Bancada mais conservadora no Congresso poderá barrar reformas reivindicadas pelos movimentos sociais

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Natália Fonteles – Adital

A população brasileira elegeu, no ultimo dia 05 de outubro, os senadores e deputados federais que atuarão no Congresso Nacional a partir de 1º de janeiro de 2015, data do inicio da nova legislatura. Os resultados eleitorais mostram que o número de partidos aumentará de 22 para 28 na Câmara dos Deputados, com nova composição do Congresso Nacional apresentando um aumento significativo de representantes da ala conservadora.

O quadro de candidaturas mostra que o PT (Partido dos Trabalhadores), PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro) e PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) possuem as maiores bancadas da Câmara e aponta que os parlamentares conservadores avançaram nessas últimas eleições. A bancada do PSDB, por exemplo, ganhou 11 cadeiras na Câmara dos Deputados, passando de 44 para 55, um crescimento significativo de 25%. Já o PT perdeu 20% dos deputados na bancada, passando de 88 para 70. Continue lendo “Bancada mais conservadora no Congresso poderá barrar reformas reivindicadas pelos movimentos sociais”

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Sementes de Geração: Uso e Gestão compartilhada da Agrobiodiversidade nos Sertões de Minas Gerais [Beleza!]

Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas

Nos sertões de Minas Gerais, uma ampla gama de diversidade de espécies cultivadas e nativas é manejada por agricultores e agricultoras familiares, povos e comunidades tradicionais. De geração em geração vêm sendo conservadas, multiplicadas e melhoradas por povos indígenas, quilombolas, vazanteiros, veredeiros, caatingueiros, apanhadores de flores, geraizeiros e sertanejos que compõem a sociodiversidade no Norte de Minas Gerais e do Vale do Jequitinhonha.

Mas esta marca da ancestralidade encontra-se sob risco. Os modos de vida e a soberania alimentar desses grupos estão sendo ameaçados pelas mudanças climáticas, agravadas pelo desmatamento, implantação de monoculturas de eucalipto e outras tensões ambientais como grandes barragens, mineração e criação de parques naturais sobre seus territórios. Soma-se a isso, a invasão de sementes transgênicas na região, colocando em risco um vasto patrimônio genético.

No entanto, mesmo privados da liberdade, a intensa mobilização política destes povos e comunidades tradicionais mostra que a proteção da agrobiodiversidade é possível, desde que seus saberes e fazeres sejam valorizados pela sociedade mais ampla e seus territórios reconhecidos enquanto patrimônio cultural a ser protegido.

Enviada para Combate Racismo Ambiental por Carlos Alberto Dayrell.

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Eu suporto ofensa. O que não suporto é falta de criatividade, por Leonardo Sakamoto

Leonardo Sakamoto

Eu suporto xingamento, ofensa, calúnia. Eu suporto pessoas que me param na rua para falar mal dos meus textos e das opiniões. Eu suporto memes em que são usadas fotos em que pareço 20 quilos mais gordo e ressaltam meu cabeção. Eu suporto até quem me para na hora em que começa a tocar Florence na balada para tentar me convencer de que trabalho escravo não existe, mas é um delírio da minha mente doentia.

Mas o que eu não suporto é a falta de criatividade. Isso me deprime. Muito.

(Só não deprime mais do que a falta de interpretação de texto.)

Argumentar com suas próprias palavras, sem usar frases feitas que foram cunhadas sei lá aonde. Isso é pedir muito?

Creio que muitos perderam a capacidade analítica, sensação reforçada pelo período eleitoral.

Ao mesmo tempo, há algumas palavras-chave que ativam uma área violenta e primitiva do cérebro de alguns leitores na internet. Quando surgem, eles ignoram totalmente o contexto em que estão inseridas, deixam de lado a necessária ponderacão presente nos ambientes de diálogos construtivos e recorrem a uma frase feita. Para esse pessoal, a interpretação de texto funciona da seguinte forma: Continue lendo “Eu suporto ofensa. O que não suporto é falta de criatividade, por Leonardo Sakamoto”

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Os ‘sem água’ de São Paulo, artigo de Roberto Malvezzi (Gogó)*

– Na pele de Alckmin –

[EcoDebate] A nordestina que assistia televisão começa a chorar quando vê o sofrimento de uma mulher paulistana da periferia, com a pia cheia de pratos, o vaso sanitário cheio de outras coisas, há dois dias sem tomar banho e sem saber como lidar com essa penúria de água.

Essa história ouvi na cidade de Canudos nesse sábado passado, aqui no sertão da Bahia, local simbólico da luta nordestina pela terra e pela água. Quem me contou foi o Pe. Alberto, pároco da cidade, durante a romaria de Canudos que acontece todos os anos.

