiental por José Carlos.

Ler maisRJ – Ato Sindical Unitário , em 28 de agosto, às 10h

RJ – Seminário “Direito à Comunicação e Justiça Racial”, dia 28 de agosto

unnamed

Justiça Racial – É com muito prazer e alegria que gostaríamos de convidá-los (as) para o seminário de lançamento da publicação Direito à Comunicação e Justiça Racial, cuja pesquisa foi realizada entre abril de 2013 e abril de 2014.

O seminário será no dia 28 de agosto, quinta-feira, a partir das 14h, no Centro de Artes da Maré – Rua Bittencourt Sampaio, 181 – Maré, Rio de Janeiro. O evento é aberto ao público e todos os participantes da pesquisa receberão a versão impressa da publicação, que também será disponibilizada em versão digital.

Contamos com a sua participação!

Para mais informações (21) 3105-0204, comunicacao@observatoriodefavelas.org.br ou aqui

Ler maisRJ – Seminário “Direito à Comunicação e Justiça Racial”, dia 28 de agosto

Seminário Afro Pe Heitor Frisotti

Arte de Zezé Olukemi
Arte de Zezé Olukemi

CENPAHApós dez anos da implantação da lei 10.639/03 é visível a dificuldade na sua implementação nos espaços educativos. Professores ainda alegam não estarem preparados para desenvolver ações em sala que tratem da História e Cultura Africana e Afrobrasileira, desconhecem os materiais enviados pelo MEC, não participam de cursos de formação, questionam a efetividade de trazer estes assuntos para o universo da sala de aula.

Enquanto isso, as atitudes racistas nos meios de comunicação são cada vez mais agressivas. A programação televisiva está sempre a postos para os comentários depreciativos sobre o cabelo crespo, a cor da pele ou os traços do rosto. As novelas e os programas pseudojornalísticos continuam com os clichês, reforçando a imagem de negro favelado = marginal. Um movimento de reforço negativo diário para a diminuição da autoestima da população negra, principal consumidora destes programas. Continue lendo “Seminário Afro Pe Heitor Frisotti”

Ler maisSeminário Afro Pe Heitor Frisotti

Nota da COIAB sobre saúde indígena

coiab

A coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira, COIAB, tendo tomado conhecimento da proposta do governo de criar o Instituto Nacional de Saúde Indígena, vem a público manifestar sua insatisfação diante desta iniciativa governamental que nada tem haver com todo esforço do movimento indígena dos últimos anos em discutir um sub sistema distrital de atenção a saúde indígena com autonomia administrativa e financeira.

Para viabilizar este modelo, pensado para valorizar as formas próprias de medicina e o controle social exercido pelas comunidades indígenas e suas organizações e garantir uma atenção a saúde de qualidade, após muita luta, finalmente foi criada a Secretaria de Saúde Indígena, SESAI.

Inexplicavelmente, em 04 anos de existência a SESAI não deu nenhum passo no sentido consolidar o subsistema de atenção a saúde indígena, desconsiderando por completo as reivindicações do movimento indígena de realização de um concurso público específico e da regulamentação das categorias profissionais indígenas como a do Agente Indígena de Saúde, AIS e do Agente Indígena de Saneamento, AISAN.

Usando o caos que se instalou na saúde indígena o governo de forma autoritária, encobrindo sua falta de vontade política e incompetência administrativa, tenta impor a privatização da saúde indígena. Sua estratégia é de forma rápida conseguir a adesão dos conselheiros indígenas, antes que estes tenham acesso a informações amplas a respeito do que significa esta nova política. Continue lendo “Nota da COIAB sobre saúde indígena”

Ler maisNota da COIAB sobre saúde indígena

Notificações extrajudiciais e liberdade de expressão, informação e comunicação: não se apaga a História

Livro censurado pela Inquisição. Foto: Daniel Rocha
Livro censurado pela Inquisição. Foto: Daniel Rocha

Tania PachecoCombate Racismo Ambiental

No dia 10 de setembro de 2010, quando este blog de certa forma ainda engatinhava, republiquei uma notícia que o Ministério Público Federal no Acre havia postado quatro dias antes. Tratava-se de denúncia feita pelo Procurador da República Paulo Henrique Ferreira Brito, envolvendo trabalho escravo. Na noite desta sexta-feira, 22 de agosto, recebi como comentário a ela uma Notificação Extrajudicial de que deveria, no prazo máximo de três dias, retirar do blog e de seu banco de dados todas as notícias que vinculassem “o nome e imagem do NOTIFICANTE a ‘trabalho escravo’, a fim de não causar ao NOTIFICANTE maiores prejuízos em sua vida profissional e pessoal”. E ainda:

b. o não cumprimento tempestivo por V.Sas. do disposto na alínea “a” supra, ensejará por parte do NOTIFICANTE a adoção das medidas judiciais cabíveis para a retirada das referidas informações de seu website e do banco de dados, inclusive o pleito de indenização por dano material, moral e à imagem, sem prejuízo do direito de resposta, conforme assegurado pela Constituição Federal.

