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Enviada para Combate Racismo Ambiental por Rodrigo de Medeiros Silva.

Essa é uma história de horror. Uma estranha mistura de envolvimento de um médico candidato a psicanalista com a tortura, e mais a conivência, cumplicidade e covardia de entidades psicanalíticas
Amilcar Lobo, em novembro de 1968, inscreve-se como candidato à formação analítica na Sociedade Psicanalítica do Rio de Janeiro (SPRJ), uma das entidades ligadas à International Psychoanalitical Association (IPA). Queria ser psicanalista. No final de 1969, forma-se em Medicina, presta serviço militar no Exército e, no início de 1970, passa a servir no DOI-CODI do Rio de Janeiro. Isso mesmo: servir ao aparato da repressão, ser um dos executores do terror.
E continua sua formação psicanalítica. Até 1974, por longos quatro anos, “dá assistência” aos presos políticos antes, durante e depois das sessões de torturas. Atende pelo nome de Dr. Carneiro – será que há alguma explicação psicanalítica para o codinome? Talvez Freud explicasse. O lobo e o cordeiro, desculpem, carneiro.
Antes, faz “prevenção”: indaga sobre alguma doença, pergunta do coração, se há algum problema cardíaco, ausculta, tenta descobrir quais os limites do preso, qual o seu provável grau de resistência, quem sabe tente fazer um perfil psicológico – afinal, está fazendo formação para analista. Domina alguma coisa da alma humana, ou pretende dominar. Um laboratório, estranho laboratório para a formação de uma analista.
Durante, testa até que ponto a vítima pode aguentar o suplício. Acompanha os choques, o pau-de-arara, a pancadaria, a selvageria. Olha com atenção o estado do preso: é assistente da tortura, em duplo sentido. Está fazendo sua formação para analista naquele laboratório do terror. Continue lendo “O Lobo, o Carneiro e a psicanálise – [e a História da ditadura e de seus vassalos]”
“Fiquei com muita raiva. Deu vontade de bater na mulher”, disse a funcionária
Por Matheus Teixeira, no Correio Braziliense
Na última semana, o Brasil abraçou a causa do jogador Paulo César Tinga, vítima de preconceito racial durante uma partida de futebol no Peru. Na saída de campo, ele afirmou que trocava todas as conquistas da carreira por um mundo mais igual. Poucos dias depois, Brasília foi palco de um caso semelhante. O endereço muda, mas o sentimento não: “Eu só conseguia chorar. Dá uma sensação de impotência pensar que ainda há quem julgue seu caráter pela cor da pele”, relata a cobradora de ônibus da Viação Pioneira Claudinei Gomes, 33 anos, que foi xingada enquanto trabalhava, na última sexta-feira, na Linha 255, que faz o trajeto Santa Maria/M Norte.
Continue lendo “DF – Cobradora é vítima de racismo depois de pane em ônibus da Viação Pioneira”

“En el tribunal de Angol, Raúl Castro Antipán reconoció que realizó atentados incendiarios y otros hechos que el tribunal calificó como terroristas… ¡siendo agente de la Sipolcar de Carabineros de Chile!”
Por Oriana Miranda, em Servindi
La cuestionada ley antiterrorista permite que, bajo la declaración de testigos protegidos como Raúl Castro Antipán, infiltrado por Carabineros en las comunidades de La Araucanía, líderes mapuche puedan ser inculpados de delitos sin saber por qué. Así les sucedió a dos jóvenes que fueron finalmente absueltos por tribunales, por lo que su defensa anunció la presentación de una querella contra el Estado.
Fue la denuncia del sacerdote jesuita Luis García Huidobro la que encendió la alarma sobre una situación que, paradojalmente, no sorprende a ninguno de los involucrados en la defensa de mapuches inculpados por atentados incendiarios bajo la ley antiterrorista: viene a confirmar lo que han constatado en terreno desde hace años. Continue lendo “Quién es y cómo actuó Raúl Castro Antipán, el “terrorista mapuche” infiltrado por Carabineros”

Por Liana Aguiar, de Barcelona para a BBC Brasil
Uma ação coletiva inusitada surpreendeu os cartórios da Espanha. Mais de 200 mulheres entraram com um pedido de registro de propriedade sobre o próprio corpo. A iniciativa foi um protesto à reforma de lei que restringiria o direito ao aborto no país.
A reforma foi proposta pelo governo conservador do premiê Mariano Rajoy. Nesta terça-feira, a oposição apresentou um pedido ao Parlamento para retirar o projeto da pauta, mas acabou derrotada em uma votação secreta. O debate, portanto, continuará. Continue lendo “Espanholas registram corpo em cartório contra reforma da lei do aborto”

