Nota de Repúdio do Coletivo Negrada

novembro negro

O Coletivo Negrada por meio desta Nota, condena veemente as afirmações de caráter racista proferidas pelo professor da UFES Manoel Luiz Malaguti, que numa aula para a turma do 2º período do Curso de Ciências Sociais, afirmou numa discussão sobre Cotas que “detestaria ser atendido por um médico ou advogado negro”, além de desferir seu ódio com falas, expressamente racistas como: “Não posso utilizar uma linguagem técnica e textos mais elaborados, pois vocês (negros/cotistas) não tem capacidade de compreensão e interpretação, visto que a maioria não tem uma boa base de leitura para entender a matéria sem que eu use uma linguagem mais simplificada”; “os negros não são capazes de manter o nível da formação universitária”; “o nível da educação está tão baixo que o professor não precisa se qualificar mais para dar aula, já que a maioria dos cotistas são negros, pobres, sem cultura e sem leitura, são analfabetos funcionais”.

O crime de racismo está configurado quando este professor com seus atos e declarações, constrange e ofende moralmente “todos os estudantes negros e cotistas desta universidade”, negando e impedindo que estes estudantes exerçam o direito de estar neste espaço de educação superior.

Reiterando que o criminoso em questão é um formador de opinião e que usou do exercício da sua função para infringir a lei. Atitudes como essa, nos alertam cada vez mais a necessidade de uma intervenção emergencial, por meio de resolução, da Universidade Federal do Espirito Santos e das Secretarias de Educação, a fim de implementar de fato a Lei nº 10.639/03 que obriga o ensino da verdadeira história do povo negro e africano nas escolas. Continue lendo “Nota de Repúdio do Coletivo Negrada”

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Estados Unidos também são bolivarianos? EUA realizaram 146 consultas públicas nesse dia 4

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O debate sobre a participação popular está em pauta no Brasil, especialmente após a derrubada, na Câmara dos Deputados, do decreto presidencial [nº 8.243] que instaura a Política Nacional de Participação Social. A direita e os parlamentares conservadores atacam  a democracia participativa, falando que o decreto instauraria o bolivarianismo no Brasil (?), na tentativa de desqualificar os movimentos sociais e a participação social que vêm sendo implementada no Brasil . Como já mostramos aqui, a direita parece não entender que, na democracia, quanto mais participação do povo, melhor.

É assim também nos Estados Unidos, que realiza[ra]m nesta terça-feira, 4, eleições para o Parlamento e e diversas consultas públicas, plebiscitos e referendos. Em pauta, a reforma da política sobre o uso de drogas, além de procedimentos legais de aborto. O país atingirá o número recorde de 146 consultas públicas em 42 estados norteamericanos.

Longe de se tornar uma ditadura bolivariana, os Estados Unidos  fazem uso dos conselhos populares para decisões em 24 estados da nação. É assim também nas outras grandes democracias consolidadas ao redor do mundo, como é o caso dos plebiscitos na Suécia, ou dos referendos canadenses. Continue lendo “Estados Unidos também são bolivarianos? EUA realizaram 146 consultas públicas nesse dia 4”

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Famílias da Terra Indígena Maró fazem acampamento contra derrubada de árvores

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Terra de Direitos

Cerca de 30 famílias das etnias Borari e Arapium da Terra Indígena (TI) Maró, município de Santarém (PA), estão acampadas há cerca de cinco dias em área que está sendo desmatada por madeireiros. A ocupação retoma uma parte da TI que havia sido apropriada pela fazenda Curitiba. A ação é organizada em resposta ao corte de 15 árvores na TI, todas de alto valor comercial, como maçaranduba, jatobá, ipê, amarelão, itauba, uxi e pequiá. Os indígenas trancaram a estrada que corta o território tradicional e serve de via de transporte ilegal de toras.

