MST reocupa fazenda grilada pela Cutrale, no interior de São Paulo

Da Página do MST

Na manhã deste domingo (16), cerca de 300 pessoas ocuparam novamente a Fazenda Santo Henrique, pertencente a empresa Cutrale, entre os municípios de Iaras, Borebi e Lençóis Paulista, no interior do estado de São Paulo.

Os Sem Terra denunciam a grilagem de 2,6 mil hectares de terra pela Cutrale.

Há nove anos que a área é objeto de ação reivindicatória pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), já que em 2005 o órgão federal notificou a empresa para que desocupasse a área, pelo fato das terras terem sido reconhecidas como públicas. A Cutrale, no entanto, ignorou a notificação.

“Já ocupamos essa fazenda inúmeras vezes, e continuaremos ocupando até que essas terras sejam destinadas à Reforma Agrária. Não há outra saída a não ser a desapropriação dessa área”, disse Kelli Mafort, da direção nacional do MST.

A Fazenda Santo Henrique faz parte do conhecido Núcleo Colonial Monções, que tem cerca de 40 mil hectares, reconhecidos como terras pertencentes à União. Continue lendo “MST reocupa fazenda grilada pela Cutrale, no interior de São Paulo”

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Conferência do Greenbuilding Brasil Introduz LEED-UP: Favelas como Modelo de Sustentabilidade Urbana

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Jessica Goodenough – Rio On Watch

Vale Encantado, uma favela no coração da Floresta da Tijuca, que faz parte da maior floresta urbana do mundo localizado no Alto da Boa Vista, foi o estudo de caso para demonstrar o potencial das favelas como modelos de desenvolvimento sustentável durante a conferência internacional e feira de negócios de construção sustentável Greenbuilding Brasil, realizada em São Paulo no início de agosto. O exemplo do Vale Encantado foi usado para ilustrar o potencial de sustentabilidade nas favelas e assim, de forma sustentável, ampliar as soluções em assentamentos informais por todo o mundo. E também foi o foco de um mapeamento de soluções charrette (oficina de design) entre os participantes.

Na apresentação sobre o Vale Encantado, feita pelo arquiteto Luis Felipe Vasconcellos da RVBA Arquitetos, a urbanista Theresa Williamson da Comunidades CatalisadorasOtávio Barros, Presidente da Cooperativa Vale Encantado, foram listados e descritos os princípios de sustentabilidade naturalmente presentes nas favelas e foi explorado como que as metodologias LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) podem contribuir para urbanizá-las tanto de uma maneira sustentável quanto participativa. Continue lendo “Conferência do Greenbuilding Brasil Introduz LEED-UP: Favelas como Modelo de Sustentabilidade Urbana”

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Rechaço ao Prêmio Vale-Capes de Ciência e Sustentabilidade

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Rio de Janeiro, 14 de novembro de 2014

 Ao Exmo. Sr. Jorge Almeida Guimarães – Presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES

 

Prezado Sr. Jorge Almeida Guimarães,

Nós, organizações sociais, sindicatos, movimentos sociais, ambientalistas, religiosos do Brasil, Canadá, Moçambique, Peru, Chile, Indonésia e Argentina, integrantes da Articulação Internacional dos Atingidos pela Vale, manifestamos através desta carta o nosso rechaço à parceira entre a CAPES, instituição pública de grande relevância na produção de conhecimento do país, e a mineradora Vale S.A., através do Prêmio Vale-Capes de Ciência e Sustentabilidade”, que tem como objetivo premiar dissertações de mestrado e teses de doutorado associadas a temas ambientais e socioambientais.

 A Articulação Internacional dos Atingidos pela Vale foi formada em 2009 para dar visibilidade e denunciar os impactos ambientais e violações de direitos humanos cometidos pela mineradora. Como comprovação e sistematização de todos os casos referentes à empresa foi publicado em 2010 o Dossiê dos Impactos e Violações da Vale no Mundo[1] e em 2012 o Relatório de InSustentabilidade da Vale 2012[2]. Em ambos os documentos[3] podem ser acessados inúmeros casos do desrespeito socioambiental da empresa no Brasil e no mundo. Nesta perspectiva, em 2012, a empresa foi eleita a pior do mundo pela votação internacional da iniciativa Public Eye Awards[4] e em 2013 a relatoria de meio ambiente da Plataforma DHESCA Brasil produziu um documento referente às violações de direitos humanos no contexto do projeto S11D, ao longo do corredor de Carajás, nos Estados de Pará e Maranhão[5].

