Quase 80% das usinas hidrelétricas em construção estão atrasadas, diz TCU

Michèlle Canes – Repórter da Agência Brasil 

O Tribunal de Contas da União (TCU) levou ao plenário do tribunal, nesta quarta-feira (3), o resultado de uma Auditoria Operacional sobre o Sistema Elétrico Brasileiro. O ministro-relator, José Jorge, disse que 79% das usinas hidrelétricas em construção no país não cumpriram com o cronograma inicial, apresentando algum tipo de atraso. No caso da energia eólica, o número chega a 88% e nas térmicas, 75%.

A Auditoria Operacional sobre o Sistema Elétrico Brasileiro, elaborada pela Secretaria de Fiscalização de Desestatização e Regulação de Energia e Comunicações (SefidEnergia) do TCU, traz uma análise sobre o cumprimento e a sincronia entre cronogramas para que obras de geração e de transmissão de energia no país comecem a operar. O relatório, avaliou obras feitas desde 2005 e traz ainda os impactos causados pelos atrasos e descompasso dos projetos.

Segundo os dados levantados pela equipe que elaborou o estudo, entre as causas dos atrasos estão pontos como questões ambientais e a ausência de estudos sobre os prazos que seriam mais adequados para cada tipo de construção. “O primeiro elemento fundamental é o tempo que a engenharia pode fazer aquela obra. Se tem uma hidrelétrica de tamanho tal pode ser construída em três anos e se você colocar em dois anos, certamente ela vai atrasar”, disse o ministro-relator.

Outra possível causa para a falta de cumprimento dos prazos é a inexistência de um banco de dados que permita um acompanhamento das obras por parte do Ministério de Minas Energia. “Hoje o que se nota é a grande dificuldade em se identificar potenciais casos de descompasso entre os empreendimentos. Não é possível identificar, por exemplo, via banco de dados, quais empreendimentos de transmissão devem estar concluídos para permitir a entrada em operação”, disse no voto. Continue lendo “Quase 80% das usinas hidrelétricas em construção estão atrasadas, diz TCU”

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Caso Grêmio: O silêncio nos torna responsáveis pela ignorância dos outros, por Leonardo Sakamoto

Leonardo Sakamoto

Ontem foi um dia para entrar para a história. A 3ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva excluiu o Grêmio da Copa do Brasil, nesta quarta (3), por conta das ofensas racistas de torcedores contra Aranha, goleiro do Santos, em partida das oitavas de final, conforme noticiou o UOL. O clube ainda foi multado em R$ 54 mil e os envolvidos nos xingamentos proibidas de entrar em estádios por 720 dias. Árbitro e auxiliares foram punidos e suspensos por não relatarem o ocorrido.

À decisão, cabe recurso. Mas ela tem o potencial de repercutir em partidas de campeonatos nacionais ou regionais pelos próximos anos.

Uma punição rigorosa não vai resolver o problema por decreto. Federações, times e torcidas ainda farão vistas grossas ou mesmo darão apoio de forma velada ao preconceito. Mas é uma indicação de que há coisas que não podem e não devem ser toleradas.

Durante a Copa do Mundo, postei aqui que seria fabuloso se alguma seleção perdesse os pontos que conquistou em campo ou fosse desclassificada da Copa do Mundo caso sua torcida presente no estádio apelasse para a homofobia, transfobia ou racismo.

– E se alguém usar uma camisa de outro time e xingar? (como se até uma ameba em coma não fosse capaz de descobrir isso…)
– Cadê minha liberdade de expressão?
– Ah, mas que radicalismo!
– Deixa o povo se divertir.
– É só brincadeira.
– É só futebol. Continue lendo “Caso Grêmio: O silêncio nos torna responsáveis pela ignorância dos outros, por Leonardo Sakamoto”

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Festa de comemoração dos 4 anos de criação do Museu indígena Jenipapo-Kanindé

festa jenipapo-kanindé

Nós, Jenipapo-Kanindé temos a honra de convidar todos os parentes, amigos e colaboradores para a festa de comemoração dos 4 anos de criação do Museu indígena Jenipapo-Kanindé.

Programação das atividades:

  • Roda de conversa sobre a trajetória do museu indígena Jenipapo-Kanindé
    Debatedores: Cacique Pequena, Preá Alves (coordenador do Museu Indígena Jenipapo Kanindé) e João Paulo Vieira (Consultor do Programa Pontos de Memória/Ibram, Projeto Historiando e Rede Cearense de Museus Comunitários)
  • Apresentação cultural do grupo Kunhã Spyara
  • Exibição do vídeo sobre a história do povo Jenipapo-Kanindé
  • Ritual sagrado do Toré
  • Pratos tradicionais Jenipapo-Kanidé.

