Centenas de professores deixam a rede estadual do RJ

Precariedade das condições de trabalho, baixo salário e longa jornada de trabalho repelem professores

Fania Rodrigues – Brasil de Fato

Cerca de 500 professores saíram voluntariamente da rede estadual de educação do Rio de Janeiro, somente no mês de agosto, segundo informações do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe-RJ). O número foi contabilizado através do acompanhamento periódico das publicações do Diário Oficial. “Isso é escandaloso. É o mês do ano que mais professores deixaram a rede pública e talvez essa seja a maior quantidade de saída voluntária de professores da história da democracia”, destaca o professor Omar Costa, um dos responsáveis por computar os números.

As razões para a saída dos professores são muitas. A precariedade nas condições de trabalho, os baixos salários, situação de violência dentro das escolas e no seu entorno, a longa jornada de trabalho e autoritarismo por parte da direção são algumas das causas. Todos esses fatores estão levando os profissionais da educação sérios problemas de saúde, causados estresse emocional e muitas vezes a depressão.

Sintomas

“Temos um grave quadro de estresse emocional entre os docentes. Há 15 anos o Sepe-RJ realizou uma pesquisa em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Naquela oportunidade, a pesquisa identificou que 48,4% da categoria no ensino fundamental e médio já apresentavam síndrome de burnout, que nada mais é que o estresse emocional agravado e que se não tratado pode levar a loucura”, revelou a professora Gesa Linhares Correa, coordenadora geral do Sepe-RJ. Segundo ela, a pesquisa não foi atualizada porque a governo do estado se nega fornecer os dados necessários, mas de lá pra cá a situação piorou e, portando, a estimativa é que o número de professores com transtorno psicológico tenha aumentado. Continue lendo “Centenas de professores deixam a rede estadual do RJ”

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Agrotóxicos afetam saúde de populações campesinas paraguaias

2014_09_agrotoxicos_saude_paraguaios_biodiversidad-orgPaulo Emanuel Lopes* – Adital

O garoto William Verdún nasceu com uma enfermidade grave: seus órgãos cresceram acima do normal, de modo que não podia enxergar, ouvir ou mesmo locomover-se, tendo que se alimentar via sonda. Suas condições de saúde o levaram ao óbito com apenas 10 meses de vida.

Na mesma comunidade, registraram-se os óbitos das irmãs Adelaida, de três anos, e Adela Álvarez Villalba, de apenas seis meses, em julho passado. Segundo os moradores, o médico responsável apressou-se em informar que as mortes se deram devido a uma infecção pulmonar ou a uma insuficiência respiratória aguda nas crianças, sendo que os resultados laboratoriais só sairiam depois de um mês.

Nessa região, nos últimos dias, pelo menos 30 pessoas, entre elas muitas crianças, teriam sido hospitalizadas com os mesmos sintomas que as duas irmãs falecidas apresentavam: vômito, febre, dores de cabeça e de estômago e enjoos. Quase 400 animais foram encontrados mortos em situação ainda não esclarecidas. Continue lendo “Agrotóxicos afetam saúde de populações campesinas paraguaias”

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MPF aciona município de Vera Cruz/BA e União contra instalação e funcionamento de barracas de praia

logo mpfO município e a União foram acionados para adotar medidas que impeçam a construção de edificações na faixa de praia e para que promovam a demolição daquelas já instaladas.

O Ministério Público Federal na Bahia (MPF/BA) ajuizou ação civil pública pedindo, em caráter liminar, que o município de Vera Cruz/BA, localizado na Ilha de Itaparica, abstenha-se de expedir alvarás ou licenças para instalação, construção, reconstrução e funcionamento de barracas ao longo da faixa de areia da praia. Foi requerido também que não seja autorizado, sem a prévia anuência do Poder Público Federal, o uso de bens da União que façam parte da orla marítima, assim como a permissão para a construção de edificações fixas na faixa de praia.

O MPF pediu, ainda, que a União e o município adotem medidas para paralisar eventuais obras de construção e reconstrução de barracas de praia que estejam em desconformidade com a legislação ambiental, as normas de uso e ordenação do solo e de tutela do patrimônio público federal.

