Aquela flor que tem espinho, por José Ribamar Bessa Freire

flor e espnho 1Taqui Pra Ti

Ela é antropóloga. Dar-lhe-ei o nome de Maria. Este não é o seu nome, mas para preservar o anonimato, chamemo-la de Maria, aliás de Marta Maria, pois a mesóclise e o pronome oblíquo suplicam por um nome composto. Melhor ainda: chamemo-la, com aquele agá, de Martha Maria, minha amiga desde priscas eras, quando éramos todos jovens e tínhamos memória de elefante. Participamos recentemente de um seminário em Campo Grande (MS), organizado pela Universidade Católica e ficamos hospedados no mesmo hotel. Foi uma alegria revê-la lépida e fagueira.

De noite, jantando uma canjinha de galinha, como convém na nossa idade – embora Martha Maria seja mais jovem que eu – conversamos sobre o dramático suicídio dos Guarani Kaiowá. Mencionei seu artigo escrito em 1987. Foi aí que ela lembrou – quer dizer, “lembrou” é uma força de expressão – de detalhes de outro texto sobre os Kaiowá, mas lhe fugia o nome do autor, seu amigo antropólogo:

– O autor é o….o…. puxa, agorinha me deu um “branco”! Mas é o…o… aquele austríaco que trabalhou no Xingu, na Guatemala, em Nicarágua, no Paraguai e no Rio Negro, com quem estive tantas vezes! O artigo dele foi publicado na revista Tempo e Presença  em 1991. É o… você sabe quem é… como é o nome dele?

Acontece que o “branco” de Martha Maria era contagioso, eu via os traços fisionômicos do antropólogo, sua barba aparada, seu sorriso, mas o nome também me fugia. Respondi: Continue lendo “Aquela flor que tem espinho, por José Ribamar Bessa Freire”

Ler maisAquela flor que tem espinho, por José Ribamar Bessa Freire

Ministério Público Federal do Rio de Janeiro denuncia ex-superintendente do Iphan por demolição ilegal

maracana_reforma

Carlos Fernando Andrade não poderia autorizar demolição de bem tombado. Réu responde por crime contra o patrimônio cultural.

Por  CBN Foz

O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro (MPF/RJ) denunciou por crime contra o patrimônio cultural o ex-superintendente regional do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Carlos Fernando de Souza Leão Andrade, responsável por expedir ilegalmente uma autorização prévia para demolição da marquise do estádio do Maracanã, em 2011. A denúncia foi recebida pelo juiz da 1ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, Marcos André Bizzo Moliari. A ação penal encontra-se em estágio inicial.

Para o MPF, a demolição da marquise foi ilegal e descaracterizou o aspecto e a estrutura do Maracanã, que é tombado pelo Iphan desde 2000.  Como então superintendente do Iphan no Rio, Carlos Fernando não poderia ter expedido a autorização prévia para demolição da marquise, tendo descumprido diversos dispositivos da lei e de portaria do próprio Iphan. A autorização prévia concedida para a obra também não permitia a efetiva intervenção no bem tombado, que somente poderia ser realizada com a autorização final. Continue lendo “Ministério Público Federal do Rio de Janeiro denuncia ex-superintendente do Iphan por demolição ilegal”

Ler maisMinistério Público Federal do Rio de Janeiro denuncia ex-superintendente do Iphan por demolição ilegal

O documentário sobre Hiroshima “08:15 de 1945”, de Roberto Fernández, será apresentado esta noite na tevê e na internet

hiroshima
O documentário 08:15 de 1945, do cineasta Roberto Fernández0 será na TV ALESP este sábado (16/11) às 23h. A TV Assembleia é exibida pela Vivo TV nos canais 66 ou 69; na NET, pelos canais 7 (digital) ou 13 (analógico) e pela TV Digital Aberta pelo no canal 61. Também poderá ser visto pela internet em www.al.sp.gov.br/a-assembleia/tv-web. O documentário foi lançado quando da comemoração dos dois anos da tragédia de Fukushima, marcados com atos em diversas partes do mundo.  Continue lendo “O documentário sobre Hiroshima “08:15 de 1945”, de Roberto Fernández, será apresentado esta noite na tevê e na internet”
Ler maisO documentário sobre Hiroshima “08:15 de 1945”, de Roberto Fernández, será apresentado esta noite na tevê e na internet

Juazeiro recebe audiência pública para discutir Zoneamento Ecológico-Econômico. Será consulta ou ‘comunicação’?

Nenhuma audiência pública se faz sem a presença majoritária das comunidades, com garantia de direito a informação, participação e decisão! (TP)

Na próxima terça-feira (19), a cidade de Juazeiro recebe audiência pública para discutir o Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE Bahia). O instrumento, em fase de elaboração pelo Governo do Estado por meio das secretarias estaduais do Meio Ambiente (Sema) e do Planejamento (Seplan), visa orientar o planejamento, gestão e decisões do poder público, setor privado e sociedade, considerando potencialidades e limitações ambientais e socioeconômicas de cada região.

