Liberado trecho da Estrada de Ferro Vitória a Minas ocupado por Krenaks

Cerca de 25 representantes do povo indígena Krenak ocuparam a EFVM neste sábado (6), próximo a Resplendor. Foto: Plínio Viana/VC no G1
Cerca de 25 representantes do povo indígena Krenak ocuparam a EFVM neste sábado (6), próximo a Resplendor. Foto: Plínio Viana/VC no G1

Ferrovia foi liberada na noite de sábado (6), por volta das 22h. Trecho próximo a Resplendor foi bloqueado no início da tarde.

G1

Índios da tribo Krenak liberaram na noite deste sábado (6), por volta das 22 horas, a Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), próximo a Resplendor, no Leste de Minas Gerais que estava bloqueada desde o início da tarde do mesmo sábado. A informação foi confirmada pela assessoria da Vale.

Ainda de acordo com informações da assessoria da empresa, cerca de 25 representantes do povo indígena Krenak ocuparam a EFVM. A manifestação dos indígenas afetou a operação ferroviária e paralisou, inclusive, a circulação do trem de passageiros que fazia o percurso entre Belo Horizonte e Cariacica (ES). A situação foi normalizada e o trem de passageiros voltou a circular neste domingo (7).

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Los esclavos africanos llevaron al Nuevo Mundo sus conocimientos de botánica

Mulher de Papua-Nova Guiné. Foto de Eric Lafforgue
Mulher da etnia Papua, da Nova Guiné. Foto de Eric Lafforgue

SINC/Argenpress

Entre los siglos XVII y XIX, 300.000 hombres y mujeres de África fueron llevados a Surinam (antigua Guayana Holandesa), donde aprendieron a reconocer la nueva flora para sobrevivir. Ahora, un equipo de investigadores ha rastreado la historia de esta adaptación a través de las palabras. Al comparar el nombre de 2.350 plantas en lenguas afro-surinamesas y africanas, han observado conexiones en el sonido, la estructura y el significado. El Nuevo y el Viejo Mundo han quedado unidos por los nombres de sus plantas.

Entre 1658 y 1825, cerca de 300.000 africanos occidentales fueron esclavizados y llevados a Surinam. Para sobrevivir, estos hombres y mujeres tuvieron que familiarizarse con la flora de América, que en gran medida era ajena a ellos. Investigadores de Holanda y Surinam analizan ahora cómo reconocieron las especies, cómo se adquirieron los conocimientos y cómo se sustituyeron algunas denominaciones, lo que apenas se había documentado hasta la fecha. Continue lendo “Los esclavos africanos llevaron al Nuevo Mundo sus conocimientos de botánica”

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Europa na vanguarda… da decadência, por Roberto Savio

decadência

A União Europeia está abandonando os princípios sociais e de solidariedade que foram a base de sua criação. Exemplo disso é uma sentença que permite a expulsão de um país europeu de cidadãos de outro país europeu que não encontra emprego, e conclui: agora os europeus estarão forçados a aceitar qualquer trabalho e a lei do mercado se converterá no principal critério para se movimentarem no continente.

Roberto Savio*, em Diálogos do Sul

A Europa apresenta sua nova imagem no Mediterrâneo depois da operação marítima italiana de busca e resgate Mare Nostrum, iniciada em outubro de 2013 a um custo de nove milhões de euros mensais, que conseguiu recuperar quase 100 mil imigrantes, ainda que tenha custado a morte de outros três mil que tentaram a travessia.

A União Europeia (UE) está colocando em marcha a Operação Conjunta Tritão, com um orçamento mensal de 2.9 milhões de euros )3.6 milhões de dólares) com fundos garantidos até o final deste ano.

Sua função não [é] ‘salvar vidas mas reforçar os controles fronteiriços. Patrulhará só até 30 milhas náuticas da costa, o que é insignificante em comparação com a operação Mare Nostrum, que chegava até a costa da Líbia. Continue lendo “Europa na vanguarda… da decadência, por Roberto Savio”

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Nove coisas que pessoas brancas não deveriam dizer sobre racismo

racismo-maoParece que, quando a conversa não é explícita – como quando pessoas brancas usam palavras como “macaco” ou recusam serviços baseado na cor da pele – trazer a tona o assunto do racismo coloca muitas pessoas na defensiva ou induz afirmações bravas que negam a sua existência. 

