Pedimos indignação e apoio para desativar uma nova agressão na Guatemala. Assine a Petição, por favor!

Guatemala: menina indígena. Foto capturada da internet, sem identificação autoral
Guatemala: menina indígena. Foto capturada da internet, sem identificação autoral

Os fatos: Sábado, 26 de outubro, foi uma tarde terrível para a família Tzul Tzul. Desde cedo correu o rumor pela aldeia Paqui, do departamento de Totonicapán, que uma das filhas de Don Delfino Tzul e Dona Blanca Rosa Tzul, tinha sido assassinada e que logo chegaria seu cadáver. Fizeram-se ligações telefônicas a familiares e amigos da família sobre o fato, os quais solidariamente foram perguntar aos Tzul Tzul, aprofundando a confusão e dando lugar à sua generalização.

Esta ameaça, este esforço para nos intimidar é comum na Guatemala, infelizmente. Por que ameaçam as irmãs Tzul, Gladys e Jovita Tzul Tzul?

Gladys e Jovita Tzul são duas mulheres jovens, comprometidas com sua comunidade, profissionais e estudiosas capazes e ativas. Elas, depois do 4 de outubro, como muitos outros jovens e adultos dos Cantones e Aldeias de Totonicapán, choraram e enterraram os mortos do massacre do dia 4 de outubro de 2012. E não somente: elas participaram, colaboraram e contribuíram para gerar, junto com muitos outros, a revitalização do tecido comunitário de Totonicapán. Elas, como muitos outros, converteram a dor em indignação e, a partir sessa força, se dedicaram a diversas iniciativas que contribuem para que o povo conserve sua história, para que se esclareçam coletivamente as ameaças pelas quais atravessam as terras comunitárias e os direitos de todos… Elas são ativistas comprometidas e capazes… São parte ativa de um processo de luta em marcha para além do Massacre de outubro de 2012. Por isso receberam ameaças de morte. Continue lendo “Pedimos indignação e apoio para desativar uma nova agressão na Guatemala. Assine a Petição, por favor!”

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Mais 3 mil cubanos chegam ao Brasil a partir de amanhã, 4/11, para participar do Mais Médicos

Charge feita pelo cartunista Carlos Latuff para o jornal "Sul 21" critica os médicos brasileiros que protestaram na chegada de médicos cubanos ao Brasi
Charge feita pelo cartunista Carlos Latuff para o jornal “Sul 21”

Thais Leitão, Repórter da Agência Brasil

Brasília – Mais 3 mil cubanos chegam ao Brasil a partir de manhã, segunda-feira (4) para participar do Programa Mais Médicos. Os profissionais, que vão desembarcar em quatro capitais (Brasília, São Paulo, Fortaleza e Belo Horizonte), ocuparão vagas ociosas da segunda etapa do programa, não preenchidas por candidatos brasileiros e demais estrangeiros. De acordo com o Ministério da Saúde, o primeiro grupo, formado por 2,6 mil médicos, chega ao país até 10 de novembro. Os 400 restantes, na semana seguinte.

A exemplo do que ocorreu com os profissionais que estão no Brasil, inicialmente eles vão cursar o módulo de acolhimento e avaliação do programa nas capitais dos estados onde devem atuar. A etapa terá início para o primeiro grupo (os 2,6 mil médicos) em 12 de novembro. Serão 1.872 profissionais em Brasília (DF), 300 em São Paulo (SP), 236 em Fortaleza (CE) e 192 em Belo Horizonte (MG). Mais 400 médicos chegarão a Vitória (ES) a partir de 11 de novembro e farão o curso em Guarapari, entre 18 de novembro e 4 de dezembro. Continue lendo “Mais 3 mil cubanos chegam ao Brasil a partir de amanhã, 4/11, para participar do Mais Médicos”

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Periferia ganhou voz com d. Paulo Evaristo Arns, diz biógrafo

Arns ao lado de Dom Helder Câmara, quando este recebeu o título honoris causa
Arns ao lado de Dom Helder Câmara, quando este recebeu o título honoris causa

Por RICARDO MENDONÇA, na Folha/UOL

Em 1973, três anos após se tornar arcebispo de São Paulo –a maior arquidiocese do mundo naquela época–, dom Paulo Evaristo Arns tomou uma atitude que até hoje soa como surpreendente no meio católico. Simplesmente vendeu por US$ 5 milhões o Palácio Episcopal Pio 12, o imponente imóvel no bairro do Paraíso usado como residência oficial da autoridade católica, e mudou-se para uma casa mais simples no Sumaré.

