Índio terena conclui curso de direito em MS e planeja voos mais altos

Índio Terena conclui curso de Direito em MS e busca voos mais altos (Foto: Caroline Maldonado/Assessoria Neppi)
Luiz Henrique é aluno do curso de Direito em MS (Foto: Caroline Maldonado/Assessoria Neppi)

 

Luiz Henrique Eloy Amado, de 23 anos, é o orgulho da comunidade onde nasceu. O índio terena, nascido na aldeia Ipegue em Taunay, distrito de Aquidauana, a 143 quilômetros de Campo Grande se forma em Direito este ano. Na sexta-feira (20) passou pelo último degrau antes de receber o diploma de bacharel em direito pela Universidade Católica Dom Bosco (UCDB).

E o tema para dissertação teve tudo a ver com a realidade dele, e de cerca de 74 mil indígenas que vivem em Mato Grosso do Sul. A demarcação de terras. O litígio que envolve fazendeiros e índios em vários municípios do estado está gerando intranquilidade no campo. Já são dezenas de áreas reclamadas pelos índios, algumas já ocupadas, que tramitam anos na Justiça sem data para conclusão.

Para chegar até aqui, Luiz Henrique conta que não foi fácil. Ele cursou o ensino fundamental na aldeia e conta que a qualidade da educação não era das melhores. “O ensino da aldeia é similar ao da educação pública do Brasil, porém lá é mais precário. Na minha época só havia um professor indígena”, afirma Luiz. Continue lendo “Índio terena conclui curso de direito em MS e planeja voos mais altos”

Ler maisÍndio terena conclui curso de direito em MS e planeja voos mais altos

Cresce a exploração sexual infantil pelos empreendidos da Vale

“A gente fica no portão acenando para os homens de dentro do prédio da empresa, muitos deles saem para conversar com a gente. Aí marcamos alguma coisa de passear ou de ir a algum barzinho”. Cristina revela que perdeu sua virgindade assim, aos 13 anos, com um funcionário da Vale. “Foi bom. Todas as vezes em que saímos, ele me dava algum dinheiro”.

A Vila Sansão fica a 70 quilômetros da cidade paraense de Parauapebas, onde está concentrada a exploração mineral do projeto de Carajás, liderado pela Vale. A vila é constituída de 257 lotes e conta com uma escola de 17 professores e 360 alunos, da educação infantil ao ensino fundamental. A população da vila, que surgiu em 1984, é de 1200 pessoas, grande parte atraída nos últimos tempos pela promessa de emprego na Vale e suas três terceirizadas, entre elas a Odebrecht, que vieram para a implantação da infra-estrutura do projeto Salobo, que explora cobre na região. Situada no entorno da Floresta Nacional de Tapirapé, sob domínio de projetos da Vale, os moradores passaram a conviver com a chegada de 7 mil homens abrigados em grandes alojamentos construídos dentro da vila.

Antes a vila contava com quatro igrejas evangélicas, uma católica e quatro pequenas casas comerciais com venda de gêneros alimentícios. Hoje, a vila passou a ter nove bares e seis casas consideradas como locais de prostituição. “Como consequencia, o índice de exploração sexual infantil aumentou drasticamente. Já foram constatados três casos de estupros. São adolescentes que deixam a escola e vão para prostituição, outras permanecem na escola e à noite caem na prostituição”, revela o sociólogo Raimundo Gomes da Cruz Neto, do Movimento dos Atingidos pela Mineração no Estado paraense. Continue lendo “Cresce a exploração sexual infantil pelos empreendidos da Vale”

Ler maisCresce a exploração sexual infantil pelos empreendidos da Vale

Conferência ecumênica analisa impactos da mineração e justiça ambiental

Movidos pela exortação do Salmo 24 – Do Senhor é a terra e tudo o que há nela – 150 pessoas, de vários países, reuniram-se em Toronto (Canadá) de 1 a 3 de maio, para analisar o impacto que as empresas mineradoras provocam nas comunidades onde operam. “Direitos indígenas, extração minerária e conflitos” era o título do evento ecumênico; Justiça nos Trilhos estava lá.

 

Participantes vindo de América Latina, Ásia e África trataram de defender, junto a aliados, a mudança das leis canadenses de mineração, para que o trabalho dessas empresas no exterior tenha uma regulação mais rigorosa.

