Desembargador é acusado de tentar favorecer frigorífico JBS

Conduta de Abdalla Jallad , absolvido pelos pares de tribunal, está sob análise do CNJ (TRT-24)

Quase aposentado, Abdalla Jallad atuou para liberar abate mesmo diante de desmaios de trabalhadores. Conduta de membro do Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região está sendo apurada pelo Conselho Nacional de Justiça


Por Maurício Hashizume

O desembargador Abdalla Jallad, do Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região (TRT-24), está sendo acusado de tentar favorecer o grupo JBS em detrimento da saúde de trabalhadores expostos a intenso calor no setor de abate de frigorífico em Naviraí (MS). O magistrado teria sido instado inclusive pelo governador reeleito do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), a atuar em prol da empresa e em desfavor dos empregados da planta industrial situada no Sul do Estado. Apurações relativas ao caso correm sob sigilo no âmbito do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

De acordo com a acusação, o desembargador tomou a frente de uma articulação para autorizar a JBS a concluir a matança da totalidade dos animais à disposição no referido frigorífico, independentemente dos problemas enfrentados pelas dezenas de operários dedicados justamente ao abate dos animais. Abdalla teria sido acionado pelo governador que, por seu turno, recebera reclamações da direção do JBS – que se apresenta como “a maior empresa em processamento de proteína animal do mundo”.
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Caso Felícia Aurora: “MPF, MPT e PF devem apurar denúncia de trabalho escravo em JP; vítima é angolana”

O Ministério Público Federal, Polícia Federal, Ministério Público do Trabalho e Delegacia da Mulher devem apurar denúncia de suposta racismo e exploração de trabalho contra uma jovem angolana trazida para João Pessoa por um casal de empresários. O pedido foi protocolizado nesta quarta-feira (15) pela advogada Laura Berquó.

De acordo com a advogada, a angolana Felícia Aurora que tinha a promessas de trabalhar, estudar e melhorar suas condições de vida, porém desde que chegou, em abril/2010, vem sendo explorada pelo casal e foi ‘descartada´, sem nenhuma indenização, após ficar doente (fez cirurgia de vesícula) e não poder mais trabalhar.

Felícia, segundo a advogada, que entrou no Brasil (com visto de turista) a convite do casal brasileiro se encontra doente (anemia e cálculo renal), pode ter sua situação complicada – ser for expulsa do país – conforme pressão que vem sofrendo. Continue lendo “Caso Felícia Aurora: “MPF, MPT e PF devem apurar denúncia de trabalho escravo em JP; vítima é angolana””

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52 salários mínimos para trabalhar por quem mesmo?

Leonardo Sakamoto

A Câmara dos Deputados e o Senado Federal aprovaram projeto que aumenta os vencimentos de deputados federais, senadores, presidente, vice-presidente e ministros para R$ 26.700,00 mensais. Esse valor representa mais de 52 salários mínimos. O mimo de final de ano passa a ser depositado em conta em fevereiro do ano que vem.

O PSol, na Câmara dos Deputados, defendeu que o aumento se restringisse a uma compensação pelas perdas inflacionárias. A senadora Marina Silva (PV-AC) seguiu a mesma posição.

Contudo, muitos deputados e senadores devem ter pensado: “Imagina! O que vocês pensam que eu sou? Um cidadão comum?”

A Folha de S. Paulo apontou, em matéria, que o reajuste significa um aumento de 61,8% para deputados e senadores e de 133,9% para presidente e vice, que passam a ter salários iguais. A inflação no mesmo período foi menor que 20%. Continue lendo “52 salários mínimos para trabalhar por quem mesmo?”

