Cinco suspeitos no envolvimento do assassinato de camponês são detidos em Rondônia

Os homens foram presos nesta quarta-feira, mas a polícia de Rondônia dá informações desencontradas sobre a ação

Cinco suspeitos no envolvimento do assassinato de Adelino Ramos, líder camponês, foram detidos nesta quarta-feira.  A informação foi noticiada em jornais de Rondônia.

As informações sobre a prisão dos cinco suspeitos, contudo, são desencontradas.  O delegado de Extrema, Talles Beiruth, responsável pelas investigações do assassinato de Ramos, disse ao portal acritica.com que os homens foram presos em Vista Alegre do Abunã, onde Adelino Ramos foi executado, mas não por meio de sua diligência. Continue lendo “Cinco suspeitos no envolvimento do assassinato de camponês são detidos em Rondônia”

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Índios temem conflitos por terras na área de Belo Monte

A violência que tem atingido o Estado do Pará nas últimas semanas começa a se aproximar das aldeias indígenas do complexo do Xingu, região onde será construída a usina hidrelétrica de Belo Monte.  A crescente pressão sobre as aldeias é feita por grileiros de terras e fazendeiros da região.  As terras indígenas Juruna do Km 17, Apyterewa, Arara da Volta Grande do Xingu e Paquiçamba, todas localizadas na área de influência da hidrelétrica de Belo Monte, são os principais alvos dos possíveis conflitos.As informações foram relatadas ao Valor pelo presidente da Associação dos Índios Moradores de Altamira (Aima) e líder do Conselho Indígena do município paraense, Luiz Xiporia.  “Há um clima de tensão muito forte em toda a região, os índios que vivem no entorno de Belo Monte passaram a ser constantemente ameaçados de morte”, conta Xiporia, que pertence à aldeia Apyterewa.  “Nós precisamos dialogar e agir.  Se nada for feito, poderá haver uma catástrofe na região”, diz ele.

Líder da área indígena Juruna do Km 17, Sheyla Yakarepi acusa os governos local e estadual de não dialogarem sobre o problema.  “Todos sabem que há ameaças de morte rondando as aldeias, mas ninguém parece disposto a encarar esse problema de frente”, afirma. Continue lendo “Índios temem conflitos por terras na área de Belo Monte”

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Índios ocupam usina hidrelétrica do Nortão em protesto

Sessenta índios das etnias Arara e Cinta-Larga ocupam a Usina Hidrelétrica de Energia (UHE) Dardanelos, localizada em Aripuanã.  Eles impedem a saída de dirigentes da empresa para cobrar a cessão de 2 ônibus e a construção de moradias, que foram prometidas no Plano Básico de Meio Ambiente (PBA) para compensar os danos causados pela obra a cerca de 1 mil indígenas da região.  Os itens foram acordados durante o processo de negociação para construção do empreendimento, mas ainda não foram cumpridos.

Por volta das 18h desta quarta-feira (8), os índios ocuparam a entrada da usina.  Com o apoio da Polícia Militar, cerca de 50 servidores foram liberados em 2 ônibus.  Mas alguns representantes da empresa ficaram.  Uma reunião foi marcada para às 8h de hoje para entrega da lista de reivindicações.  O chefe de serviços de monitoramento territorial e ambiental da Fundação Nacional do Índio (Funai) de Juína, Valdenilton Evangelista, diz que o processo será acompanhado e até a noite de ontem, a ocupação ocorria pacífica. Continue lendo “Índios ocupam usina hidrelétrica do Nortão em protesto”

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“RACISMO AMBIENTAL – Uma vitória da advocacia popular”

Pela assessoria jurídica do Movimento Sem Terra (MST), no Ceará, fomos informados da absolvição de uma pequena comunidade de trabalhadores rurais na localidade de Boqueirão, município de Sobral.

Para o advogado da Rede Nacional de Advogados Populares (RENAP-CE), Claudio Silva, “a absolvição dessa liderança representa uma grande vitória para a luta da comunidade Boqueirão. Simboliza também uma vitória dos movimentos sociais do campo e advocacia popular”.

Ainda segundo o advogado a vitória jurídica ocorre numa situação de tensão, as famílias posseiras resistiram firmes às ameaças da herdeira do imóvel onde residem as famílias.“Impetramos um interdito e uma usucapião. O MP não recorreu, e a decisão já transitou em julgado.” disse Silva.

http://www.oestadoce.com.br/?acao=noticias&subacao=ler_noticia&cadernoID=18&noticiaID=48682

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Ator e diretor Wolf Maya é condenado por injúria racial

André Caramante / Folha SP

O diretor e ator Walfredo Campos Maya Júnior, conhecido como Wolf Maya, da TV Globo, foi condenado a dois anos e dois meses de prisão pelo crime de injúria com conotação racial contra um técnico de iluminação que trabalhou em uma de suas peças.

