CNBB: Nota de solidariedade aos povos Guarani-Kaiowá

“O Senhor disse: ‘Eu vi a opressão do meu povo, ouvi os gritos de aflição diante dos opressores e tomei conhecimento de seus sofrimentos’” (cf. Ex 3,7)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB acompanha com preocupação a dramática situação enfrentada pelo povo Guarani-Kaiowá, no Mato Grosso do Sul, vítima de violência, resultado de flagrante desrespeito aos seus direitos.

Obrigado a uma concentração demográfica nas poucas e pequenas terras demarcadas, o povo Guarani-Kaiowá se constitui de dezenas de comunidades vivendo, há anos, em acampamentos improvisados à beira de rodovias daquele Estado.

Repudiamos as ameaças que pesam sobre as comunidades indígenas Y’poí, (localizada no município de Paranhos) e Ita’y Ka’aguyrusu (no município de Douradina). São ataques a mão armada numa brutal intimidação aos habitantes dessas comunidades que se veem não só cerceadas no seu direito de ir e vir como também privadas de bens essenciais à vida como água, comida, educação e saúde. Continue lendo “CNBB: Nota de solidariedade aos povos Guarani-Kaiowá”

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Bolivia – Inquietud por un artículo de la nueva Ley contra el Racismo

Aprobada el 10 de septiembre de 2010 por la Cámara de Diputados, la Ley contra el Racismo se debate en el Senado. Esta nueva ley, dispone la instauración de un Comité Nacional Contra el Racismo y toda Forma de Discriminación, bajo la tutela del Ministerio de Culturas, que estará integrado por representantes de instituciones públicas, de comunidades -indígenas y afrobolivianas, entre otras-, así como por organizaciones defensoras de los derechos humanos.

Si bien la nueva ley debería suscitar la aceptación unánime, ésta enfrenta la desconfianza, incluso la hostilidad, de una buena parte de la prensa boliviana, debido a su artículo 16, que dispone que “el medio de comunicación que autorizare y publicare ideas racistas y discriminatorias será pasible de sanciones económicas y de suspensión de licencia de funcionamiento, sujeto a reglamentación”. La ley también incorpora en su artículo 23 las disposiciones del Código Penal relativas a los “Delitos contra la Dignidad del Ser Humano”.

En un comunicado conjunto publicado dos días después de la votación de los diputados, la Asociación Nacional de la Prensa (ANP), la Asociación Nacional de Periodistas de Bolivia (ANPB) y la Asociación de Radiodifusoras Bolivianas (ASBORA) se manifestaron contra “una censura de prensa previa que viola la libertad de expresión, considerada por las normas internacionales como base fundamental de la democracia”. Estas organizaciones subrayan que se oponen “a la práctica del racismo y a la discriminación, como está establecido en sus códigos de ética, pero rechazan cualquier tipo de censura previa, directa o indirecta contra el periodismo”.

El 11 de septiembre el periódico más antiguo del país, El Diario, publicó como título en su primera página: “Gobierno busca pretextos para acallar medios de comunicación”. Durante un coloquio internacional realizado recientemente, en el que participó Reporteros sin Fronteras, Juan Javier Zeballos, presidente de la ANP, cuestionaba: “El objetivo de la ley es noble pero, ¿qué suerte correrá un medio de comunicación que simplemente haya informado sobre el discurso racista del hombre de calle?” Continue lendo “Bolivia – Inquietud por un artículo de la nueva Ley contra el Racismo”

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Relator da ONU fala sobre Belo Monte no relatório sobre povos indígenas do Brasil

Desde que o Governo Brasileiro apresentou o novo projeto para construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, povos indígenas e tradicionais, ambientalistas, indigenistas, economistas, pesquisadores e estudiosos questionam sobre os reais impactos gerados pela obra, o tamanho e potencial da usina.

Nesse sentido, instituições, povos indígenas e tradicionais, que lutam contra a construção de Belo Monte tem recorrido a diversos órgãos governamentais e internacionais, apontando o motivo pelo qual eles são contra o empreendimento, para apresentar os danos ambientais que a obra irá causar e exigir que os direitos dos povos indígenas garantidos por lei sejam respeitados.