O mais radical, porém, viria depois. Com o dinheiro arrecadado, determinou a construção de 1.200 centros comunitários na periferia de São Paulo para criar ambientes mais informais para reuniões do que as paróquias locais. Foram nesses barracos de madeira, muitos feitos em mutirão, que os moradores, sempre incentivados pela igreja de dom Paulo, passaram a se organizar para brigar por creches, escolas, transporte e postos de saúde, entre outras melhorias. Continue lendo “Periferia ganhou voz com d. Paulo Evaristo Arns, diz biógrafo”

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Ossadas que podem ser de guerrilheiros do Araguaia seguem cercadas de mistério

Forte do Castelo, em Belém do Pará: as ossadas foram descobertas em 2201, durante a reforma na antiga cisterna do edifício
Forte do Castelo, em Belém do Pará: as ossadas foram descobertas em 2201, durante a reforma na antiga cisterna do edifício

Ex-agente da Abin envolvido na questão sustenta que ossadas foram sumidas

Por Felipe Canêdo, em Estado de Minas

Dezembro de 2001, Belém do Pará: um grupo de operários que trabalhava na reforma do chamado Forte do Presépio – também conhecido como Forte do Castelo – encontra ossadas humanas na antiga cisterna do edifício. A empresa responsável pela obra isola o local. No mesmo dia, um homem que se identificou como funcionário da Secretaria de Cultura do Estado recolhe os ossos. Quando o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil da cidade, Moacir Martis, vai visitar a obra no dia seguinte vê apenas um operário desavisado. Posteriormente, ele encontra um “grande buraco onde estava o cadáver”.  Continue lendo “Ossadas que podem ser de guerrilheiros do Araguaia seguem cercadas de mistério”

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Crianças dependem de barco-escola para atravessar o rio São Francisco

Meio de transporte é usado por alunos e professores no Norte de Minas
Meio de transporte é usado por alunos e professores no Norte de Minas

Por Gabriela Sales, no Hoje em Dia

ITACARAMBI – O acesso à educação garantido por meio das águas do rio São Francisco. Uma realidade de estudantes ribeirinhos do Norte de Minas que dividem o dia entre a caminhada e a travessia de barco para chegar à escola.

Às 5h30, a lancha sai do cais Água Viva, no centro de Itacarambi, no Norte de Minas, em direção à Ilha do Retiro. Nos 58 minutos seguintes, receberá 14 crianças rumo à Escola Estadual Professor José Lino Barbosa.

Logo que atraca no porto improvisado, os estudantes começam a se preparar para o embarque. As águas do rio servem para lavar os pés sujos de poeira da longa caminhada. “Tenho que andar pelo menos cinco quilômetros até o barco. É feio chegar com o pé sujo na escola”, diz o estudante do 6º ano Elias Rodrigues, de 12 anos. Continue lendo “Crianças dependem de barco-escola para atravessar o rio São Francisco”

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III CONAPIR debaterá democracia e desenvolvimento sem racismo

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De 5 a 7 de novembro, em Brasília, será realizada a III Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CONAPIR). Nas etapas estaduais preparatórias surgiram diversas propostas de enfrentamento ao racismo e de promoção da igualdade racial também no que se refere à área de comunicação. Acompanhe, também, informações sobre prêmios com inscrições abertas.

