México: UNAM premia a catedrática y líder indígena con Honoris Causa

Mirna Cunninham, del pueblo miskito, nuevo miembro del Foro Permanente. Foto Jorge Agurto /Servindi
Servindi – La Universidad Autónoma de México (UNAM) otorgará hoy el Doctorado Honoris Causa a la maestra y líder indígena Mirna Kay Cunnigham Kain, por su trabajo en favor de los pueblos indígenas de América Latina y el mundo.

Kay Cunnigham dictará la conferencia magistral “De las políticas de reconocimiento a los retos de la reconstitución de los pueblos indígenas y los desafíos de la implementación de las Declaración de la ONU sobre los derechos de los pueblos indígenas” que se realizará hoy en la facultad de Economía de la UNAM. Myrna  Kay Cunningham ha destacado como universitaria, investigadora, salubrista, parlamentaria y luchadora social por los derechos de los pueblos indígenas y, en especial, de las mujeres de Nicaragua, América y el mundo.

La líder indígena se convirtió en la primera mujer miskita en obtener el título de médica cirujana otorgado por la Universidad Nacional Autónoma de Nicaragua en 1973. Posteriormente, culminó sus estudios de postgrado en Cirugía de Emergencia en Estados Unidos.

El reconocimiento a su labor académica, social y política se le otorgará junto a 15 personalidades destacadas entre los que destacan el escritor Mario Vargas Llosa, la dirigente social Simona J. Weil, la antropóloga Linda Rosa Manzanilla y el lingüista Noam Chomsky.
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Belo Monstro para o mundo. Entrevista especial com Sheyla Juruna

“O Governo tem demonstrado outra ideia em relação ao desenvolvimento e a população acaba achando que tudo que é dito é verdade. As pessoas dão importância apenas para o lado financeiro. Mas precisam entender que não há entendimento necessário para essa região, nem para o Brasil”, explica a representante dos povos indígenas junto ao Movimento Xingu Vivo para Sempre, Sheyla Juruna. Em entrevista à IHU On-Line, concedida por telefone, ela fala do projeto Defendendo os Rios da Amazônia e do vídeo em formato 3D que explica os impactos socioambientais de Belo Monte. A ideia do projeto é, através do vídeo, explicar ao mundo o que está acontecendo na região no rio Xingu onde a hidrelétrica pode ser construída.

Na entrevista a seguir, Juruna fala também sobre como sua aldeia e outras vizinhas já estão sendo atingidas pelo projeto da hidrelétrica gerando medo nas comunidades. “Nós ficamos com um sentimento de revolta muito grande com toda essa injustiça acontecendo. O Governo engana as lideranças e divide as comunidades. O povo pensa assim: ‘Se não apoiar Belo Monte, vou perder meus direitos’.”, explica.

Confira a entrevista.
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As monoculturas de árvores na América Latina – Como, Para Quê e Para Quem

eucalipto

Os territórios que hoje conformam a América Latina costumam revestir duas características diante dos olhos das grandes empresas e conglomerados comerciais: abrangem grandes superfícies, e são fonte de cobiçadas mercadorias: madeira, dendê, culturas comerciais, carne, lã, matéria-prima para agrocombustíveis, recursos genéticos, terra, água. São um ímã para o grande capital.

As vastas extensões de ricos ecossistemas biodiversos- selva, monte, floresta, pampa, serrania, planalto, savana- têm sido a base territorial na qual proliferaram as diversas formas culturais e produtivas das comunidades da região. E o que os grandes comerciantes vêem como mercadorias têm sido os elementos constitutivos da milenar tradição agrária de muitos povos, cujos vestígios testemunham o nível que atingiram seus avançados conhecimentos.
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Tribo paraguaia faz apelo público para salvar seus familiares isolados da extinção

Gabide Etacori é um dos líderes que fizeram o apelo em nome de seus parentes isolados. ©Survival
Gabide Etacori é um dos líderes que fizeram o apelo em nome de seus parentes isolados. ©Survival
Os líderes de uma tribo isolada da América do Sul fizeram um apelo público desesperado em nome dos membros de sua família que se escondem na floresta, alvo de pecuaristas.

Alguns membros da tribo Ayoreo-Totobiegosode no Paraguai ocidental foram forçados a sair da floresta nas últimas décadas, mas outros permanecem escondidos – em uma área de floresta que está encolhendo a cada dia.

Permanentemente em fuga das escavadeiras que estão penetrando seu último refúgio, eles evitam qualquer contato com o mundo exterior. Várias de suas casas abandonadas foram encontradas nos últimos anos.
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Disputa de terra gera confronto entre índios e pequenos agricultores em Mato Grosso do Sul

A indefinição quanto à demarcação da Terra Indígena Panambi, em Mato Grosso do Sul (região de Douradina, centro-sul do estado), gerou novo confronto entre pequenos produtores rurais e um grupo de índios que representa 86 famílias indígenas Guarani-Kaiowá.

O conflito se deu no acampamento indígena Ita’y Ka’aguyrusu, de 3 hectares (ha) de área. Conforme nota da Polícia Federal, os índios disseram que os produtores utilizaram fogos de artifício e tiros para o alto na tentativa de amedrontá-los e levá-los a sair da terra. Já os produtores, de acordo com a nota, contam que houve somente a utilização de fogos e que os índios reagiram com pedras e pedaços de pau. Os indígenas ocupam a área há cerca de 20 dias.