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Povos Indígenas. Criminalização e resistência, por Egon Heck

“Poucos sinais de alento para a luta dos povos indígenas. Apesar do reconhecimento público, por integrantes do governo, sobre a sua atuação tem deixado a desejar, nada indica de que haverá melhoras na política com relação aos povos indígenas. Ao contrário, a possível indicação da senadora Katia Abreu para o Ministério da Agricultura, significa combustível para o agronegócio e chumbo para os índios. Além disso o significativo aumento da bancada ruralista no congresso, assim como o crescimento da “bancada da bala” e das bancadas das mineradoras, das madeireiras, apontam para um cenário de recrudescimento dos ataques aos direitos indígenas. Isso sinaliza também para um aumento da resistência e esperança dos povos indígenas e seus aliados”, escreve Egon Heck, do secretariado nacional do Cimi, ao enviar o artigo que publicamos a seguir. Eis o artigo

IHU On-Line

O Cimi teme pioras na questão indígena. A criminalização das lideranças, divisão das comunidades e aldeias, pressão sobre os recursos naturais, violação dos territórios com a implantação de grandes projetos são alguns dos indicativos de que o cerco está se fechando. Esta foi uma das constatações do Conselho nacional do Cimi, reunido no Centro de Formação Vicente Canhas, em Luziânia, de 5 a 8 de novembro.

Na análise de conjuntura  ficou evidenciado uma atuação nefasta da Sesai que está promovendo a divisão em muitas comunidades provocando tensionamentos e fracionamento das aldeias, buscando afastar aliados, como o Cimi. A Sesai está exercendo o papel que fazia a Funai no período da ditadura. A crescente judicialização dos processos de regularização das terras indígenas dificulta ainda mais os processos de demarcação configurando um quadro paralisante com relação a esse direito sagrado dos povos indígenas.

Foi visto com muita preocupação o crescente número de índios presos e criminalizados, bem como a atuação da polícia federal, na repressão a índios. Continue lendo “Povos Indígenas. Criminalização e resistência, por Egon Heck”

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Organizações pedem libertação de líder indígena, preso por política racista e etnocida

Sergio Rojas é presidente da associação da comunidade. Foto: Reprodução
Sergio Rojas é presidente da associação da comunidade. Foto: Reprodução

Marcela Belchior – Adital

Um conjunto de organizações sociais está fazendo uma campanha pela libertação de Sergio Rojas, líder indígena bribri, da comunidade de Salitre (Município de Buenos Aires, Puntarenas, ao sul da Costa Rica). Ele foi detido, recentemente, por confrontar interesses econômicos que têm ameaçado as terras do povo bribri, um dos grupos étnicos mais numerosos da Costa Rica. As entidades denunciam uma política etnocida, racista e repressiva por parte do Estado costarriquense e chamam a comunidade nacional e internacional a prestar solidariedade.

Rojas foi detido em uma megaoperação conjunta entre o Poder Judiciário e a polícia, no último dia 06 de novembro, executada com um aparato de quase 40 veículos, mais de 150 agentes públicos, como juízes, promotores, oficiais de justiça e policiais. Os movimentos sociais consideram tal estrutura desproporcional, ainda mais quando o alvo eram homens e mulheres indígenas da comunidade bribri de Salitre, todos lideranças populares e considerados pacíficos.

Além disso, as organizações afirmam que a operação invadiu a propriedade de cerca de 10 casas de moradores, levando consigo documentos e artigos pessoais. Sergio Rojas e outros membros da comunidade são acusados de delito de administração fraudulenta. Ele é presidente do governo local de Salitre e subcoordenador da Frente Nacional de Povos Indígenas (Frenapi), que agrupa membros da maioria dos territórios indígenas do país. Continue lendo “Organizações pedem libertação de líder indígena, preso por política racista e etnocida”

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Más de 15 mil personas marcharan en defensa de la Madre Tierra

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Marcha climática en Lima del 10 de diciembre cerrará con un gran mitin en Plaza San Martín

Servindi – Voceros de la Cumbre de los Pueblos frente al Cambio Climático estimaron que la Marcha Mundial en Defensa de la Madre Tierra congregará este 10 de diciembre a más de 15 mil personas que saldrán a las calles de Lima para exigir a los gobiernos -reunidos en la Conferencia de las Partes COP20- verdaderas soluciones políticas frente al Cambio Climático.

Ibis Fernández, miembro de la comisión política de la Cumbre e integrante de la Confederación General de Trabajadores del Perú (CGTP), informó que la concentración será en el Campo de Marte ubicado en el distrito de Jesús María, desde las 10:30 hasta las 11:30 de la mañana.

A partir de esa hora se partirá rumbo a la Plaza san Martín, donde se prevé llegar a la 1:30 de la tarde. El recorrido de la marcha incluirá algunas vías principales del centro de Lima, capital de Perú, país considerado como uno de tres más vulnerables del mundo al cambio climático. Continue lendo “Más de 15 mil personas marcharan en defensa de la Madre Tierra”

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Manifestação por moradia interdita avenidas na zona sul de SP

Fernanda Cruz – Repórter da Agência Brasil

Cerca de 400 integrantes do movimento social Nós da Sul, segundo a Polícia Militar, bloqueiam a Avenida Senador Teotônio Vilela, na zona sul da capital paulista. A manifestação segue em direção à subprefeitura da Capela do Socorro, mantendo apenas a faixa do corredor de ônibus liberada ao tráfego de veículos.

De acordo com o líder do movimento, Leanir José da Costa, o objetivo é agendar uma reunião com o secretário de Habitação de São Paulo para tratar de problemas em duas ocupações, ambas no extremo sul da capital.