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MT – Quanto mais se investiga, pior fica

Proposta prevê exclusão de áreas indígenas não homologadas para dar lugar à expansão do agronegócio. (foto: Andreia Fanzeres)

Miguel Aparicio Suárez*

O controvertido processo de desconfiguração do Zoneamento Socioeconômico Ecológico de Mato Grosso, transformado num Zoneamento ruralista que desconheceu 20 anos de estudos técnicos e um amplo processo de debate da sociedade mato-grossense, atingiu nas últimas semanas uma gravidade maior. Formatado de maneira unilateral para dar suporte aos interesses do agronegócio, eliminou pontos básicos como a manutenção de áreas de elevado potencial florestal, a proteção dos recursos hídricos (especialmente, na região das nascentes do Xingu e do Alto Paraguai), a possibilidade de criação de unidades de conservação, o planejamento de áreas de promoção da agricultura familiar e, de modo geral, os direitos das populações indígenas, extrativistas e quilombolas. Continue lendo “MT – Quanto mais se investiga, pior fica”

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Longo, mas imperdível: “Sarayaku kaparik. El grito por la dignidad”

Esta documental se acerca a la realidad cultural y social del pueblo kichwa de Sarayaku. Este pueblo ancestral de la amazonia ecuatoriana, cuenta en primera persona las motivaciones sociales, ecológicas y culturales que le han llevado a ser uno de los pocos pueblos amazónicos que se han liberado del yugo de la explotación petrolera en su territorios.

Nos muestra, además la cruda realidad a la que se enfrentan cada día indígenas y campesinos del noreste del país, donde la explotación petrolera es nsinónimo de pobreza, enfermedad y contaminación. Forma parte de la Exposición Amazonía: Sumaq Kawsay.

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I Marcha dos Povos da Bacia do Rio Parnaíba

MARCHA DE TASSO FRAGOSO: Quase 2 mil manifestantes partem do aeroporto rumo ao cais do Rio Parnaíba ...(Imagem:José Bonifácio/GP1)
MARCHA DE TASSO FRAGOSO: Quase 2 mil manifestantes partem do aeroporto rumo ao cais do Rio Parnaíba

José Bonifácio

Agricultores familiares, pescadores, estudantes, professores, Organizações Não Governamentais e demais segmentos da sociedade de Tasso Fragoso (MA) e de vários municípios integrantes da Bacia Hidrográfica do Rio Parnaíba participaram ontem, quarta-feira (15), da I Marcha dos Povos da Bacia do Rio Parnaíba.

O movimento dos Ameaçados por Barragens promoveu uma caminhada de quase três quilômetros para protestar contra o excesso de barramentos no Rio Parnaíba. Também participaram do protesto autoridades políticas, civis, militares e eclesiásticas, fortalecendo o pensamento contrário à construção da Usina Hidrelétrica Ribeiro Gonçalves. Continue lendo “I Marcha dos Povos da Bacia do Rio Parnaíba”

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“Na ENFF o conhecimento liberta consciências”

por Beatriz Pasqualino e Maíra Kubík Mano

Entre os pilares do MST sempre estiveram a educação e a formação política. Por isso, a construção da Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), que completou cinco anos em 2010, foi comemorada como uma conquista histórica da classe trabalhadora. A história da ENFF começou nos idos de 1996, quando surgiu no MST a necessidade de se ter um espaço de formação da militância, de troca de experiências e de debate sobre a necessidade de transformação social. Localizada em Guararema (SP), a escola tem o objetivo de ser um espaço de formação superior plural nas mais diversas áreas do conhecimento não só para os militantes do MST, como também de outros movimentos sociais rurais e urbanos, do Brasil e de outros países da América Latina. Por ela, já passaram já mais de 16 mil educandos, cerca de 500 professores voluntários e quase 2 mil visitantes de todo o mundo. Para contar um pouco dessa história da ENFF, a Revista Sem Terra conversou com Adelar João Pizetta, integrante da coordenação pedagógica da escola e dirigente do MST. Confira a seguir. Continue lendo ““Na ENFF o conhecimento liberta consciências””

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WikiLeaks ou a vingança do mundo vigiado, artigo de Eugênio Bucci

O Estado de S.Paulo – Sorria, você está sendo filmado. Ou chore, você está sendo filmado.

