SC – Prefeitura aproveita Carnaval, convoca batalhão de choque e, sem qualquer ordem judicial, demole casa na Ocupação Palmares

Por Daniela Felix

As filmagens da demolição da casa de uma família numa ação totalmente ilegal  e desumana pela Fundação Municipal do Meio Ambiente (FLORAM), na presença de dois fiscais que – pasmem! – não tinham qualquer ordem de demolição formal!, e que contou com um efetivo enorme do Grupo Tático e do Choque, do 4º Batalhão da Policia Militar de Santa Catarina, comandado pelo coronel Araújo Gomes.

Além de não terem uma ordem demolitória formal para apresentar aos moradores (ordem essa que compete ao Judiciário e não ao Executivo), sequer foi dado tempo para que os proprietários retirassem seus pertences, que, aliás, também foram apreendidos ilegalmente pela FLORAM, sob o argumento de que a ordem era levar tudo. Continue lendo “SC – Prefeitura aproveita Carnaval, convoca batalhão de choque e, sem qualquer ordem judicial, demole casa na Ocupação Palmares”

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Líder cigano relata situação de isolamento e discriminação

Amazônia Brasileira entrevista ciganos Calóns durante a 3ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Conapir) - Nov 2013. Patrícia Fontoura - Rádios EBC
Amazônia Brasileira entrevista ciganos Calóns durante a 3ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Conapir), em Nov, 2013.  Foto: Patrícia Fontoura – Rádios EBC

Ciganos buscam reconhecimento de cidadania e pedem direitos básicos como acesso a documentos pessoais, à saúde e educação

Entrevista de Beth Begonha, em Amazônia Brasileira

Numa entrevista emocionante, o presidente da Associação dos Ciganos Calon de Brasília e Entorno (ACC-DF), Elias Alves da Costa, conta a história dos ciganos no Brasil e explica as diferenças étnicas presentes no chamado povo cigano, que, segundo ele, vive 500 anos de isolamento e discriminação. Elias Alves da Costa revela que, ao contrário do que a maioria pensa, os ciganos não são nômades, apenas adotaram este comportamento por não terem condições de comprar sua própria terra e serem recorrentemente expulsos dos lugares onde acampam. O líder relata a luta do Povo Calon pelos direitos fundamentais que são de todos os brasileiros, como a posse de documentos, o acesso à saúde e à educação. Elias destaca que ciganos de todo o Brasil pedem que o governo federal conceda a eles, ainda que em regime de usufruto, terras onde possam assentar raízes e exercer seus direitos como cidadãos brasileiros. Confira a entrevista AQUI!

O programa Amazônia Brasileira vai ao ar de segunda a sexta-feira, a partir das 8h na Rádio Nacional da Amazônia, em rede com a Rádio Nacional do Alto Solimões, onde é transmitido ao vivo às 05h. A apresentação é de Beth Begonha. Você também pode ouvir aqui no Site das Rádios EBC.

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Viúvos e alienados da ditadura convocam uma nova “Marcha da Família”

Marcha da FamíliaO título original de Altamiro Borges, “Sheherazade convoca ‘Marcha da Família'”, provocou uma onda de desmentidos nas redes sociais por parte da apresentadora, que parece ter pensado ser a parte importante da notícia. Lamentavelmente, a questão é muito pior, pois envolve viúvas e viúvos da ditadura, defendendo uma volta no tempo. Se ela participaria ou não da tal marchinha não tem a menor importância. A notícia é o resto, em todos os sentidos. (Tania Pacheco)

Por Altamiro Borges, em seu blog

Saiu neste sábado (1) na coluna de fofocas de Felipe Patury, da revista Época: “No próximo dia 22, em São Paulo, sai da Praça da República rumo à Catedral da Sé a segunda edição da Marcha da Família com Deus pela Liberdade. A original fez, em 1964, percurso semelhante dias antes de o ex-presidente João Goulart ser derrubado. Há 50 anos, a organização coube a então primeira-dama do estado, Leonor de Barros, e a mulheres de empresários. A atual foi convocada pelas redes sociais, recebeu apoio de lideranças evangélicas e, pelo Facebook, da apresentadora Rachel Sheherazade, do SBT. O grupo diz contar com a simpatia do filósofo Olavo de Carvalho e até de Denise Abreu, a petista que mandou na aviação civil no governo Lula e ficou famosa por sua predileção por charutos”.

