Eliane Brum: O dever de iluminar

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Escritora defende que literatura e jornalismo têm compromisso com a emoção e a verdade

Por Carlos Herculano Lopes, em Estado de Minas

Uma das jornalistas mais reconhecidas do país, ganhadora de 40 prêmios nacionais e estrangeiros ao longo da carreira, a gaúcha Eliane Brum – desde 2010 atuando como repórter independente, depois de ter trabalhado em vários jornais e revistas brasileiros – é também cronista, ficcionista e documentarista, tendo codirigido, entre outros, o filme Uma história severina. Nascida em Ijuí, no interior do Rio Grande do Sul, em 1966, ela é autora do romance Uma duas e do livro de reportagem Coluna Prestes – o avesso da lenda, a vida que ninguém vê, com o qual ganhou o Prêmio Jabuti em 2007. “Só sei viver escrevendo. Termino ainda este ano um novo livro, que não é nem romance nem reportagem”, disse a escritora, em conversa com o Pensar.

Uma vez você disse que escrevia porque a vida lhe dói. Continua pensando assim? O que escrever significa para você?

Sim, escrevo para transformar dor em palavra. Essa possibilidade, que eu descobri ainda na infância, foi transformadora e me permitiu criar uma vida com sentido. Mas não é só dor o que percebo no mundo, mas também uma abissal delicadeza. Isso me move na reportagem, a delicadeza mesmo nas horas brutas. A frágil e intrincada teia de sentidos com que cada um inventa uma vida, a partir de muito pouco, quase nada. Escrever é minha expressão no mundo. É o que sou e também o que me torno a cada dia. Em um dos textos de A menina quebrada, escrevi sobre a declaração de morte de um grupo de guarani-kaiowá, no ano passado. Precisei, então, pesquisar o que era a palavra para esta etnia indígena, já que carta é palavra. Tanto o conceito quanto a experiência da palavra, para eles, são extremamente sofisticados e muito, muito bonitos. Palavra é também ou principalmente “palavra que age”. Encontrei ali o que busco ser neste mundo: “palavra que age”.  Continue lendo “Eliane Brum: O dever de iluminar”

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Consciência Negra: Dia de reflexão e festa

 

A Cia. Baobá faz show para celebrar os 318 anos de luta e morte de Zumbi dos Palmares
A Cia. Baobá faz show para celebrar os 318 anos de luta e morte de Zumbi dos Palmares

Estado de Minas

O Dia Nacional da Consciência Negra (comemorado em 20 de novembro) será celebrado em Belo Horizonte na segunda-feira, com a entrega do 4º Prêmio Zumbi de Cultura. Criação da Cia. Baobá de Dança – Minas, o evento terá atividades na Sala Juvenal Dias do Palácio das Artes, com bate-papos temáticos: “Juventude negra, cor e cidadania” (das 9h às 12h) e “Empreendedorismo, arte e protagonismo juvenil” (13h30 às 16h). E, à noite, solenidade de premiação, no Teatro da Biblioteca Pública, das 19h às 22h. Continue lendo “Consciência Negra: Dia de reflexão e festa”

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Caçadores de hereges: “Travessias inquisitoriais das Minas Gerais aos cárceres do Santo Ofício”

Júnia Ferreira Furtado narra a dramática e reveladora história dos portugueses irmãos Nunes, que viveram entre a Bahia e Minas
Júnia Ferreira Furtado narra a dramática e reveladora história dos portugueses irmãos Nunes, que viveram entre a Bahia e Minas

Livro reúne estudos que narram a história da inquisição e da perseguição feita aos judeus, cristãos-novos e indígenas nas Minas Gerais do século 18

Por Ângela Faria, em Estado de Minas

Pelo menos desta vez, Inquisição não é propriamente castigo. Organizado pelas historiadoras Júnia Ferreira Furtado e Maria Leônia Chaves de Resende, o livro Travessias inquisitoriais das Minas Gerais aos cárceres do Santo Ofício (Fino Traço Editora) revela personagens sofridos e fascinantes, protagonistas de alentados ensaios sobre a saga de cristãos-novos e seus “caçadores” na Terra de Santa Cruz que se tornou Brasil.