A condenação, em primeira instância, foi definida pelo juiz Abelardo de Azevedo Silveira, da 2ª Vara Criminal de Campinas (93 km de SP). A defesa já recorreu. Maya sempre negou a acusação.

De acordo com a sentença, Maya foi condenado por ter ofendido Denivaldo Pereira da Silva ao chamá-lo de “preto fedorento que saiu do esgoto com mal de Parkinson”. O juiz substituiu a pena de prisão pelo pagamento de indenização no valor de 20 salários mínimos (R$ 10,9 mil ao todo) mais um período de trabalho comunitário a ser definido pela Vara de Execuções Penais. Continue lendo “Ator e diretor Wolf Maya é condenado por injúria racial”

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Desmatamento e violência andam juntos na Amazônia

A violência é um fenômeno histórico marcante do processo de ocupação e exploração da Amazônia desde o período colonial. As populações tradicionais, inicialmente os indígenas e depois os ribeirinhos, seringueiros, quilombolas, entre outros, sempre se sentiram ameaçadas por grupos econômicos nacionais e estrangeiros, interessados nas riquezas naturais da região.

O objeto da cobiça, que alimenta os recorrentes conflitos socioambientais, é a apropriação ilegal do território, especialmente dos ativos ambientais, e não apenas a propriedade da terra, como apontado por inúmeros trabalhos científicos sobre o tema. Foi assim no período colonial, com as chamadas “drogas dos sertões”, na corrida do ouro, nos dois ciclos da borracha, nos grandes projetos de cunho desenvolvimentista, e é o que ocorre no atual ciclo de exploração agropecuário.

Estudo divulgado recentemente pelo IBGE mostra que 32,1% da área desmatada na Amazônia até 2002 está abandonada, sem qualquer uso agropecuário ou florestal, mostrando que em mais de um terço dos desmatamentos, o motivo principal pode ser apenas a extração ilegal de madeiras nobres, deixando para trás imensas áreas completamente destruídas. Continue lendo “Desmatamento e violência andam juntos na Amazônia”

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“Violência é reflexo da ofensiva do agronegócio na Amazônia”

No mesmo dia em que o novo Código Florestal foi aprovado na Câmara dos Deputados, no Pará – um dos estados mais violentos do país – um casal de extrativistas viu as ameaças que sofriam durante anos serem efetivadas.

José Cláudio Ribeiro e Maria do Espírito Santo foram mortos por causa de sua batalha contra madeireiros ilegais e fazendeiros que avançam sem impedimento sobre as riquezas da Amazônia.

A morte do casal teve tanta repercussão quanto a morte de Dorothy Stang  há seis anos e teme-se que as mesmas medidas  sejam tomadas pelo governo que não encara de frente as verdadeiras causas desse problema.

“O pior de tudo é a ausência do Estado quando se faz necessária a presença dele. No caso específico, por exemplo, de José Cláudio e da Maria do Espírito Santo, o que eles mais reivindicavam era que o Incra e o Ibama  cumprissem com seus papéis, no sentido de proteger os assentamentos”, apontou José Batista Gonçalves Afonso durante a entrevista que concedeu, por telefone, à IHU On-Line. Continue lendo ““Violência é reflexo da ofensiva do agronegócio na Amazônia””

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Encontro de lideranças indígenas da Amazônia

Grande encontro entre lideranças da Amazônia discutirá as ações do Movimento Indígena na região

Em um momento que o Governo Brasileiro dá provas de que o diálogo não é possível, autorizando à revelia a construção de Belo Monte, o movimento indígena amazônico ensina que o diálogo das suas lideranças é capaz de transformar a realidade.

Pensando nisso a COIAB – Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira, em valorosa parceria com a FOIRN – Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro e com o apoio da GIZ- Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit e demais parceiros, realizará um grande encontro das lideranças indígenas da Amazônia, no período de 18 à 21 de junho, em São Gabriel da Cachoeira, no Alto Rio Negro.

Refletir o Movimento Indígena da Amazônia Brasileira, sua história de luta e resistência, bem como suas perspectivas e desafios para a construção de propostas para a unificação das ações políticas do Movimento Indígena na região, que possam atender a justa pauta de reinvindicações que vem das bases. Continue lendo “Encontro de lideranças indígenas da Amazônia”

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