Não queria estar na pele de Geraldo Alckmin quando essa eleição passar. Quando os “sem água” saírem às ruas, como fizeram em Cochabamba (Bolívia), em Rosário (Argentina) ou em tantas cidades nordestinas em outras épocas, a classe política vai conhecer o que é a fúria popular causada pela sede. Como se diz aqui pelo sertão “a fome e a sede tem cara de herege”. Continue lendo “Os ‘sem água’ de São Paulo, artigo de Roberto Malvezzi (Gogó)*”

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Desejo de matar: Dilma sob ataque midiático

Foto sugere Dilma trespassada por espada. Publicada pela velha mídia no dia da posse, imagem é retrato do tratamento dispensado à presidente no segundo turno
Foto sugere Dilma trespassada por espada. Publicada pela velha mídia no dia da posse, imagem é retrato do tratamento dispensado à presidente no segundo turno

Os trinta Berlusconis brasileiros abrem fogo contra presidente. PT repensará relações que manteve com setor, enriquecido por propaganda oficial e nunca regulamentado?

Por Guilherme Boulos – Outras Palavras

A opinião pública, outrora mais comedida, aderiu de forma radical ao antipetismo. PT virou sinônimo de bandalheira e seus eleitores são ignorantes que parasitam em torno dos programas sociais. Opinião pública, já disse Millôr Fernandes, nada mais é do que aquilo que se publica.

Antes de tornar-se um discurso amplamente difundido – em especial no Sudeste, Sul e Centro-Oeste do país – o antipetismo foi cuidadosamente fermentado por um grupo bem mais seleto, o daqueles que publicam. Os trinta Berlusconi brasileiros, na definição da organização europeia Repórteres Sem Fronteiras. Continue lendo “Desejo de matar: Dilma sob ataque midiático”

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Defensoria garante uso da terra e de recursos naturais pela comunidade do Cajueiro

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DPE – A Defensoria Pública do Estado (DPE), através do Núcleo de Moradia e Defesa Fundiária, conseguiu na Justiça Estadual liminar que determina a abstenção, por parte da empresa WPR São Luís Gestão de Portos, de atos que impeçam a realização de plantações, de construções, do extrativismo e da pesca pela comunidade do Cajueiro, situada na região da Vila Maranhão, na capital.

A decisão é fruto de medida cautelar preparatória de ação civil pública movida pela DPE contra o Estado do Maranhão e a WPR São Luís Gestão de Portos, que pretende instalar no local um terminal portuário e estaria proibindo, através de uma empresa de segurança, a comunidade de utilizar o seu território, inclusive impedindo o acesso às praias de Cajueiro e Parnauaçu. Continue lendo “Defensoria garante uso da terra e de recursos naturais pela comunidade do Cajueiro”

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Cáritas Minas realiza Feira de Economia Popular Solidária e de produtos da reforma agrária na Praça da Liberdade

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A Cáritas  é um organismo da CNBB de atuação social e humanitária

A Cáritas Brasileira Regional Minas Gerais em parceria com o Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra (MST), Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), dentre outros movimentos e entidades, realiza entre os dias 5 e 7 de novembro na Praça da Liberdade em Belo Horizonte, a Feira Mineira de Economia Popular Solidária. O evento integra as atividades da campanha da Rede Cáritas no mundo contra a fome e a pobreza “Uma Família Humana: Pão e Justiça para todas as Pessoas”. Continue lendo “Cáritas Minas realiza Feira de Economia Popular Solidária e de produtos da reforma agrária na Praça da Liberdade”

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Observatório do Clima: Brasil enfrenta maior crise hídrica de sua história

Brasil enfrenta maior crise hídrica de sua história. Fernando Coello Vicente / Flickr
Brasil enfrenta maior crise hídrica de sua história. Fernando Coello Vicente / Flickr

Secretário-geral do Observatório do Clima ressalta a importância da inclusão da pauta ambiental como prioridade nas políticas públicas

Por Beth Begonha, EBC

Em entrevista ao Amazônia Brasileira nesta sexta-feira (17), Carlos Rittl destaca a relação entre desmatamento, poluição, mudanças climáticas e a crise hídrica que avança sobre o país. Ele ressalta que durante a campanha política, pouca importância foi dada à pauta ambiental como se os candidatos tanto a cargos no legislativo como no executivo tivessem esquecido que atividades econômicas, base do discurso da maioria, não podem existir sem os recursos naturais.