Por fim, requereu-se que os réus promovam a demolição e remoção das barracas de praia instaladas irregularmente e que reparem de forma integral os danos ambientais decorrentes dessas ocupações. Continue lendo “MPF aciona município de Vera Cruz/BA e União contra instalação e funcionamento de barracas de praia”

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Pretos e pardos tem menor acesso a serviços bancários

Seminário visou também contribuir para a construção e o aprofundamento de parcerias em torno de ações de fomento ao empreendedorismo negro
Seminário visou também contribuir para a construção e o aprofundamento de parcerias em torno de ações de fomento ao empreendedorismo negro

Constatação é parte de estudo do professor e pesquisador da UFRJ, Marcelo Paixão, realizado com suporte do BID e com previsão de lançamento para os próximos meses

SEPPIR – Pretos e pardos tem menor acesso a contas bancárias e outros serviços financeiros. A constatação é parte da pesquisa ‘Acesso do Empreendedor Afro-brasileiro ao Sistema de Crédito’, realizada pelo professor-doutor da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, Marcelo Paixão, com suporte do Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID. Em fase conclusiva, o estudo deverá oferecer subsídios para a formulação de políticas públicas e está previsto para ser divulgado nos próximos meses.

A discriminação racial no acesso ao sistema financeiro e as consequências econômicas desse tipo de exclusão foram dimensões trazidas por Marcelo Paixão em sua fala no seminário “Empreendedorismo Negro: conhecimento do campo e identificação de parcerias”. O especialista foi palestrante da atividade realizada anteontem (03/09) pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República – Seppir/PR. O evento teve o objetivo de apresentar um quadro da presença de pessoas negras no empreendedorismo, com vistas à disseminação de informações sobre esse campo na perspectiva da promoção da igualdade racial. Continue lendo “Pretos e pardos tem menor acesso a serviços bancários”

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ONU: uma em cada dez jovens foi vítima de estupro ou violação até os 20 anos

Da Agência Lusa

Cerca de 120 milhões de mulheres jovens em todo o mundo, o equivalente a uma em cada dez, foi vítima de estupro ou violação até os 20 anos, segundo relatório divulgado hoje (5) pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Em estudo global sobre a violência contra crianças, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) mostra que um quinto das vítimas de homicídio são crianças ou adolescentes com menos de 20 anos.

O homicídio é a principal causa de morte em rapazes e em jovens com idade  entre 10 e 19 anos nos países da América Latina, incluindo a Venezuela, a Colômbia, o Panamá e o Brasil.

O Unicef diz que o estudo Escondido à Vista (Hidden in plain sight) é o maior trabalho realizado sobre violência contra crianças e foi baseado em dados de 190 países.

“Esses são fatos desconfortáveis, nenhum governo ou pai vai querer vê-los”, disse o diretor executivo da instituição, Anthony Lake. “Mas se não enfrentarmos a realidade que cada estatística representa – a vida de uma criança que tem direito à segurança, a uma infância protegida e que foi violada – nunca deixaremos de pensar que a violência contra as crianças é normal e permissível. E não é”, acrescentou. Continue lendo “ONU: uma em cada dez jovens foi vítima de estupro ou violação até os 20 anos”

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Adoro ser reprovado como brasileiro, por Leonardo Sakamoto

Leonardo Sakamoto

Tenho o orgulho de informar que, se considerarmos a pesquisa encomendada pelo jornal Estado de S.Paulo e pela TV Globo ao Ibope como um gabarito, fui novamente “reprovado” como brasileiro.

[Sobe som. Barulho de sidra estourando, de palmas e de gente fazendo “uhú”.]

Novamente porque não foi a primeira pesquisa, nem será a última em que isso deve acontecer.

Alguns dos meus leitores engraçados vão dizer “Ótimo, mude-se para Cuba ou para a Coreia do Norte”.

E respondo de pronto: Não dá, porque lá não tem Apple Store (Alerta! Alto nível de ironia detectado! Só chegue perto com um kit de interpretação de texto em mãos).