Em Juazeiro, o encontro será realizado no campus da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), localizado na avenida Dr. Chastinet Guimarães, s/n, São Geraldo das 8h às 18h. Aberta à comunidade [???], a audiência pública abrangerá os seguintes territórios de identidade: Itaparica, Piemonte Norte do Itapicuru e Sertão do São Francisco. Os encontros para discutir o Zoneamento tiveram início no dia 12 de novembro, em Seabra, e prosseguem até o dia 30, passando por nove cidades. Outras informações podem ser consultadas no site www.zee.ba.gov.br/zee.

Zoneamento – O ZEE é um instrumento da Política Nacional e Estadual de Meio Ambiente (leis Federal nº 6.938/81 e Estadual nº 10.431/06). Além de zonear o território baiano a partir de características sociais, econômicas e geoambientais, seus objetivos específicos preveem ainda a indicação de prioridades para conservação da biodiversidade, definição de critérios para atividades produtivas em cada zona e disponibilização de banco de dados georreferenciados, que fortalecerão a gestão territorial no estado, tendo como foco o desenvolvimento sustentável.

Ler maisJuazeiro recebe audiência pública para discutir Zoneamento Ecológico-Econômico. Será consulta ou ‘comunicação’?

Carta de Nair Ávila, Mãe do Advogado Manoel Mattos*

Manoel Mattos
Manoel Mattos

As lágrimas de hoje servirão de combustível para vitórias futuras.

A luta do meu filho Manoel Mattos pelo fim da impunidade na divisa dos Estados da Paraíba e de Pernambuco (Fronteira do Medo) nunca será esquecida. Conhecido como MM, o advogado, político, pai e amigo foi um exemplo na conquista pela cidadania sendo motivado pelo desejo de mudar a vida do povo daquela região.

 Apoiado pelos familiares buscou no Direito e na Política as formas para enfrentar as situações de injustiças fazendo da sua profissão uma luta diária contra os poderosos, atuando na defesa  de trabalhadores rurais desempregados e pessoas menos favorecidas.

 MM fez de sua casa um local onde atendia as pessoas que iam relatar sobre as situações desmandos nas contas públicas e também dos crimes sem solução, com tantos relatos e através dos dados levantados pela Dra. Rosemary (Promotora de Itambé), aceitou enfrentar o crime organizado (tráfico de drogas, tráfico de armas e grupos de extermínio).

MM transformou sua vida em uma batalha contra o latifúndio e a falta de acesso à justiça, passou cada vez  mais a incomodar o poder. MM conhecedor dos perigos das suas escolhas não voltou atrás e por volta de 1999/2000 quando as primeiras ameaças surgiram não fugiu; ele dizia que não poderia volta mais atrás.

Meu filho sabia que sua vida corria risco e a de seus familiares, amigos e clientes também. Percebeu  que sozinho não poderia ganhar todas as batalhas e através dos seus contatos resolveu procurar parceiros na Paraíba, Pernambuco e em todo Brasil.

MM com sua coragem e determinação levou ao conhecimento do Brasil (do mundo) as situações que amedrontavam as pessoas; realizou contatos com políticos, promotores, procuradores, juízes, delegados, ongs e com todos que poderiam apoiá-lo; foi processado, caluniado e difamado por seus inimigos; não desistiu e foi executado friamente no dia 24 de agosto de 2009. Continue lendo “Carta de Nair Ávila, Mãe do Advogado Manoel Mattos*”

Ler maisCarta de Nair Ávila, Mãe do Advogado Manoel Mattos*

Por que tanta gente gosta de escrever para o próprio umbigo na internet?, por Leonardo Sakamoto

Blog do Sakamoto

Tirei uma hora desta manhã para colocar em dia a leitura de algumas reportagens e artigos que andei separando ao navegar pela rede. Creio que muitos de vocês compartilham com o mesmo sentimento de frustração de se deparar com tanta coisa interessante e ir juntando tudo, mesmo sabendo que nunca terá tempo para ler.

Ou, nascendo em família rica, optaram por não trabalhar e podem ler à vontade, não compreendendo patavinas da frustração supracitada.

Luta de classes à parte, o fato é que considerei muitos dos textos que separei quase impossíveis de serem compreendidos. Estavam bem formatados, adequados às normas linguísticas, mas não dialogavam com o leitor. Quando muito com o próprio umbigo sujo do seu criador.

Parecia que as palavras haviam sido escolhidas para demonstrar que seu autor tinha um bom estoque delas em seu curral intelectual e não para passar a ideia da forma mais simples possível. E simples não significa superficial ou pouco profundo.