É bom lembrar: a fogueira não foi exclusividade de judeus, obrigados pela coroa portuguesa a se converter ao catolicismo no século 15, e de seus descendentes. Acusados de feitiçaria, bigamia ou superstição, sobrou também para os índios. Em 1745, um deles, Custódio da Silva, acabou preso às galés por cinco anos. Aos negros se atribuíam os crimes de mandinga, cópula carnal com o demônio e adivinhação.  Continue lendo “Caçadores de hereges: “Travessias inquisitoriais das Minas Gerais aos cárceres do Santo Ofício””

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Mandato del Tercer Encuentro Continental de Jóvenes Indigena

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Por Juan Camayo, em CAOI

Reunidos en el resguardo indígena La María, Piendamó,  departamento del Cauca, Colombia. durante los días 11 y 12 de Noviembre del 2013 jóvenes de los siguientes  países: Colombia, Ecuador, Bolivia,  Guatemala, México, Estados Unidos y Canadá, con el fin de analizar, discutir y propone ante la actual situación política, Social, Económica,  cultural y organizativa que vivimos las y los jóvenes indígenas del Abya Yala, mismos que atentan contra la pervivencia de nuestros pueblos y de la   madre tierra.

Las y los jóvenes presentes en este III Encuentro Continental de la Juventud en el  marco de la  V Cumbre Continental, aclaramos  que nuestros procesos son una ventana para  seguir haciendo  la articulación y la unidad al interior de nuestras comunidades indígenas, que es prioritario y urgente, que nosotros como jóvenes, integrantes de nuestros pueblos seamos actores estratégicos para el cambio en los espacios  que se generen alrededor del movimiento indígena,  aportando en la construcción  y tejido de los procesos de los mismos. Continue lendo “Mandato del Tercer Encuentro Continental de Jóvenes Indigena”

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União na luta: Carta dos Povos Indígenas e Quilombolas do Maranhão

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Nós, Quilombolas e Indígenas do Maranhão, reunidos nos dias 12,13 e 14 de novembro de 2013 no I Encontro de Indígenas e Quilombolas do Maranhão, no Centro Diocesano de Mangabeira, município de Santa Helena Diocese de Pinheiro – Maranhão, compartilhamos nossa alegria de viver, denunciamos as injustiças e anunciamos um novo tempo de luta e resistência.

Indígenas dos dos povos Krikati, Pykobjê – Gavião, Krenyê, Tenentehar/Guajajara, Krepumkatejê, Movimento Quilombola do Maranhão (Moquibom) e comunidades quilombolas do Tocantins, Amapá, Rondônia, Pará, Mato Grosso e Minas Gerais, Conselho Indigenista Missionário – CIMI, Comissão Pastoral da Terra – CPT, Universidade Federal do Maranhão – UFMA, Justiça nos Trilhos, Cáritas, CSP-Conlutas, entre outra entidades de apoio à luta dos povos indígenas e quilombolas, refletimos, cantamos, dançamos e decidimos que o momento é de união de forças para denunciar as constantes violações aos nossos direitos, as constantes perseguições às nossas lideranças, a persistência do racismo e da discriminação ao nosso jeito de viver, de sentir, de pensar, de se expressar. Continue lendo “União na luta: Carta dos Povos Indígenas e Quilombolas do Maranhão”

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DF – MPF realiza audiência pública sobre regularização de terras quilombolas dia 20/11, a partir das 14 horas

Comunidade quilombola Rio dos Macacos, na Bahia. Foto: Ascom, MPF/PR/BA
Comunidade quilombola Rio dos Macacos, na Bahia. Foto: Ascom, MPF/PR/BA

Evento será no dia 20 de novembro, das 14h às 18h, na Procuradoria Geral da República, em Brasília

Como parte de uma mobilização nacional em defesa da regularização das terras quilombolas, o Ministério Público Federal, por meio da 6ª Câmara de Coordenação e Revisão (populações indígenas e comunidades tradicionais), realizará audiência pública dia 20 de novembro, às 14h, no Auditório Juscelino Kubitschek da Procuradoria Geral da República (SAF Sul, Quadra 4, Conjunto C), em Brasília.

