Comunidade pesca no Centro de Porto Velho, e peixes morrem com água contaminada

RO - pescando na ruaRondôniaovivo

Uma cena minimamente inimaginável há dois meses ilustra o retrato da cheia do rio Madeira que assola diversas áreas urbanas, agrícolas e extrativistas de Porto Velho. Em plena avenida Campos Sales, localizada no Centro de Porto Velho, moradores pescam peixes de diversas espécies com varas e inclusive tarrafas.

Grande parte dessas pessoas vivem nas comunidades atingidas diretamente pelos impactos causados pela enchente que já é considerada a mais danosa em toda a historia da capital de Rondônia.

Acostumados a viverem em áreas insalubres e com a cultura tipicamente ribeirinha, o contato com a água da enchente que já é considerada pela Defesa Civil como contaminada, para eles não é problema, banhos em meio à avenida alagada e o consumo dos peixes capturados na beira de suas residências se tornaram rotina para a comunidade. Continue lendo “Comunidade pesca no Centro de Porto Velho, e peixes morrem com água contaminada”

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3 a 1 discute o racismo enraizado na sociedade brasileira

O programa desta semana debate esse problema histórico que resiste no País. Para debater as raízes do preconceito, a herança de 350 anos de escravidão no país, a situação do negro no Brasil hoje e a eficiência da legislação que condena práticas de racismo, o programa recebe três especialistas no assunto. Excepcionalmente, o 3 a 1 será apresentado pela jornalista Luciana Barreto, que conversa ao vivo com o desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e professor de Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Paulo Rangel; com a diretora do Instituto de Pesquisa e Estudos Afro-Brasileiros (Ipeafro) e viúva do grande defensor da causa anti-racista Abdias Nascimento, Elisa Larkin Nascimento; e com o cineasta e escritor Joel Zito Araújo, autor de diversas obras que abordam questões raciais.

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Brasilianas especial com Bernardo Kucinski: 50 anos do Golpe Militar

Brasilianas.org entrevista o jornalista e cientista político Bernardo Kucinski. Paulistano nascido em 1937, Kucinski graduou-se em física pela USP em 1968, mas partiu para o jornalismo durante a ditadura militar a convite de um amigo. Nesse período ajudou a produzir uma série de reportagens com o mapeamento da tortura no Brasil para a revista Veja. O trabalho o obrigou a se exilar na Inglaterra por alguns anos. Fora do país se aprofundou no jornalismo econômico. De volta ao Brasil, em meados dos anos 1970, ajudou a fundar os jornais alternativos “Movimento” e “Em tempo”.

Kucinski é um dos mais experientes e respeitados jornalistas do país. Ajudou a reformular o curso de jornalismo na USP e trabalhou como assessor da presidência durante o primeiro mandato do governo Lula. Ele traz ainda na bagagem um prêmio Jabuti de Literatura em 1997 com o seu trabalho “A síndrome da antena parabólica: ética no jornalismo brasileiro”. Nessa edição sobre os 50 aos do Golpe Militar, Bernardo Kucinski contará como foi fazer jornalismo no período de repressão.

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STF determina prisão do deputado federal Asdrúbal Bentes, que trocava votos por laqueaduras no Pará

Asdrubal BentesAndré Richter – Repórter da Agência Brasil
Edição: Nádia Franco

O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou hoje (20) a prisão do deputado Asdrúbal Bentes (PMDB-PA) pelo crime de esterilização cirúrgica irregular. Os ministros rejeitaram recurso protocolado pela defesa do parlamentar, que  vai cumprir três anos e um mês de prisão em regime aberto. O mandado de prisão deve ser expedido ainda nesta quinta-feira. O STF também decidiu informar a Câmara dos Deputados sobre a condenação para que a Casa abra processo de cassação do parlamentar.

Segundo o Ministério Público, o deputado usou a Fundação PMDB Mulher para recrutar eleitoras em troca de cirurgias de laqueadura tubária. Os fatos correram em 2004, quando o parlamentar era candidato a prefeito de Marabá. Segundo a denúncia, as mulheres eram encaminhadas a um hospital, onde eram submetidas a cirurgias, justificadas com documentos falsos.

De acordo com a Lei de Execução Penal, condenados ao regime aberto devem cumprir a pena em uma casa do albergado. No entanto, como não há este tipo de estabelecimento no sistema penal do Distrito Federal, se optar por cumprir a pena em Brasília, Bentes cumprirá prisão domiciliar, com restrições. O juiz poderá determinar horários para o condenado chegar em casa e proibí-lo de frequentar determinados locais.

