A comunidade Guarani Kaiowá do tekoha – lugar onde se é – Pyelito Kue/Mbarakay, em Iguatemi (MS), está desde a manhã deste sábado, 1 de março, sob ataque de pistoleiros. A denúncia é de Líder Solano Lopes, liderança do tekoha: “Homens passam de moto na frente da porteira e atiram na direção da aldeia. Começaram cedo e agora que escureceu ficou mais forte”.
Líder pede proteção às autoridades, pois não é a primeira vez que o grupo é atacado. No tekoha, retomado no último dia 12 de fevereiro, vivem cerca de 250 Guarani Kaiowá. Incidente sobre Pyelito Kue/Mbarakay, a área onde estão os indígenas é parte da fazenda Cambará, com cerca de 1.200 hectares. Continue lendo “Liderança Guarani Kaiowá denuncia ataque de pistoleiros ao tekoha Pyelito Kue”
Secretarias estadual e municipal de Educação, universidades e centros técnicos de educação no estado, em resposta a recomendação expedida pelo Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM), informaram sobre medidas e planos de ação que deverão ser desenvolvidos para garantir o acesso de alunos indígenas dos municípios de Humaitá, Manicoré e Apuí às atividades acadêmicas.
Dentre os órgãos que receberam a recomendação estão a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), a Secretaria Municipal de Educação (Semed), o Instituto Federal do Amazonas (Ifam), o Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA).
A reitoria da UEA informou que os alunos indígenas que não puderem comparecer às atividades acadêmicas ou que justificaram as ausências não terão faltas contabilizadas. No ofício de resposta encaminhada ao MPF/AM, o reitor da UEA, Cleinaldo de Almeida Costa, informou que somente no município de Humaitá há dez alunos indígenas, sendo sete da etnia Tenharim e um da etnia Paritintin, e que eles não estão frequentando as aulas temendo novos atos de violência nas terras da aldeia Tenharim Marmelo. Continue lendo “Órgãos de educação garantem ao MPF/AM que alunos indígenas do sul do Amazonas não serão prejudicados”
Na última quarta-feira, um passeio pelo Plaza Shopping, em Niterói, terminou de maneira frustrada para a vendedora Thayná Trindade, de 25 anos. A jovem conta que passava em frente à loja Ponto Frio, no 1º piso do centro comercial, quando um dos funcionários começou a fazer comentários preconceituosos sobre seu cabelo.
De acordo com Thayná, o homem, que se identificou apenas como Tito, apontou para ela e disse “tinha que ser! patrocínio da Assolan!”, referindo-se ao seu cabelo estilo black power. Ele teria ainda feito um gesto, passando o dedo sobre as costas das mãos, em menção a cor de pele de Thayná.
Depois dos comentários, a jovem conta que outros funcionários riram da situação. Ela procurou a gerência da loja, mas sem sucesso. Uma testemunha foi com ela até a Delegacia de Atendimento à Mulher de Niterói, onde o caso foi registrado como “injúria por preconceito”. O caso também foi encaminhado para Coordenadoria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da cidade. Continue lendo “RJ – Jovem acusa funcionário do Ponto Frio de racismo”
Surgiu mais uma Ocupação em Belo Horizonte, no Barreiro, próximo à Ocupação Eliana Silva do MLB, mas a Polícia e a guarda municipal já estão no local insistindo em despejar mais de 200 famílias.
Há cerca de uma semana mais de 200 famílias sem-terra e sem-casa acamparam em um terreno abandonado há mais de 50 anos, próximo à Ocupação Eliana Silva, no Barreiro, em Belo Horizonte, MG. Várias viaturas da PM de MG, ROTAM e Guardas Municipais de Prefeitura de Belo Horizonte estão agora (01/03/2014, às 10:20h) no local insistindo em despejar o povo. Continue lendo “Nota da Comissão Pastoral da Terra e do MLB à Imprensa e à sociedade”
Um grupo com centenas de garis que fazia caminhada em direção ao Sambódromo acaba de entrar em confronto com a Tropa de Choque da Política Militar na Avenida Presidente Vargas, a poucos metros da sede da prefeitura. O conflito começou depois que a passeata foi barrada pelos policiais. Logo depois de uma breve negociação, quando a caminhada foi reiniciada, os policiais passaram a usar bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes.
Os garis ameaçam entrar em greve por melhores condições de trabalho, reajuste salarial, vale-refeição e pagamento de horas extras. Todos os policiais que participam da operação estão sem identificação e o major Brum, responsável pela ação, não justificou a medida.
A manifestação partiu da sede do Sindicato de Empregados de Empresas de Asseio e Conservação do Município do Rio de Janeiro, que chegou a decretar uma greve de um dia na noite de ontem (28). Hoje, estava prevista uma nova assembleia ao meio-dia para discutir uma possível contraproposta da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb), mas os dirigentes não compareceram. Continue lendo “Garis entram em confronto com Polícia Militar durante manifestação no Rio”
O rio Madeira é o afluente do Amazonas, o maior rio do planeta com maior volume de água (e de sedimento). Sua vazão passou de 51 milhões de litros de água por segundo. É a maior já registrada em 100 anos no posto de Porto Velho, a capital de Rondônia. Com 500 mil habitantes, a cidade é o local mais atingido pela elevação do rio, que está 18 metros acima do seu nível normal. Mais de duas mil famílias já tiveram que abandonar suas casas.
