Mulheres atingidas por barragens debatem seus direitos pela primeira vez

 

Thais Iervolino

Mulheres em marcha, durante o último dia do evento

“Mulher, água e energia não são mercadorias”.  Foi esse grito que guerra que acompanhou as quase 500 mulheres atingidas por barragens durante os quatro dias do Encontro Nacional das Mulheres – em luta por direitos e pela construção de um novo projeto energético popular, evento que, no começo de abril, inaugurou a discussão sobre direitos das mulheres e os impactos sofridos por elas frente à construção de hidrelétricas no Brasil.

De acordo com o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), que organizou o encontro, os impactos que as usinas geram são muito maiores para as mulheres do que para a população masculina.  “As mulheres sofrem impactos específicos: a destruição da floresta, inundações, a perda do pescado são mais sentidos pelas mulheres”, afirmou Leandro Scalabrin, coordenador geral do MAB.

Duas décadas após a criação do movimento – o MAB comemorou 20 anos de luta pelos direitos da população afetada por usinas hidrelétricas – as atingidas por barragens, representando 14 Estados brasileiros, se reuniram em Brasília não só para discutir os efeitos das barragens em suas vidas, como também para fortalecer a sua participação dentro do movimento.
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Perú: Una mujer aymara muere en enfrentamiento entre campesinos y policías en Puno

Un enfrentamiento entre las comunidades afectadas por la contaminación minera del distrito de Huacullani, provincia de Chucuito (Puno), y las fuerzas del orden, dejó como víctima una mujer fallecida.

María Choque Limachi (68), natural de la comunidad de Totoroma, distrito de Kelluco, acudió al paro de 48 horas en contra de la concesiones mineras y el Gobierno regional y central junto a cientos de pobladores.

La medida fue promovida por el Frente de Defensa de los Recursos Naturales de la zona sur de Puno, junto a organizaciones como la Coordinadora Regional de Comunidades Quechua y Aymara, CONACAMI, UNCA, cocaleros de Carabaya y Sandia.

La mañana del lunes 25 de abril, cientos de campesinos tomaron el control del puente Yoroco, donde al menos 30 policías lanzaron bombas lacrimógenas para disuadirlos. Una de las bombas impactó en la campesina.
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Asia: ONU denuncia violaciones de DD.HH. contra indígenas en Bangladesh

Naciones Unidas ha denunciado las continuas violaciones de Derechos Humanos que se producen en la región de las Colinas de Chittagong a pesar de la firma del Acuerdo de Paz entre los indígenas y el Estado en diciembre de 1997, que sigue sin estar vigente.

Este acuerdo acabó con 25 años de operaciones guerrilleras de once grupos de indígenas que pretendían crear un estado independiente en la zona sur de Bangladesh.

Sin embargo, el relator especial de Naciones Unidas para la zona Lars Anders Baer explicó en un estudio reciente que todavía existe una fuerte presencia militar en las Colinas de Chittagong, según informó IRIN, la agencia de noticias humanitarias de la ONU.

“Cuando se presentó la idea del estudio al Consejo Económico y Social de la ONU, la delegación de Bangladesh (…) aseguró que no había indígenas en su país. Esto fue una sorpresa”, comentó Baer.
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Argentina: Continúa la huelga de hambre de los indígenas Qom

Miembros de la comunidad indígena Qom de la provincia de Formosa (al noreste de Argentina) mantienen un campamento en la avenida 9 de julio, en Buenos Aires, en reclamo de la restitución de sus tierras al gobierno nacional y al formoseño.

El día lunes 25, el líder qom Félix Díaz, junto con otras 15 personas, comenzó una nueva huelga de hambre. Ellos fueron desalojados violentamente de sus tierras, en una operación en la que murieron dos personas.

La comunidad ahora reclama que se le devuelvan 1.300 hectáreas, 600 en poder del gobierno provincial y 700 en poder de la familia Celía, cedidas a una universidad local.
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O Olhar dos Índios

José Ribamar Bessa Freire

– Atira! Atira! – lhe dizia o índio Parakanã, apontando a caça. O antropólogo Carlos Fausto, com a arma na mão, olhava na direção indicada e não via bulhufas. Só árvores.

– Ali, ali, naquele galho – suplicava em voz baixa o índio, sinalizando o alvo com o dedo.

– Onde? Onde? – perguntava o antropólogo, atônito. Via apenas uma mancha verde formada por um emaranhado de troncos, folhas, cipós, raízes, musgos, liquens, sombras, tudo da mesma cor, mas nem sinal do animal. O bicho, que para ele continuava invisível, aproveitou a hesitação e se escafedeu, sem nem ao menos declinar sua identidade ao ofuscado caçador.

Foi ali, naquele momento, que Carlos Fausto, sem disparar um tiro, acertou o que não viu, ao suspeitar que seus olhos estivessem incapacitados de ver, dentro da floresta, aquilo que os índios viam. Estávamos no final da década de 1980, ele começava seu mestrado em Antropologia Social com os índios Parakanã, orientado por Eduardo Viveiros de Castro e não era, ainda, capaz de ler a floresta. Continue lendo “O Olhar dos Índios”
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Perú: Observan proyecto de reglamento para protección de indígenas aislados

La Asociación Interétnica de Desarrollo de la Selva Peruana (Aidesep) dio a conocer sus observaciones al anteproyecto de Reglamento de infracciones y sanciones de la Ley de Protección de los Pueblos Indígenas en situación de Aislamiento y Contacto Inicial que impulsa el Instituto Nacional de Desarrollo de Pueblos Andinos, Amazónicos y Afroperuano (Indepa)

En carta dirigida a este organismo, Aidesep plantea como requisito mínimo aclarar la situación legal e institucional del Indepa debido a que tanto este como el ministerio de Cultura no tendrían competencia para tipificar las conductas sancionables a través de un reglamento.