Bora lá checar os resultados: Continue lendo “Adoro ser reprovado como brasileiro, por Leonardo Sakamoto”

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Para uma Melhor Compreensão da Participação Cidadã

Ladder-of-Participation-PTKimberly Farnham – Rio On Watch

As políticas atuais no Rio deixam muitos cidadãos aborrecidos e observadores confusos. O programa das UPPs foi, no início, bem visto, pelo potencial de finalmente garantir os serviços básicos de segurança para as partes menos favorecidas da cidade, e, ainda assim, cinco anos depois, o Rio está mergulhado em violência e as comunidades destinadas a beneficiar-se são cada vez mais vítimas dessa mesma polícia. O PAC era para ter trazido a infra-estrutura, muito necessitada, para as favelas da cidade, mas muitos dos programas lançados foram considerados de baixa prioridade e às vezes até contraproducentes, e os impactos concretos gerais são mínimos. Preocupações semelhantes podem ser manifestadas em relação ao programa da Prefeitura, bem escrito, de urbanização de favelas Morar Carioca, o programa UPP Social, e o programa de habitação popular federal Minha Casa Minha Vida. Embora existam muitas causas e efeitos envolvidos no sucesso limitado, falhas e limitações de cada programa, o que une todos os programas é a pura falta da autêntica participação dos cidadãos.

Talvez a compreensão mais clara e esclarecedora das gradações e potenciais de participação dos cidadãos foi desenvolvida por Sherry Arnstein. Em seu artigo pioneiro de 1969, A Escada da Participação Cidadã, um pilar entre educadores de planejamento urbano norte-americanos até os dias de hoje, ela explica o conceito usando uma escada. Cada degrau da escada representa um nível diferente de envolvimento da comunidade, e quando você sobe a escada, mais poder é dado aos membros da comunidade no processo de tomada de decisão. Aqui vamos dar uma breve descrição de cada nível de participação, começando da parte inferior. Continue lendo “Para uma Melhor Compreensão da Participação Cidadã”

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Mulheres negras sempre vivas da serra do Espinhaço

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Projeto independente documenta as histórias de vida e paisagens do cotidiano de filhas e netas de escravizados em comunidades da serra do Espinhaço, em Minas Gerais

Por Marina Moss* e Thiago Almeida** – Repórter Brasil

A escravidão foi abolida oficialmente no Brasil no dia 13 de maio de 1988, depois de três séculos e quatro milhões de seres humanos transportados em porões de navios negreiros. Porém, o processo de abolição da escravatura no Brasil atendeu apenas aos interesses de produtores rurais e de uma nascente classe industrial. Uma massa de negros e negras foi jogada nas ruas, negligenciada pela recém-proclamada República, à mercê da própria sorte. Nenhuma compensação ou política pública foi pensada a fim de inserir os negros libertos na sociedade que acabava de ser instaurada. Continue lendo “Mulheres negras sempre vivas da serra do Espinhaço”

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Curso: para enxergar História e Cultura indígenas em SP

Centenas de índios protestam em SP (2013), contra tentativas de frear demarcação de suas terras. Presença dos povos originários é marcante também no quotidiano da metrópole
Centenas de índios protestam em SP (2013), contra tentativas de frear demarcação de suas terras. Presença dos povos originários é marcante também no quotidiano da metrópole

Investigue neste fim de semana – na redação de “Outras Palavras” e nas ruas do centro – a vasta presença dos índios na metrópole. Saiba como não ser indiferente a ela

Por Antonio Martins – Outras Palavras

Num texto recente, o linguista e dissidente norte-americano Noam Chomsky notou que os governos e mídia alinhados a Washington precisam efetuar uma operação ideológica especial, para justificar a agressão permanente praticada por Israel contra os palestinos. Implica tratá-los como impessoas (“unpeople”). Só tornando-os invisíveis é possível apoiar Telaviv e considerar-se, simultaneamente, partidário da Democracia e dos Direitos Humanos. Continue lendo “Curso: para enxergar História e Cultura indígenas em SP”

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Indígenas de MS rejeitam Instituto Nacional de Saúde e acusam governo de privatização

Lindomar Terena e outras fotos

Por Wendy Tonhati em Midiamax News

As lideranças indígenas de Mato Grosso do Sul rejeitaram na tarde desta terça-feira (2), a proposta do governo federal de criação do Insi (Instituto Nacional de Saúde Indígena ). Com a criação do instituto, a Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena) seria substituída e os indígenas acusam o governo de estar promovendo uma privatização da saúde indígena.

Uma das lideranças presentes na reunião foi Lindomar Terena, que também é representante da Apib (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil). Segundo ele, a reunião foi conduzida pelo Condise (Conselho Distrital de Saúde Indígena). Lindomar diz que é contra a criação e afirma que a proposta está sendo posta de maneira ‘atropelada’ aos indígenas. Continue lendo “Indígenas de MS rejeitam Instituto Nacional de Saúde e acusam governo de privatização”

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