Regularização de terras e direitos dos índios do Ceará são discutidos na AL

Audiência Pública debate regularização das terras indígenas do Ceará
Audiência Pública debate regularização das terras indígenas do Ceará

A regularização das terras indígenas do Ceará foi discutida em audiência na tarde desta quinta-feira (24/04), no Auditório Murilo Aguiar da Assembleia Legislativa. O debate foi proposto pelo deputado Professor Pinheiro (PT), que se comprometeu em encaminhar as solicitações dos representantes das comunidades indígenas para que ações mais concretas sejam colocadas em prática.

Weiber Tapeba, da comunidade dos Tapebas de Caucaia, cobrou da AL uma solução e pediu maior sensibilidade em relação às necessidades dos índios. Ele afirmou que o Ceará é o estado mais atrasado do País no que diz respeito à demarcação de terras indígenas. Segundo ele, somente uma comunidade está com as terras regularizadas. Continue lendo “Regularização de terras e direitos dos índios do Ceará são discutidos na AL”
Ler maisRegularização de terras e direitos dos índios do Ceará são discutidos na AL

“Devolvam a nossa terra que vocês levaram”

Índios e outros manifestantes carregam faixa na avenida Paulista

Índios guaranis fizeram protesto na avenida Paulista pedindo que ministro da Justiça assine demarcação de terras
por Piero Locatelli — Carta Capital

Cerca de 300 índios guaranis protestaram nesta quarta-feira 24 pedindo que a demarcação de terras no estado de São Paulo. Eles cantavam, em guarani, “devolvam a nossa terra que vocês levaram, para a gente poder viver”.

A campanha Resistência Guarani SP pede que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, assine o documento que garante a demarcação das terras indígenas Tenondé Porã, no extremo sul da capital paulista, e Jaraguá, no norte da cidade. Ambas as terras já foram reconhecidas pela Funai. Indígenas da aldeia Boa Vista, em Ubatuba, também participavam do protesto.

Continue lendo ““Devolvam a nossa terra que vocês levaram””

Ler mais“Devolvam a nossa terra que vocês levaram”

Incra entrega assentamento Chico Mendes a trabalhadores rurais de Crixás (GO)

Novas formas de manejo da terra implica numa agricultura familiar agroecológica e orgânica; na criação de animais de pequeno porte, entre outros. Foto: Arquivo - Incra
Novas formas de manejo da terra implica numa agricultura familiar agroecológica e orgânica; na criação de animais de pequeno porte, entre outros. Foto: Arquivo – Incra

INCRA – A longa espera que marcou a vida de 204 famílias de camponeses sem terra acampadas em vários municípios do estado de Goiás está chegando ao fim. Nesta sexta-feira (25), os trabalhadores rurais receberão oficialmente, com a presença do presidente do Incra, Carlos Mário Guedes de Guedes, o projeto de assentamento Chico Mendes, no município de Crixás (GO), no norte goiano.

O assentamento está sendo implantado na antiga fazenda Bonanza / Cavalgada Grande. O ato de Implantação, que contará com a abertura simbólica da porteira para a entrada definitiva dos camponeses na propriedade rural, será às 11h e terá a participação do superintendente do Incra em Goiás, Jorge Tadeu Jatobá Correia; do prefeito de Crixás, Orlando Naziozeno; de parlamentares municipais, estaduais e federais; além das lideranças do Movimento dos trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Continue lendo “Incra entrega assentamento Chico Mendes a trabalhadores rurais de Crixás (GO)”

Ler maisIncra entrega assentamento Chico Mendes a trabalhadores rurais de Crixás (GO)

Aprueban en Paraguay expropiación de tierras en favor de indígenas del Chaco

El Senado de paraguay enviará el proyecto aprobado a la Cámara de Diputados para que sea sometido a consideración y reivindicar los derechos de los pueblos indígenas en esa nación (Foto: Archivo)

La medida fue aprobada por amplia mayoría parlamentaria, motivo por el cual el proyecto de ley pasará a la Cámara Baja para ser discutido y atender este asunto pendiente desde que la Corte Interamericana de Derechos Humanos emitió una cautelar en el año 2006

TeleSur – El Senado de Paraguay aprobó este jueves un proyecto de ley para la expropiación de unas 14 mil 400 hectáreas de tierra propiedad de un empresario alemán para ser devueltas a la comunidad indígena sawhoyamaxa, proveniente del Chaco, al noroeste del país. Esta medida, aprobada por todos los diputados; se encontraba pendiente desde el 2006, cuando la Corte Interamericana de Derechos Humanos emitió su sentencia respecto al caso, que fue llevado en ese entonces por la organización no gubernamental Tierraviva.

