
Quase dois anos depois, chegou ao fim o processo contra a concessionária da BMW Autokraft, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que foi condenada por danos morais após um casal denunciar que o filho adotivo foi vítima de racismo dentro do estabelecimento. A história foi revelada pelo G1 em janeiro de 2013.
No dia 12 de janeiro de 2013, Ronald Munk e Priscilla Celeste – pais de cinco filhos – foram à loja acompanhados do caçula, de 7 anos, que é negro e adotado, em busca de um automóvel novo para família. Enquanto conversavam com o gerente de vendas sobre os carros, eles foram surpreendidos com uma atitude preconceituosa de um funcionário quando a criança se aproximou dos três.
De acordo com Priscilla, o gerente, sem se dar conta de que o menino era filho do casal, disse para a criança: “Você não pode ficar aqui dentro. Aqui não é lugar para você. Saia da loja. Eles pedem dinheiro e incomodam os clientes”. Imediatamente, Ronald e Priscilla foram embora da loja levando o menino.
O caso teve repercussão na imprensa internacional. Na época, o BMW Group enviou uma nota ao G1 em que pedia desculpas ao casal. A concessionária, na ocasião, também enviou um email também se desculpando pelo ocorrido nas dependências da loja, mas tratou o caso como um “mal-entendido”. O termo levou o casal a criar uma página no Facebook:“Preconceito racial não é mal-entendido”, que, atualmente, tem mais de 113 mil seguidores. Continue lendo “Loja da BMW acusada de racismo é condenada no Rio de Janeiro”