O corte foi feito em área pleiteada por Celso José Hoffman, que conseguiu Autorizações para Exploração Florestal (AUTEF 2974/2014) via Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SEMA). Pelo menos 50% do Projeto de Manejo do madeireiro está dentro da TI, o que é juridicamente ilegal, por ser violação ao direitos garantidos na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). O processo de demarcação da Terra Indígena ainda está em andamento e o mapa do território foi publicado em 2011 no Diário Oficial, sendo, portanto, disponível a todos os órgãos ambientais. Continue lendo “Famílias da Terra Indígena Maró fazem acampamento contra derrubada de árvores”

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O fora Dilma e a unidade de esquerda

“A mera chantagem de unificar a esquerda na defesa do governo Dilma para barrar a direita não vai funcionar. O que pode funcionar, no entanto, é uma aliança contingente em defesa do governo Dilma, diante de um futuro movimento não-caricato de impeachment. Mas pra que isso aconteça, é preciso primeiro que o governismo reconheça que os movimentos e coletivos não-alinhados têm suas formas singulares de expressão, e não se submetem necessariamente aos consensos, discursos e pautas (“reforma política”) do próprio governo”. O comentário é de Bruno Cava Rodrigues, publicado no Facebook: 

IHU On-Line

Depois de uma eleição feita na base de campanhas de “desconstrução”, ódio e deboche, as caricaturas da direita saíram às ruas no sábado, chegando a 1,5 mil pessoas em São Paulo, com alguns cartazes pedindo a volta da ditadura. Com a família Bolsonaro e um Lobão histriônico, representa uma direita raivosa cuja única razão de existência é antagonizar com a esquerda do país. Fica a critério de cada um avaliar se elegê-los como inimigo preferencial é dar palanque para maluco e acaba retroalimentando o processo, já que pessoas como ConstantinosReinaldos e Felicianos simplesmente adoram ser “perseguidos” pela esquerda. Ou se é antagonismo fundamental.

Mas a operação também funciona do outro lado. Vem de longe a estratégia das redes e mídias governistas alertarem para o perigo golpista como tônica. O termo “PIG” surgiu assim. Durante as jornadas de 2013, essas mesmas mídias chamaram incansavelmente os manifestantes de coxinhas e manipulados, e nos protestos da Copa foram tachados de pessimildos e tucanos. A tendência é que qualquer crítica seja desqualificada como fazendo o jogo da direita, e qualquer mobilização fora da pauta da reforma política desejada pelo PT tachada de irresponsável. A pequena direita estridente é instrumental para reforçar a ideia que é preciso cerrar fileiras com o governo, mesmo que não haja “guinada à esquerda” à vista.

Assim como Bolsonaro se cacifa quando é antagonizado como inimigo principal, o governo pode se declarar esquerda sem passar pelo constrangimento de explicar que intervenções militares já estão ocorrendo em favelas cariocas, ou que pretende integrar as forças de segurança com as polícias para o monitoramento de movimentos e ativistas, ou então a febre barrageira contra direitos indígenas e meio ambiente. Existe um estranho mecanismo nessa mútua identificação de contrários, que faz com que um precise viver falando do outro. Como disse Nietzsche: “Quem vive de combater um inimigo luta para que ele não morra”. Continue lendo “O fora Dilma e a unidade de esquerda”

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Sul dos EUA elege primeiro senador negro desde o fim da Guerra da Secessão

Eleição de Tim Scott marca um significativo contraste em relação ao senador Strom Thurmond, que representou a Carolina do Sul durante décadas e foi um radical opositor da igualdade racial que lutou durante anos pela segregação

Da Agência Lusa/Agência Brasil

Os norte-americanos da Carolina do Sul elegeram o primeiro senador negro do Sul do país desde o fim da Guerra de Secessão, segundo projeções das televisões norte-americanas. Ele é o primeiro senador negro depois do período chamado de Reconstrução, que terminou em 1877, com a retirada das tropas federais do Sul dos Estados Unidos.

Tim Scott, um republicano de 49 anos, obteve a vitória histórica no estado onde teve início, em 1861, a Guerra da Secessão. Scott já exercia, contudo, desde janeiro de 2013, o cargo de senador, em substituição a seu antecessor que havia renunciado.

A eleição de Scott marca um significativo contraste em relação ao senador Strom Thurmond, que representou a Carolina do Sul durante décadas, e foi um radical opositor da igualdade racial que lutou durante anos pela segregação.

Há seis anos, o senador Barack Obama tornou-se o primeiro presidente negro dos Estados Unidos ao derrotar o rival republicano John McCain nas urnas. Filho de um queniano e de uma americana, Obama substituiu George W. Bush, que estava havia oito anos no governo. Aluno de Harvard, Obama foi o primeiro negro a presidir a revista universitária Harvard Law Review.