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Encuentro Internacional de Semillas da Asociación de Trabajadores del Campo

sementesManagua, 20 de Marzo de 2014
La Asociación de Trabajadores del Campo, ATC- Vía Campesina llega a su XXXVI Aniversario, 36 años de lucha, de esperanza y de resistencia, de Contribuir al Mejoramiento del Nivel de vida de las trabajadoras y los trabajadores del campo en la defensa de sus derechos, intereses y oportunidades, a través de la afiliación y el acompañamiento y fortalecimiento organizacional de sus sindicatos, cooperativas, federaciones y confederaciones, con 50 mil hombres, mujeres y jóvenes capacitados política e ideológicamente, seguimos apostando a la concertación productiva agroindustrial, la salud laboral, certificación laboral y reconocimiento a los trabajadores y trabajadoras jóvenes, a una política de capacitación para el trabajador a la organización sindical por empresas, territorio y rama de producción y a la promoción de los convenios colectivos laborales.

Este año para celebrar cada uno de los logros de nuestra organización, nos hemos planteado la jornada del XXXVI Aniversario, con diferentes actividades, una de ellas, el Encuentro Internacional de Semillas Campesina este 22 de marzo en el parque central de Estelí, donde participarán productoras y productores de todos los departamentos del país ofertando todo tipo de producto, con el objetivo de crear conciencia al ciudadano nicaragüense sobre la importancia de cosechar y preservar la semilla criolla.

Las semillas son patrimonio de los pueblos al servicio de la humanidad. Ellas fueron creadas mediante el trabajo, la creatividad, la experimentación y el cuidado colectivo. A su vez, ellas son parte importante para la alimentación de la población. Son la base fundamental del sustento de la familia campesina. Si hoy podemos nutrirnos de la agricultura en el mundo entero, gozar de los sabores y formas de alimentación, sustentarnos y sustentar a la humanidad, es parte importante de la visión colectiva, de las formas ancestrales de convivir con la madre naturaleza. Esta es la apuesta de la Vía Campesina Internacional. Continue lendo “Encuentro Internacional de Semillas da Asociación de Trabajadores del Campo”

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La Vía Campesina: Declaración de Agadir

Declaração de AgadirAgadir, 15 de Marzo de 2014

Nosotros, Organizaciones sindicales y movimientos campesinos y sociales:

  • La Federación Nacional del Sector Agrícola FNSA/UMT/MARRUECOS
  • El Sindicato Nacional de Marineros Pescadores, de bajura y altura SNMPCM/MARRUECOS
  • La Confederación Campesina Francesa
  • La Unión de los Comités de Trabajo Agrícola Palestinos (UAWC)
  • El Consejo Nacional Senegalés de Concertación y Cooperación Rural (CNCR)
  • ATTAC/CADTM Marruecos
  • La Asociación Millón de Mujeres Rurales y la Asociación Lucha por las Tierras Tunecinas

Reunidos en el marco del Movimiento Campesino Internacional VIA CAMPESINA en Agadir los días 13,14 y 15 de marzo bajo el lema:“¡Por la tierra y la soberanía de nuestros pueblos! ¡En la solidaridad y en la lucha!”

Después de haber discutido sobre el contexto local, regional e internacional, marcado por: Continue lendo “La Vía Campesina: Declaración de Agadir”

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Joaquim Barbosa processa Noblat por crime racial

Barbosa e Noblat

Presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, acusou o jornalista Ricardo Noblat por crimes de injúria, difamação e preconceito racial, em representação enviada ao MPF. segundo o ministro, Noblat atacou sua honra e praticou o crime de racismo num texto publicado em seu blog e no jornal “O Globo” em agosto do ano passado; o MPF concordou com Barbosa e enviou à Justiça Federal do Rio de Janeiro, na quarta-feira (19), uma denúncia criminal contra o jornalista

247 – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, acusou o jornalista Ricardo Noblat por crimes de injúria, difamação e preconceito racial, em representação enviada ao Ministério Público Federal. Segundo o ministro, Noblat atacou sua honra e praticou o crime de racismo num texto publicado em seu blog e no jornal “O Globo” em agosto do ano passado. O MPF concordou com Barbosa e enviou à Justiça Federal do Rio de Janeiro, na quarta-feira (19), uma denúncia criminal contra o jornalista. No processo, o MPF pede que Noblat seja condenado por crimes contra a honra do ministro e pelo delito racial. Somadas, as penas podem chegar a 10 anos e 4 meses de prisão.

O texto de Noblat foi publicado em 19 de agosto, quatro dias depois de Barbosa protagonizar um bate-boca com o ministro Ricardo Lewandowski, durante o julgamento de recursos do processo do mensalão. Na ocasião, Barbosa acusou Lewandowski de estar fazendo chicanas no mensalão –o que, no jargão jurídico, significa uma manobra para atrapalhar o andamento de processos. Continue lendo “Joaquim Barbosa processa Noblat por crime racial”

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Sob as sombras do Piquizeirão, Geraizeiros do Alto Rio Pardo mandam recado a Sete Lagoas, Belo Horizonte e Brasília

Piquizerão

As frutas servirão de alimento, as folhas, de remédio,
onde as águas saem do Santuário!
As águas não vão secar!
D. Lucia, interpretando Ezequiel, 47.