Na entrevista, ele explica porque a situação tem se agravado com tamanha rapidez, fazendo com que a situação hoje em diversas partes do país seja crítica no sentido da disponibilidade de recursos hídricos indispensáveis à sobrevivência das espécies que habitam o planeta e nas atividades desenvolvidas pelo homem, sejam industriais, de infraestrutura, e principalmente na agricultura – atividade que mais consome água dentre todas. Além disso, a falta de água compromete a capacidade de funcionamento das hidrelétricas, o que nos coloca em um círculo vicioso: mais calor, menos água, busca por equipamentos eletrônicos, maior consumo de energia.

Na semana que antecede o segundo turno das eleições presidenciais, o assunto ainda não foi abordado de forma franca e clara com a população brasileira, não tendo ela sido alertada para as possíveis consequências imediatas dessa situação.

Clique aqui para a entrevista.

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Em período de seca, mineradoras têm prioridade no uso da água

unnamedCidades de Minas Gerais passam por racionamento, mas milhões de litros de água serão direcionados à mineração

Rafella Dotta, Belo Horizonte (MG) – Brasil de Fato

Em época de racionamento de água em vários estados, Minas Gerais não anda atrás. Até o início da semana, 155 cidades mineiras haviam decretado situação de emergência em razão de estiagem prolongada, segundo Boletim da Defesa Civil. Para estudiosos, a seca está sendo agravada por empreendimentos que utilizam milhões de litros de água.

Em Minas Gerais, o maior problema tem sido o aumento da atividade de mineração, segundo afirma Luiz Paulo Guimarães, da coordenação estadual do Movimento Nacional pela Soberania Popular frente à Mineração (MAM). “É um contrassenso. Na mesma medida em que está faltando água na casa das famílias mineiras, o governo está liberando a implantação de minerodutos”, diz.

Os minerodutos, espécie de tubos que levam minério de ferro direto da mina ao porto, são três já implantados e cinco em implantação no estado. O jornalista e ambientalista Gustavo Tostes Gazzinelli, que é membro do Conselho Estadual de Recursos Hídricos, relata que cada um dos minerodutos vai utilizar volume de água que abasteceria 250 mil pessoas. A quantidade de água abasteceria 2 milhões de pessoas, o suficiente para complementar o atual quadro de estiagem.

Enviada para GT Combate Racismo Ambiental por Rodrigo de Medeiros Silva.

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Voto em Dilma: resgate do Passado, aposta no Futuro, por Carlos Vainer*

Depois da postagem sobre o valor dos votos das “elites” e do dos “excluídos“, este texto, que acabo de receber, não poderia ficar de fora. (Tania Pacheco)

brasil em raças

Como votar no 2º turno? De um lado, a direita, cada vez mais raivosa e conservadora, mostra suas garras e, uma vez mais, seu profundo desprezo pelo povo e por sua inteligência. De outro lado, uma coalizão que, após 12 anos de governo, parece ter perdido tanto os laços com suas origens quanto a possibilidade de se reinventar para o futuro.

Em 2002, a eleição de Lula para a presidência da república representou o desenlace das lutas travadas desde o fim dos anos 1970, que aceleraram  a queda da ditadura militar e sua “transição lenta, gradual e segura”, como a designavam os ditadores de plantão, seus principais beneficiários e prestadores de serviço: a grande mídia, os “democratas moderados” (que têm mais medo de povo que amor à democracia), o grande capital convertido às virtudes da transição negociada após 20 anos de benesses obtidas sob as asas do autoritarismo, e, nunca é bom esquecer, muitos intelectuais desde sempre disponíveis para explicar por que razão uma “transição brusca” e um “excesso de democracia” constituiriam uma ameaça à democracia.

Desde as grandes mobilizações populares do início da década de 1960, em 2002, pela primeira vez encontrava-se novamente a sociedade brasileira colocada diante de uma oportunidade histórica; abriam-se caminhos, senão para a revolução social, ao menos para profundas reformas políticas, econômicas e sociais.

Nos anos 1960, as lutas populares colocaram no campo das possibilidades as “reformas de base”: reforma agrária, reforma urbana, reforma universitária, reformas bancária e fiscal, entre outras, que, se levadas a cabo de maneira integrada e consistente, teriam mudado a face do Brasil. Como sabemos, uma santa aliança reunindo as classes dominantes – latifundiários e capitalistas de todos os setores – e expressivos setores de uma classe média urbana amedrontada por implacável campanha terrorista de propaganda anti-comunista, amparada no “generoso e desinteressado apoio” norte-americano, golpeou os movimentos populares, lançando o país em uma brutal ditadura. O golpe militar e a ditadura frustraram as expectativas populares e conduziram uma modernização conservadora que aprofundou as desigualdades sociais e o monopólio político, institucional e econômico que produziu e reproduz uma das sociedades mais injustas e violentas do mundo. Continue lendo “Voto em Dilma: resgate do Passado, aposta no Futuro, por Carlos Vainer*”

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