México: “La mujer que aborta no es una estadística”

Foto: Fondo María
Foto: Fondo María

La ola conservadora en los estados de la República Mexicana criminaliza a las mujeres que deciden interrumpir su embarazo y las obliga a hacerlo en condiciones inseguras

Clayton Conn – Desinformémonos

“La intención es que el proceso de aborto les permita un cambio positivo en su vida. Las mujeres son capaces de hacerlo”.

Oriana López, Fondo MARIA

México, Distrito Federal. La interrupción del embarazo no es un derecho para todas las mexicanas, sobre todo las que viven en los estados, por lo que un grupo de mujeres organizadas trabaja para que las jóvenes de bajos recursos que lo eligen conscientemente se practiquen un aborto legalmente y sin peligros.

En 2007, la Asamblea Legislativa del Distrito Federal aprobó una modificación del Código Penal para despenalizar el aborto si se ejerce dentro de las primeras 12 semanas de embarazo. Sin embargo, leyes rígidas y arraigados estigmas sociales y religiosos dominan el resto del país, por lo que la decisión de las mujeres para interrumpir su embarazo se coarta. En este clima nació la organización Fondo MARIA (Mujeres, Aborto, Reproducción, Información y Acompañamiento). Continue lendo “México: “La mujer que aborta no es una estadística””

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“A Destruição do Índio: Caminho para Extinção” – documentário de 1961, de Adrian Cowell (31′)

“Reflexos do desenvolvimento industrial, que o Brasil experimentou nas décadas de 50 e 60, para as populações indígenas. Em meio a tantos conflitos de interesse, eles nada ganham com a crescente valorização de sua terra”.

Enviada para Combate Racismo Ambiental por José Carlos.

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México: La Cruzada Nacional contra el Hambre, caballo de Troya contra los pueblos originarios

Cruzada-hambre-25144-25836-391x279Con dinero, proyectos productivos, comedores comunitarios, fuerzas armadas e instituciones, el Estado buscan mediatizar, desvirtuar, pervertir y desviar la lucha en defensa del territorio en Guerrero, denuncia Abel Barrera

Jaime Quintana Guerrero – Desinformémonos

México. La presencia del ejército en labores de la Cruzada contra el Hambre en Guerrero, “trata de  generar una estrategia de contención, de desmovilización y de sometimiento de los pueblos originarios de La Montaña, que luchan por la autonomía aún con el ejército dentro de sus comunidades”, señala en entrevista con Desinformémonos Abel Barrera, director del Centro de Derechos Humanos de la Montaña Tlachinollan.

“Los soldados realizan labores de cocineros dentro de las comisarías, resolviendo un problema que le toca a las brigadas civiles o a las comunidades”, considera el antropólogo Barrera. “Para nosotros, no es más que una simulación bélica dentro de los pueblos que se organizaron para establecer su policía comunitaria, rechazar las mineras y luchar contra la reserva de la biosfera. Se trata de una zona donde los pueblos hacen valer sus derechos”, denuncia el defensor de derechos humanos. Continue lendo “México: La Cruzada Nacional contra el Hambre, caballo de Troya contra los pueblos originarios”

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PA – Índios e quilombolas de Oriximiná cobram a regularização de suas terras. Coletiva dia 2, às 10 horas

quilombolas e indios de oriximiná

Lideranças indígenas e quilombolas convocam uma coletiva de imprensa para expor suas demandas e realizam Ato Cultural – que integra a Mobilização Nacional – no encerramento encontro do Fórum Amazônia Sustentável

Índios e quilombolas do município de Oriximiná, no Pará, convocam a imprensa para participar de uma coletiva, no próximo dia 2 de outubro, às 10 horas, no Hotel Beira Rio (Av. Bernardo Sayão, 4.804 – Belém). Na ocasião serão expostas as demandas dessas comunidades que se reuniram em torno de uma causa comum: a defesa de seus direitos territoriais. A iniciativa é continuidade de uma articulação iniciada no ano passado, durante o 1º Encontro Índios e Quilombolas de Oriximiná com o apoio da Comissão Pró-Índio de São Paulo e Iepé – Instituto de Pesquisa e Formação Indígena.

