Racismo como determinante nas condições de saúde das mulheres negras

por Emanuelle Goes

O experimento da saúde na sua integralidade para as mulheres está diretamente influenciado pelas condições de vida e diferentes formas de inserção social. As questões de gênero, raça e geração conformam assimetrias e vulnerabilidades sobre as mulheres restringindo os direitos, liberdades de escolha e opções.

Pois, as mulheres negras experimentam diferentes tipos de discriminação de raça e gênero, que, quando agregados comprometem a sua inserção na sociedade como sujeitos de direitos, principalmente na saúde, que as desigualdades impostas pelo racismo e sexismo diferenciam no acesso aos serviços de saúde, assim como no processo de adoecimento dessas mulheres.

A intersecção de gênero e raça conforma para as mulheres negras, desigualdades nas relações raciais e de gênero, tanto para os homens negros e brancos quanto para as mulheres brancas, porem as relações de desigualdades ocorre em níveis diferenciados quando comparado a cada um deles. Continue lendo “Racismo como determinante nas condições de saúde das mulheres negras”

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Para ativista, cultura do preconceito resulta em ambiente social deteriorado

Filósofa, que está lançando o livro “Racismo, sexismo e desigualdade no Brasil”, analisa também a discriminação racial e a política para mulheres

Por: Virginia Toledo, Rede Brasil Atual

São Paulo – “As ações de preconceito que são praticadas atualmente, todas elas são extremamente deletérias; elas acabam construindo um caldo de cultura violento, em que as pessoas não se sentem mais seguras ou protegidas. Isso produz, como consequência, um ambiente social deteriorado”.

A crítica é de Sueli Carneiro, filósofa e doutora em Educação pela Universidade de São Paulo (USP) e fundadora do Geledés Instituto da Mulher Negra. A ativista e feminista está lançando o livro “Racismo, sexismo e desigualdade no Brasil”, que analisa criticamente a sociedade brasileira e a forma com que o preconceito racial e o sexismo estão estruturados, o que, na visão da autora, explica o crescimento da intolerância.

Em entrevista à Rede Brasil Atual, Sueli analisa os possíveis motivos do aumento das manifestações de preconceito e atos de intolerância. Assim como, a polêmica levantada após as declarações consideradas preconceituosas feitas pelo deputado Jair Bolsonaro (PP/RJ), e a situação impunidade que pode contribuir para novos atos de discriminação e violência. Ribeiro aborda também a questão da política de direitos humanos aplicada no Brasil. “Ela (a política) busca tentar atender toda a população e cobrar o respeito, mas ela ainda é bastante insuficiente para enfrentar a magnitude do problema”, explica. Continue lendo “Para ativista, cultura do preconceito resulta em ambiente social deteriorado”

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Seis terras indígenas serão homologadas nos próximos dias pela presidenta Dilma, diz Gilberto Carvalho

Luciana Lima – Repórter da Agência Brasil

Brasília – A presidenta da República, Dilma Rousseff, vai assinar nos próximos dias a homologação de seis terras indígenas. A informação foi passada pelo ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República, a uma comissão de índios que foi recebida ontem (5), no Palácio do Planalto, por cinco ministros do governo.

Serão homologadas as terras indígenas de Tenharim-Marmelo, Matintin e Santa Cruz da Nova Aliança, no estado do Amazonas, além de Tabocao, no Tocantins; Cacique Fontoura, em Mato Grosso, e Xipaia, no Pará.

Os índios recebidos no Palácio do Planalto fazem parte do Acampamento Terra Livre, montado desde o início da semana na Esplanada dos Ministérios. Eles querem que o governo paralise as grandes obras de infraestrutura que afetam as terras indígenas, entre elas, a transposição do Rio São Francisco e a construção da Usina de Belo Monte, Pará.

Os índios também entregaram ao ministro Gilberto Carvalho um documento com as reivindicações, e incluíram pedidos de melhorias na área da saúde indígena e garantias de direitos à terra em que vivem. Outro problema relatado, é a situação de violência na disputa de terra no sul da Bahia que, segundo os índios, conta com a ação de grupos de extermínio e a participação de policiais. Continue lendo “Seis terras indígenas serão homologadas nos próximos dias pela presidenta Dilma, diz Gilberto Carvalho”

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Carta aberta à sociedade e às autoridades públicas sobre o Comitê Gestor do PDRS/Xingu

Nós, movimentos sociais e entidades da sociedade civil, abaixo assinados, tornamos pública nossa posição a respeito do Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável do Xingu (PDRS Xingu). Especialmente, sobre a criação e processo de seleção de entidades que participarão de seu Comitê Gestor.