Vermelho

Essa é uma reação que muitas pessoas não-brancas estão cansadas de receber de pessoas que tem privilégio racial, e não tem nenhuma ideia tangível do que é experimentar as injustiças sociais e institucionais de não ser branco na América.

Muitas pessoas de diferentes raças querem espaço para discutir essas questões dentro de uma cultura que amplifica vozes brancas – querem ter suas vozes ouvidas e respeitadas, mesmo que suas emoções venham de um lugar de dor.

Como pessoas que se beneficiam de um privilégio racial, brancos podem apoiar a lideranças de pessoas não-brancas ao desafiar esses mitos naturalizados sobre racismo antes mesmo de entrar em uma discussão com o assunto, principalmente discussões com pessoas que não são brancas.

1. “Você que é racista por trazer a tona a raça da pessoa.”

Geralmente, quando uma pessoa que não é branca fala de racismo, existe alguma coisa problemática acontecendo. Seria ingênuo assumir que todas as pessoas que não são brancas simplesmente existem como oportunistas que usam toda e qualquer chance para fazer drama sobre o racismo. Se você está cansado de ouvir sobre racismo, o quão cansado você imagina que pessoas não brancas estão de ter que viver rodeados pelo racismo?

2. Eu não vejo raça, somos todos seres humanos”.

Embora isso possa soar revolucionário, ser cego a cores é, na verdade, parte do problema. “Não ver cor” é simplesmente uma frase preguiçosa para deliberadamente ignorar os elementos do racismo que ainda existem e que precisam ser consertados – assim, reforça o privilégio de poder ignorar os efeitos negativos do racismo em primeiro lugar. Como o ditado diz: “você não pode consertar aquilo que você não pode ver”. Continue lendo “Nove coisas que pessoas brancas não deveriam dizer sobre racismo”

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50 anos da rebelde Mafalda

mafalda de bicicletaPor Luciana Candido, no PSTU

Foi no dia 29 de setembro de 1964 na Argentina. A garotinha ousada de seis anos apareceu para questionar o mundo. Era Mafalda, a que ama os Beatles, a paz, os direitos das crianças e das mulheres. Mas odeia injustiça, sopa e James Bond.

Vivia com os pais e, três anos depois, ganhou um irmão, Guille. Ao longo dos anos, foi fazendo amigos. Felipe foi o primeiro. O menino de sete anos não gostava de estudar e, por isso, tinha frequentes crises de consciência.

Depois, vieram Manolito e Susanita. O primeiro, filho de comerciante, desde cedo aprendeu a gostar de lucrar. Aos seis anos, ajuda a tomar conta da mercearia do pai. Inteligência não é seu forte. Seu conservadorismo irrita frequentemente Mafalda.

Susanita é o retrato da criação de uma menina na sociedade da época – infelizmente, ainda hoje. Inspirada nas telenovelas, seu sonho é casar e ter filhos. A feminista Mafalda não a compreende, já que considera a própria mãe um exemplo do que não deve se tornar uma mulher.

Miguelito é o caçula da turma. Amante de jazz, passa o tempo a passar o tempo. Vive a filosofar sobre coisas vagas e, muitas vezes, inúteis. Libertad foi a última a chegar. Aprendeu francês com sua mãe, que era tradutora de obras como as de Sartre. Com seu pai, descobriu que haveria uma revolução. Libertad aparece quando menos se espera e não precisa de convite.

Cada uma destas personagens é um símbolo dos anos 1960. Na Europa, aconteciam grandes mobilizações embaladas pelo Maio Francês. Na América Latina, começavam as ditaduras, e as injustiças sociais aumentavam. Os estados ditos comunistas já começavam a dar passos em direção à restauração do capitalismo. Continue lendo “50 anos da rebelde Mafalda”

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BA – “GGB defende a canonização de ‘índio gay'”

Índio Tibira foi amarrado à boca de um canhão, cujo disparo despedaçou seu corpo
Índio Tibira foi amarrado à boca de um canhão, cujo disparo despedaçou seu corpo

Por Biaggio Talento, em A Tarde

Uma campanha pela canonização daquele que pode vir a ser São Tibira do Maranhão será aberta pelo Grupo Gay da Bahia (GGB) na próxima terça-feira, 9, véspera do Dia Internacional de Direitos Humanos. A entidade alega que o índio tupinambá Tibira seria o “primeiro mártir gay das Américas”.

