Dossiê: mineração afeta 32 cidades no Rio de Janeiro e Minas Gerais

Os 32 municípios atingidos.  Imagem extraída por Tania Pacheco do Mapa de Conflitos Envolvendo Injustiça Ambiental e Saúde no Brasil.
Os 32 municípios atingidos. Imagem extraída por Tania Pacheco do Mapa de Conflitos Envolvendo Injustiça Ambiental e Saúde no Brasil.

Por Camila Nobrega e Rogério Daflon, do Canal Ibase

Pelo menos trinta e duas cidades brasileiras já foram atingidas pelo projeto Minas-Rio, um dos maiores empreendimentos minerários do mundo. Ele começa com a extração de minério na cidade  Conceição do Mato Dentro, em Minas Gerais, corta dezenas de municípios por onde passa um mineroduto e termina no Porto do Açu, empreitada do polêmico empresário Eike Batista, em São João da Barra, no Rio de Janeiro. Diante de um quadro aterrador, um  dossiê inédito elaborado por entidades da sociedade civil reúne informações que dão a dimensão de como os territórios estão sendo devastados social e ambientalmente. A indignação de povos dos dois estados foi transformada em união e combustível para a resistência. Continue lendo “Dossiê: mineração afeta 32 cidades no Rio de Janeiro e Minas Gerais”

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SP – Atividade comemorativa ao Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial

DH em Campinas

 

21 de Março – data instituída pela ONU como Dia Internacional de Luta Pela Eliminação da Discriminação Racial, em memória dos 69 mortos e 186 feridos no Massacre de Shaperville, em 1960, na África do Sul, durante o regime do Apartheid.

A atividade tem como objetivo demarcar essa data acolhendo vítimas de violação de Direitos Humanos, no que tange ao crime de racismo e discriminação religiosa no Brasil que se direciona principalmente contra negr@s, religiões de matriz africana e seus adeptos. Também é necessário referendar práticas institucionais que contribuam com a garantia dos direitos e na eliminação de todas as formas de discriminação. Para tanto, na oportunidade será apresentado o projeto de implantar em Campinas de um “Centro de Referencia em Direitos Humanos de na Prevenção e Combate ao Racismo e Discriminação Religiosa”, proposta aprovada na III Conferência Municipal de Direitos Humanos e Cidadania, realizada nos dias 29 e 30/11 e 01/12/2013.

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15 filhos

Filme dirigido por Maria Oliveira e Marta Nehring, que também dão seus depoimentos.

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Žižek: o Desejo e o Fascismo contemporâneos

Assange talvezQue estranha relação existe entre a luta de Julian Assange, confinado numa embaixada do Equador, e a resistência a Hitler?

Por Slavoj Žižek | Tradução Artur Renzo, no Blog da Boitempo/Outras Palavras

Em dezembro de 2013 visitei Julian Assange na embaixada equatoriana localizada logo atrás da loja Harrods em Londres. Foi uma experiência um tanto deprimente, apesar da gentileza do pessoal da embaixada. A embaixada é um apartamento de seis cômodos sem jardim anexo, de forma que Assange não pode nem dar uma andada diária ao ar livre. Ele também não pode pisar para fora do apartamento, ao corredor principal da casa – policiais esperam por ele lá. Algo como uma dúzia deles estão o tempo todo em torno da casa e em alguns dos prédios circundantes, um deles inclusive debaixo de uma pequena janela de banheiro que dá para o jardim dos fundos, caso Assange tente escapar por aquele buraco na parede.

O apartamento é grampeado de cima a baixo, sua ligação de internet é suspeitosamente lenta… então como assim o Estado britânico decidiu empregar em torno de 50 pessoas em tempo integral para vigiar Assange e controlá-lo sob o pretexto legal de que ele se recusa a ir à Suécia para ser questionado sobre uma má conduta sexual leve (não há acusações legais contra ele!)? É tentador se tornar um thatcherista e perguntar: onde está a política de austeridade aqui? Se um ninguém como eu fosse procurado pela polícia sueca para uma interrogação semelhante o Reino Unido também empregaria 50 pessoas para me vigiar? A pergunta séria está aqui: de onde brota tal desejo ridiculamente excessivo de vingança? O que Assange, seus colegas e fontes denunciantes fizeram para merecer isso? Continue lendo “Žižek: o Desejo e o Fascismo contemporâneos”

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Apartheid no Facebook: “pague, ou desapareça”

FBEm silêncio, proprietários da plataforma reduzem drasticamente difusão não-paga de conteúdos, instituindo discriminação  financeira e afetando movimentos e jornalismo independente

Por Renan Dissenha Fagundes, no YouPix

Dezembro de 2013 será lembrado no futuro como o Começo do Fim do Almoço Grátis no Facebook. Foi no último mês do ano passado que a rede social fez a atualização mais recente no algoritmo que decide o que você vê no newsfeed. Pouco antes, em outubro e novembro, era tudo bonança. De lá pra cá, o alcance orgânico de páginas está despencando, muito. E, se não está indo para zero, caminha para algo bem próximo.

