Para ativista, cultura do preconceito resulta em ambiente social deteriorado

Filósofa, que está lançando o livro “Racismo, sexismo e desigualdade no Brasil”, analisa também a discriminação racial e a política para mulheres

“As ações de preconceito que são praticadas atualmente, todas elas são extremamente deletérias; elas acabam construindo um caldo de cultura violento, em que as pessoas não se sentem mais seguras ou protegidas. Isso produz, como consequência, um ambiente social deteriorado”.

A crítica é de Sueli Carneiro, filósofa e doutora em Educação pela Universidade de São Paulo (USP) e fundadora do Geledés Instituto da Mulher Negra. A ativista e feminista está lançando o livro “Racismo, sexismo e desigualdade no Brasil”, que analisa criticamente a sociedade brasileira e a forma com que o preconceito racial e o sexismo estão estruturados, o que, na visão da autora, explica o crescimento da intolerância.

Em entrevista à Rede Brasil Atual, Sueli analisa os possíveis motivos do aumento das manifestações de preconceito e atos de intolerância. Assim como, a polêmica levantada após as declarações consideradas preconceituosas feitas pelo deputado Jair Bolsonaro (PP/RJ), e a situação impunidade que pode contribuir para novos atos de discriminação e violência. Ribeiro aborda também a questão da política de direitos humanos aplicada no Brasil. “Ela (a política) busca tentar atender toda a população e cobrar o respeito, mas ela ainda é bastante insuficiente para enfrentar a magnitude do problema”, explica.
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Suspeito de racismo, empresário é preso em Goiânia (GO)

Um empresário e fazendeiro foi preso em Goiânia (GO), depois de uma discussão com o gerente de um bar. Ele é suspeito de racismo e está sendo investigado pelo 7º DP (Distrito Policial).

Segundo testemunhas, o gerente do estabelecimento no Jardim América foi pedir para que o empresário parasse de brigar com a esposa, e ele acabou sendo agredido verbalmente. No momento, passava uma viatura e ele foi preso em flagrante.

Para a delegada Leilany Batista Machado, não há dúvidas de que o empresário cometeu crime de racismo.

– As testemunhas são bem claras ao afirmar que ele xingou a pessoa da vítima com palavras desrespeitosas com referencia à cor dela.

O empresário deve ficar preso até que o juiz decida qual será a pena. O crime de racismo é inafiançável e pode levar de um a três anos de prisão.

 

http://noticias.r7.com/cidades/noticias/suspeito-de-racismo-empresario-e-preso-em-goiania-go-20110430.html

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Índice de homicídios em aldeias de Dourados é 800% maior que média

Para atender uma decisão liminar na Justiça, cujo pedido foi feito pelo Ministério Público Federal (MPF), a União Federal e a Fundação Nacional do Índio (Funai) deverão manter a segurança nas aldeias Bororó e Jaguapirú, em Dourados (MS).

O efetivo mínimo de doze policiais poderá ser disponibilizado pela Polícia Federal ou pela Secretaria Estadual de Segurança Pública, através de convênio.

São 12 mil pessoas confinadas em uma reserva de 3,6 mil hectares, constituída na década de 1920 em Dourados, 2ª maior cidade de Mato Grosso do Sul, localizada a 225 quiômetros ao sul de Campo Grande.
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FFF – França suspende diretor técnico após caso de racismo

O Ministério do Esporte da França anunciou a suspensão do diretor técnico da Federação Francesa de Futebol (FFF), Francois Blaquart, um dia depois da publicação de uma reportagem bombástica que revelou que a entidade teria orientado clubes e escolinhas do país a limitarem a entrada de negros e árabes em suas equipes de base para que a próxima geração de jogadores franceses seja “branca” e “europeia”.

Após o caso de racismo estourar, a FFF negou categoricamente a acusação, mas, pressionada pelo governo francês, ordenou a investigação que acabou provocando a suspensão de Blaquart. Em comunicado assinado em conjunto com a entidade que dirige o futebol francês, o Ministério do Esporte da França informou que a pena aplicada, de caráter preventivo, tem efeito imediato e a situação futura do dirigente agora dependerá do desenrolar das investigações.

Uma reportagem investigativa feita pelo site Mediapart revelou que o conselho técnico da FFF decidiu, em novembro do ano passado, passar instrução aos clubes e escolinhas oficiais para estabelecerem cota de apenas 30% para jogadores “não brancos”, de ascendência africana e árabe, entre 12 e 13 anos de idade. Continue lendo “FFF – França suspende diretor técnico após caso de racismo”

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Obras prejudicam 180 comunidades indígenas, diz Cimi

Por: Redação da Rede Brasil Atual

São Paulo – Levantamento realizado pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi) em relação ao impacto de 400 obras no país constata que 180 comunidades indígenas são prejudicadas pelos empreendimentos. Além disso, elas não tem sido consultados previamente. As informações foram apresentadas nesta sexta-feira (29) pelo secretário-adjunto da entidade, Saulo Feitosa.

Para ele, esse cenário desrespeita a Constituição e a Convenção 69 da Organização Internacional  do Trabalho (OIT), da qual o Brasil é signatário. A norma prevê que o governo tenha a obrigação de conseguir o consentimento prévio, livre e informado dos povos indígenas, antes de tomar medidas que os afetem.