Diante as inúmeras denúncias, o relator especial da ONU sobre os Direitos Humanos e Liberdades Fundamentais dos Povos Indígenas, James Anaya, publicou no dia 15 de setembro de 2010, um relatório sobre a situação dos povos indígenas do Brasil. Continue lendo “Relator da ONU fala sobre Belo Monte no relatório sobre povos indígenas do Brasil”

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Terra sem limites é colocada à prova em plebiscito popular

Consulta nacional organizada pela sociedade civil captou a opinião da população brasileira sobre a necessidade de limitar a propriedade da terra.  Resultado será divulgado em plenária marcada para 18 e 19 de outubro. A reportagem é de Bianca Pyl e Maurício Hashizume e publicada pelo sítio Repórter Brasil, 21-09-2010.

Você concorda que as grandes propriedades de terra no Brasil devem ter um limite máximo de tamanho?  Você concorda que o limite das grandes propriedades de terra no Brasil possibilita aumentar a produção de alimentos saudáveis e melhorar as condições de vida no campo e na cidade?

Essas duas questões foram apresentadas a população brasileira pelo Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade da Terra, entre os dias 1º e 12 de setembro.  Articulado pelo Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo (FNRA) e por outras organizações que fazem parte da iniciativa, a campanha nacional propõe que a Constituição Federal estabeleça um limite máximo de área de 35 módulos fiscais – unidade que serve de parâmetro para a classificação de tamanho e varia conforme as características de cada município – para os imóveis rurais.  A Lei nº 8.629, de fevereiro de 1993, considera grandes propriedades imóveis acima de 15 módulos fiscais. Continue lendo “Terra sem limites é colocada à prova em plebiscito popular”

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Ilha da Maré, BA: Pescadores protestam contra obra

GEORGE BRITO – A Tarde – 22.09.2010

Pescadores e marisqueiros da Ilha de Maré e comunidades vizinhas denunciaram ontem que a obra de ampliação do canal de acesso do Porto de Aratu está causando mortandade de peixes e “entulhando” a maré, gerando prejuízos à atividade pesqueira de subsistência. Segundo a denúncia, a dragagem tem destruído recifes onde mariscos e peixes se reproduzem.

Durante toda a manhã de ontem, cerca de 400 pessoas fecharam a estrada que dá acesso ao porto. Uma fila de quase cinco quilômetros de caminhões se formou no acostamento e pelo menos 30 caçambas ficaram sem poder sair do porto. Os caminhoneiros chegaram a esperar parados mais de três horas. “Estou aqui desde as 8h45”, afirmou ao meio-dia José Alberto, 50.

Para fechar a pista, os manifestantes queimaram pneus, sacos plásticos e galhos de árvores. A presidente da colôniaZ-4 da Ilha de Maré, Marizélia Carlos Lopes, 40, afirmou que desde abril os pescadores sofrem as conseqüências. “A gente também está reivindicando contra a poluição química causa da pelas atividades do Porto de Aratu. O posto médico da ilha só vive cheio”, disse. A comunidade, segundo os pescadores, tem sofrido com problemas respiratórios, de visão e outras doenças ligadas às substâncias químicas, como amônia, xileno, soda cáustica e nafta petroquímica. Continue lendo “Ilha da Maré, BA: Pescadores protestam contra obra”

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“Allí nadie se salva: te violan y te botan”

Poblado minero de Guacamayo.
Las ONG estiman que unas 1.200 niñas de entre 12 y 17 años llegan cada año a los burdeles.
Alfonso Daniels – BBC Mundo

En Perú, cientos de niñas son prostituidas en campamentos de prospección informal de oro en la Amazonía cada año. BBC Mundo habla con una de las pocas que logró escapar.

Cuatro de la madrugada y Teresa se pone la escasa ropa que trajo, una encima de otra. Tiene tan solo 14 años y no sabe dónde está. Espera un par de horas y cuando comprueba que todos duermen sale disparada por la entrada del burdel sin mirar atrás.

Hacía tres días que había llegado a este lugar, una miserable choza cubierta de plástico azul empapelada con pósters de mujeres desnudas y un tubo en el medio rodeado de sillas, donde buscadores de oro ilegales vienen a tomar cerveza y acostarse con una chica.