Enviada para Combate Racismo Ambiental por Ruben Siqueira.

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Morir en Cajamarca

Foto: Cajamarca Reporteros
Foto: Cajamarca Reporteros

Por Nelson Manrique Gálvez* – Diario La República

El asesinato de Fidel Flores Vásquez, cajamarquino, de 62 años de edad, mecánico, casado y padre de siete jóvenes, por la policía ha provocado la indignación de todo el país.

No es para menos. Las imágenes grabadas por Cajamarca Reporteros muestran un empleo absolutamente desproporcionado de la fuerza por los policías durante un desalojo, con una víctima abaleada a 4 metros de distancia por una descarga de escopeta en el pecho y en la cara que le alojó 60 perdigones en el cuerpo provocándole finalmente la muerte. Según un jefe policial eran perdigones de goma, pero no es eso lo que muestran las imágenes de las perforaciones provocadas por los perdigones en una calamina situada detrás de donde estaba don Fidel.

Es verdad que la violencia provino de ambas partes. De Fidel Flores y sus familiares que lanzaron trozos de ladrillos y bombas incendiarias para impedir que la policía pudiera subir al techo de su vivienda. De los mercenarios contratados por la organizadora del desalojo, que devolvían los mismos proyectiles contra los habitantes de la vivienda, y finalmente de la policía, que no se limitó disparar contra Fidel Flores si no se ensañó cobardemente contra él y sus familiares. Contra su hijo, que intentaba asistirlo y fue pateado inmisericordemente en el suelo por efectivos policiales que se turnaban para golpearlo. Contra su esposa, a la que dos policías patearon y arrojaron al suelo, halándola de los cabellos. Contra el mismo Fidel Flores, que mientras agonizaba fue apaleado en el suelo por un par de valientes policías que de esa manera reafirmaron que el honor es su divisa. Contra el vecino que salió pacíficamente en defensa de los agredidos en la calle y al que, ya rendido y tirado en el suelo, un policía pateaba en el pecho con el taco, disimuladamente, como quien no quiere la cosa. Ya sabemos: autoridad que no abusa se desprestigia… Continue lendo “Morir en Cajamarca”

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Chile: Piden dar con asesinos de comunero mapuche de Requem Pillan

Multitudinaria despedida. Foto: Camilo Tapia
Multitudinaria despedida. Foto: Camilo Tapia

Servindi

El Observatorio Ciudadano, organización que promueve la defensa de los derechos humanos en Chile, demandó a las autoridades realizar una “investigación imparcial” sobre lo ocurrido con Víctor Manuel Mendoza Collío, comunero mapuche que fue asesinado a solo metros de su casa, el pasado 29 de octubre.

Mendoza Collío, de 27 años, vivía en la comunidad mapuche Requem Pillan, ubicada al interior de la localidad de Pidima, comuna de Ercilla, IX región. El comunero falleció producto de un disparo a quemarropa de escopeta en la clavícula.

A través de un comunicado, el Observatorio pidió se ubique a el o los responsables del terrible asesinato y se apliquen las sanciones que correspondan.

Según el organismo de ese modo se iría poniendo fin a la impunidad frente a hechos de violencia resultante en la muerte de integrantes de comunidades mapuche que reivindican sus derecho. Mendoza era werken de su comunidad que se encontraba en un proceso de recuperación de tierras ancestrales. Continue lendo “Chile: Piden dar con asesinos de comunero mapuche de Requem Pillan”

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CPT quer mais compromisso do governo com os povos que lutam pela terra

Enemesio-620x350Por Daniele Silveira
Do Brasil de Fato

No dia 30 de outubro, o presidente da nacional da Comissão Pastoral da Ter­ra (CPT), Dom Enemésio Lazzaris, enviou carta à presidenta reeleita Dilma Rousse­ff, em que destaca, entre outros pontos, os conflitos e a violência no campo.

Com fortes críticas ao modelo do agro­negócio, sustentado pelo governo petista na última década, Lazzaris diz no docu­mento que a retomada da reforma agrá­ria “é uma medida mais que urgente que o novo governo deve tomar.”

“Uma política de maior apoio aos cam­poneses potencializará uma produção alimentar qualitativamente diferente, saudável e harmônica com os bens da terra”, diz trecho da carta.