“São muitas as atividades que geram impactos para os povos, como a utilização dos recursos hídricos em terras indígenas, construção de rodovias, mineração e turismo, as comunidades sofrem os impactos e, na maioria das vezes, nem sabem a proposta e a abrangência dos empreendimentos”, disse Feitosa, em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional.  Continue lendo “Obras prejudicam 180 comunidades indígenas, diz Cimi”

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Brasil tem mais de 132 mil casas chefiadas por crianças

Mais de 132 mil domicílios brasileiros são chefiadospor crianças de 10 a 14 anos, de acordo com dados preliminares do Censo 2010, divulgados nesta sexta-feira (29), pelo Instituto Brasileiro de Geografia eEstatística (IBGE).

“Proporcionalmente aos 57 milhões de domicílios, esse número não é muito expressivo. Entretanto, reflete outra realidade: a presença de trabalho infantil na sociedade brasileira”, alerta o o presidente do IBGE, Eduardo Pereira Nunes.

Outro dado preocupante é que existem 14,6 milhões deanalfabetos no País, o equivalente a 9% da população acima de 10 anos, idade considerada ideal para a conclusão da alfabetização. Em 2000, esse porcentual era aindamaior: 12,8%.

Nas regiões, as mais altas taxas de analfabetismo registradas no ano passado foram no Nordeste (17%) e no Norte(10%). As regiões Sudeste (5,1%), Sul (4,7%) e Centro Oeste (6,6%), ficaram abaixo da média nacional. O maior número de analfabetos está na zona rural (21,3%). Já nas zonas urbanas, o índice é de 6,8%. Continue lendo “Brasil tem mais de 132 mil casas chefiadas por crianças”

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Manifestação no Rio de Janeiro contra mudanças no Código Florestal é sucesso

Entre 10h e 12h30 desta quinta-feira (28/04), inúmeras pessoas, entre estudantes, ambientalistas, deputados e representantes de entidades sem fins lucrativos, se reuniram na escadaria da Alerj para protestar contra as mudanças no Código Florestal propostas pela bancada ruralista no Congresso Nacional. Ato foi organizado pela Rede de ONG’s da Mata Atlântica e teve apoio do SOS Florestas.

Com apoio do SOS Florestas, a Rede de ONG’s da Mata Atlântica (RMA) organizou, na manhã desta quinta-feira, o “Ato em Defesa do Código Florestal”, evento contrário às alterações na legislação propostas pela bancada ruralista no Congresso Nacional. Entre 10h e 12h30, a escadaria da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) recebeu inúmeros representantes da sociedade civil (deputados, estudantes, universitários, movimentos sociais, ambientalistas e diferentes instituições) que não concordam com a posição definida pelo projeto de lei (1876/99) do relator Aldo Rebelo (deputado do PCdoB/SP). Continue lendo “Manifestação no Rio de Janeiro contra mudanças no Código Florestal é sucesso”
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Reforma agrária é garantia de segurança alimentar, avalia especialista

Por Maria Mello, do Página do Sinpaf

A biodiversidade e a soberania alimentar mundiais estão ameaçadas, em escala crescente, pelo modelo agrícola originado nos EUA que se baseia em elevados índices de produtivismo, na homogeneidade genética e no uso intensivo de recursos naturais.

A leitura é do ex-presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária (ABRA), Gerson Teixeira, que discutiu o movimento sindical e as políticas públicas para a pesquisa e desenvolvimento agropecuário na tarde desta quarta-feira (28), durante o 10º Congresso do SINPAF.

Teixeira iniciou sua exposição a partir da análise do processo de expansão ocorrido com a revolução na agricultura ao longo dos séculos 19 e 20, fortemente marcado pela concentração geográfica da oferta agrícola e de alimentos. Continue lendo “Reforma agrária é garantia de segurança alimentar, avalia especialista”

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Carta aberta da Rede Cerrado em defesa do Código Florestal Brasileiro

Nós, membros da Rede Cerrado de ONGs e Movimentos Sociais, articulação que congrega centenas de instituições com atuação no bioma Cerrado, representando trabalhadores/as rurais, agroextrativistas, povos indígenas, quilombolas, comunidades tradicionais da região, como geraizeiros, quebradeiras de coco, pescadores artesanais e profissionais de organizações não governamentais de assessoria, engajadas na defesa desse Bioma e de seus povos, manifestamos nosso posicionamento em defesa do Código Florestal Brasileiro.

Reconhecemos os esforços do Ministério do Meio Ambiente no sentido de promover um debate sério e qualificado junto ao Governo Federal, ao Congresso Nacional e à sociedade civil acerca das propostas de alteração da legislação ambiental brasileira, abrindo caminhos para a construção de uma reforma do Código Florestal que incorpora demandas dos diversos segmentos, aliando sob uma ótica sustentável as perspectivas de produção rural e conservação.

Neste sentido, entendemos que é fundamental garantir: Continue lendo “Carta aberta da Rede Cerrado em defesa do Código Florestal Brasileiro”

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Perú: Pizango: “De Soto es una amenaza para las comunidades indígenas”

 

La incorporación del economista Hernando de Soto en el equipo de la candidata presidencial Keiko Fujimori es un verdadero peligro para las comunidades nativas, afirmó Alberto Pizango, presidente de la Asociación Interétnica de Desarrollo de la Selva Peruana (Aidesep).

“De Soto es el ideólogo de la derecha que impulsa la formalización y pretende convencer a los pueblos de la amazonía de que nuestro problema se basa en que los indios no tienen propiedad. Él no entiende que el problema de las comunidades indígenas va más allá de la propiedad, porque deja de lado el valor de la colectividad, costumbres y tradición”, aseguró.

“En un eventual gobierno de Keiko Fujimori la presencia de De Soto sería una amenaza para las comunidades, porque su propuesta es atentatoria a los pueblos nativos”, dijo.
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