Local: Lagoa da Encantada
Data:dia 12 de setembro de 2014
Horário: A partir das 17 horas.
Contatos: Preá (85) 8736 5696

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Amianto: un genocidio impune

amianto - livro de Baquet

Fernanda Giannasi*, para Combate Racismo Ambiental

O livro Amianto: Un Genocídio Impune, de autoria de Francisco Báez Baquet, retrata os casos de trabalhadores vítimas do amianto na Espanha e traz uma vasta e profunda pesquisa sobre os meandros desta indústria mortífera em todo o mundo, para a qual modestamente pudemos contribuirÉ sem dúvida uma importante fonte de informações para aqueles que se debruçam sobre o espinhoso tema do amianto.

O autor é ex-empregado da empresa Uralita, ex-membro do Comitê Nacional do Amianto e sindicalista ativo, com mais de 30 anos dedicados à investigação dos efeitos da exposição ao amianto. Por isto, Baquet é considerado um pioneiro na luta contra a indústria desse mineral na Espanha.

Em sua detalhada pesquisa, ele aborda o que chama de a “conspiração do silêncio” ou “pacto de silêncio” sobre o amianto, fazendo uma viagem histórica através de suas consequências desastrosas à saúde humana, nos mais diversos contextos geográficos. Continue lendo “Amianto: un genocidio impune”

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Carta aberta à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) do Brasil

eucaliptos

Para: Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) do Brasil

Nós, abaixo assinados, fomos informados de que a FuturaGene, firma de biotecnologia de propriedade exclusiva da empresa de papel e celulose Suzano, apresentou uma solicitação para o plantio comercial de eucalipto geneticamente modificado (GM).

A Suzano/FuturaGene e outras empresas, como Fibria (ex-Aracruz) e ArborGen, vêm realizando experimentos de pesquisa e de campo com árvores GM há anos. O interesse da Suzano/FuturaGene tem sido o de aumentar a produtividade de suas plantações de árvores. A empresa argumenta que a nova árvore GM irá resultar em um aumento de 20% na produtividade e, assim, elevar “a competitividade e os ganhos ambientais e socioeconômicos por meio de maior produtividade, usando menos terra e, portanto, menos insumos químicos em geral, com menor liberação de carbono, bem como tornando a terra disponível para a produção ou a conservação de alimentos, e aumentando a renda dos produtores integrados”.(1)  Essas afirmações contradizem os fatos que serão tratados a partir das informações a seguir.

Árvores transgênicas agravam os problemas provocados por plantações industriais de arvores, em vez de reduzi-los

O uso de árvores GM de crescimento mais rápido em plantações industriais vai exacerbar os já conhecidos impactos sociais e ambientais negativos causados pelas plantações industriais de árvores, além de introduzir outros, devido aos riscos adicionais inerentes à engenharia genética. Continue lendo “Carta aberta à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) do Brasil”

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Nota sobre cartas que serão entregues hoje à CTNB sobre pedido da empresa FuturaGene/Suzano para plantar e comercializar eucalipto transgênico

eucalipto portugal,

260 organizações do Brasil, América Latina e de outros continentes entregam hoje cartas à  Comissão Técnica Nacional de Biosegurança do Brasil (CTNBio) manifestando sua profunda preocupação  e instando a Comissão a não autorizar o pedido da empresa FuturaGene, propriedade da Suzano,  para plantar e a comercializar árvores de eucalipto transgênico

Brasilia, 4 de setiembre 2014

Hoje, em Brasilia, um  grupo composto por integrantes do MST, MPA, da Via Campesina e  Terra de Direitos entregam duas cartas(1) nas quais 260 grupos de mais de 40 países exigem da CTNBio rejeição ao pedido da empresa Suzano Papel e Celulose, através da FuturaGene, de liberação do uso comercial de árvores transgênicas.

As cartas serão lidas e entregues durante uma audiência pública organizada pela CTNBio especialmente para tratar deste pedido da Suzano/Futuragene 2). O interesse da Suzano/FuturaGene é, com as árvores transgênicas, aumentar a produtividade de suas plantações da monocultura de eucalipto. A empresa argumenta que a nova árvore geneticamente manipulada (GM) irá resultar em um aumento de 20% na produtividade e, assim, elevar “a competitividade e os ganhos ambientais e socioeconômicos por meio de maior produtividade, usando menos terra e, portanto, menos insumos químicos em geral, com menor liberação de carbono, bem como tornando a terra disponível para a produção ou a conservação de alimentos, e aumentando a renda dos produtores integrados”. Continue lendo “Nota sobre cartas que serão entregues hoje à CTNB sobre pedido da empresa FuturaGene/Suzano para plantar e comercializar eucalipto transgênico”

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Monocultivos: os troncos que encurralaram os nossos mortos!