Por Carlos Alberto Dayrell*

No dia 20 de março, véspera do Dia Mundial das Florestas, 49 lideranças geraizeiras do Norte de Minas, homens, mulheres e jovens, encontraram-se sob as sombras do Piquizeirão, considerado o maior pé de pequi do mundo. É o último remanescente de uma população de imensos pés de pequi que cobriam as vastas chapadas das altas serras do Espinhaço, entre os municípios de Montezuma, Vargem Grande e Rio Pardo de Minas. O motivo do encontro: discutirem a proposta de um projeto de lei que torna o Piquizerão patrimônio material das comunidades geraizeiras e darem continuidade na luta pela criação da Reserva de Desenvolvimento Sustentável – RDS – Nascentes dos Gerais. Continue lendo “Sob as sombras do Piquizeirão, Geraizeiros do Alto Rio Pardo mandam recado a Sete Lagoas, Belo Horizonte e Brasília”

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BA – Ambientalista assassinado se reuniu com deputados pouco antes de crime

Empresário e ambientalista morto em Salvador. Foto: Reprodução/TV Bahia
Empresário e ambientalista morto em Salvador. Foto: Reprodução/TV Bahia

Encontro com Comissão do Meio Ambiente foi na Assembleia Legislativa. Empresário fez denúncias contra empresa que fabrica óxido no Litoral Norte.

G1 BA

A morte do empresário e ambientalista Ivo Barreto Filho, de 48 anos, assassinado [ontem, 19,] no bairro de Nazaré, em Salvador, ocorreu quase cinco horas depois dele ter participado de uma reunião a convite da Comissão de Meio Ambiente, Seca e Recursos Hídricos, da Assembleia Legislativa da Bahia. O deputado Leur Lomanto Jr. (PMDB), presidente da comissão, explicou, em conversa na tarde desta quinta-feira (20), que ele fez denúncias sobre uma indústria que produz óxido de titânio no Litoral Norte. Foi aprovada a realização de uma audiência pública sobre o tema, ainda sem data definida.

“Ele apresentou uma pauta com perguntas para sejam esclarecidas questões como renovação ambiental, as condicionantes para a renovação da licença, denúncias de crimes ambientais. Ele tinha filmagens subaquáticas mostrando que o fundo do mar estaria comprometido e uma série de outras coisas”, relatou o parlamentar sobre as acusações à empresa.

O encontro foi intermediado por Heraldo Rocha, vice-presidente estadual e presidente do diretório municipal do DEM. Segundo o ex-deputado, Ivo Filho entrou em contato com ele pelo Facebook. “Ele veio na minha casa, conversou comigo. Conheci ele como ambientalista e ele me disse que tinha esse estacionamento. Ele é um idealista. Tomei um choque com o assassinato, ele estava sempre muito tranquilo. Nunca fez queixa e nunca me pediu nada”, afirmou. Continue lendo “BA – Ambientalista assassinado se reuniu com deputados pouco antes de crime”

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ES – Indígenas convocam parentes e exigem que Vale retire estrada de ferro de suas terras

Juiz Wilson Witzel e cocarA mineradora pediu reintegração de posse da ferrovia na tarde desta quinta (20). Os índios prometem ocupar novamente a linha férrea

Por Any Cometti, no Século Diário

Diante da falta de diálogo e da falta de respeito para um compromisso anteriormente assumido, os índios das aldeias de Comboios e Córrego do Ouro, localizadas em Aracruz, no norte do Estado, vão solicitar judicialmente que a estrada de ferro da Vale seja retirada de suas terras. Na tarde desta quinta-feira (20), um mandado de reintegração de posse por parte da mineradora foi enviado aos índios, que já ocupavam a estrada de ferro desde a última terça-feira (18).

Com o recebimento do mandado, os índios desocuparam a ferrovia, conforme previsto no documento, mas continuam o protesto em área permitida, mantendo 15 metros de distância do local. O mandado está sendo respeitado porque o protesto é de caráter pacífico, como pontua José Sezenando, coordenador da Comissão dos Caciques Tupinikim e Guarani. Sezenando afirma que os índios não deixarão que os trens carregados de minério sigam caminho pela estrada que corta as aldeias, decisão que já foi comunicada à Vale. Desde a tarde da terça-feira, quando aconteceu a ocupação, nenhum trem da companhia passou pelo local.

Assim que a validade do mandado acabar, o que acontece nesta sexta-feira (21), às 7 horas, os índios ocuparão novamente a ferrovia e, para isso, estão convocando todas as outras aldeias do município. A movimentação acontece porque a Vale cancelou, por um telefonema feito da cidade de São Paulo, a sua participação em uma reunião que aconteceria momentos depois com os índios, o Ministério Público Federal (MPF) e as instâncias estadual e federal da Fundação Nacional do Índio (Funai), que deslocou funcionários de Minas Gerais para participar do encontro. Nesta reunião, seria firmado um acordo no qual a Vale destinaria R$ 19 milhões ao Plantar, projeto de agricultura desenvolvido pelos índios, como forma de compensação por explorar há mais de 30 anos as terras indígenas. Continue lendo “ES – Indígenas convocam parentes e exigem que Vale retire estrada de ferro de suas terras”

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