Jovens pobres e o novo mundo do trabalho

Entrevista especial com André Langer

“A ausência de uma perspectiva profissional, marcada mais pela ruptura do que pela continuidade, faz com que o trabalho fique desprovido de um sentido”, analisa André Langer na entrevista a seguir, concedida por e-mail à IHU On-Line, em que fala sobre as perspectivas e experiências dos jovens pobres em relação ao atual mundo do trabalho. Langer traz como os jovens, principalmente os mais pobres, absorvem a reorganização do trabalho e questões relativas ao trabalho imaterial, capitalismo e novas tecnologias. Sobre este último ponto, diz que “por ser uma revolução muito recente, esses jovens que já cresceram dentro dela, intuitivamente conhecem a realidade em que pisam. Por exemplo, sabendo que o domínio básico de noções de informática é importante para ampliar as chances de acessar o mercado de trabalho, muitos jovens pobres fazem cursos nessa área”.

André Langer é graduado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná e em Teologia pelo Centro de Estudos Superiores da Companhia de Jesus. É mestre em Ciências Sociais pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos e doutor em Sociologia pela Universidade Federal do Paraná. É pesquisador no Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores – Cepat, parceiro estratégico do Instituto Humanitas Unisinos – IHU. Hoje, dia 28, André Langer apresenta no evento IHU ideias a palestra Mutações no mundo do trabalho: a concepção de trabalho de jovens pobres, onde vai lançar o Caderno IHU ideias com o mesmo título. Confira a entrevista.
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O sonho Xavante e a esperança de mudanças reais

Por Gilberto Vieira dos Santos
Coordenador Regional do CIMI-MT

Precariedade no atendimento à saúde indígena em Mato Grosso

Motivado pelas últimas notícias divulgadas na imprensa sobre a morte de 35 crianças do povo indígena Xavante, que viviam em Campinápolis, Mato Grosso, Gilberto Vieira dos Santos, missionário do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) no estado, escreveu artigo falando sobre o real abandono em que se encontram as comunidades indígenas da região, principalmente em relação ao atendimento à saúde. De acordo com ele, há omissão por parte do governo federal. Prova disso é que em pleno século 21 crianças ainda morrem por desnutrição e outras doenças simplesmente tratáveis.

As informações não refletem nenhuma novidade, visto que em 2010, das 200 crianças nascidas na região, 60 morreram devido a doenças respiratórias e infecciosas. Em 2009, 20 crianças Xavante morreram vitimas dos mesmos problemas, reflexos do precário sistema de atendimento à população indígena no estado e do descaso do governo frente ao problema.
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No Dia da Nacional da Caatinga um alerta contra a devastação

Nas comemorações do Dia da Nacional da Caatinga, parlamentares, ONGs e representantes do MMA defendem urgência para combater desmatamento e desertificação no bioma que já é o segundo mais devastado do País

A Caatinga, que abriga 27 milhões de pessoas e abrange cerca de 11% do território nacional, está em ritmo acelerado de devastação. Números apresentados nesta quinta-feira (28/04) em audiência pública na Câmara dos Deputados revelam que 2,8 mil Km2 do bioma são transformados em lenha anualmente no segundo mais ameaçado do País. O total equivale a 40% da matriz energética da região, uma das mais sujas do Brasil.

O encontro, que fez parte do Dia Nacional da Caatinga, serviu de alerta para a necessidade de se buscar urgentemente modelos de sustentabilidade socioambiental e econômica para a região. O Ministério do Meio Ambiente anunciou que vem avançando, em convênio com os estados do Nordeste, onde está a maior área de Caatinga, no sentido de criar e implementar pelo menos 40 novas Unidades de Conservação, na tentativa de conter o avanço da desertificação.
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Diferenças na definição de ”acusação confiável” em casos de abuso sexual

Recentemente, recebemos um telefonema de um leitor que perguntou, com relação à crise dos abusos sexuais do clero: “Quando eu leio “acusação confiável” nos jornais, o que significa isso?”. Nós demos uma olhada mais de perto nesse termo.

A reportagem é de Zoe Ryan, publicada no sítio National Catholic Reporter, 22-04-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

A frase “acusação confiável” aparece regularmente nos relatos da mídia sobre o abuso sexual de menores por parte de membros do clero. Ela geralmente indica que aqueles que fazem um julgamento inicial acreditam que a acusação contra um clérigo tem algum mérito.