Em entrevista ao Brasil de Fato, o presidente nacional da CPT exigiu, além da reforma agrária, que governo de Dil­ma Rousseff assuma um comprometi­mento mais sério com a população que luta pela terra.

“A nossa pauta da terra e da reforma agrária não teve espaço em nenhum mo­mento, seja nos comícios ou nos debates. Não se ouviu falar dessas questões. Espe­remos que estes temas sejam incluídos agora nos próximos quatro anos”, disse. Continue lendo “CPT quer mais compromisso do governo com os povos que lutam pela terra”

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Brava gente assentada: o assentamento Celso Furtado

Por Rosa Freire d’Aguiar*
Da Carta Maior

Claudelei estava na aula de fotografia, em Cascavel, interior do Paraná. O professor começou a mostrar trabalhos de grandes fotógrafos mundiais. De repente, aparece o retrato de uma garotinha de olhos claros, cabelo desgrenhado, bochechas sujas. Claudelei comenta: “Conheço essa menina, é a Joceli, minha vizinha.” Humm… Claudelei, filho de camponeses, nascido no Paraguai, conhece a menina clicada por Sebastião Salgado e que virou capa de seu livro “Terra”?

Verdade — esclarece uma colega da turma depois de consultar a internet: era Joceli. Claudelei Lima, 35 anos, é um ex-sem-terra, hoje morador do Assentamento Celso Furtado, em Quedas do Iguaçu. Conta essa história com indisfarçável gostinho de vitória. Seu sonho era ser jornalista, apesar da escolaridade prejudicada pelos anos passados em acampamentos. Está chegando lá: cursa o segundo ano de jornalismo em uma “faculdade burguesa”. Gasta nove horas por dia para assistir aula: quatro na faculdade, mais cinco de ida e volta, no ônibus. É o único assentado da turma. Quer fazer rádio. Já está fazendo. É o locutor-programador da Rádio Liberdade FM 91,3, emissora comunitária — e pirata —  do assentamento.

Acabo de chegar do Assentamento Celso Furtado. Foi Claudelei que organizou meu encontro com os alunos dos três colégios que funcionam no ACF: o Chico Mendes, o Olga Benário e o Construindo Novos Caminhos. De manhã, o auditório em Quedas do Iguaçu está lotado. Claudelei me anuncia gesticulando um sonoro bom-dia, resmunga se a garotada não responde com idêntico entusiasmo. Um comunicador nato, esse futuro jornalista e desde sempre militante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, o MST. Depois das duas horas em que transmiti um pouco da vida e obra do economista que deu nome ao Assentamento, Claudelei pega o microfone e lembra àqueles jovens que eles são “fruto da reforma agrária”. É isso: os cerca de 9 mil (dados do Incra) assentamentos dos antigos sem-terra são o melhor semblante da reforma agrária no Brasil, tantas vezes protelada por governos, boicotada pelo agronegócio e parte da sociedade que insiste em demonizar seu maior protagonista, o MST. Continue lendo “Brava gente assentada: o assentamento Celso Furtado”

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Comunicado ao Governo Brasileiro, emitido por lideranças do povo Munduruku

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Nota: Imagens do Comunicado original podem ser conferidas em postagem feita no dia 3 de novembro, quando o documento foi assinado. Ver Comunicado do Movimento Munduruku Ipereg Agu e da Associação Pahyhyp ao governo brasileiro: não irão à reunião do dia 05/11 e dizem o porquê. (TP)

Comissão Pastoral da Terra

Povo Munduruku envia Comunicado ao governo federal cobrando a demarcação da terra indígena Sawré Muybu, e criticando a falta de vontade dos representantes do governo de irem até às aldeias para conversarem sobre o projeto das hidrelétricas de São Luiz do Tapajós e Jatobá. Confira o documento:

Nós, povo Munduruku, aprendemos com nossos ancestrais que devemos ser fortes como a grande onça pintada e nossa palavra deve ser como o rio, que corre sempre na mesma direção. O que nós falamos vale mais que qualquer papel assinado. Assim vivemos há muitos séculos nesta terra.

O governo brasileiro age como a sucuri gigante, que vai apertando devagar, querendo que a gente não tenha mais força e morra sem ar. Vai prometendo, vai mentindo, vai enganando. Continue lendo “Comunicado ao Governo Brasileiro, emitido por lideranças do povo Munduruku”

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