De imediato, dei risada! Pensei que era piada carnavalesca. Mas não é. A patética marcha, que relembra a ação dos golpistas em 1964, está marcada para 22 de março e a âncora do SBT, que explora uma concessão pública de tevê, realmente está metida na sua convocação. Continue lendo “Viúvos e alienados da ditadura convocam uma nova “Marcha da Família””

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17 de abril – Día internacional de las luchas campesinas en defensa de las semillas campesinas

Lucha Campesina - 17 de abril(Harare, 4 de Marzo de 2014) – Las campesinas y los campesinos articulados en la La Vía Campesina convocamos este 17 de Abril, al día de acción y movilización global en defensa de las luchas campesinas con un énfasis en las semillas campesinas.

Las semillas tienen un lugar fundamental en la lucha por la soberanía alimentaria. De ellas depende, a cada ciclo de siembra, el alimento de los pueblos, cómo se cultiva y quién lo cultiva. Las semillas también transmiten la visión, los saberes, las prácticas y la cultura de las comunidades campesinas.

Desde hace 100 años nuestras semillas han sido agredidas por capitales quienes buscan privatizlarlas y estandarizarlas a favor de una agricultura industrial. En los últimos años se ha intensificado este despojo a través de nuevas ‘Leyes Monsanto’ que criminalizan a los campesinos por utilizar sus propias semillas a favor de semillas registradas o patentadas de la industria y través de los transgénicos.

Sin embargo, en África, Asia, Europa y las Américas, cada año crece y se fortalece la capacidad de movilización y lucha de los pueblos organizados en contra de la agroindustria que genera explotación y muerte, que acapara la tierra, envenena los alimentos y expulsa a los y las campesinos, y pueblos indígenas de sus territorios. En Colombia hubo un paro nacional cuando el gobierno aprobó una ley que permitió destruir semillas campesinas por no estar registradas y en México una huelga de hambre frente al intento de permitir la siembra de maíz transgénico. En toda África las comunidades campesinas luchan en contra de una nueva ‘revolución verde’ que quiere imponer transgénicos y semillas industriales. En todos los continentes luchamos por nuestras semillas que nos permiten una agricultura sana, rica en diversidad y que nos permite verdaderamente enfrentar al cambio climático. Continue lendo “17 de abril – Día internacional de las luchas campesinas en defensa de las semillas campesinas”

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Histórias na gaveta: Maior parte das pesquisas de Emil Snethlage, realizadas com indígenas em Rondônia nos anos 1930, permanece inédita

Snethlage na reserva técnica do Museu Etnográfico de Berlim, nos anos 1930. Acervo da família
Snethlage na reserva técnica do Museu Etnográfico de Berlim, nos anos 1930. Acervo da família

Neldson Marcolin, em Pesquisa Fapesp

A Alemanha guarda desde os anos 1930 registros únicos de indígenas do alto rio Madeira e do vale do rio Guaporé, em Rondônia. São informações sobre costumes, localização, anotações de palavras e frases de línguas de etnias em via de desaparecer, além de fotografias, um filme mudo de danças e rituais, músicas gravadas em cilindros de cera, 2.400 objetos e depoimentos de nativos, que auxiliariam os descendentes dos habitantes daquela região a resgatar um período de sua própria história. Parte desse acervo está disponível para consulta no Museu Etnográfico de Berlim e no Arquivo Fonográfico de Berlim. Outra parte, igualmente importante, permanece inédita com Rotger Snethlage, filho do etnólogo Emil-Heinrich Snethlage, pesquisador alemão que realizou um extenso trabalho de coleta e observação durante duas longas visitas ao país.

Emil Snethlage (1897-1939) era sobrinho de Emilia Snethlage (1868-1929), ornitóloga alemã contratada por Emílio Goeldi para o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), em Belém, no ano de 1905. Emilia é uma das principais cientistas da história do museu, que dirigiu em duas ocasiões. As histórias e cartas da tia inspiraram o filho de seu irmão a seguir carreira científica como pesquisador viajante. Aconselhado por ela, Emil estudou botânica e se doutorou em 1923 em Berlim. Continue lendo “Histórias na gaveta: Maior parte das pesquisas de Emil Snethlage, realizadas com indígenas em Rondônia nos anos 1930, permanece inédita”

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MS – Mortalidade indígena de 1 a 4 anos cresce. Em Amambai, todos os bebês mortos até 1 ano de idade, desde 2011, eram indígenas

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Foto: Ruy Sposati

Bruno Martins, em A Gazeta News

Dados repassados pelo Conselho Distrital de Saúde Indígena mostram que houve um aumento de 43% no número de mortes de crianças de 1 a 4 anos em todo o Mato Grosso do Sul entre os anos de 2011 e 2012.

Seguindo os vários movimentos indígenas ocorridos em Amambai reivindicando melhorias na saúde nas aldeias, o Jornal A Gazeta esteve fazendo um levantamento junto à secretária de saúde municipal para identificar os números mais atualizados de ocorrências envolvendo mortes de crianças indígenas.

