Internacional: La Honduras indígena, negra, popular y en Resistencia

Por Giorgio Trucchi

El pueblo hondureño se volcó nuevamente a las calles para conmemorar 518 años de resistencia indígena, negra y popular, y denunciar el proyecto recolonizador impulsado por el Norte. El Consejo Cívico de Organizaciones Populares e Indígenas de Honduras (COPINH) presentó ante el Ministerio Público una demanda contra el Congreso Nacional, por violar el Convenio 169 de la OIT. La capital hondureña se vistió de dignidad y esperanza al conmemorar los 518 años de Resistencia indígena, negra y popular con una multitudinaria y colorida movilización que llegó hasta las afueras del Congreso Nacional, donde los diputados celebraban con música étnica un anacrónico “encuentro” de las razas.

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Internacional: Empresa Repsol líder en violar los derechos indígenas

Servindi – La empresa hispano-argentina Repsol YPF lidera la lista de las empresas que más amenazan la integridad de los pueblos indígenas a nivel mundial, informó la organización Survival International.

Survival difundió el “Top 5 del Salón de la Vergüenza” en el marco del Día de la Resistencia Indígena.

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Argentina: Analfabetismo y embarazo temprano asedian población indígena

Servindi –  La mayoría de estudiantes indígenas argentinos no pueden finalizar la escuela secundaria por motivos económicos, a lo que se suma un patrón de embarazo temprano “bastante extendido”.

Así lo reveló un informe realizado por la Unicef, que advierte del “bajo” nivel de alfabetización y las “deficientes” condiciones en las que viven los pueblos originarios.

El estudio alerta además sobre la situación crítica de dos de los cuatro pueblos indígenas más numerosos, el wichí y el toba, ya que, en el primero, “la proporción de analfabetos es del 20,7 por ciento”, mientras que en el segundo “alcanza el 19,5 por ciento”.

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Aborto seguro: direito das mulheres, dever do Estado

Cristiane Faustino*

O aborto é questão muito séria na vida das mulheres para ser tratado como peça de marketing no jogo eleitoral. Infelizmente é isto que vem ocorrendo: uma exibição sensacionalista e piegas, marcada por dogmatismos, preconceitos e discriminações, sob os mantos da hipocrisia e do cinismo que camuflam a realidade e reduzem o debate ao simplismo de ser “contra ou favor”.

A proposta do movimento de mulheres e organizações da sociedade civil no que se refere ao aborto é simples e justa: nenhuma mulher deve ser impedida de ser mãe; nenhuma mulher deve ser obrigada a ser mãe; nenhuma mulher deve ser presa ou maltratada por ter feito aborto. Essa proposta reivindica o dever do Estado (laico) de garantir direitos e agir democraticamente de acordo com as necessidades reais da população, não podendo basear suas decisões em crenças religiosas ou interesses privados. Na definição e no fazer das políticas, o Estado tem que garantir justiça. E não se garante justiça se não se considera a realidade. Continue lendo “Aborto seguro: direito das mulheres, dever do Estado”

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Uma lei para cuidar da Mãe Terra

A proposta dos movimentos camponeses e indígenas inclui a proibição de atividades econômicas que afetem o meio ambiente, como aquelas realizadas na Bolívia por dezenas de empresas mineradoras, florestais e de hidrocarbonetos.

As organizações indígenas e camponesas reunidas no Pacto de Unidade apresentaram à Assembleia Legislativa Plurinacional um projeto de lei da Mãe Terra. Este documento reconhece o planeta como um ser vivo e, portanto, com direitos. A proposta inclui a proibição de atividades econômicas que afetem o meio ambiente, como aquelas realizadas na Bolívia por dezenas de empresas mineradoras, florestais, de hidrocarbonetos e outras que deterioram as “bondades da natureza”, como optam por chamar os recursos naturais. Os deputados se comprometeram a debater o texto nas próximas semanas. O governo de Evo Morales pretende apresentar esta lei na próxima Conferência da ONU sobre Mudança Climática, que acontecerá no México em dezembro.
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O genocídio surreal dos Guarani-Kaiowá

O maior grupo indígena do país luta para escapar do extermínio, enquanto o fim do governo Lula consagrará um atraso de dezessete anos na demarcação de suas terras.

