Carta denúncia sobre a cooptação de indígenas

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi), como organização que luta em prol da garantia de direitos dos povos indígenas, reafirma seu compromisso junto a essas comunidades e se junta ao coro da Coiab, que por meio de carta enviada ao Ministério Público Federal (MPF) denuncia a cooptação de lideranças indígenas da região de Altamira, no Pará, para que estes se digam favoráveis à construção da usina hidrelétrica de Belo Monte.

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A Agenda da Classe Trabalhadora é a unidade da luta do campo e da cidade na construção de uma sociedade mais justa

No dia 1º junho, as cinco principais centrais sindicais reuniram 30 mil trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade, no estádio do Pacaembu, em São Paulo e aprovaram a Agenda da Classe Trabalhadora: pelo desenvolvimento com soberania, democracia e valorização do trabalho.

Este importante documento propõe medidas de ampliação dos mecanismos de crédito para agricultores familiares e camponeses como forma de enfraquecer o êxodo rural. “Desta forma estamos construindo programas comuns buscando ter mobilizações e lutas comuns, entre movimentos do campo e da cidade, rumo a um projeto político para estabelecer uma sociedade mais justa e igualitária”, afirma João Pedro Stédile, um dos líderes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Em entrevista concedida a Fábio Rogério Ramalho e publicada no Portal CTB, 27-09-2010, Stédile falou sobre reforma agrária, a campanha do MST pelo combate aos agrotóxicos e eleições 2010.
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Alertas sobre exploração de pessoas estimulam criação da rede contra tráfico humano

Com a proposta de criar uma rede de enfrentamento ao tráfico de seres humanos no estado do Ceará e estimular a população cearense a participar do Movimento Nacional Contra o Tráfico de Pessoas (MCTP), é que o Instituto de Estudos de Direito e Cidadania (IEDC) realizou o “Curso para Formação de Agentes Multiplicadores no enfrentamento ao Tráfico de Pessoas”, nos últimos dias 23 e 24, em Fortaleza, capital do estado.

Um dos principais problemas alertados durante os dois dias do Curso foi a questão da “feminização do tráfico de pessoas”, já que cerca de 80% das vítimas são mulheres, seguidas por adolescentes e crianças. Muitos especialistas atribuem esse tipo de exploração à cultura dominadora machista e também à situação de pobreza e miséria que tornam as pessoas vulneráveis para serem exploradas.

Intensificando os debates sobre o problema, irmã Claudina Scapini, coordenadora da Pastoral do Migrante, representando a Rede Um Grito pela Vida, alertou para o tráfico interno que acontece no Ceará e informou que “atualmente existem 43 mulheres estrangeiras, a maioria africana, presas no estado, por envolvimento com o tráfico de drogas”. Segundo a religiosa, essas mulheres alegam terem sido traficadas sem terem conhecimento sobre o transporte de drogas.
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Líderes Mundiais se reúnem pelos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs)

Entre 20 e 22 de setembro, cerca de 150 Chefes de Estado e líderes da sociedade civil e da iniciativa privada se reuniram na sede das Organizações das Nações Unidas (ONU), em Nova York, para a Reunião de Cúpula para a Revisão dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs). O objetivo do evento foi discutir planos de ação e ideias para que as metas nos países signatários dos ODMs ainda sejam alcançadas até 2015, superando os retrocessos na maioria dos países signatários.

Os ODMs são oito metas acordadas internacionalmente para diminuir a pobreza, a mortalidade materna e infantil, as doenças, as condições inadequadas de habitação, a desigualdade de gêneros e a degradação ambiental. Na prática, os ODM seriam a prova do comprometimento dos povos na reorientação dos esforços de cada um em relação ao desafio moral e ético da erradicação da pobreza extrema, algo que não tem sido correspondido pelas as ações dos países signatários.

“O relógio está trabalhando e resta muito a ser feito”, advertiu o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, na abertura do evento. “Temos que enviar uma mensagem de esperança, vamos cumprir com o prometido”, completou.
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Evento vai discutir o potencial dos bens imateriais mineiros

Grupo de jongo-caxambu Filhos de Eva, de Carangola (Paulo Filgueiras/EM/D.A Press)
Grupo de jongo-caxambu Filhos de Eva, de Carangola

Minas tem mais de 5 mil bens de natureza imaterial, entre festas populares, lugares, ofícios, modos de fazer e formas de expressão, como o toque de sino das cidades históricas. Para discutir esse vasto potencial e a melhor maneira de valorizá-lo e preservá-lo, a Casa do Conde, no Bairro Floresta, Região Leste de Belo Horizonte, é palco, na terça-feira, do Balaio do Patrimônio Cultural. A abertura contou nesta segunda-feira com a apresentação ritmada e colorida do grupo de jongo-caxambu Filhos de Eva, de Carangola, na Zona da Mata.