Os danos, já avaliados em R$ 360 milhões, têm a dimensão dessa vasta bacia. Como consequência, o Estado do Acre, a oeste, ficou isolado por terra do restante do Brasil. Se o Madeira continua a ter o incremento das últimas semanas, o estado de alerta, que atingiu o nível 2, poderá chegar à etapa seguinte e final, o nível 3. Será uma tragédia.
A esperança é de que o rio possa ter um refluxo. Parou de chover em parte das suas cabeceiras. Logo, essa estiagem (que pode ser interrompida) deverá influir sobre o curso do rio, diminuindo o seu volume. Mas os estragos deverão continuar. A estação das chuvas se estende até abril. Continue lendo “Tsunami na Amazônia”
O caso alarmante da comunidade de Piquiá de Baixo, no Brasil, volta a despertar a atenção do mundo. Piquiá de Baixo é um bairro industrial do município de Açailândia, no estado pré-amazônico do Maranhão, onde há mais de duas décadas famílias inteiras sobrevivem em meio a cinco indústrias de ferro-gusa e às operações da gigante da extração de minério de ferro: a companhia Vale S.A.
A comunidade, de cerca 350 famílias, busca há vários anos o reassentamento numa área livre de poluição. O caso de Piquiá de Baixo despertou a atenção de organizações de defesa dos direitos humanos em outros estados do Brasil e de outros países. Já foi objeto de estudo da Federação Internacional dos Direitos Humanos em parceria com as organizações Justiça Global e Rede Justiça nos Trilhos, que resultou em um relatório publicado em maio de 2011 denunciando os impactos sofridos pela comunidade.
Uma campanha realizada pela Aliança Internacional de Habitantes ganhou o apoio de pessoas de mais de 60 países diferentes. A comunidade de Piquiá de Baixo está construindo alianças e intercâmbios com outras comunidades vítimas da poluição provocada pelo ciclo de mineração e siderurgia: Santa Cruz-RJ no Brasil, Taranto na Itália e El Hatillo na Colômbia. A solidariedade internacional é muito importante para a luta comunitária e para a afirmação do direito à moradia e a uma vida digna. Continue lendo “Piquiá de Baixo: Comunidade impactada pela mineração cria site para visibilizar a sua luta”
Contaminación por hidrocarburos en la cuenca del Pastaza
Servindi – El Tercer Congreso Interétnico de Pueblos Amazónicos convocado por la Federación de la Nacionalidad Achuar (FENAP) reafirmó el compromiso de luchar por la defensa de su territorio libre de contaminación.
El magno evento se llevó a cabo del 15 al 20 de febrero en la comunidad de Washinsta, provincia de Andoas, región Loreto.
Agricultores alertam que falta d’água pode se agravar no inverno, época tradicionalmente sem chuvas (Arquivo RBA)
Prejuízo pode chegar a 30% da produção de grãos por conta da falta de chuvas e do rebaixamento do nível dos lençóis freáticos; inverno será momento de maior dificuldade, dizem entidades.
“Você liga a bomba de irrigação, ela gira 10 ou 15 minutos e já começa a puxar lodo. Perdemos quase metade da produção, mas não vamos receber seguro: o banco só paga se você perder 100% da safra. Se salvar um pouquinho, eles dizem que dá para pagar as parcelas do financiamento, que começam a cair em junho”. O relato do produtor agrícola Gabriel Miguel, de Tuiuti, município a 59 quilômetros de Campinas, no interior paulista, se repete em praticamente todas as fazendas de agricultura familiar na região, que produzem hortaliças, grãos, carne e derivados de leite destinados à merenda escolar de escolas públicas e ao prato dos paulistas. Segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário, a agricultura familiar é responsável por cerca de 70% do alimento consumido no Brasil.
Com chuvas que somam apenas 64,4 mm em fevereiro, ante uma média histórica de 202,6 mm de chuvas para o mês, São Paulo sofre com a seca de nascentes, o rebaixamento do nível da água nos lençóis freáticos e uma situação calamitosa nos reservatórios de água. Na última quinta-feira (27), os reservatórios do Sistema Cantareira registraram novo recorde negativo: contam com apenas 16,6% de sua capacidade total, e segue em tendência de queda de 0,2 ponto percentual por dia; em 142 municípios do estado, já há racionamento. Continue lendo “Grandes ‘disputam’ apoio contra seca e ampliam problemas da agricultura familiar”
Nessa semana o Jornal da Band está apresentando uma série de reportagens claramente encomendada pelo latifúndio em rede nacional. A matéria em questão apresentou o conflito entre os latifundiários e os índios Tupinambás, que estão lutando pela demarcação de suas terras. São seis minutos de reportagem acusando os indígenas de vários crimes e pela violência na região.
A reportagem apresentada pelo âncora do Jornal da Band, Boris Casoy, conhecido por comentários racistas e contra os trabalhadores, como no caso em que humilhou dois garis na TV, mostra o início de uma campanha nacional contra os índios e as demarcações de terra.