Com o tema “Democracia e desenvolvimento sem racismo: por um Brasil afirmativo”, a III CONAPIR será no Centro de Eventos e Convenções Brasil 21. A expectativa é de que o evento contará com mais de 1400 participantes, entre delegados, observadores, convidados e equipe de organização. Nas conferências regionais e estaduais preparatórias foram apresentadas mais de mil propostas, que serão debatidas em grupos de trabalho durante o evento em Brasília, nos subtemas “Estratégias para o desenvolvimento e o enfrentamento ao racismo”, “Políticas de igualdade racial no Brasil: avanços e desafios”, “Arranjos institucionais para a sustentabilidade das políticas de promoção da igualdade racial” e Participação política e controle social: igualdade racial nos espaços de decisão”. Continue lendo “III CONAPIR debaterá democracia e desenvolvimento sem racismo”

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Prepara-se, no Senado, um golpe contra os trabalhadores do país, por Leonardo Sakamoto

Trabalhador libertado mostra o que são condições degradantes de trabalho: a água suja que bebia, a mão machucada por falta de luvas na aplicação de pesticida, a ausência do dedo que perdeu por inexistência de equipamentos de proteção. Ficou de fora a comida estragada que era fornecida a eles e o alojamento precário. Foto: Leonardo Sakamoto
Trabalhador libertado mostra o que são condições degradantes de trabalho: a água suja que bebia, a mão machucada por falta de luvas na aplicação de pesticida, a ausência do dedo que perdeu por inexistência de equipamentos de proteção. Ficou de fora a comida estragada que era fornecida a eles e o alojamento precário. Foto: Leonardo Sakamoto

A PEC do Trabalho Escravo, proposta de emenda constitucional que prevê o confisco de propriedades rurais e urbanas em que esse crime for flagrado e sua destinação à reforma agrária e a programas de habitação popular, está para ser votada no Senado nesta semana.

Para quem acompanha a ideia, apresentada pela primeira vez no Congresso Nacional há 18 anos, pode estar se perguntando: “ah, vá!  Mas não tem truque por trás dessa notícia boa?” Tem sim, daí reside o problema. Continue lendo “Prepara-se, no Senado, um golpe contra os trabalhadores do país, por Leonardo Sakamoto”

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Mineração em terras indígenas: Deputado tenta transformar seminário de 2008 em consulta prévia

Juiz Wilson Witzel e cocarPor Telma Monteiro

Destaquei abaixo dois parágrafos de um requerimento do deputado Edio Lopes do PMDB de Roraima. Edio Lopes é relator da  Comissão Especial destinada a proferir parecer ao Projeto de Lei nº 1610, de 1996, do Senado Federal, que “dispõe sobre a exploração e o aproveitamento de recursos minerais em terras indígenas, de que tratam os arts. 176, parágrafo primeiro, e 231, parágrafo terceiro, da Constituição Federal” (PL161096 ). 

O destaque fica para a cara de pau do deputado que tenta uma manobra para transformar um seminário e oficinas, realizadas em 2008, em consulta prévia aos indígenas sobre mineração em suas terras:

“Entretanto, como o projeto de lei que ora apreciamos é matéria da mais absoluta e relevante importância para as populações indígenas de nosso país, julgamos conveniente oferecer ao conhecimento e à consideração desta Comissão os registros do seminário e das oficinas regionais de consulta prévia às diversas etnias indígenas de todo o país, realizados entre setembro e novembro de 2008, nas quais, dentre outros temas, foram feitas aprofundadas e minuciosas consultas à população indígena sobre a exploração de recursos minerais nas terras por eles ocupadas.”

“De posse deste material, pudemos constatar que são poucos os pontos de divergência entre o que ora pretendemos propor em nosso Substitutivo, e que a maioria das reivindicações por eles feitas em relação ao aproveitamento de recursos minerais em suas terras está amplamente acolhida, e muitas vezes em situação mais vantajosa para os indígenas do que as então por eles reivindicadas.”

 Para quem quiser ter acesso à tramitação do PL e à íntegra do requerimento, o link está AQUI.

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