Embora os especialistas entrevistados para esta reportagem tenham salientado repetidamente que uma acusação confiável não significa que o acusado é culpado, ela significa, sim, que o acusado é removido do ministério imediatamente e não tem a permissão de voltar, a menos que a acusação não possa ser fundamentada, o que pode levar anos. Enquanto isso, a reputação de um clérigo está prejudicada e, alguns diriam, nunca poderá ser totalmente restaurado.

Entretanto, não há uma definição ou padrão precisos para o que significa ser “confiavelmente acusado”, deixando a cada diocese a decisão individual do que significa “confiável”.
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Erundina: “desprivatizar as metrópoles brasileiras”

Abriu-se nesta quinta-feira, em São Paulo, uma nova etapa de uma das lutas sociais que marcou o primeiro semestre. Depois de promover, ao longo de muitas semanas, manifestações seguidas contra o aumento da tarifa de ônibus (de R$ 2,70 para R$ 3), o Movimento Passe Livre decidiu aprofundar o debate sobre o tipo de cidade que quer ajudar a construir – e lançou, na USP, a campanha pela Tarifa Zero nos transportes públicos.

Apresentada em mais detalhes num novo espaço na internet, a campanha nasceu para confrontar duas das piores características das metrópoles brasileiras. Insurge-se contra a segregação que separa o Centro da Periferia, numa atualização do apartheid que dividia a colônia em Casa Grande e Senzala. E denuncia a mercantilização dos serviços públicos – que também fratura as cidades, ao estabelecer barreiras que só podem ser vencidas pelos que têm dinheiro.

Na batalha contra o aumento das tarifas, buscava-se a resposta imediata. Bem-sucedida (embora sem vitória econômica), ela deve continuar agora na forma de um debate mais intenso sobre o tipo de ambiente urbano que o Brasil quer construir. Aceitamos o papel de figurantes passivos, num modelo em que os protagonistas são o automóvel e a via expressa? Ou estamos dispostos a desbravar as possibilidades de novas metrópoles – menos desiguais, mais humanas e, por isso mesmo, dispostas a conviver com a natureza?
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Indígenas se pronuncian contra transgénicos

Exigen derogación del reglamento que permite el cultivo de transgénicos y respaldan moratoria al ingreso de organismos genéticamente modificados en el Perú.

Denuncian que en México y Argentina los transgénicos causaron dependencia económica, desplazamiento forzado y perdida de la cultura alimentaria.

Los pueblos indígenas andinos y amazónicos hemos heredado al mundo nuestros conocimientos y tecnologías para la domesticación y aprovechamiento de especies como el maíz, la papa, la yuca, el algodón y la quinua y somos los gestores de una gastronomía que apunta a ser Patrimonio de la Humanidad. La autorización para el cultivo de transgénicos, aprobado el 15 de abril a través del Reglamento Sectorial sobre Biotecnología, desconoce el derecho del pueblo peruano a preservar este legado económico y cultural.

“En Ayacucho promovemos una propuesta de mejora nutricional en base a productos andinos que permitió a las comunidades quechuas de Vilcashuamán recuperar 125 variedades de papas nativas, 13 de olluco, 12 de mashua, 17 de oca, 20 de maíz, 86 de frijol, 44 de haba y 185 tipos de plantas medicinales y aromáticas. Sin embargo, la entrada de semillas transgénicas favorece la instauración de un sistema de producción orientado a la dependencia de semillas y alimentos que desplazará a nuestra cultura, conocimientos y tecnologías tradicionales” explica Tarcila Rivera Zea, directora de CHIRAPAQ Centro de Culturas Indígenas del Perú y presidenta del Foro Internacional de Mujeres Indígenas FIMI, que agrupa a mujeres indígenas activistas de diversas partes del mundo. Continue lendo “Indígenas se pronuncian contra transgénicos”

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TJ decide que ruralista deve ir a Júri Popular

Por unanimidade, os desembargadores da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná decidiram que o ruralista Marcos Prochet, acusado de assassinar um sem terra em 1998, deve ir a Júri Popular. A decisão do TJ ocorreu na tarde dessa quinta-feira (28).