No pátio do belo prédio em restauração e sede da superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), 30 integrantes, de várias gerações, mostraram a força da dança afrobrasileira. “É uma tradição antiga, que nasceu com os escravos no plantio de café e cana-de-açúcar. O primeiro registro data de 1888, ano da abolição da escravatura”, explicou a coordenadora do Filhos de Eva, Maria das Dores Ferreira, mais conhecida como Maria Nossa.
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Sobreposição entre áreas protegidas e comunidades tradicionais gera conflito e aproxima Brasil e Angola

Jacinto Wacussanga e Toninho: longas caminhadas para chegar às casas da comunidade
Representante de ONG angolana visita o quilombo de Bombas, no Vale do Ribeira (SP) e conversa com as lideranças locais sobre as semelhanças e diferenças dos problemas enfrentados por comunidades tradicionais de seu país na relação com as áreas protegidas. A comunidade de Bombas vive dentro de um parque, criado em sobreposição ao território quilombola. Da mesma forma, inúmeras comunidades pastoris, vivem no Parque do Bicuar, em Angola.

Quando Jacinto Wacussanga, o Padre Pio, se apresentou às lideranças do quilombo de Bombas, no Vale do Ribeira, dizendo ser angolano ouviu de Antonio Ursolino, o Toninho: “Ah, o país dos meus antepassados”. Jacinto é ativista para os direitos humanos em seu país, e presidente da Associação Construindo Comunidades (ACC). Ele e Antônio se conheceram subindo as íngremes ladeiras que levam às casas da comunidade de Bombas, localizada no munícipio de Iporanga, no Vale do Ribeira (SP). Uma hora e meia de caminhada e chegam à casa de Toninho, que é presidente da associação que une as famílias quilombolas do local. Ele explica a Jacinto como foi a criação do Parque Turístico do Alto Ribeira (Petar), cuja área é sobreposta à da comunidade. “Nós temos 100 anos aqui e o parque apenas cinqüenta”, diz ele. E prossegue falando das dificuldades em negociar com a Fundação Florestal para o reconhecimento do território quilombola, e das diferentes posições quanto aos limites. “Nós estamos de braços abertos para acolher os turistas e levá-los às cavernas de nosso território, mas queremos nosso território”. Continue lendo “Sobreposição entre áreas protegidas e comunidades tradicionais gera conflito e aproxima Brasil e Angola”

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Chapada do Apodi também na Carta Capital: “O polígono da exclusão”

Em pleno Semiárido, onde o acesso à água é vital, o Perímetro Irrigado Jaguaribe-Apogi deveria servir aos pequenos. Quem se esbalda são as grandes empresas. Foto: Luiz Antonio Cintra
Luiz Antonio Cintra

A mão do cearense Augusto Marcelino da Silva, 82 anos, é áspera como lixa metálica, depois de mais de cinco décadas de trabalho no campo como meeiro de um latifúndio vizinho. Da varanda da casa, na comunidade KM 69, distrito de Limoeiro do Norte, a 205 quilômetros de Fortaleza, avista-se uma ponta da plantação de bananas da norte-americana Del Monte Fresh Fruits, gigante da fruticultura que há uma década atua na região.