De início, consideramos equivocada a posição da Secretaria-Geral da Presidência da República em encaminhar para o Movimento Xingu Vivo para Sempre (MXVPS) uma convocatória para a seleção de entidades a compor o Comitê, sem que, antes, o Governo respondesse à Carta Aberta à Presidente Dilma Rousseff, escrita por um conjunto de organizações que compõem a Aliança dos Rios da Amazônia. Esta carta denuncia a existência de graves equívocos nos processos de planejamento e construção de uma quantidade sem precedentes de grandes hidrelétricas na Amazônia, ao mesmo tempo em que apresenta propostas para superar os problemas identificados.

Este documento foi entregue por lideranças, como o Cacique Raoni, no Palácio do Planalto, no dia 8 de fevereiro de 2011. Na ocasião, o representante da Secretaria-Geral da Presidência da República se comprometeu a encaminhar a carta para a Presidente e dar retorno em breve, como início de processo permanente de dialogo, coisa que jamais foi feita.

O silêncio também ocorre em relação aos argumentos apresentados no documento elaborado pelo Painel de Especialistas, o que delimita bem a estratégia do Estado brasileiro de ignorar os espaços de debate promovidos pelos movimentos sociais e somente convidá-los para participar quando for de interesse próprio e as condições para participação já estejam previamente estabelecidas. Continue lendo “Carta aberta à sociedade e às autoridades públicas sobre o Comitê Gestor do PDRS/Xingu”

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RJ – Vazamento de resíduos da CSN atemoriza bairro em Volta Redonda

Moradores não podem plantar nem captar água no solo contaminado. Ministério Público Federal quer estudo de riscos para a saúde

Fotos: Hélio Motta. Quadra no condomínio 225, construída pela CSN na área mais afetada pelo vazamento da célula, hoje lacrada, ao fundo, atrás do muro

Raphael Gomide, iG Rio de Janeiro

O vazamento de resíduos perigosos de depósitos irregulares da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) contaminou um bairro inteiro em Volta Redonda e causa medo e insegurança aos moradores. O Ministério Público Federal acredita que existe ameaça à saúde dos moradores do bairro e cobra da CSN estudos de risco. Não se sabe quais são as possíveis conseqüências da contaminação do solo para a saúde da população.

O solo está contaminado, e os moradores não podem plantar para consumo nem fazer captação de água subterrânea no local.

“De jeito nenhum, não pode plantar nada nem comer nada do que se planta, porque o solo é contaminado. Acho que é prejudicial à saúde, mas ninguém nunca explica direito”, disse ao iG a moradora Luciana Cristina do Amparo, 36.

A Procuradoria quer a remoção do depósito, vizinho ao bairro e hoje lacrado. De acordo com o MPF, a CSN tinha licença apenas temporária da Feema (hoje Inea, Instituto Estadual do Ambiente) para manter naquele local células de resíduos perigosos (em uma escala com três níveis de risco, este é o mais alto). Os resíduos deveriam ser removidos posteriormente. Continue lendo “RJ – Vazamento de resíduos da CSN atemoriza bairro em Volta Redonda”

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Quilombo fornece hortaliças para escola em Itapeva-SP

A comunidade quilombola do Jaó, em Itapeva (SP), começou a entregar hortaliças produzidas com técnicas de cultivo orgânico para a merenda escolar do município. O manejo das hortas é uma exclusividade das mulheres da aldeia.

As hortaliças são produzidas com composto orgânico e sem o uso de agrotóxicos. Os produtos são embalados pelas produtoras e distribuídos nas escolas pela Cooperativa de Produtores Orgânicos (Cooperorgânica).