O grupo denuncia que seus direitos constitucionais estão ameaçados pela demora na regularização de suas terras e pelo avanço da exploração minerária. Desde abril de 2013, o relatório de identificação da Terra Indígena Kaxuyana-Tunayana está pronto aguardando a publicação pela presidência da Funai. A mesma demora ocorre com o processo Terra Quilombola Alto Trombetas, cujo relatório de identificação está pronto e não é publicado pelo Incra. Continue lendo “PA – Índios e quilombolas de Oriximiná cobram a regularização de suas terras. Coletiva dia 2, às 10 horas”

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Doutor Preto, por Laura Greenhalgh

Farmácia Maria Isabel na Avenida Paraná em Londrina. Na porta, o médico Dr. Justiniano Clímaco da Silva. Década 1940. Autor: desconhecido. Fonte: História de Londrina
Farmácia Maria Isabel na Avenida Paraná em Londrina. Na porta, o médico Dr. Justiniano Clímaco da Silva. Década 1940. Autor: desconhecido. Fonte: História de Londrina

Por Laura Greenhalgh, no Estadão/CENPAH

Espetáculo patético. Médicos estrangeiros são obrigados a cruzar um corredor polonês de manifestantes em jalecos brancos gritando slogans que julgam ser de grande elevação espiritual – “Revalida!”, “volta pra casa”, “escravo, escravo…”. A nau dos insensatos parecia ecoar no dia seguinte, na imagem publicada de um médico cubano, negro, visivelmente constrangido pelo protesto de que era alvo, em Fortaleza. E as insanidades prosseguiram: da tuiteira que indaga como lidar com médicas parecidas a domésticas a comentaristas tratando os vaiados como “agentes cubanos”. É triste, bate até um desalento. Não funciona dizer que é culpa do governo, saída fácil a escamotear o pior. Trata-se de preconceito.

Sabemos não é de hoje que a medicina no Brasil se fez uma profissão tão branca quanto a roupa que distingue seus profissionais – apenas 1,5% deles se declaram negros, segundo o IBGE. Dado estatístico, de uma constatação empírica – afinal, quantos clínicos ou cirurgiões negros você conhece? Não é de hoje que este país sofre da má distribuição de seus médicos, o que faz com que vastidões continuem desassistidas para o atendimento básico, o que dizer então dos casos em que se requer atendimento especializado. Como não é de hoje que, embora tenhamos o SUS, predomina em nossas vidas, bem como em nossas expectativas de futuro, a visão mercadológica da medicina, no sentido de que o melhor estará sempre reservado a quem pode bancar. Mas, ainda que saibamos de tudo, vale indagar se os atores do protesto terão vaiado apenas os profissionais de fora, inscritos no programa oficial.

Saiu vaiada a medicina social brasileira. Como saíram vaiados profissionais que deram e dão duro para fazer com que a saúde seja um direito de todos neste país. Hoje pretendo usar este espaço para lembrar de um deles, por coincidência negro e, mais coincidência ainda, neto de escravos. Continue lendo “Doutor Preto, por Laura Greenhalgh”

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Coluna da Mara: “Os indígenas, outra vez”

Foto Histórica: o Abril Indígena toma o Plenário da Câmra contra a PEC 215. Foto: Gustavo Lima (Agência Câmara)
Foto Histórica: o Abril Indígena toma o Plenário da Câmara contra a PEC 215. Foto: Gustavo Lima (Agência Câmara)

Por Mara Paraguassu, em Tudo Rondônia

Depois do Abril Indígena, e agora com novas regras para a entrada na Câmara dos Deputados, que no início de setembro passou a limitar o número de pessoas que podem acessar plenários e galeria, indígenas de todo país de novo irão surpreender incrédulos deputados que saíram correndo ao ver os parentes seminus tomarem conta do plenário. De certo consideraram levar flechada ou ser atingido por algo mágico que, imaginaram, lhes tiraria o odioso – para nós, sociedade brasileira – foro privilegiado.

Foro privilegiado, aliás, que dá abrigo a 224 deputados e senadores, um recorde, segundo levantamento feito pelo Congresso em Foco, site especializado na cobertura do parlamento nacional e que produz o ranking desde 2004. Mas são os indígenas que motivam o rabiscado dessa semana, para a bancada ruralista privilegiados em porções de terra sem plantação, sem boi, sem exploração mineral, sem grandes madeireiras ou hidrelétricas. Continue lendo “Coluna da Mara: “Os indígenas, outra vez””

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Apoio de Carlos Frederico Marés à Mobilização Nacional Indígena

Enviada para Combate Racismo Ambiental por Liana Amin Lima Guarani Kaiowá, com o seguinte comentário:

Prof. Dr. Carlos Marés manifesta seu apoio à Mobilização Nacional Indígena (30 de setembro a 05 de outubro) convocada pela APIB. Diante das investidas do Legislativo e do Executivo, com a PEC 215 e a Portaria 303 da AGU, afirma que “os índios têm toda razão para estarem preocupados e muita razão para grandes mobilizações” e que “a Constituição de 1988 garantiu os direitos, está bem garantido, não tem como dizer que os índios não têm direito às suas terras”.