Após dois anos de investigação, procuradores da República obtêm uma confissão sobre a ação dos responsáveis pelo atentado de 1981, incluindo três generais reformados; objetivo é reabrir caso
Chico Otávio e Juliana Castro, em O Globo
A mais completa investigação sobre o atentado que mudou a História recente do país pode levar cinco militares, três deles generais, e um delegado ao banco dos réus. Após quase dois anos de trabalho, os procuradores da República do grupo Justiça de Transição, que apura os crimes políticos do regime militar, denunciaram seis envolvidos na explosão de uma bomba no estacionamento do Riocentro, na noite de 30 de abril de 1981, quando um show em homenagem ao Dia do Trabalho reuniu no local cerca de 20 mil pessoas, a maioria jovens.
O atentado não apenas provocou a morte instantânea do sargento Guilherme Pereira do Rosário, do Destacamento de Operações de Informações do 1º Exército (DOI-1), que carregava a bomba, como abortou a tentativa que os bolsões radicais faziam para deter o processo de abertura política durante o governo do presidente João Figueiredo (1979-1985). Continue lendo “Com novas provas, MPF denuncia seis pessoas no caso Riocentro”
Nota: A matéria se refere à denúncia contida em Aty Guasu: Governo federal através da Sesai está promovendo genocídio/extermínio no MS. (TP).

Por Tereza Amaral, com Flávio Bittencourt e Gian Longato*, em Amazônia Legal
Relatório Final da Comissão Externa (Câmara Federal) destinada a averiguar, ‘in loco’, a morte de crianças indígenas por desnutrição no Mato Grosso do Sul e Mato Grosso revelou a imagem que nenhum brasileiro ‘ainda humano’ gostaria de ver: uma criança ‘Biafriana’ no Centro de Recuperação Nutricional da Reserva Indígena de Dourados, o “Centrinho”.

Por Ricardo Rodrigues, no Hoje em Dia
Doze imóveis rurais irregularmente ocupados e matriculados em nome da empresa Amapá Florestal e Celulose (Amcel) devem ser devolvidos ao Incra. As terras, utilizadas na plantação de eucalipto, estão localizadas em Macapá e Porto Grande. A sentença da Justiça Federal é resultado de ação proposta pelo Ministério Público Federal no Amapá (MPF/AP) em 2005.
A decisão judicial também condenou Aroldo Marques Rodrigues, servidor do Incra, e Alexandre Martins Cunha, funcionário da Amcel e mentor do esquema de fraudes e falsificações. Eles tiveram os direitos políticos suspensos por cinco anos e estão proibidos de contratar com o Poder Público. Também estão impedidos de receber benefícios fiscais.
Esquema – O esquema consistia em transferir títulos de terras da União para a Amcel. No entanto, segundo a legislação brasileira, somente por meio de concorrência pública é que terras da União podem ser repassadas diretamente para pessoas jurídicas.
Na tentativa de “regularizar” os imóveis rurais ocupados pela empresa, eles montaram um esquema para fazer parecer que os lotes já haviam sido previamente titulados em nome de particulares. Esses particulares, então, vendiam os lotes para a Amcel. Dessa forma, as terras da empresa estariam “regularizadas”. Continue lendo “Após ação do MPF/AP, empresa de monocultivo de eucalipto (Amcel) é obrigada a devolver ao Incra 12 lotes de terra”
Em manifestação à 1ª Vara Cível e de Fazenda Pública de Macapá, o Ministério Público Federal no Amapá (MPF/AP) pede a revogação de liminar de reintegração de posse expedida pelo Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP). Mandado foi cumprido, com apoio da polícia, em área ocupada por remanescentes de quilombo em dezembro do ano passado.
O MPF/AP quer também que a Justiça estadual extinga o processo por inadequação da via eleita, já que conflitos fundiários envolvendo territórios tradicionalmente ocupados por comunidades quilombolas devem ser resolvidos em termos de indenização, e não de reintegração. Caso não acolhido esse pedido, pede o MPF/AP o reconhecimento de incompetência da Justiça estadual para julgar o caso, com consequente remessa dos autos à Justiça Federal. Pois, como a demanda envolve comunidade tradicional, cabe à União Federal, por meio de órgãos específicos, a preservação da identidade cultural e territorial desses povos. Continue lendo “MPF/AP quer revogação de liminar que tirou quilombolas de área rural em Macapá”