O embate entre indígenas e agricultores naquele ponto do estado começou no fim da década de 40, quando o governo Getúlio Vargas promoveu a colonização de 300 mil ha na região. Nos anos 50, os indígenas ocuparam definitivamente uma área de 400 ha (cerca de 15 lotes do projeto de colonização).
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Gravidade da situação de saúde dos presos Mapuche não sensibiliza Governo

Natasha Pitts *

Adital – A cada dia, a situação de saúde dos 35 presos políticos Mapuche, no Chile, só piora. Ainda assim, até o momento, não houve por parte do governo do presidente Sebastián Piñera qualquer iniciativa concreta, que vise exclusivamente debater e resolver a situação. Movimentos e organizações sociais de vários países estão se mobilizando em solidariedade à causa e pressionando por uma resposta imediata, antes que haja perdas irreparáveis.

Desde 12 de julho, presos políticos Mapuche sustentam uma ininterrupta greve de fome em favor do fim da Lei Antiterrorista e do duplo processamento na justiça civil e militar. Além destas exigências, também demandam a desmilitarização de seus territórios, que estão constantemente vigiados pelas forças de segurança do país. Há poucos dias, a comunidade de Rayen Mapu foi invadida por policiais, que destruíram casas e levaram presos mais seis indígenas Mapuche.

Tanto tempo sem alimentação e sem qualquer resposta do governo de Piñera está agravando o estado de saúde dos grevistas. Ontem (22), alguns indígenas foram encaminhados com urgência a centros médicos. Felipe Huenchullán, Víctor Queipul e Waikilaf Cadin estão internados na Unidade de Medicina do Hospital Victoria com evidente deterioração física, o mesmo estado de saúde foi apresentado por Héctor Llaitul, encaminhado ao Hospital de Concepción na segunda-feira. Continue lendo “Gravidade da situação de saúde dos presos Mapuche não sensibiliza Governo”

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Movimento dos pescadores e pescadoras – BAHIA

COMUNIDADE DE PESCADORES E QUILOMBOLAS DE ILHA DE MARÉ FECHAM ENTRADA DO PORTO DE ARATU PROTESTANDO CONTRA A POLUIÇÃO QUÍMICA, DRAGAGEM E FALTA DE RESPOSTAS ÀS COMUNIDADE

Dia 21 de setembro de 2010, mais de 400 pescadores e marisqueiras de Ilha de Maré fecharam a entrada do Porto de Aratu com o objetivo de denunciar a grave situação de poluição química e degradação ambiental causada pelo Porto de Aratu e reivindicar ações mais eficientes dos órgãos ambientais, exigir o monitoramento permanente e o controle da poluição, questionar a ampliação do Porto de Aratu, ações de atenção à e cobrar medidas reparadoras da situação criada pela poluição e dragagem.
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Relatório da ONU destaca violação de direitos indígenas no Brasil no caso da hidrelétrica de Belo Monte

Divulgado em 15/9 e lido nesta segunda-feira, 20/9, em Genebra, o relatório de James Anaya, Relator Especial da ONU sobre direitos humanos e liberdades fundamentais indígenas, trata de casos analisados em 2009 e 2010 em todo o mundo.  No Brasil, os destaques são as denúncias sobre violações de direitos indígenas nos casos da construção da hidrelétrica Belo Monte(PA) e da transposição do Rio São Francisco e a grave situação em que se encontram os povos indígenas no Mato Grosso do Sul.

A reportagem é do sítio  ISA – Instituto Socioambiental e reproduzido por Amazonia.org.br, 22-09-2010.

De acordo com o relatório, o Estado Brasileiro respondeu aos questionamentos feitos pela relatoria da ONU sobre os casos em destaque.  Eles foram encaminhados ao governo com base em informações e denúncias que o Relator Especial James Anaya recebeu nos últimos dois anos de organizações indígenas, socioambientais e de direitos humanos.  Em abril deste ano, denúncias sobre Belo Monte foram encaminhadas ao relator durante Fórum da ONU.
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Yanomamis desmataram 0,2% de sua reserva desde 1987, diz pesquisa

Geógrafo avaliou deslocamento e influencia de índios no ambiente. Reserva tem cerca de 240 comunidades e há 12 sedentarizadas.

A reportagem é de Lucas Frasão e publicada pela Globo Amazônia, 22-09-2010.

Residentes de uma terra indígena com 96,5 mil km², área maior do que duas vezes o estado do Rio de Janeiro mais o Distrito Federal somados, os yanomami desmataram o equivalente a 0,2% de seu território desde 1987. A informação faz parte da pesquisa finalizada recentemente pelo geógrafo Maurice Seiji Tomioka Nilsson, que analisou o impacto dos indígenas no meio ambiente e o deslocamento das aldeias dentro do território em quatro períodos distintos.

Nilsson morou por anos na entre os yanomamis, distribuídos entre o Amazonas, Roraima e a Venezuela, e também aprendeu a se comunicar em uma de suas línguas. Uma das razões encontradas por ele para explicar o deslocamento dos indígenas tem caráter cultural. Os yanomamis mudam suas aldeias de lugar quando algum parente morre ou adoece, observação de uma tese do antropólogo Bruce Albert, citado na pesquisa de Nilsson, feita em 2008 e 2009.
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Indígena mostra cemitério infantil que se formou ao lado dos barracos de lona

Os índios da etnia Guarani-Caiuá continuam vivenciando um estado de abandono, onde adultos e crianças passam por privações alimentares. Um recente episódio que evidencia a situação degradante foi a morte de um menino na noite desta terça-feira, em Amambai, por provável desnutrição.

O menino indígena era do acampamento Kuruss? Amb? fica as margens da MS 289, que liga Amambaí e Coronel Sapucaia, a 394 km de Campo Grande. As cerca de 50 famílias acampadas foram expulsas da Aldeia de Taquaperi, no final de 2006, e atualmente encontram-se acampados na entrada da fazenda Madama, segundo eles, antigo Tekhora (terra tradicional).
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