Continue lendo “Aprueban en Paraguay expropiación de tierras en favor de indígenas del Chaco”

Ler maisAprueban en Paraguay expropiación de tierras en favor de indígenas del Chaco

Um desastre humanitário no centro de São Paulo

Sem avisar a prefeitura de São Paulo e o governo federal, governo do Acre enviou haitianos para a cidade. Abandonados, eles dependem de ajuda para se alimentar

por Renan Truffi — CartaCapital

Imigrante haitiano, Ferdinand Charles, de 34 anos, não fala português nem inglês. Como as línguas oficiais do seu país são o crioulo e o francês, Charles tenta se comunicar com as mãos. O primeiro sinal que faz é para explicar que está com fome. Depois, abre a carteira e mostra uma foto com a família, formada pela esposa e quatro meninas que não estão nem na adolescência. Há 15 dias, ele largou os parentes na cidade de Gonaïves, a quarta maior do seu País, e chegou ao Acre. Ficou pouco tempo e ganhou uma passagem do governo estadual para vir a São Paulo. Agora, enquanto espera conseguir uma carteira de trabalho para buscar um emprego, Charles dorme com outros 90 conterrâneos em colchões no chão da Igreja Nossa Senhora da Paz, na Baixada do Glicério, centro da cidade, e depende de ajuda para se alimentar. Continue lendo “Um desastre humanitário no centro de São Paulo”

Ler maisUm desastre humanitário no centro de São Paulo

Para Funai, transferir demarcação de terras para o Congresso é “retrocesso”

Agência Brasil – A presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Maria Augusta Assirati, disse nesta quinta-feira, na Câmara dos Deputados, que a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 215, que transfere a competência da União na demarcação das terras indígenas para o Congresso Nacional, é “inconstitucional, descabida”, além de representar um “retrocesso do ponto de vista da demarcação de terras”.

Em debate na Comissão de Direitos Humanos da Câmara, Assirati ressaltou que apesar de a Constituição Federal assegurar um conjunto de direito dos povos indígenas, a discussão sobre a aplicação desses instrumentos legais tem servido como arma contra os próprios índios.

“O que está colocado é uma disputa em torno das normas infraconstitucionais e o Congresso tem um papel importante nisso. A sociedade ainda carece de informação para compreender a forma de vida dos povos indígenas: onde eles estão, onde vivem, as principais demandas. Existe uma carência de informação e de formação sobre isso”, disse a presidente da Funai.

Maria Augusta Assirati reclamou da falta de estrutura do órgão que, segundo ela, não faz concurso público desde 1988. “O nosso quadro de servidores está imensamente defasado e isso precisa ser revisto.”

Enviada para Combate Racismo Ambiental por José Carlos.

Ler maisPara Funai, transferir demarcação de terras para o Congresso é “retrocesso”

Comissão da Verdade fará 2ª audiência indígena

Dourados News – Hoje e amanhã, dias 25 e 26 de abril, acontece a segunda edição da Sessão de Audiência da Comissão Nacional da Verdade com a finalidade de dar voz às etnias indígenas sobre casos de violação de seus direitos. O evento será dividido em dois dias, tendo programação das 7h30 às 18 horas, nesta sexta-feira, e das 8 às 16h30, no sábado, no cineauditório da Unidade 1 da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados).

Desta vez falarão representantes dos povos Guarani Ñandeva, Kaiowá, Terena, Kadiwéu, Kinikinau, Ofaié e Guató de Mato Grosso do Sul. A Comissão Nacional da verdade, criada pela Lei 12.528/2011, tem por fim examinar e esclarecer as graves violações de direitos humanos praticadas no período entre 1946 e 1988, para efetivar o direito à memória e à verdade histórica.

Durante as sessões, as comunidades indígenas apresentarão casos de violações de direitos que culminaram na expulsão de seus territórios de ocupação tradicional, processo em que houve o ativo e comprovado envolvimento de agentes públicos e privados, fornecendo subsídios documentais para que a sociedade brasileira entenda a presente situação fundiária dos índios no estado e as relações sociais destes com o entorno.