TV Zabelê

Na fronteira entre Bahia e Minas Gerais encontram-se dezenas de comunidades geraizeiros hoje cada vez mais ameaçadas pelo avanço das empresas do agronegócio. Desta maneira, as populações locais tem os mesmos inimigos que invadem seus territórios causando grande impactos socioambientais em troca de altos lucros para poucos. Mesmo encurraladas pelos “troncos da morte” dos monocultivos de eucalipto, as famílias resistem e procuram defender seus direitos, como é o caso das famílias da comunidade Palmeira, no município Cordeiros à 660 km de Salvador no estado da Bahia.

Enviado para Combate Racismo Ambiental por Thomas Bauer.

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Semana do Cerrado: 08 a 13 de setembro, no Norte de Minas e Oeste da Bahia

cartaz romaria do cerrado

Carta Convocatória para a 1ª Romaria do Cerrado

Amigos e amigas das comunidades, paróquias, movimentos sociais, sindicatos e associações e organizações populares, estamos realizando nossa primeira Romaria do Cerrado, momento de renovação da fé e da esperança para continuar lutando pelo Cerrado em Pé e todas suas formas de vida.

O Cerrado é o segundo maior bioma da América do Sul, ocupando uma área de 2.036.448 km, cercade  22% do território nacional. A sua área contínua incide sobre os estados de Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Bahia, Maranhão, Piauí, Rondônia, Paraná, São Paulo e Distrito Federal, além dos encraves no Amapá, Roraima e Amazonas. Neste espaço territorial encontram-se as nascentes das três maiores bacias hidrográficas da América do Sul (Amazônica/Tocantins, São Francisco e Prata), o que resulta em um elevado potencial hídrico, e contribui para a biodiversidade deste bioma.

Muitas populações sobrevivem de seus recursos naturais, incluindo indígenas, quilombolas, geraizeiros, ribeirinhos, babaçueiras, vazanteiros, fecheiros e extrativista que, juntas, fazem parte do patrimônio histórico e cultural brasileiro, e detêm um conhecimento tradicional de sua biodiversidade. Inúmeros tipos de frutos comestíveis são regularmente consumidos pela população local e vendidos nos centros urbanos, como o Pequi, Buriti, Mangaba, Cagaita, Bacupari, Cajuzinho do Cerrado, Araticum, Jatobá e as sementes do Barú. Continue lendo “Semana do Cerrado: 08 a 13 de setembro, no Norte de Minas e Oeste da Bahia”

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Índice de progresso social na Amazônia é inferior à média nacional

Em meio à falta de saneamento, moradores equilibram-se em "ruas" de madeira para chegar a suas casas - Altamira, Pará
Em meio à falta de saneamento, moradores equilibram-se em “ruas” de madeira para chegar a suas casas – Altamira, Pará

Pesquisador do Imazon fala dos indicadores considerados na pesquisa e explica os fatores relacionados ao baixo desempenho da região

Por Beth Begonha, em EBC Rádios

O programa Amazônia Brasileira recebe, nesta quarta-feira (03), o pesquisador do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), Adalberto Veríssimo. O mestre em Ecologia fala aos ouvintes da Rádio Nacional da Amazônia sobre a última pesquisa do instituto que apontou para um índice de crescimento social menor das cidades da Amazônia em relação às de outras regiões do país. A pesquisa foi divulgada no mês passado e mostra o Índice de Progresso Social (IPS) médio da Amazônia de 57,31, inferior à média nacional, de 67,73.

O levantamento levou em consideração 43 indicadores, agrupados em três dimensões, para a avaliação do progresso social e ambiental em 772 municípios da região e seus nove estados, onde foram avaliados o desempenho da Amazônia nos quesitos de necessidades humanas básicas, fundamentos para o bem-estar, sustentabilidade dos ecossistemas, o de oportunidades, onde foi apontado o pior desempenho, entre outros fatores. Continue lendo “Índice de progresso social na Amazônia é inferior à média nacional”

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A Comissão de DH da OAB-CE aprova solicitação da RENAP

renapPor Rodrigo de Medeiros Silva

A Comissão de DH da OAB-CE acabou de se posicionar, por unanimidade, favorável aos pedidos feitos pela RENAP à Instituição:

a) A inclusão, na Sessão do Conselho, de matéria para tratar especificamente sobre as violações de direitos humanos em manifestações, violação de prerrogativas e prisões arbitrárias.

b) Autorização para uso da palavra, durante esta Sessão, de membros da RENAP/CE, para o relato e discussão acerca da matéria.

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