No fundo da casa, a Del Monte também é visível: uma área de mais de 1,5 mil hectares de terra nua, onde até recentemente a empresa cultivava abacaxi irrigado para exportar para os EUA e a Europa. A Chapada do Apodi, onde mora seu Augusto, separa o Ceará do Rio Grande do Norte e é uma extensa área de terras férteis e valiosas do Semiárido, desde que irrigadas. Na política de desenvolvimento regional, é tida como um polo promissor da fruticultura made in Brazil e de dólares para a balança comercial. Ou uma fonte inesgotável de problemas ambientais e socioeconômicos, segundo os críticos da monocultura em larga escala. Continue lendo “Chapada do Apodi também na Carta Capital: “O polígono da exclusão””

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Parajuru agora também na Carta Capital: “Um paraíso, para os estrangeiros”

Vilarejo de pescadores no Ceará fica refém da especulação imobiliária. Por Rodrigo Martins. Foto: Rafael Cavalcanti / Jornal O Povo

Rodrigo Martins*

Quando o cineasta espanhol José Huerta decidiu rodar um filme sobre o vilarejo Parajuru, no município de Beberibe, litoral cearense, jamais imaginou que seria alvo de uma avalanche de processos e precisaria mobilizar uma rede internacional de apoio para divulgar a obra. Seu interesse inicial era o de fazer um amplo retrato de um povo que sobrevive da pesca artesanal numa paradisíaca praia brasileira, e com forte apego à vida comunitária. Esbarrou, no entanto, numa intrincada história de especulação imobiliária, promovida por um grupo de capital austríaco que loteou espaços na praia e numa reserva ecológica.

Finalizado em 2009, o documentário Uma Semana em Parajuru foi exibido no maior festival de cinema do País, o Festival do Rio, e no Florianópolis Audiovisual Mercosul (FAM), mas teve pouca repercussão- na mídia brasileira. Pudera, dos parcos recursos disponíveis para divulgar o filme, patrocinado pelo Ministério da Cultura da França, parte significativa teve de ser usada para pagar as custas de sete processos por danos morais e materiais, cujos pedidos de indenização somam 150 mil reais, e um criminal por difamação. Todos patrocinados pela Estrela do Mar, que se instalou na região há cerca de seis anos e hoje detém um extenso leque de investimentos que inclui pousada, hotel-escola, luxuosas casas de veraneio e muitos terrenos. Continue lendo “Parajuru agora também na Carta Capital: “Um paraíso, para os estrangeiros””

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Operação Arco de Fogo conta com indígenas Cinta Larga na apreensão de madeiras ilegais

As ações da Policia Federal chegaram ao Parque Indígena do Aripuanã/MT, aonde foram apreendida madeiras, tratores e maquinários de madeireiras e exploradores ilegais de áreas protegidas.  Com ajuda da Coordenação Regional da Funai em Juína/MT e do Ibama na mobilização das lideranças das comunidades, a PF pode adentrar as terras indígenas Serra Morena e Parque do Aripuanã, onde vivem indígenas da etnia Cinta Larga, para realizar as ações de fiscalização e apreensão.

A denominação de Arco de Fogo faz referência ao formato da área de desmatamento observada por satélite, abrangendo partes de Rondônia, Pará e Mato Grosso.  A operação envolve ações de fiscalização, de planos de manejo (locais de extração legal de madeira), medição do produto em pátios de madeireiras para verificação da legalidade da madeira vendida e mantida em depósito e, nas estradas, fiscalização do transporte.

Com o trabalho feito pela coordenação regional da Funai, os indígenas estão se conscientizando da importância de denunciar os madeireiros ilegais e passam a ajudar na remoção das madeiras derrubadas, para que possam ser levadas a leilão e seus recursos serem destinados a programas voltados a própria comunidade.

http://www.amazonia.org.br/noticias/noticia.cfm?id=367739

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Procuradores têm encontro com agricultores e ribeirinhos do Xingu afetados por Belo Monte

Famílias relataram ao MPF que técnicos da Norte Energia S/A estão ingressando nas propriedades mesmo sem autorização.  Investigação está sendo conduzida em Altamira

Os procuradores da República Felício Pontes Jr., de Belém, e Cláudio Terre do Amaral, de Altamira, se reuniram na sexta-feira (24/09) com agricultores e com a população ribeirinha da volta grande, local em que um trecho de 100 quilômetros do rio Xingu deve secar com a construção da hidrelétrica de Belo Monte.

Já o ponto onde ocorreu a reunião, também na chamada volta grande, deverá ficar submerso por conta do lago que se formará caso a usina seja construída.  Os próprios moradores solicitaram a audiência com os procuradores.

Pontes Jr.  E Amaral se reuniram com representantes das cerca de 12 mil famílias que vivem na região, no município de Vitória do Xingu, sobrevivendo da pesca e da agricultura familiar e que ainda não sabem o que acontecerá com suas terras e propriedades se a usina for mesmo construída.
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