Aidesep incluye además una propuesta legislativa previa que otorga potestad sancionadora al Indepa y una serie de iniciativas para posibilitar el reglamento de infracciones y sanciones.

Finalmente, incluye una lista de infracciones administrativas que irían desde leves hasta muy graves.

http://servindi.org/actualidad/43974

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España: Movimiento contra la Intolerancia lanza campaña “Rap contra el racismo”

Servindi, 28 de abril, 2011 – Presentamos el video del Rap contra el Racismo, que forma parte de una campaña dirigida a los más jóvenes con la participación de lo mejor de la escena hip hop española.

La campaña “Rap contra el Racismo” de sensibilización escolar y juvenil para combatir este peligroso problema tiene como eje una canción y un videoclip que cuenta con la colaboración desinteresada de varios de los artistas la escena del rap en España. Continue lendo “España: Movimiento contra la Intolerancia lanza campaña “Rap contra el racismo””

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Mais uma vez, a manchete: Morte de índios gera ‘emergência’

O jornal Diário de Cuiabá publicou, com a manchete em destaque, a morte de 35 crianças indígenas do povo Xavante, em Campinápolis, Mato Grosso, apenas neste início de ano. Não é a primeira vez que as reportagens dos jornais anunciam a morte de crianças indígenas naquela região. Em 2010, das 200 crianças nascidas, 60 morreram devido a doenças respiratórias e infecciosas (o mesmo ocorreu em 2009, quando se registrou a morte de mais de 20 pequenos Xavante). Lamentavelmente nenhuma medida eficaz foi tomada para conter esse verdadeiro extermínio praticado silenciosa e sistematicamente. As estruturas de governo destinadas à prestação de serviços e assistência aos índios indicam que esta não será a última manchete que estampa a morte. A situação de sta comunidade se prolonga, se agrava, mas as medidas tem sempre “caráter emergencial” e nunca um caráter permanente.

O Governo Federal, através da Secretaria Especial de Atenção à Saúde Indígena (Sesai), é quem deve estruturar a atual política de saúde. E o que tem sido feito efetivamente neste sentido? Se levarmos em conta o que se pode ler nas manchetes de jornais e em depoimentos e denúncias de lideranças, comunidades e povos indígenas de diferentes cantos do Brasil, chegamos à conclusão de que nada tem sido realizado. Há discursos, planos, projetos, reuniões, debates, mas prestação de serviços nas aldeias é coisa rara.

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Indígenas Munduruku reúnem-se para discutir hidrelétricas no rio Tapajós

Nos dias 25 e 26 de abril de 2011, em um encontro organizado pela Associação Indígena Pussuru em parceria com o Fórum da Amazônia Oriental (FAOR), cerca de 70 indígenas Munduruku do Alto Tapajós, representantes de 19 aldeias, reuniram-se na Aldeia Saí-Cinza, município de Jacareacanga no estado do Pará, para debaterem sobre os impactos que o complexo hidroelétrico Tapajós/Teles Pires pode causar em seus modos de vidas.

Para muitos dos presentes no encontro, a sensação de medo ficou evidente, pois estes temem que, como em outras obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), as comunidades indígenas não sejam ouvidas e que tenham seus direitos constitucionais desrespeitados em benefício do consórcio empreendedor.

Flaviano Akay, da aldeia Trairão, foi enfático ao afirmar que “nós, Munduruku, não queremos de jeito nenhum este projeto, pois irá trazer problemas para nós e nossos filhos”. Osmarino Manhuary, cacique da aldeia Jacarezinho, afirmou que ”nossos pensamentos hão de dizer para o governo que nós somos os primeiros habitantes do Brasil, que nós somos verdadeiros brasileiros, por isso, não dá para o governo construir seu projeto sem consultar a comunidade indígena”. Para Francisco Saw, da aldeia Maloquinha, o encontro foi importante porque agora “nós todos estamos cientes sobre a barragem, porque foram mostradas no vídeo as conseqüências do projeto e os problemas que podem existir no nosso futuro”.

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Começa amanhã o Encontro Nacional dos Povos Indígenas em defesa da Terra e da Vida

Discussões terão como eixo a luta pela reconquista dos territórios e contra o processo de criminalização de lideranças, assim como o enfrentamento aos grandes empreendimentos que impactam terras indígenas

Começa amanhã, 29 de abril, o Encontro Nacional dos Povos Indígenas em Defesa da Terra e da Vida. O evento, que tem como lema Vida e Liberdade para os povos indígenas – Povos Indígenas construindo o Bem Viver, acontece até dia 1º de maio no Centro de Formação Vicente Cañas, em Luziânia (GO).

Durante os três dias do encontro, que é organizado pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi), mais de 200 pessoas, 180 das quais lideranças indígenas vindas de diversas regiões do país, colocarão em pauta os impactos gerados pelas grandes obras do governo federal em terras indígenas.

O encontro será norteado por três grandes eixos: luta pela reconquista e garantia dos territórios; luta contra o processo de criminalização das lutas e das lideranças; e enfrentamento aos grandes projetos que afetam as comunidades. A partir dessas discussões, serão traçadas soluções conjuntas para o enfrentamento destes desafios, bem como a proposta de unificação das lutas dos povos indígenas pela demarcação de seus territórios e contra o crescente processo de criminalização das lutas e lideranças indígenas.

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