A iniciativa é do antropólogo e historiador Luiz Mott, fundador do GGB, que vai lançar na terça, o livro São Tibira do Maranhão, 1614-2014, Índio Gay Mártir, junto com o cordel Tibira do Maranhão: Santo Homossexual, da cordelista e doutora da Ufba Salete Maria. O lançamento será às 18h, na Biblioteca Central dos Barris.

O martírio do índio é descrito pelo frei capuchinho francês Yves d’Evreux no seu livro História das Coisas Mais Memoráveis Acontecidas no Maranhão nos Anos de 1613 e 1614. Após se instalarem no Maranhão, os franceses, liderados pelo frade capuchinho, foram informados da existência de um famoso Tibira, termo da língua tupi que designa índios homossexuais. Mott lembra que na época a sodomia era considerada pela cristandade “o mais torpe, sujo e desonesto pecado”.

Para evitar um temido castigo divino e aterrorizar eventuais futuros amantes do mesmo sexo, diz o antropólogo, ordenaram os capuchinhos a captura e prisão do índio gay, “que foi sumariamente julgado, batizado e condenado à morte”.

A execução

“Estouraram o Tibira, amarrado na boca de um canhão, ao pé do Forte de São Luís, caindo seu corpo estraçalhado na baía de São Marcos, para limpar a nova conquista do abominável e nefando pecado de sodomia”, diz Mott, definindo a execução: “Arbitrária e sem autorização do papa ou da Inquisição”, sendo descrita e justificada pelo missionário em seu livro. Continue lendo “BA – “GGB defende a canonização de ‘índio gay’””

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Protesto Krenak ocupa ferrovia e impede passagem de trem de Minas a Vitória

respeita-vale-campanha1Segundo a assessoria da Vale, responsável pela operação da ferrovia, o motivo da manifestação ainda está sendo apurado

Por Bruna Carmona, em O Tempo

Cerca de 25 representantes do povo indígena Krenak ocuparam a Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), em Resplendor, no Vale do Rio Doce, no início da tarde deste sábado (6).

O protesto afetou a operação ferroviária, incluindo a circulação do trem de passageiros que fazia o percurso entre Belo Horizonte e Cariacica, no Espírito Santo. Segundo a assessoria da Vale, responsável pela operação da ferrovia, o motivo da manifestação ainda está sendo apurado.

Em nota, a empresa informou que “ratifica sua intenção de manter o canal de comunicação aberto com as comunidades, contudo, acredita que qualquer ato público ou manifestação deve respeitar o Estado Democrático de Direito e o direito constitucional de ir e vir”.

Ainda de acordo com a Vale, os passageiros que estão embarcados seguirão viagem até suas estações de destino em ônibus disponibilizados pela empresa.

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SP – Ato a favor de padre vítima de racismo reúne mil pessoas em Adamantina

padre Wilson Luís RamosPor Thais Fascina, na Gazeta de Limeira

Ao menos mil pessoas protestaram na noite deste sábado (6) em Adamantina, a 600 km da capital paulista, contra a transferência do padre Wilson Luís Ramos, que afirma ter sido vítima de episódios racistas. O ato foi feito em frente à igreja matriz de Santo Antônio de Pádua, depois de missa ministrada pelo padre. Os manifestantes, vestidos de preto, carregavam velas e cartazes com frases como “não ao preconceito, não ao racismo”.

Primeiro negro à frente da igreja matriz do município, o padre conta que, desde que assumiu a função, há quase dois anos, precisa lidar com o preconceito de uma parte dos fiéis de Adamantina.

Após consultas populares, o bispo da Diocese de Marília, dom Luiz Antonio Cipolini, decidiu transferir o padre, em razão da “divisão” da comunidade, para o Santuário Nossa Senhora de Fátima, na cidade de Dracena (SP).

Na missa deste sábado (6), o padre disse que cumpriu seu papel em Adamantina. “A comunidade é nossa. Tratem bem o padre que chegar e receber as pessoas de braços abertos, mesmo se tiverem feito algo de mal”, afirmou. No lugar do padre, que deixará Adamantina no dia 14 de dezembro, assumirá o padre Rui Rodrigues da Silva.

Em entrevista à Folha de S.Paulo, Ramos disse que não concorda com a posição do bispo, mas respeita. “Não é o que eu desejo, gostaria de mais diálogo e uma conciliação”.