Os dados adquiridos são alarmantes, entre os anos de 2012 e 2013 foram contabilizados 14 mortes de crianças até 1 ano de idade, 06 em 2012 e 08 em 2013. Segundo o secretário de saúde de Amambai, Pedro Humberto, “todos os registros de mortalidade infantil até 1 ano de idade em Amambai são de indígenas”, relatou o secretário de saúde.

Segundo dados do plano municipal, o índice de mortalidade infantil com idade até 1 ano de idade diminui significativamente de 2000 até 2010, caindo 14%, saindo de 22,7 por cada mil nascidos vivos para 19,4 para cada mim nascidos vivos, levando-se em conta que em Amambai a média de nascimentos anuais gira em torno de 850 pessoas, esses números sofrem outra diminuição. Continue lendo “MS – Mortalidade indígena de 1 a 4 anos cresce. Em Amambai, todos os bebês mortos até 1 ano de idade, desde 2011, eram indígenas”

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Luiz Gama por Luiz Gama: carta a Lúcio de Mendonça(i), por Lígia Fonseca Ferreira*

luiz gamaResumo: A carta de Luiz Gama a Lúcio de Mendonça, datada de 25 de julho de 1880, traz a história de vida do único ex-escravo brasileiro que se destacaria como homem de letras e líder dos movimentos abolicionista e republicano. Neste trabalho, pretendemos mostrar como esta carta, em geral considerada de forma isolada, se inscreve numa rede intertextual que modifica e multiplica seus níveis de leitura. Sua originalidade reside tanto no valor do depoimento como nos seus fenômenos enunciativos. Evocamos também a história inédita de um documento que só vem a lume nos anos 1930, cercada de uma polêmica que amplia hoje as possibilidades interpretativas. Por fim, analisar as fronteiras entre os gêneros epistolar e autobiográfico permite-nos questionar em que medida se trata realmente de uma “Autobiografia”, tal como esta carta vem sendo apresentada há mais de sessenta anos.

“Nul ne peut écrire la vie d’un homme que lui-même”
Jean-Jacques Rousseau

No largo do Arouche, em São Paulo, ergue-se, praticamente invisível aos apressados transeuntes, o busto imponente do poeta, jornalista e advogado Luiz Gama (Bahia, 1830 – São Paulo, 1882). Trata-se de um dos raros intelectuais negros brasileiros do século XIX, o único autodidata e também o único a ter sofrido a escravidão, antes de integrar a República das Letras, universo reservado aos brancos. Nascido num Brasil havia pouco independente, era filho, segundo ele, de uma africana e de um pai de origem portuguesa que o venderia, ainda criança, como escravo. Foi nesta condição que chegou à capital paulista, onde viveu por quarenta e dois anos, notabilizando-se como um de seus mais ilustres “cidadãos”. Nesta cidade, Gama lançou a primeira edição de seu único livro – Primeiras Trovas Burlescas de Getulino (1859) -, uma coletânea de poemas satíricos e líricos até bem pouco rara(2). Pela primeira vez, na literatura brasileira, um negro ousara denunciar os paradoxos políticos, éticos e morais da sociedade imperial. Após desfrutar do êxito proporcionado por uma obra que ainda hoje se destaca dentro da produção romântica, Gama se dedicaria a trabalhar em prol de seus sonhos – um “Brasil americano, sem reis e sem escravos”(3) – através do jornalismo, da tribuna e dos tribunais. Seu nome se prende igualmente à história da imprensa paulistana como fundador e/ou colaborador de periódicos como Diabo Coxo, Cabrião, O Polichinelo, Correio Paulistano, etc. Jamais freqüentou escolas, pois, como afirmara, “A inteligência repele os diplomas, como Deus repele a escravidão”(4). Luiz Gama converte-se no incansável e douto “advogado dos escravos”. O poeta então se eclipsa, cedendo lugar ao abolicionista e militante republicano. Continue lendo “Luiz Gama por Luiz Gama: carta a Lúcio de Mendonça(i), por Lígia Fonseca Ferreira*”

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Luiz Gama: “Histórias de verdade”

Luiz Gama glóriaPor Rubens Ricupero

Seis dos nove candidatos ao Oscar se basearam em histórias verdadeiras. Uma delas, a do músico sequestrado e escravizado por doze anos, me chamou a atenção pela semelhança com uma das raras histórias da escravidão brasileira que conhecemos pela pena do principal protagonista.

Trata-se da longa carta em que Luiz Gama conta sua vida. Resgatada do esquecimento em 1989 num artigo de Roberto Schwarz na revista do Cebrap, ela faz pensar, como observou o apresentador, na literatura brasileira que podia ter sido e não foi.