Além de adquirir a produção, a prefeitura apoia a comunidade com transporte de insumos e da produção, mecanização agrícola e assistência técnica. O quilombo do Jaó fica na zona rural da cidade. As 58 famílias quilombolas ocupam uma área de 166 hectares e produzem também arroz, feijão, milho, mandioca e frutas.

http://br.noticias.yahoo.com/quilombo-fornece-hortali%C3%A7as-escola-itapeva-sp-215000919.html

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CE – Rede Tucum lança DVD amanhã, às 18 horas, com a presença das comunidades

Amanhã, 6 de maio, o Centro de Formação Frei Humberto receberá o lançamento do DVD promocional da Rede Cearense de Turismo Comunitário – Rede Tucum. O evento, que terá início às 18 horas, contará com a participação de lideranças das comunidades integrantes da Tucum, movimentos sociais e representantes das populações tradicionais do Ceará. Confirmaram presença agências de turismo, membros da comunidade acadêmica e de Organizações Não Governamentais (ONGs).

O vídeo retrata a beleza, a cultura e as histórias de luta das comunidades pertencentes à Rede Tucum. Em 21 minutos, pescadores/as e agricultores/as convidam a todos/as para experimentar o turismo comunitário. As imagens e depoimentos do DVD revelam a possibilidade de praticar a apreciação de belas paisagens, trocas culturais com a população local e viver uma relação de respeito com o meio ambiente. Ao todo, são 13 destinos espalhados pelo litoral do estado que buscam, para além da geração de renda, a garantia de defesa da sua terra e valorização da identidade local.  Continue lendo “CE – Rede Tucum lança DVD amanhã, às 18 horas, com a presença das comunidades”

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Documento Final do Acampamento Terra Livre 2011: Pelo Direito à Vida e à Mãe Terra

Nós, mais de 700 lideranças, representantes de povos e organizações indígenas das distintas regiões do Brasil, reunidos em Brasília–DF, por ocasião do VIII Acampamento Terra Livre, a maior mobilização indígena nacional, considerando o atual quadro de violação dos nossos direitos que se agrava dia a dia sob o olhar omisso e a conivência do Estado brasileiro, viemos de público manifestar a nossa indignação e repúdio pela morosidade e descaso com que estão sendo tratadas as políticas públicas que tratam dos nossos interesses e aspirações.

Animados pelo exemplo e o espírito de luta e coragem dos nossos antepassados, anciãos e caciques que nos presidiram, reiteramos a nossa vontade de continuar unidos na diversidade e de lutar acima das nossas diferenças pela garantia dos nossos direitos assegurados pela Constituição Federal de 1988 e leis internacionais de proteção e promoção dos direitos indígenas como a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Declaração das Nações Unidas sobre os direitos dos Povos Indígenas.

Diante do Projeto de morte da ofensiva dos interesses do agronegócio, do latifúndio, dos consórcios empresariais, das multinacionais e demais poderes econômicos e políticos sobre as nossas terras e suas riquezas (naturais, hídricas, minerais e da biodiversidade), proclamamos a nossa determinação de defender os nossos direitos, principalmente quanto à vida e à terra e, se preciso for, com a nossa própria vida. Continue lendo “Documento Final do Acampamento Terra Livre 2011: Pelo Direito à Vida e à Mãe Terra”

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Diálogo com povos indígenas fica só na promessa

Mais uma vez, governo se nega a receber representantes dos povos indígenas, frustrando os participantes do 8º Acampamento Terra Livre, reunidos em Brasília

Por Renato Santana

Os povos indígenas do Acampamento Terra Livre levantaram-se em passeata na Esplanada dos Ministérios, Brasília, nesta quarta-feira, dia 4. Cerca de 800 lideranças indígenas ocuparam as vias do eixo monumental e nos ministérios da Justiça e de Minas e Energia exigiram audiências para que pudessem apresentar algumas das reivindicações do acampamento.

Promessas e silêncio. Essas foram as respostas das autoridades aos povos orginários. A notícia boa foi a decisão da Câmara dos deputados em adiar a votação do projeto do novo Código Florestal.

No Ministério da Justiça, nenhum pronunciamento – fora a presença da Polícia Militar no acesso principal ao interior do prédio. No caso do Ministério de Minas e Energia, Eustáquia da Silva, assessora da secretaria executiva se dirigiu ao acampamento e informou às lideranças que os povos seriam recebidos no início da tarde, às 14 horas. Quando os indígenas chegaram ao prédio do ministério não havia ninguém para ouvi-los. Continue lendo “Diálogo com povos indígenas fica só na promessa”

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