A ocupação Plínio de Arruda Sampaio, na Rua Agenor Klaussner, teria uma reintegração de posse amanhã (18), que foi derrubada na Justiça. “Porém, [a reintegração] vai ocorrer. O protesto é para forçar a prefeitura a mostrar interesse de compra [do terreno]. O proprietário já disse ter interesse de que a prefeitura compre a área”, disse Leanir. Continue lendo “Manifestação por moradia interdita avenidas na zona sul de SP”

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Parada do Orgulho LGBT reúne milhares de pessoas em Copacabana

Parada do Orgulho LGBT. Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro/RJFlávia Vilela/Agência Brasil
Parada do Orgulho LGBT. Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro/RJ. Flávia Vilela/Agência Brasil

Flavia Villela – Repórter da Agência Brasil

Com o tema Somos Milhões de Vozes, a 19ª Parada do Orgulho LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) do Rio atraiu milhares de pessoas na orla da Praia de Copacabana, na zona sul da cidade, na tarde de ontem (16).

O desfile pela Avenida Atlântica começou às 15h. A vice-presidente do Grupo Arco-Iris, Marcellle Esteves, um dos organizadores do evento, ressaltou que a criminalização da homofobia é uma das principais bandeiras do movimento hoje.

“Ao mesmo tempo que algumas políticas públicas avançaram em nosso benefício, o conservadorismo e a violência avançaram na mesma medida”, disse. Continue lendo “Parada do Orgulho LGBT reúne milhares de pessoas em Copacabana”

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Trilogia de peças com temática negra celebra 80 anos de João das Neves

Para comemorar os 80 anos do autor teatral João das Neves e o Mês da Consciência Negra, o Sesc Campo Limpo- apresentará peças de teatro dirigidas por ele, de tema e atores negros Divulgação
Para comemorar os 80 anos do autor teatral João das Neves e o Mês da Consciência Negra, o Sesc Campo Limpo- apresentará peças de teatro dirigidas por ele, de tema e atores negros Divulgação

Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil

Para comemorar os 80 anos do diretor e autor teatral João das Neves e o Mês da Consciência Negra, o Sesc Campo Limpo, na capital paulista, apresenta três peças de teatro dirigidas por ele e com temática e atores negros. A trilogia, chamada de Afro-Brasileira, é composta pelas peças Besouro Cordão de Ouro; Galanga, Chico Rei!; e Zumbi. As apresentações serão gratuitas.

A trilogia marca o início das comemorações dos 80 anos do diretor, quase 60 deles dedicados ao teatro. Segundo Laura Castro, da JLM Produções, responsável pela produção da trilogia, as comemorações também incluem a revitalização do acervo do diretor e a montagem do espetáculo inédito Yuraiá, O Rio do Nosso Corpo, com texto escrito por Neves. O espetáculo retrata a vida dos índios kaxinawás, fruto de uma pesquisa que ele desenvolveu no tempo em que viveu no Acre. A peça deverá estrear em abril do próximo ano.

Nascido em 1934, no Rio de Janeiro, João das Neves foi um dos criadores do Grupo Opinião, um dos focos de resistência político-cultural das décadas de 1960 e 1970, onde montou a peça O Último Carro, em 1976, uma metáfora do Brasil em um trem desgovernado. Suas peças, disse Laura Castro, retratam, principalmente, a questão da identidade do povo brasileiro. Continue lendo “Trilogia de peças com temática negra celebra 80 anos de João das Neves”

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Governo paulista reconhece quatro comunidades quilombolas

Governo paulista reconhece quatro comunidades quilombolas /Photo Gallery 15.4.3555.308
Governo paulista reconhece quatro comunidades quilombolas /Photo Gallery 15.4.3555.308

Marli Moreira – Repórter da Agência Brasil/EBC

Mais quatro comunidades quilombolas foram reconhecidas, oficialmente, ontem (16), pelo governo estadual, em ato ocorrido na Feira Paulista de Assentamentos e Quilombos (Fepaq), no Parque da Água Branca, em São Paulo. A medida marca o Dia Nacional da Consciência Negra, a ser comemorado no próximo dia 20.

Com essa ação, sobe para 32 o total de comunidades do gênero já reconhecidas no estado, a maioria delas (25) localizadas no Vale do Ribeira. Na prática, significa que 1.395 famílias estarão recebendo assistência técnica profissional de agrônomos , veterinários, biólogos, técnicos agrícolas, economistas, assistentes sociais, entre outros, além de insumos e materiais para instalação de infraestrutura para produção e comercialização agrícola.

Nas quatro comunidades reconhecidas hoje vivem 86 famílias. A que reúne o maior número (38) é a Abobral Margem Esquerda, nome dado pelo fato de estar localizada à esquerda do Rio Ribeira de Iguape, no município de Eldorado. Este quilombo, com área de 3,4 mil hectares, existe desde o século 17, e chegou a ser um polo de produção de arroz, no século 19, cultivado por homens e mulheres negros, descendentes de escravos ou fugitivos do trabalho escravo. Continue lendo “Governo paulista reconhece quatro comunidades quilombolas”

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