Grandes empreendimentos ameaçam sobrevivência de povos indígenas isolados

Constatação está no livro Povos Indígenas Isolados na Amazônia: a luta pela sobrevivência, que será lançado na próxima terça-feira, dia 14, em Brasília

São cerca de 150 povos indígenas em situação de isolamento no mundo, dos quais 127 na América do Sul, sendo 90 no Brasil. Esses dados fazem parte do livro Povos Indígenas Isolados na Amazônia: A luta pela sobrevivência, que será lançado na próxima terça-feira, 14 de junho, na Procuradoria Geral da República, em Brasília, pela Universidade Federal do Amazonas e Conselho Indigenista Missionário (Cimi).

O livro, resultado da presença ativa e comprometida de agentes sociais envolvidos com a luta dos povos indígenas em defesa de seus direitos, tem como objetivo dar visibilidade a esta realidade, na expectativa de conseguir apoios na sociedade civil para a defesa e garantia de direitos que permitam a estes povos a possibilidade de continuar a existir enquanto sociedades etnicamente diferenciadas, bem como cobrar do poder público sua responsabilidade na proteção à vida e aos territórios desses povos. Continue lendo “Grandes empreendimentos ameaçam sobrevivência de povos indígenas isolados”

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Comunidades quilombolas da Bahia são tema do documentário “Ser Quilombola”

Dona Fidelina, moradora da comunidade de Porteiras, retratada no documentário - Foto: Divulgação / Ser Quilombola

Por Denise Porfírio

Um vídeo documentário que expõe a realidade vivida por comunidades quilombolas da região do Recôncavo Baiano será lançado no dia 07 de junho, às 10 horas, no saguão da Assembleia Legislativa da Bahia, em Salvador. Com 27 minutos de duração, a obra apresenta depoimentos dos próprios quilombolas, ilustrando as dificuldades e anseios encontrados no dia a dia destes povos.

A produção é o resultado do trabalho de conclusão de curso da jornalista Jaqueline Barreto, que reuniu dados sobre as características das comunidades de São Francisco do Paraguaçu e Porteiras, localizadas nos municípios baianos de Cachoeira e Entre Rios. Além disso, o vídeo aborda o decreto 4887/2003 que regulamenta o procedimento para identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação das terras ocupadas por remanescentes das comunidades dos quilombos. Continue lendo “Comunidades quilombolas da Bahia são tema do documentário “Ser Quilombola””

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Pedro Casaldáliga: ‘Crimes são frutos da impunidade’

Mais um episódio da guerra no campo. Assim Dom Pedro Casaldáliga define o assassinato dos líderes extrativistas José Claudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva, ocorrido no fim de maio, no Pará. Fundador da Comissão Pastoral da Terra e do Conselho Indigenista Missionário, o bispo ganhou notoriedade internacional ao denunciar brutalidades de madeireiros, policiais e grandes proprietários rurais no período da ditadura militar. Agora, aos 83 anos, o bispo emérito de São Félix do Araguaia (MT) segue fazendo o seu diagnóstico do país.

Qual o significado do duplo assassinato no Pará?
A morte de José Claudio e da Maria do Espírito Santo não é um fato isolado. É mais um episódio da guerra no campo. É fruto da impunidade e da corrupção marcantes sobretudo no Pará, campeão em violência no campo, em desmatamento e queimadas.

Qual é a situação dos conflitos agrários?
Simplificando, com uns traços panorâmicos, poderíamos dividir o nosso Brasil em três. Primeiro, o Brasil hegemônico, que está a serviço do agronegócio, depredador, monocultural, latifundista, excluidor dos povos indígenas e do povo camponês. Fiel à cartilha do capitalismo neoliberal. Uma oligarquia política tradicionalmente dona do poder e da terra. Continue lendo “Pedro Casaldáliga: ‘Crimes são frutos da impunidade’”

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Resignado, líder caiapó quer assegurar direitos na construção de Belo Monte

O caiapó Doto Takak-Ire era um garoto de 15 anos quando viu, pela televisão, em 1989, a sua tia Tuire passar um facão no rosto do então presidente da EletronorteJosé Antonio Muniz Lopes, atual presidente da Eletrobras. As cenas do protesto contra Belo Monte correram o mundo, mostrando a reação indígena ao projeto na Amazônia. A reportagem é de André Borges e publicada pelo jornal Valor, 09-06-2011.