O documento começa desafiador: “Sou filho natural de uma negra, africana livre, da Costa Mina (Nagô de Nação) de nome Luiza Mahin, pagã, que sempre recusou o batismo e a doutrina cristã.” O pai “fidalgo” esbanjou a fortuna em jogatina, não hesitando em vender o próprio filho com 10 anos. Assim como o protagonista do filme, foi reduzido à escravidão criminosamente.

Trazido a São Paulo, onde viveria até sua morte aos 52 anos, em 1882, aprendeu a ler graças a um estudante de quem se tornou amigo. A leitura abriu-lhe o acesso à autoeducação, pela qual conseguiu as provas para a libertação, que deve a si mesmo como primeiro ato de sujeito de seu destino.

Na excelente tese que defendeu em Paris, Ligia Fonseca Ferreira resume a singularidade de Gama: “Ele foi dos raros intelectuais autodidatas do século 19 e o único a ter pessoalmente vivido a escravidão, experiência que lhe devia inspirar a missão de vida: libertar os escravos e fazer valer seus direitos.” Continue lendo “Luiz Gama: “Histórias de verdade””

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Com a palavra, a censura

censuradoPor Eustáquio José, em Um Brasil de Fato

É uma nota-desabafo que gostaria de compartilhar com vocês.

Muitos já devem ter sido vítimas da mesma ação e já devem, inclusive, ter passado por situações ainda piores que a que narrarei aqui (é evidente que passaram, pois alguém que seja jornalista, blogueiro, informador da população ou qualquer coisa afim diante de um poder autoritário já passou e passa por coisas bem mais gravosas), mas, sem mais delongas, vamos aos fatos.

A conta do twitter referente ao blogue que escrevo foi suspensa por quebra das regras de uso do sítio hospedeiro. Agora fico a me perguntar o que teria sido motivador de tamanha ação. A resposta é simples: pus algumas opiniões levando em conta vários lados da questão, respeitando o princípio de não me apropriar de informação que não fosse minha e nem divulgar aquilo que não me era permitido, e, além disso, de respeitar os vários lados de opinião sobre a mesma questão (princípio que tenho aprimorado em minha cabeça nos últimos meses). E, paralelo reproduzindo conteúdo do blogue pelo qual vos escrevo agora. A minha última postagem por aqui (antes dessa) foi justamente a seguinte: Não é só um, mas são mais de 40 mil Amarildos (disponível para a leitura). Na reportagem algo de conhecimento público, dados de conhecimento público e que devem ser mostrados ao povo de forma clara e objetiva.

Até agora são essas as peças no tabuleiro. Salvo alguma disposição desconhecida nos chamados “termos de uso” do citado sítio, eu apenas sou levado a crer que há um fantasma já presente na nossa mídia virtual e real de se calar e de se censurar àquilo que desagrade.  Continue lendo “Com a palavra, a censura”

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Ação policial e racismo institucional no Brasil, por Pedro Jaime*

Segundo a Folha, a corretora Karina Chiaretti será indenizada financeiramente. Mas quem indeniza a revolta, a dor, e emoção do desrespeito, inclusive com o agravante de tudo ter acontecido na frente da filha de oito anos?  TP. (Fofo: Fábio Braga, Folhapress)
Segundo a Folha, a corretora Karina Chiaretti será indenizada financeiramente. Mas como se indeniza a revolta, a dor, a emoção do desrespeito, inclusive com o agravante de tudo ter acontecido na frente da filha de oito anos? TP. (Foto: Fábio Braga, Folhapress)

Por Pedro Jaime, em Observatório da Imprensa

Quinta-feira, 27 de fevereiro. O site do jornal Folha de S.Paulo veicula uma matéria intitulada: “Aposentada é condenada a quatro anos de prisão por racismo“. O texto traz informações sobre o desfecho do julgamento de um caso de injúria racial num shopping da Avenida Paulista, em São Paulo. A aposentada Davina Castelli, de 72 anos, foi condenada a quatro anos de prisão em regime semiaberto. O motivo: as injúrias proferidas em 2012 a três negros que estavam no centro comercial. “Macaca, eu não gosto de negro; negro é imundo; a entrada de negros no shopping deveria ser proibida; odeio negros, negros são favelados”, teria dito Castelli segundo o jornal.

Além do encarceramento, ela deverá pagar 28.960 reais a cada um dos três indivíduos a quem agrediu verbalmente: a corretora Karina Chiaretti, a vendedora Suelen Meirelles e o supervisor predial Alex Marques da Silva. A reportagem apurou que a condenada é conhecida na região da Paulista e segundo frequentadores do local são recorrentes as ofensas que dispara contra negros e nordestinos. Continue lendo “Ação policial e racismo institucional no Brasil, por Pedro Jaime*”

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