Imagine um lugar onde as pessoas têm expectativa de vida inferior à de países africanos em guerra, onde a taxa de assassinatos é semelhante à dos bairros mais violentos de metrópoles como São Paulo e Rio, e onde as taxas de suicídio estão entre as maiores do mundo. Imagine uma situação de racismo tal que você não pode frequentar um hospital, delegacia ou escola, nem ouvir a rádio, assistir às TVs ou ler os jornais sem ser humilhado cotidianamente. Imagine mais: além disso tudo, essa é a terra onde você nasceu, mas que lhe foi retirada à força por pessoas que se instalaram ali com o apoio do governo do seu próprio país,  obrigando-o a se refugiar no país vizinho para sobreviver. E, se não bastasse tudo isso, quando você tentou voltar para recuperar o que era seu por direito, foi tachado de estrangeiro.
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BA: Comunidades lançam carta aberta denunciado degradação causada pelo plantio de eucalipto

Comunidades rurais dos municípios de Cordeiros, Condeúba e Tremedal, sudoeste da Bahia realizaram no ultimo sábado, 11 de setembro a 1ª Caminhada Ecológica em Defesa da Vida e Contra o Monocultivo do Eucalipto.

O evento, promovido pela Comissão Regional de Meio Ambiente com o apoio da Comissão Pastoral da Terra – CPT, contou com a participação de cerca de 200 pessoas, entre eles os moradores de Tapioconga, Lagoa Preta, Ilha de Dentro e Bela Vista, localidades que integram o município de Tremedal; as comunidades de Lavador, Barra da Ilha, Bonito I, Bonito II, Lagoa de Cima, Santana e Pedra Preta, do município de Piripá; e ainda as comunidades de Pedra Branca, São José e Mocambo, do município de Cordeiros. Participaram também da Caminhada representantes das Paróquias de Tremedal, Piripá e Cordeiros, além de membros da Igreja Assembléia de Deus.
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Cordialidade cínica

Inez Lemos*

O Senado surge no Império Romano como assembléia de patrícios, constituída por magistrados, senhores senis e experientes que primavam pela felicidade coletiva da pólis. Para Aristóteles, a política é o desdobramento natural da ética, quando cabe aos políticos se ocuparem com a felicidade da pólis, quando a virtude está no meio-termo – condição ideal para se viver bem, evitando os extremos. O vício é efeito da falta ou do excesso. República é um sistema de governo que visa a democratizar o Estado, tornando-o público e priorizando os interesses dos cidadãos que elegem seus representantes. Aristocracia é um governo monopolizado e controlado por um grupo de privilegiados, representantes de uma casta, fidalguia com foros de nobreza. Cordialidade cínica é o comportamento que prevalece hoje na política brasileira, quando políticos, temendo a lei, preferem absolver alguns corruptos a serem também fiscalizados e condenados, livrando os colegas das acusações. Cordialidade – traço que Sérgio Buarque de Holanda apontou como do brasileiro, é aqui identificado como permissividade perversa.   Continue lendo “Cordialidade cínica”

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Congresso da Via Campesina mobiliza centenas de pessoas no Equador

Tatiana Félix

Adital – No último dia 8, centenas de homens, mulheres e jovens, de grupos campesinos, indígenas e afrodescentes de todo o continente latino-americano e caribenho, deram início ao V Congresso da Coordenadora Latino-Americana de Organizações do Campo, CLOC – Via Campesina, com uma caminhada pelas ruas de Quito, capital do Equador, com clamores de “Contra o Capital e o Império, pela Terra e a Soberania de nossos Povos, América Luta!”.

O evento segue até o próximo sábado, 16, e faz parte de uma intensa mobilização político-social que acontece durante este mês de outubro no Equador, que sedia também o IV Fórum Social Mundial das Migrações (FSMM) e a III Minga Global, transformando o país em um cenário de troca de experiências e intenso trabalho coletivo, reunindo militantes de diferentes áreas, povos e países.
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