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PA – Sacrificada em toras de madeira nobre, o capital leva a floresta rio abaixo no Arapiuns

balsa e desmatamento

Texto e fotos por Sílvia Teixeira*

Navegando pelo Rio Arapiuns em Santarém, após uma viagem de trabalho junto a uma comunidade de assentados na Gleba Nova Olinda I sobre Manejo Florestal Comunitário, vi estarrecida a realidade esmagadora das empresas madeireiras instaladas a margem desse rio.

Nosso barco pequenino foi quase esmagado pelas gigantescas balsas abarrotadas de nossas árvores. Algumas empresas como a Rondon Bel, Diniz e Mundo Verde já operam exterminando nossas florestas há pelo menos 12 anos; outras duas novas empresas já estão se instalando na mesma região, isso sem contar com as empresas mineradoras. Continue lendo “PA – Sacrificada em toras de madeira nobre, o capital leva a floresta rio abaixo no Arapiuns”

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Carta da II Plenária da Articulação Popular São Francisco Vivo

Articulação São Francisco VivoA gente entende do São Francisco. Nós, 43 representantes dos Povos das Terras e das Águas do Velho Chico, passamos três dias reafirmando isso. Viemos das beiras dos rios dos cerrados, caatingas e veredas, das ilhas e barrancas, da roça e da cidade. Das Minas Gerais e da Bahia, de Pernambuco, de Sergipe e de Alagoas. Realizamos a II Plenária da Articulação Popular São Francisco Vivo, em Feira de Santana, na Bahia, de 27 a 29 de setembro de 2013.  A memória saudosa do fotógrafo João Zinclar e do líder quilombola Elson Ribeiro Borges nos animou ao compromisso fiel.

Nos locais onde vivemos, todos os dias, enxergamos o nosso povo a entranhar-se neste Vale como água. Correndo para o grande rio, como o São Francisco corre para o mar, com esperança de vida. Como árvore, vai em busca das raízes, a nutrir identidade e frutificar.

O que as ciências têm dito da situação do rio nos deixa alarmados. Dizem que ele está condenado e em 30 anos passará a ser intermitente. Nossos olhos comprovam, vemos menos água e mais areia. Hoje são as “croas” que traçam o desenho do rio assoreado. Ele está cada dia mais raso, coado, fraco, agrotóxicos e metais pesados no lugar de peixes. A cada dia exige mais esforço da gente pra dar conta do viver dependente de sua natureza degradada. A cada dia também nos cobra mais determinação na luta em sua defesa, a dar o grito por ele. Continue lendo “Carta da II Plenária da Articulação Popular São Francisco Vivo”

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MT – Incêndio na Reserva Indígena dos Areões põe em risco [seus habitantes e] quem trafega pela BR 158

incendio areãoCircuito MT – “Um incêndio de grandes proporções se alastra pela Reserva Indígena Areões, no município de Nova Nazaré, na altura do quilômetro 600, próximo a agrovila do projeto de Assentamento Santa Maria em Água Boa (730 km de Cuiabá).

O fogo se alastra rapidamente em razão da forte seca que assola a região e a baixa intensidade do ar, consumindo uma grande área da reserva, estimada[-]se que já tenha queimado mais 1.000ha de cerrado na reserva, além de ter[-]se alastrado para as fazendas vizinhas. Não foi encontrado no local ou na região onde o fogo se alastra nenhuma equipe de combate a incêndios.

A fumaça cobre a visibilidade na rodovia BR 158, dificultando o tráfego e pondo em risco a vida das pessoas que trafegam pelo local.

Segundo informações repassadas ao site por índios xavantes encontrados ao longo da rodovia, colocar fogo na vegetação nativa [,] é uma tradição dos índios xavantes, pois [,] com o fogo os bichos ficam cercados facilitando a caça. No entanto, os índios negaram que tenham sido eles que atearam o fogo, [im]pondo a culpa a empresa que faz manutenção nas margens da rodovia, que, para limpar os matos na beirada da estrada, colocaram fogo e este escapou para o cerrado, tornando impossível controlar o incêndio”.
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