Corrí, corrí, corrí y me salvé. El policía después me felicitó, me dijo que era un milagro que había salido viva porque allí nadie se salva, te violan y te botan al monte Continue lendo ““Allí nadie se salva: te violan y te botan””

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Manifesto dos Brancos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Ufrs2

“Este texto é um manifesto escrito e subscrito por brancos que compõem a comunidade escolar da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Ele é uma retumbante admissão pública, por nossa parte, de que vivemos em um contexto de exclusão estrutural de negros e indígenas dos benefícios e espaços de cidadania produzidos por nossa sociedade e onde, ao mesmo tempo, é produzida uma teia de privilégios a nós brancos, que torna completamente desigual e desumana nossa convivência. Somos opressores, exploradores e privilegiados mesmo quando não queremos ser. O racismo não é um “problema dos negros”, mas também dos brancos. É pelo reconhecimento destes privilégios que marcam toda nossa existência, mesmo que nós brancos não os enxerguemos cotidianamente, que exigimos a imediata aprovação de Ações afirmativas de Reparação às populações negras e indígenas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

No Brasil vivemos em um estado de racismo estrutural. Já é comprovado que raça é um conceito biologicamente inadmissível, só existe raça humana e pronto. Mas socialmente, nos vemos e construímos nossa realidade diária em cima de concepções raciais. Portanto, raça é uma realidade sociológica. Não é uma questão de que eu ou você sejamos pessoalmente preconceituosos. Mas é só olhar para qualquer pesquisa que veremos como existe um processo de atração e exclusão de pessoas para estes ou aqueles espaços sociais, dependendo de sua cor. Não é à toa que não temos quase médicos negros, embora eles sejam a maioria nas filas dos postos de saúde; que quase não vemos jornalistas negros, mas estes são expostos diariamente em páginas policiais; que não temos quase professores negros, especialmente em posições com melhores salários, e vemos alunos negros apenas em escolas públicas enquanto, na universidade pública quase só encontramos brancos. Continue lendo “Manifesto dos Brancos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul”

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India: Pescadores furtivos amenazan pueblo indígena más aislado del mundo

Servindi – El pueblo indígena sentinelés, el más aislado del mundo, corre peligro de desaparecer ante la incursión de pescadores y cazadores ilegales de Birmania que buscan las zonas ricas de recursos animales en las islas de Andamán de la India.

En las últimas semanas, alrededor de catorce pescadores ilegales denominados furtivos, fueron arrestados cuando se encontraban pescando ilegalmente en la isla de North Sentinel, hogar del pueblo indígena sentinelés.

Los furtivos capturan tortugas y bucean para conseguir los lucrativos pepinos de mar, para el mercado chino, y también cazan en el bosque de los jarawa. Estos a menudo entran por la carretera ilegal que cruza la tierra del pueblo indígena.
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México: Mujeres indígenas en riesgo de contraer Papiloma Humano

Servindi – Por primera vez, alrededor de 200 mujeres indígenas pasaron por el examen de cuello uterino, luego que en los centros de salud del municipio de El Mezquital, en Durango, se detectara ciertas alteraciones en algunas pacientes.

Rosa María Monsivais Chávez, subdirectora de Atención a la Salud de la Mujer de Servicios de Salud de Durango (SSD), dijo que las mujeres indígenas son las más propensas a desarrollar el Virus del Papiloma Humano (VPH), debido a que su cultura aún les impide acudir a las clínicas para realizarse la prueba del papanicolau, que es el primer filtro de la evaluación.

“Incluso si se detectara el VPH, el traslado de las pacientes a centros de salud más especializados, donde practiquen las colposcopías, sería muy costoso”, indicó. Además, el colposcopio es un aparato caro y delicado, que no tienen todos los hospitales de la región.
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Colombia: Cabildo de Cerro Tijera cuestiona minería por generar pobreza

El Cabildo indígena de Cerro Tijeras, en el valle del Cauca, realizó una caminata de 40 días por las comunidades expresando su oposición a los proyectos de grandes mineras en el municipio de Suárez.

Según el vicegobernador Enrique Güetio la minería no crea riqueza sino pobreza y además atenta de forma irremediable contra la madre tierra.
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