A propósito, não é improvável que você esteja sendo filmado enquanto lê este artigo. Os seus hábitos de consumo estão catalogados em bancos de dados que são vendidos por aí. A marca de papel higiênico que você compra no supermercado faz parte da sua ficha pessoal em algum arquivo de marketing. Os exames do seu check-up, realizados naquele laboratório todo informatizado, bem, eles podem cair na rede. As chamadas do seu celular são rastreáveis, todas elas. A que horas você ligou para quem e de que lugar você chamou, tudo se sabe. Pelas pesquisas que você faz no Google, os administradores podem levantar o seu rol de preferências, mesmo aquelas que você não gostaria de declarar em público. Os radares da cidade registram por onde você passeia de automóvel. As consultas que você faz na Amazon fazem parte do seu perfil, devidamente armazenado. Pelo seu cartão de crédito, podem saber os restaurantes em que você anda almoçando, os vinhos que você pede, a dieta que você segue. As portarias de prédios que você cruzou, as catracas que atravessou, os elevadores em que subiu ou desceu, tudo isso é sabido.

E aqui não estamos falando de vírus espiões instalados em seu computador, das escutas encomendadas pelos rivais (amorosos, religiosos, políticos ou econômicos), mas apenas dos mecanismos supostamente lícitos pelos quais, como já foi dito, você está sendo filmado. Não é bem que a privacidade tenha diminuído de uns tempos para cá. A privacidade, nos moldes em que costumávamos imaginá-la, virou uma categoria impossível, irrealizável. A privacidade foi extinta pela História. Continue lendo “WikiLeaks ou a vingança do mundo vigiado, artigo de Eugênio Bucci”

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O futuro de Caetité, BA?: “Justiça obriga Indústrias Nucleares do Brasil a adotar medidas contra radiação na cidade de Caldas, MG”

“É fácil concluir que os animais encontrados, inclusive em estado de mumificação, em três galpões, submeteram-se a níveis de radiação infinitamente superiores”.

O Ministério Público Estadual (MPE) conseguiu na Justiça uma liminar que obriga as Indústrias Nucleares do Brasil (INB) a adotar medidas de segurança para o armazenamento correto de rejeitos nucleares resultantes da extração de urânio na zona rural de Caldas, cidade do Sul de Minas, e do processamento no local de um concentrado de urânio e tório vindo de São Paulo.

De acordo com a liminar, a INB deverá cumprir em 90 dias as determinações da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) que preveem a reparação de galpões onde ficam armazenados tambores de metal e de plástico com rejeitos radioativos. Esses recipientes ainda deverão ser substituídos se estiverem avariados.

A medida judicial obriga a INB a fazer também análises de radiação no solo, nos animais, nas plantas, no lençol freático e nos rios que cortam as cidades da região. Um laudo técnico deverá mostrar ainda a eficiência do sistema de monitoramento ambiental e de uma bacia a céu aberto onde são depositados materiais radioativos. Continue lendo “O futuro de Caetité, BA?: “Justiça obriga Indústrias Nucleares do Brasil a adotar medidas contra radiação na cidade de Caldas, MG””

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Carta–Manifesto ‘Um grito pelo Xingu’

Entre os dias 11 e 14 de dezembro de 2010 foi realizado o encontro “Um grito pelo Xingu”, reunindo as lideranças Yudjá Juruna, Tapayuna e Mebengokre, na Terra Indígena Kapot Nhinore, oportunidade em que foram debatidas a demarcação da referida Terra Indígena e a preservação do Rio Xingu e de seus afluentes.

Carta – Manifesto Um grito pelo Xingu

Nós, lideranças indígenas das etnias Yudjá Juruna e Mebengokre, aqui reunidos na Aldeia Pastana Juruna – Terra Indígena Kapot Nhinore, localizada no extremo norte do Estado do Mato Grosso, gostaríamos de informar que desde a década de 1980 aguardamos pela demarcação desta área ocupada tradicionalmente pelos nossos ancestrais, e até o presente momento não obtemos resposta. Continue lendo “Carta–Manifesto ‘Um grito pelo Xingu’”

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