Eles propõem que acionistas sejam mais críticos quando se trata de operações de mineração em terras indígenas. Povos originários não contam com proteção legal para defender seus territórios no Canadá. Continue lendo “Conferência ecumênica analisa impactos da mineração e justiça ambiental”

Ler maisConferência ecumênica analisa impactos da mineração e justiça ambiental

Quanto Valem os Direitos Humanos?

Um relatório científico, em três idiomas, apresentado ao público no Brasil em coletivas de imprensa, audiências públicas e encontros com as instituições, está sendo divulgado a partir do dia 18 de maio e será precioso instrumento ara embasar novas denúncias e reivindicações de direitos para todas as comunidades ao longo do corredor de Carajás.

Os moradores da comunidade de Piquiá de Baixo e do assentamento Califórnia, localizados no município de Açailândia, no Maranhão, sofrem com a poluição causada pelas carvoarias e usinas siderúrgicas de ferro-gusa que operam a poucos metros de suas casas. Continue lendo “Quanto Valem os Direitos Humanos?”

Ler maisQuanto Valem os Direitos Humanos?

Oficina: O Ceará e seus fazeres tradicionais no “Mundo do Trabalho”

cartaz-oficina-ceara-e-seus-saberes (1)

Na próxima quarta-feira, dia 25 de maio, a Rede Nacional de Advogados e Advogadas Populares do Ceará (RENAP), o Grupo Teorias Criticas da UFC, o Fórum em Defesa da Zona Costeira do Ceará, os Povos Indígenas, e o Movimento dos Trabalhadores/as Rurais Sem Terra (MST) convidam todos a participarem da oficina: O Ceará e seus fazeres tradicionais. A atividade integra a programação da 3ª edição do evento “Mundos do Trabalho – Justiça, Direitos e Cidadania” realizado pelo Tribunal Regional do Trabalho do Ceará (TRT) entre os dias 24 a 28 de maio na Praça do Ferreira.

A oficina que acontecerá no Sobrado José Lourenço das 9 às 12 horas, tem como objetivo refletir sobre o modo de vida tradicional, em suas diversas formas. Diante dos danos socioambientais causados pelo modelo de desenvolvimento vigente, seja no litoral, no sertão ou na serra, a oficina vem problematizar as ameaças à sustentabilidade dessas comunidades. Com a chegada do emprego formal que não se concretiza em melhoria de vida, há a desestruturação do modo de vida destas pessoas, atingindo a sua cultura que se confunde com a própria existência delas. Dessa forma, a valorização do trabalho como sustento das comunidades, na verdade, é a defesa da dignidade humana, de direitos humanos fundamentais. Continue lendo “Oficina: O Ceará e seus fazeres tradicionais no “Mundo do Trabalho””

Ler maisOficina: O Ceará e seus fazeres tradicionais no “Mundo do Trabalho”

RJ, hoje: Première Latino Americana – Um filme do Japão sobre Energia Nuclear

Foto da exposição "Mãos de césio"

Hoje, dia 21 de maio, às 17 h, vai começar o 1º Festival Internacional de Filmes sobre Energia Nuclear, no Parque das Ruinas em Santa Teresa.

A abertura do festival no Parque das Ruinas vai ser a Première Latino Americana do filme “Ashes to Honey: for searching a sustainable future (Da cinza ao mel: em busca de um futuro sustentável)”. Este novo filme da Diretora japonesa Hitomi Kamanaka teve sua première mundial no último mês de março em Tokyo, no dia do terromoto no Japão.

Também haverá a abertura da exposição de cartazes do mundo inteiro sobre a questão nuclear. Uma coleção original da Fundação Holandesa LAKA Foundation.

“Isto é uma exposição de arte internacional”, explica o Curador da exposição Norbert G. Suchanek. “Estas obras de artistas e pensadores de todo planeta têm uma coisa em comun: Eles mostram o pensamento de que a Humanidade não precisa e não quer usinas nucleares e mineração de urânio”. Continue lendo “RJ, hoje: Première Latino Americana – Um filme do Japão sobre Energia Nuclear”

Ler maisRJ, hoje: Première Latino Americana – Um filme do Japão sobre Energia Nuclear

Cimi Maranhão denúncia omissão do governo em relação aos indígenas do estado

Denuncia aconteceu durante a XXXII Assembleia Regional da entidade, realizada entre 18 e 20 de maio

O Regional Maranhão do Conselho Indígena Missionário (Cimi), reunido por ocasião de sua XXXII Assembleia Regional, emite nota pública onde manifesta sua preocupação com o momento que atravessam os povos indígenas do estado. O encontro aconteceu entre os dias 18 e 20 de maio, e reuniu representantes do Cimi, movimentos sociais e povos indígenas do Maranhão, entre eles Guajajara, Ka’apor e Gavião/Pukobyê.