Uma fonte disse ao site ValleyWag nesta quarta-feira (19) que o Facebook está em processo de cortar o alcance orgânico — o que uma página atinge sem pagar — para algo em torno de 1% ou 2% (!!!). O que quer dizer: alguém que tem 100 mil likes, vai se comunicar ~organicamente~ apenas com algo em torno de mil e 2 mil fãs. O número aumenta, claro, quanto maior o engajamento, mas isso também já não é na mesma proporção de antes. Continue lendo “Apartheid no Facebook: “pague, ou desapareça””

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SC – Ocupação Amarildo começa nova fase: SPU diz que as terras são da União

Ocupação Amarildo na CDH da Assembleia Legislativa de SC
Ocupação Amarildo na CDH da Assembleia Legislativa de SC

Por Elaine Tavares, em Palavras Insurgentes

Quando o pedreiro Amarildo de Souza, morador de uma favela do Rio de Janeiro, entrou naquele camburão que o levaria para a morte talvez já estivesse ciente de seu destino. Pobre, negro, rebelde, perguntão, impaciente com a dureza da vida, deve ter intuído que tudo se acabaria nas mãos de uma polícia que não tem por princípio a defesa do cidadão. Mas não. Sua morte sob tortura, seu corpo desaparecido, seus olhos graúdos de espanto, semearam um movimento nacional de solidariedade e desejos de justiça. Hoje, na longínqua cidade de  Florianópolis, no sul do Brasil, ele é o nome que impulsiona uma luta inédita, de gigantescas proporções, que está colocando em cheque nomes e fortunas até então jamais questionados. Continue lendo “SC – Ocupação Amarildo começa nova fase: SPU diz que as terras são da União”
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Começa amanhã a segunda etapa preparatória do Seminário Internacional Carajás 30 anos

Seminário Carajás 30 anos

Santa Inês sediará dois dias de evento que discute sobre os 30 anos do Programa Grande Carajás

Seminário Internacional Carajás 30 anos: resistências e mobilizações frente a projetos de desenvolvimento na Amazônia Oriental, esse é o tema do seminário que terá culminância nos dias 05 a 09 de maio de 2014, na Universidade Federal do Maranhão, campus do Bacanga, em São Luís – MA. Mas o evento já acontece desde o ano passado com a realização de etapas preparatórias em cidades do Maranhão e Pará.

São seminários regionais que discutem de forma crítica os 30 anos do Programa Grande Carajás e suas implicações sociais, culturais e econômicas no Brasil e no mundo. Nos próximos dois dias (21 e 22) ocorre em Santa Inês, cidade do oeste maranhense, a segunda etapa do seminário. Em paralelo ocorre mais uma etapa regional, na cidade de Marabá – PA. A primeira etapa ocorreu em Imperatriz – MA e contou com um público de aproximadamente 400 pessoas.

A última etapa será realizada na capital paraense, Belém, de 09 a 11 de abril. Com isso, serão quatro seminários regionais realizados que culminarão com um evento de cunho internacional e contará com uma programação vasta de cinco dias. “O intuito é discutir criticamente o tema central do seminário, que o Programa Grande Carajás nos estados que são mais afetados, e em seguida dialogar com experiências de outros estados e países, na ideia de construir alternativas de mudança”, relata um dos coordenadores do evento. Continue lendo “Começa amanhã a segunda etapa preparatória do Seminário Internacional Carajás 30 anos”

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Brutalidade legal: a justiça que te arrasta

Brutalidade legalPor Advogados Ativistas

O Ministério Público Militar acatou o pedido de liberdade dos três PMs envolvidos na morte de Cláudia Silva Ferreira. De acordo com várias testemunhas, dentre elas alguns familiares, Cláudia foi executada sem qualquer motivo aparente e existe o vídeo chocante dela sendo arrastada pelas ruas do Rio. Mesmo assim o promotor do caso afirmou que não há elementos para mantê-los presos.

Não é novidade para ninguém que a polícia brasileira executa os cidadãos e camufla o fato sob autos de resistência. Um ponto importante que justifica esta ação é exatamente o “resgate” dos feridos, que na maioria das vezes já chegam mortos aos hospitais. Em São Paulo, após a proibição de o resgate ser feito por PMs, o número de mortos em confrontos caiu 35% de 2012 para 2013. Esta medida talvez tenha inibido a chacina escancarada que é promovida, porém, está longe de ser a solução.

Mesmo com tais fatos sendo públicos e notórios, o Ministério Público acha que não há elementos para manter os acusados presos. Voltando um pouco no tempo, mais precisamente em setembro de 2013, neste mesmo Rio de Janeiro, diversos manifestantes foram presos e encaminhados a Bangu, permanecendo por diversos dias presos. Como justificar esta seletividade? Continue lendo “Brutalidade legal: a justiça que te arrasta”

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