Aquelas imagens mudaram a vida de Takak-Ire. Nascido na aldeia Baú, no rio Curuá, um dos braços do Xingu, ele cresceu mergulhado na luta contra a construção da hidrelétrica. A tia, que passou a ser conhecida como Tuíra, tornou-se símbolo de resistência indígena e virou motivo de orgulho para Takak-Ire. Mas algo mudou.
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Cresce tensão em áreas indígenas do Xingu

A violência que tem atingido o Estado do Pará nas últimas semanas começa a se aproximar das aldeias indígenas do complexo do Xingu, região onde será construída a usina hidrelétrica de Belo Monte. A crescente pressão sobre as aldeias é feita por grileiros de terras e fazendeiros da região. As terras indígenas Juruna do Km 17, Apyterewa,Arara da Volta Grande do Xingu e Paquiçamba, todas localizadas na área de influência da hidrelétrica de Belo Monte, são os principais alvos dos possíveis conflitos. A reportagem é de André Borges e publicada pelo jornal Valor, 09-06-2011.

As informações foram relatadas pelo presidente da Associação dos Índios Moradores de Altamira (Aima) e líder do Conselho Indígena do município paraense,Luiz Xiporia. “Há um clima de tensão muito forte em toda a região, os índios que vivem no entorno de Belo Monte passaram a ser constantemente ameaçados de morte”, conta Xiporia, que pertence à aldeia Apyterewa. “Nós precisamos dialogar e agir. Se nada for feito, poderá haver uma catástrofe na região”, diz ele. Continue lendo “Cresce tensão em áreas indígenas do Xingu”

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Considerada pelos países a principal causa do desmatamento, expansão agropecuária está fora das estratégias de REDD+

Pesquisa divulgada ontem (8/6) em Bonn alerta para a necessidade de incluir a expansão agropecuária nos debates sobre o mecanismo de REDD+ em discussão na ONU

A maioria dos países participantes em um esforço global para reduzir as emissões com efeito de estufa causados pela destruição das florestas cita a agricultura como a principal causa do desmatamento. Poucos, porém, fornecem detalhes sobre como abordar a conexão entre a agricultura e a silvicultura, de acordo com uma nova análise investigando o efeito das alterações climáticas na segurança alimentar.

Além disso, muitos desses países perseguem políticas públicas relacionadas à produção de alimentos, biocombustíveis e outros produtos destinados à comercialização e que têm o potencial de intensificar as pressões relacionadas à agricultura em áreas de floresta, oferecendo mais evidências da conexão entre a política agrícola e a política climática dentro do mecanismo do REDD+. Continue lendo “Considerada pelos países a principal causa do desmatamento, expansão agropecuária está fora das estratégias de REDD+”

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Moção pela vida e contra os agrotóxicos

Na aurora das ciências e avanços teconlógicos, a humanidade ainda não inventou algo que substitua o alimento necessário ao bom funcionamento do organismo. Após o paleolítico, ocasião em que o Homo sapiens deixou de ser nômade e passou a ser agricultor (8000 a.C.), inúmeras transformações ocorreram em função do poder instituído na humanidade, afetando as águas, as terras, o fogo e os ares. Adotando um modelo desenfreado de desenvolvimento, numa visão imediatista de lucro da minoria, testemunhamos a exclusão social e as injustiças ambientais que assolam o mundo. Sob o falso discurso de ser celeiro da humanidade, grande parte dos alimentos produzidos pelo agronegócio mato-grossense serve para refeição às vacas holandesas.

O uso e o nível de agrotóxicos, como fruto deste manejo sem ética, compromete a qualidade dos alimentos para o consumo humano e animal, provoca poluição, corrobora com as mudanças ambientais negativas, provoca competições desonestas, aumenta cada vez mais o abismo entre ricos e pobres e até impede que agricultores da agroecologia mantenham sua produção sadia e certificada. A insustentabilidade da vida mato-grossense não é somente instituída pelo governo, como estimulada essencialmente pelo manejo agrícola mecanizado e baseado em agroquímicos. Continue lendo “Moção pela vida e contra os agrotóxicos”

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Ipea aponta os impactos significativos do novo Código Florestal

Com o objetivo de complementar a discussão no Senado sobre a alteração do Código Florestal Brasileiro, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) lançou hoje (08), um comunicado informando sobre os impactos da aprovação do novo código florestal. De acordo com o estudo, sofrerão impactos significativos as áreas com vegetação natural e o compromisso do Brasil para a redução das emissões de carbono.