O assassinato ocorreu no dia 7 de fevereiro de 1998, quando uma milícia despejou ilegalmente famílias de sem terra da Fazenda Boa Sorte, noroeste do Paraná – hoje um assentamento de reforma agrária. Durante a ação, o trabalhador rural Sebastião Camargo Filho, de 65 anos, foi assassinado com um tiro na cabeça, à queima roupa, de espingarda calibre 12. Uma testemunha ocular do crime afirma que o atirador era Marcos Prochet, ex-presidente da União Democrática Ruralista – UDR.

O advogado da Terra de Direitos, que participou do julgamento, defendeu a realização do Júri e pediu maior celeridade na tramitação do processo, tendo em vista que se passaram 13 anos do homicídio. A Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA já, inclusive, editou uma recomendação ao governo brasileiro, pedindo andamento ao caso (leia mais). Continue lendo “TJ decide que ruralista deve ir a Júri Popular”

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Descaso e omissão provocam quadro emergencial no atendimento à saúde indígena no MT

Governo promete alterações, mas Sesai e Funasa repassam a culpa pelas mortes e desassistência em Campinápolis, interior do estado

Somente nos quatro primeiros meses desse ano, 35 crianças do povo Xavante morreram em decorrência de desnutrição e doenças respiratórias e infecciosas, em Campinápolis, interior de Mato Grosso. Essa situação levou o governador do estado, Silval Barbosa, a decretar, no início da semana, situação de emergência na saúde do município, distante 658 km de Cuiabá.

Campinápolis abriga atualmente uma população de cerca de 6,5 mil indígenas, em sua maioria do povo Xavante. As ocorrências de morte e descaso no atendimento à saúde da população indígena da região tem se agravado nos últimos anos. Ano passado, das 200 crianças nascidas, 60 em decorrência da falta de assistência à saúde. Em 2009, a situação se repetiu, quando 20 crianças morreram vítimas de doenças como pneumonia, gripe e diarréia. Continue lendo “Descaso e omissão provocam quadro emergencial no atendimento à saúde indígena no MT”

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Contra o massacre dos ambientalistas do Paraná, apoiem este documento, urgente!

Em face dos graves fatos ocorridos no último sábado, em Piraquara, quando 5 ambientalistas foram assassinados sem que se saiba até o momento os motivos e os autores, vamos protocolar ao Ministro da Justiça esse documento abaixo.

Pedimos que verifique se seu nome já está na lista de assinaturas, e se não estiver peço que nos desculpe, podemos ter deixado passar algum apoio já enviado.

Por favor envie seu apoio (nome e organização que representa) para o seguinte e-mail:  [email protected].

Temos pouco tempo para coletar assinaturas, por isso solicitamos que você nos ajude a buscar apoio em listas onde você esteja participando.

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Indígenas Munduruku reúnem-se para discutir hidrelétricas no rio Tapajós

Nos dias 25 e 26 de abril de 2011, em um encontro organizado pela Associação Indígena Pussuru em parceria com o Fórum da Amazônia Oriental (FAOR), cerca de 70 indígenas Munduruku do Alto Tapajós, representantes de 19 aldeias, reuniram-se na Aldeia Saí-Cinza – Terra Indígena Saí-Cinza, Município de Jacareacanga no Estado do Pará, para debaterem sobre os impactos que o complexo hidroelétrico Tapajós/Teles Pires, caso venha a ser construído, pode causar em seus modos de vidas.

Para muito dos presentes no encontro, a sensação de medo ficou evidente, pois teme que, como em outras obras do PAC, às comunidades indígenas não sejam ouvidas e que tenham seus direitos constitucionais desrespeitados em benefício do consórcio empreendedor.

Flaviano Akay da Aldeia Trairão, foi enfático em afirmar que “Nós, Munduruku, não queremos de jeito nenhum este projeto, pois irá trazer problemas para nós e nossos filhos”. Osmarino Manhuary, capitão (cacique) da aldeia Jacarezinho, afirmou que ”nossos pensamentos são de dizer para o governo que nós somos os primeiros habitantes do Brasil, que nós somos verdadeiros brasileiros, por isso, não dá para o governo construir seu projeto sem consultar a comunidade indígena. Continue lendo “Indígenas Munduruku reúnem-se para discutir hidrelétricas no rio Tapajós”

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