Esta discussão é diferente daquela travada no jornalismo sobre a necessidade de fugir do economês, do juridiquês, do politiquês ou da pavonice cultural para tratar de assuntos específicos que interessam a determinados grupos. O nó é mais embaixo. Tem a ver com a vontade de esbanjar um conhecimento desnecessário a fim de se validar com determinado grupo social. Os outros jornalistas, por exemplo. Continue lendo “Por que tanta gente gosta de escrever para o próprio umbigo na internet?, por Leonardo Sakamoto”

Ler maisPor que tanta gente gosta de escrever para o próprio umbigo na internet?, por Leonardo Sakamoto

‘Eles não foram só vitimas’, diz historiador sobre índios Náuas

Comunidade Náua - Foto: acervo SEE/AC
Comunidade Náua – Foto: acervo SEE/AC

Atualmente existem cerca de 380 índios Náuas na região do Juruá. Cacique afirma que convivência com os ‘brancos’ foi um prejuízo ao povo.

Por Francisco Rocha e Veriana Ribeiro, do G1 AC, via CR Juruá

Há 109 anos, Cruzeiro do Sul (AC) era uma cidade povoada pelos índios Náuas. A ocupação na região do Vale do Juruá, em que a cidade fica localizada, foi mais lenta devido a resistência desses grupos indígenas. O que, de acordo com o historiador Marcus Vinícius, contribuiu de forma significativa para o desenvolvimento da região.

“A ocupação dos afluentes do rio Juruá foi mais lenta, o que explica um desenvolvimento mais lento naquela região. Ou seja, os grupos indígenas no Acre tiveram uma influência fundamental na formação da sociedade acreana. Diferente do que a gente normalmente acredita, eles não foram só vitimas, eles determinaram parte desse processo histórico”, explica o historiador. Continue lendo “‘Eles não foram só vitimas’, diz historiador sobre índios Náuas”

Ler mais‘Eles não foram só vitimas’, diz historiador sobre índios Náuas

MS – IBGE revela que mais de 7 mil pessoas vivem em situação de miséria no estado, mas os indígenas não estão contados

Dados divulgados ontem pelo IBGE revelam que pouco mais de sete mil pessoas vivem em situação de miséria em favelas do Estado. Porém, as famílias indígenas não são contabilizadas por este levantamento. E é justamente nas aldeias onde vivem os sul-mato-grossenses mais necessitados.

Ler maisMS – IBGE revela que mais de 7 mil pessoas vivem em situação de miséria no estado, mas os indígenas não estão contados

Garantizando los derechos de los campesinos, La Vía Campesina en las instituciones de seguridad alimentaria de la ONU

Via Campesina micro“Las reformas en las instituciones internacionales como el Comité de Seguridad Alimentaria Mundial (CSA) deben aprovecharse para hacer avanzar la causa de los campesinos y pequeños agricultores. Lo cierto es que ninguna política, ya sea a nivel nacional o internacional tiene realmente en cuenta los intereses de este colectivo, así que somos nosotros los que tenemos que decir lo que necesitamos” – Ibrahim Coulibaly, presidente de la Confederación Nacional de Organizaciones Campesinas (CNOP por sus siglas en francés) de Malí.

Hay una cierta emoción en La Via Campesina acerca de las evoluciones recientes en la Organización de las Naciones Unidas para la Alimentación y la Agricultura (FAO). El 4 de octubre de 2013, el Director General de la FAO, Jose Graziano da Silva, formalizó la relación entre ambas organizaciones a través de un acuerdo de colaboración, reconociendo a La Via Campesina como la más importante representante de los pequeños productores de alimentos de todo el mundo.

Este es un paso más del que alegrarse de una serie de reformas en curso en la FAO, que han creado un espacio único y sin precedentes para colaborar con la sociedad civil y democratizar el escenario de las políticas alimentarias mundiales. La Via Campesina se ha involucrado diligentemente en estas reformas para promover la soberanía alimentaria.

Estas reformas tienen por fin darle a la FAO no solo una mayor legitimidad política, haciéndola más inclusiva, sino también devolverla a su calidad de piedra angular de la cooperación internacional en el área de la seguridad alimentaria, empezando a tomar de las manos del Banco Mundial (BM) o la Organización Mundial del Comercio (OMC) este tipo de decisiones acerca de políticas. Si bien esta evolución es bienvenida, el movimiento campesino mundial no deja de ser realista en cuanto a la cantidad de esfuerzo que debería dedicar a la ONU, manteniendo al mismo tiempo su punto fuerte sobre el terreno, movilizando agricultores y construyendo alternativas. Continue lendo “Garantizando los derechos de los campesinos, La Vía Campesina en las instituciones de seguridad alimentaria de la ONU”

Ler maisGarantizando los derechos de los campesinos, La Vía Campesina en las instituciones de seguridad alimentaria de la ONU