Antes desse final, fui informada de que estava “induzindo erroneamente o internauta a crer que o NOTIFICANTE teria relação com trabalho escravo, o que não se pode admitir, especialmente em razão do trânsito em julgado da sentença ora apresentada, que INOCENTOU o NOTIFICANTE”. Um parêntese: a Notificação informava a existência de documentos anexos, que evidentemente não podiam ser postados num comentário, dentre os quais, suponho, a sentença mencionada. Fecho o parêntese. Também eram citadas a Constituição Federal, em seu art. 5º, incisos V e X (relacionados) e jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, sobre “Retirada de Página da Rede Mundial de Computadores”, por “Conteúdo Ofensivo à Honra e à Imagem”.  Continue lendo “Notificações extrajudiciais e liberdade de expressão, informação e comunicação: não se apaga a História”

Ler maisNotificações extrajudiciais e liberdade de expressão, informação e comunicação: não se apaga a História

Ibama concede licença de instalação para a Usina Hidrelétrica São Manoel

(Foto: L. Parracho/Reuters)
(Foto: L. Parracho/Reuters)

Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil 

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) concedeu a licença de instalação da Usina Hidrelétrica São Manoel, projetada no Rio Teles Pires, divisa entre Mato Grosso e Pará. A usina, licitada no ano passado, terá potência instalada de 700 megawats (MW), com estimativa de operar com 400 MW médios de energia firme.

A licença, concedida no último dia 14 à Empresa de Energia São Manoel, é válida pelo período de quatro anos. Ela está condicionada ao cumprimento, durante o período de obras, de uma série de condicionantes previstas em planos e programas ambientais.

Entre as condicionantes estão a apresentação de plano de gestão ambiental, de plano ambiental de construção e de programas como o de acompanhamento das atividades minerárias; de monitoramento da estabilidade das encostas sujeitas a processos erosivos; de monitoramento das águas subterrâneas e de investigação de contaminação do solo por mercúrio.

As exigências também incluem programas de compensação ambiental; monitoramento da flora; recomposição vegetal; resgate e salvamento científico da fauna; educação ambiental; indenização e remanejamento; e monitoramento da atividade pesqueira.

Edição: Davi Oliveira.

Ler maisIbama concede licença de instalação para a Usina Hidrelétrica São Manoel

Líder Ashaninka diz que novo grupo de índios isolados apareceu em aldeia do Acre

Fernando Kampa ganhou um jabuti de presente dos índios chamados de "povo do Rio Xinane" (Imagen: Funai)
Fernando Kampa ganhou um jabuti de presente dos índios chamados de “povo do Rio Xinane” (Imagen: Funai)

Kátia Brasil, Amazônia Real

Os índios Ashaninka da aldeia Simpatia, o lugar onde ocorreu no final de junho o primeiro contato com povos isolados na fronteira do Acre com o Peru, registraram a presença de um novo grupo de indígenas de etnia ainda desconhecida na noite do último dia 18. Em entrevista por um telefone público da aldeia na última quarta-feira (20), o líder Ashaninka Fernando Kampa disse à agência Amazônia Real que o grupo andou pela aldeia e pelas roças, mas não se aproximou ou falou com alguma pessoa da aldeia.

Ele demonstrou preocupação com o surgimento do novo grupo de índios sem contato na aldeia Simpatia. “É um povo que parece está cistemado (acautelado). Estamos preocupados porque não sabemos se eles querem invadir a aldeia. Ou estão procurando os índios do contato. Nós estamos sós, a Funai não está aqui”, afirmou o ashaninka Fernando Kampa. Continue lendo “Líder Ashaninka diz que novo grupo de índios isolados apareceu em aldeia do Acre”

Ler maisLíder Ashaninka diz que novo grupo de índios isolados apareceu em aldeia do Acre