O estudo também foca nas áreas de reserva legal em propriedades de 20 a 440 hectares que serão dispensadas de recuperação caso as mudanças sejam aprovadas e transformadas em lei. Para o Ipea, falta aos produtores rurais e seus familiares o incentivo, por meio de políticas de estímulo, para a preservação e recuperação das reservas legais de suas propriedades, recebendo pelo uso sustentável da floresta.

 

http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?boletim=1&lang=PT&cod=57240

 

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Movimento Campesino Indígena denuncia perseguição e criminalização

Dois líderes camponeses do Movimento Nacional Campesino Indígena (MNCI) da Argentina foram presos na província de Santiago del Estero, nos últimos dois dias. Simultaneamente, foi expedida ordem de prisão contra outros 12 dirigentes. Em nota publicada hoje (8), o movimento denuncia a perseguição política que vem sofrendo, a qual considera parte de um processo de criminalização.

No dia 6, ocorreu a primeira detenção, de Alcides Santillán, posto em liberdade à tarde. Pouco depois, à noite, Rafael Martín Galván foi detido sob acusação de ameaças a Hortensia Policarpio de Valderrama. Ontem (7), o movimento apresentou solicitação de liberdade aos companheiros, mas não obteve resposta do juiz que expediu o mandado de prisão, Tarchini Saavedra.

Para completar a ofensiva, o 4º juizado criminal da capital da província (também denominada Santiago del Estero) expediu, também no dia seis, ordem de prisão contra os militantes Ángel Strapazzón, René Santillán, Javier Santillán, Lino Santillán, Deolinda Carrizo, Hugo Carrizo, Gustavo Carrizo e outros cinco. Eles são acusados de associação ilícita, danos, usurpação e porte de armas de guerra. Continue lendo “Movimento Campesino Indígena denuncia perseguição e criminalização”

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RJ – A invenção das “ex-favelas”

A moradora Gizele Martins: "Não é mudando apenas o nome que passo a me sentir cidadã".
A moradora Gizele Martins: "Não é mudando apenas o nome que passo a me sentir cidadã".

Por Thiago Ansel

Na última semana de maio, o Rio de Janeiro passou a ter menos 44 favelas. Esta parece ter sido a última de uma série de subtrações no número de favelas da cidade – que cai vertiginosamente desde agosto passado, de acordo com as contas oficiais. Para se ter idéia do tamanho da queda, em todo o município, a quantidade de favelas despencou de 1.020 para 582, em apenas dez meses. Os dados são do Instituto Pereira Passos (IPP).

Apesar da diferença na contagem e mesmo diante da recente febre de remoções de comunidades populares por conta dos megaeventos esportivos de 2014 e 2016, as 438 favelas a menos não sumiram da noite para o dia. Tudo indica que parte delas tenha apenas deixado de fazer parte dos cálculos oficiais, pelo menos, daqueles que se referem à categoria favela.

Os últimos 44 locais que deixaram de ser assim classificados, passaram a ser oficialmente chamados de “comunidades urbanizadas”. A mudança foi feita a partir de dados fornecidos pelo IPP e a Secretaria Municipal de Habitação (SMH). O critério básico adotado para a troca no nome foi a quantidade de serviços urbanos disponíveis nestes locais – que seria similar àquela fornecida em outros bairros da cidade, segundo o IPP e a SMH.

A nova classificação rendeu diversas manchetes nas editorias de cidade dos grandes jornais cariocas, que trataram de batizar as mais novas 44 “comunidades urbanizadas” de “ex-favelas”. Nas redes sociais, o termo “ex-favelado” – derivado da polêmica – pegou e foi motivo de piadas. Continue lendo “RJ – A invenção das “ex-favelas””

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