Em 20 de novembro, é celebrado o Dia da Consciência Negra, momento propício para refletir-se sobre a inserção dos negros na sociedade brasileira. Um tema que vem preocupando o MPF é a demora para a regularização das terras quilombolas no país. Embora a titulação dessas terras seja um direito garantido pela Constituição de 1988 (art. 68 dos Ato das Disposições Constitucionais Transitórias), até hoje, pouco se avançou.  Continue lendo “DF – MPF realiza audiência pública sobre regularização de terras quilombolas dia 20/11, a partir das 14 horas”

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“Há uma cultura de aceitação do trabalho infantil”

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Em entrevista à Repórter Brasil, a procuradora Sueli Bessa fala sobre a realidade do trabalho de crianças e adolescentes no estado do Rio de Janeiro e cobra políticas públicas que ataquem o problema  

Por Maurício Thuswohl, para a Repórter Brasil
da série especial Promenino*

Rio de Janeiro – Na Pesquisa Nacional de Amostragem por Domicílios (PNAD) realizada em 2012, o Rio de Janeiro aparece apenas no 26º lugar do ranking dos estados com maior incidência de trabalho infantil ilegal no Brasil. O bom desempenho fluminense dentro do contexto nacional, no entanto, não ilude os órgãos do poder público que atuam no setor, pois a realidade muitas vezes surge camuflada nas pesquisas, uma vez que estas não têm como levar em conta, por exemplo, o trabalho doméstico ao qual são submetidos crianças e adolescentes ou mesmo algumas das piores formas de trabalho infantil, como a prostituição ou o tráfico de drogas. Continue lendo ““Há uma cultura de aceitação do trabalho infantil””

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CNBB: Nota sobre conflito no sul da Bahia

sul da bahiaO Senhor de todos não recuará diante de ninguém
nem se deixará impressionar pela grandeza,
porque o pequeno e o grande foi ele que os fez,
e a sua providência é a mesma para com todos …”
(Sabedoria 6,7)

Por  CNBB Regional Nordeste 3, no CIMI

Nós, Bispos católicos do Regional Nordeste 3 da CNBB – Sergipe e Bahia -, reunidos em assembleia com agentes de pastoral e forças vivas do nosso Regional, manifestamos nossa grande preocupação pelo conflito que está ocorrendo no sul da Bahia e se agravou nesses últimos dois meses. É alarmante a violência em Buerarema, São José da Vitória, Una e Ilhéus, o que fez ser deslocada a Força Nacional para esta região. Constatamos que:

a) O Estado brasileiro não vem cumprindo a Constituição Federal, que determina que a União deveria ter concluído a demarcação das terras indígenas no prazo de cinco anos a partir de 1988. Ao não cumprir suas atribuições legais, o Estado brasileiro vem contribuindo para o agravamento das tensões na região, devendo ser responsabilizado pelas violações aos direitos humanos em curso. Continue lendo “CNBB: Nota sobre conflito no sul da Bahia”

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Mujeres Indígenas suscriben declaración luego de II Cumbre Continental

VCumbre mujeresServindi, 15 de noviembre, 2013.- Luego de sesionar el 11 y 12 de noviembre las màs de mil mujeres indígenas que concurrieron a II Cumbre Continental de Mujeres del Abya Yala suscribieron una declaración con sus principales acuerdos, compromisos y exigencias.

Declaración de la II Cumbre Continental de Mujeres del Abya Yala

Nuestro sueño es la realización del buen vivir en las prácticas cotidinas de nuestros pueblos. Que las mujeres y familias vivamos en armonía y en equilibrio, libres, en territorios seguros y con autonomía.

Nos encontramos en la II Cumbre Continental de Mujeres del Abya Yala, los días 11 y 12 de noviembre, en el Territorio de Diálogo Convivencia y Paz del Resguardo de La María – Piendamó, Cauca Colombia, más de mil mujeres, provenientes de Ecuador, Bolivia, Perú, Guatemala, México, Chile, Venezuela, Panamá y Colombia y acompañadas de personas fraternas de otros pueblos, que luego de recorrer cientos y miles de kilómetros, nos encontramos para avanzar en el sueño de tejer experiencias y pensamientos, desde la diversidad que somos como mujeres, mayoras, jóvenes y niñas para la vida buena de todos nuestros pueblos. Continue lendo “Mujeres Indígenas suscriben declaración luego de II Cumbre Continental”

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