Uma grave constatação foi realizada durante o encontro: a de que no Maranhão se vive a realidade política de ‘dois estados’: “o oficial, propagandeado na mídia pelo governo ‘De volta ao trabalho’, que está ao seu serviço, e o Maranhão, não oficial, dos povos indígenas, dos quilombolas, dos lavradores e trabalhadores rurais, dos ribeirinhos, pescadores que produzem e vivem da terra”.

Para os presentes, o governo federal, em busca do desenvolvimento a qualquer custo, tem sido ausente nas suas obrigações para com os cidadãos e cidadãs indígenas brasileiros, maranhenses. “Verificamos a existência de um verdadeiro conluio entre os poderes legislativo, executivo e judiciário e as forças econômicas para impedir que os povos indígenas, quilombolas e camponeses permaneçam na posse de seus territórios, usando contra estes estratégias de criminalização e violência”. Continue lendo “Cimi Maranhão denúncia omissão do governo em relação aos indígenas do estado”

Ler maisCimi Maranhão denúncia omissão do governo em relação aos indígenas do estado

Terenas permanecem na fazenda 3R

TRF3 suspendeu, hoje, liminar de reintegração de posse contra a comunidade, que há quase dez anos reivindica demarcação de sua terra tradicional

Em decisão liminar publicada hoje, 20 de maio, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), em São Paulo, deferiu a liminar requerida pela Fundação Nacional do Índio (Funai) que pedia a suspensão da reintegração de posse contra os indígenas Terena, da Terra Indígena Buriti, município de Sidrolândia, em Mato Grosso do Sul.

Os Terena estão acampados na área desde o dia 12 deste mês, quando realizaram retomada de parcela de sua terra tradicional, nos municípios de Sidrolândia e Dois Irmãos do Buriti. Eles aguardam agora, que a Fundação Nacional do Índio (Funai) conclua imediatamente os procedimentos de demarcação que já foram iniciados. Continue lendo “Terenas permanecem na fazenda 3R”

Ler maisTerenas permanecem na fazenda 3R

ONU: Violencia, muerte, racismo y pérdida de identidad cultural denuncian mujeres indígenas

Violencia, muerte, racismo y pérdida de identidad cultural son algunas de los graves problemas que afrontan diariamente miles de mujeres indígenas en norte, centro y sudamérica.

Así fue denunciado ayer en el Foro Permanente para las Cuestiones Indígenas por portavoces del Enlace Continental de Mujeres Indígenas de las Américas (ECMIA), una red que promueve la formación de liderazgos de mujeres para la defensa de sus pueblos.

Renilda Martínez, del pueblo wayuu de Venezuela, expresó su preocupación por “el exterminio de las mujeres indígenas que sigue en las sombras sin datos confiables”. Continue lendo “ONU: Violencia, muerte, racismo y pérdida de identidad cultural denuncian mujeres indígenas”

Ler maisONU: Violencia, muerte, racismo y pérdida de identidad cultural denuncian mujeres indígenas

Perú: Indígenas universitarios piden defender derechos de pueblos indígenas

Un grupo de universitarios indígenas amazónicos emitieron un pronunciamiento con el cual llaman la atención del país sobre diversos problemas que preocupan a los pueblos indígenas en especial vinculados al territorio, ambiente, participación y recursos y además, sus expectativas respecto de la actual coyuntura política.

Pronunciamiento

Los abajo firmantes, estudiantes indígenas de la Amazonía, preocupados por la coyuntura política actual y el futuro de nuestras comunidades, queremos manifestar lo siguiente:

 

Continue lendo “Perú: Indígenas universitarios piden defender derechos de pueblos indígenas”

Ler maisPerú: Indígenas universitarios piden defender derechos de pueblos indígenas