Em padarias, praças e conversas de portão, o principal assunto na cidade de 35 mil habitantes continua sendo a transferência do padre. “Eu gosto dele, ate assinei o abaixo assinado. Eu sou evangélica, mas não admito racismo. Todo mundo da minha igreja assinou”, afirma Nadir Justino, moradora de Adamantina que participava do ato.

Desde terça-feira (2), mais de 8 mil pessoas assinaram um abaixo-assinado para tentar revogar a decisão do bispo. O objetivo é reunir 20 mil assinaturas. A reportagem entrou em contato com a Cúria da Diocese de Marília durante toda a semana, mas o bispo dom Luiz Antonio Cipolini não atendeu nenhuma ligação.

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A ignorância do racismo deve ser combatida com o conhecimento, diz professor Paixão

Professor Paixão, umuaramaIlustrado

Umuarama – Em visita a Umuarama, para ministrar uma palestra, Luiz Carlos Paixão da Rocha, mais conhecido como Professor Paixão, concedeu uma entrevista ao jornal Umuarama Ilustrado. Na conversa, o integrante do Núcleo de Estudos Afrobrasileiros da Universidade Federal do Paraná, falou dos desafios na luta contra o racismo, que na sua visão começa por meio da educação como forma de romper a ignorância.

Luiz Carlos Paixão abriu à entrevista ressaltando a importância da escola, como veículo para levar o conhecimento e esse saber ser um instrumento de combate ao racismo presente sociedade brasileira. “Costumamos afirmar que o racismo caminha ao lado da ignorância e para suprir essa ignorância só com o conhecimento. Por isso surgiu à lei 10.639, que determina a todo estabelecimento de ensino trabalhar na sua grade a cultura afro-brasileira. O objetivo é que os estudantes tenham uma real visão da contribuição dos povos africanos e da população negra para cultura e economia do Brasil. Para que o negro possa ser apresentado de uma forma positiva”, disse.

Conforme o professor, antes a história não mostrava a África como o berço da humanidade e suas várias descobertas tecnológicas e científicas, no ensino do Brasil o negro aparecia apenas como o escravo. O resultado dessa omissão foram estudantes negros sem um espaço para construir de forma positiva sua identidade etiológica racial. “Antes diziam que o negro não tinha alma, não tinha nenhum conhecimento entre outras frases. Isso promoveu inferioridade e desigualdade e é por isso que escola precisa romper este silêncio”, alertou. Continue lendo “A ignorância do racismo deve ser combatida com o conhecimento, diz professor Paixão”

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‘É preciso respeitar’, diz médico vítima de injúria racial em hospital

Racismo é crimeProfissional atendia a filha do suspeito quando foi ofendido. Situação foi na manhã deste sábado, em Campo Grande.

Nadyenka Castro, do G1 MS

Vítima de injúria racial na manhã deste sábado (6) enquanto atendia a uma paciente no Hospital Universitário (HU), em Campo Grande, o médico de 38 anos fala que é preciso mais respeito entre as pessoas.

“É preciso respeitar as pessoas independente de credo, religão, cor, classe social. As pessoas precisam saber que isso não cabe mais na sociedade”, disse ao G1 o profissional da área de saúde.

O G1 teve acesso ao boletim de ocorrência e consta no registro policial que a vítima atendia a filha do suspeito, de 64 anos, quando houve a ofensa.

O idoso foi autuado em flagrante por ‘injúria, se consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem ou à condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência’. Ele foi solto pouco antes das 17h (de MS) após pagamento de fiança no valor de R$ 3.620.

O médico, que prefere não se identificar, conta que a paciente era atendida fora de um leito porque não havia um disponível no momento e por conta disso o suspeito se alterou.

“Ele não aceitava explicações e depois disse: você é um preto nojento”, fala o médico, explicando que a cena foi testemunhada pelo porteiro da unidade de saúde, por uma atendente e por um policial. O militar deu voz de prisão ao idoso, que teve pressão alta, foi atendido e depois levado para a delegacia de Polícia Civil.

Conforme o boletim de ocorrência, a filha do idoso era atendida porque havia se queixado de dores no peito durante a madrugada. Segundo informações do registro policial, a paciente tinha sido medicada no posto de sáude do bairro Aero Rancho e quando chegou ao HU não apresentava mais os sintomas. Por conta da confusão, ela foi atendida por uma médica.

O médico contou que já passou por situações semelhantes a deste sábado, “mas nunca tão claramente”.

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