Os nomes nos quadros deixaram os policiais e a perícia atônitos: Matisse, Picasso, Chagall, Renoir, Dürer, Beckmann, entre muitos outros
Por Flávio Aguiar, em Carta Maior
Há muitas histórias – a maioria lendárias – sobre tesouros nazistas ocultos. Elas vão desde barras de ouro em fundos de lagos a fantásticas somas de dinheiro transportadas para a América do Sul via Lisboa. Mas agora, na semana em que se “comemora” o 75º. aniversário da Krystallnacht – noite dos cristais, pogrom contra sinagogas e lojas judaicas – veio à luz o que parece ser, de fato, a descoberta de um autêntico tesouro amealhado a partir da coleta de peças de arte feitas pelos nazistas, inclusive pelo próprio Führer.
A revista Focus foi a primeira a revelar que algum tempo atrás as autoridades policiais haviam descoberto cerca de 1500 pinturas guardadas secretamente na casa de um certo Cornelius Gurlitt, um cidadão que vivia completamente isolado, como um ermitão, sem família nem amigos.
Cornelius Gurlitt chamara a atenção de autoridades alfandegárias ao viajar num trem de Zurique para Munique, em 2010, com 9 mil euros nos bolsos. Transportar 9 mil euros através da fronteira sem declará-los não é crime nem contravenção. Mas o que chamou a atenção foi o fato de Gurlitt não ter conta em banco, nem seguro saúde, nem jamais ter declarado renda para o fisco. Apesar disto era proprietário de um apartamento razoável e levava uma vida aparentemente confortável. Continue lendo “A descoberta de um autêntico tesouro nazista na Alemanha: cerca de 1500 obras de pintores famosos”