O encontro, realizado pela UFGD em parceria com Ministério Público Federal, Ministério Público do Trabalho, UEMS, UFMS, Fundação Nacional do Índio e Fórum de Trabalho Decente e Estudos sobre Tráfico de Pessoas também conta com o apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Ará Verá, Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul, Centro de Defesa dos Direitos Humanos, Conselho Indígena Terena, Conselho Indigenista Missionário, Núcleo de Estudos e Pesquisas das Populações Indígenas da Universidade Católica Dom Bosco, Movimento dos Sem Terra, Comissão Pastoral da Terra, Associação dos Docentes da UFGD, Instituto de Direitos Humanos de MS, Tribunal Popular da Terra, Labhei, FAP/MS, Comitê Memória, Verdade e Justiça de MS, Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação de Dourados, Comissão Permanente de Assuntos Indígenas da OAB/MS e Vídeo nas Aldeias. O evento é aberto a toda a comunidade.

Ler maisComissão da Verdade fará 2ª audiência indígena

Direito à terra, à voz e à história

Povo Xakriabá muda placa com nome de fazenda para terra indígena: o símbolo da luta (Foto: site Cimi)
Povo Xakriabá muda placa com nome de fazenda para terra indígena: o símbolo da luta (Foto: site Cimi)

Indígenas do Semiárido resistem à perda de territórios e afirmam sua identidade

Ronaldo Eli – Asacom

O Semiárido brasileiro abriga em seu território dezenas de etnias indígenas, com mais de 70 mil pessoas. Os movimentos migratórios que resultaram nessa ocupação tiveram diversas fases, com uma diferenciação importante entre os ocupantes mais antigos, que chegaram à região há milhares de anos, e os mais recentes, cuja migração foi forçada a partir do século XVI. Atividades econômicas como a exploração do pau-brasil na região norte e a monocultura da cana-de-açúcar no litoral foram responsáveis pelo deslocamento e pela aniquilação de muitas comunidades.

Habitando toda a região e, especialmente, as margens do Rio São Francisco, as comunidades indígenas estabeleceram a resistência ao desenvolvimento econômico predatório. Para Juciene Ricarti, professora e pesquisadora do tema, “existe uma diversidade étnica no Semiárido brasileiro onde se situam esses povos, como os Pankararu, os Truká, os Kiriri, os Xucuru, por exemplo. São povos que, de formas diversas, com suas trajetórias históricas e sua tradição oral, vêm mostrando que vieram para estar, permanecer e se construir dentro do território nacional na busca pela respeitabilidade à sua diversidade étnica e cultural e a seus processos de territorialização”. Continue lendo “Direito à terra, à voz e à história”

Ler maisDireito à terra, à voz e à história

El Día del Indio exige un auténtico debate ciudadano

Foto: meneguini.wordpress.com
Foto: meneguini.wordpress.com

La ideología adoptada por las formas y las prácticas de los gobiernos en Brasil es responsable por la distorsión de lo considerado indígena hoy

Traducción: Luciana Gaffrée | Convenio CIMI | Rel-UITA

En este día institucional, los pueblos indígenas proponen un auténtico debate sobre las dificultades que enfrentan. La política indigenista oficial, integracionista y genocida, conduce a la destrucción ambiental, al despojo de las tierras y a la explotación de los recursos naturales en sus territorios, movidos por los grandes proyectos económicos del agronegocio, de la megaminería y de las hidroeléctricas.

Continue lendo “El Día del Indio exige un auténtico debate ciudadano”

Ler maisEl Día del Indio exige un auténtico debate ciudadano

Pedreiros mortos. Fale a verdade: quem se importa com isso?, Leonardo Sakamoto

Leonardo Sakamoto

Um operário morreu na noite desta quinta (24) nas obras do Rodoanel, em Itaquaquecetuba, região metropolitana de São Paulo. Os trabalhadores estavam preenchendo com concreto um pilar de um viaduto, quando ele desabou sobre Valdete Cunha, que morreu no local.

Daí você lê essa informação, pensa “puxa, que coisa” e segue.

Mas se o caso fosse algum esquema de corrupção envolvendo um governo estadual ou federal, certamente teríamos mais pessoas ficando loucas, esbaforidas, maldizendo a natureza do brasileiro por horas e rangendo os dentes ao dizer que este estado ou país não vão para frente.

Entende-se que cada um tenha suas prioridades e, é claro, que a corrupção rouba recursos que poderiam garantir dignidade a muitas pessoas e salvar a vida de outras tantas. Mas não deixa de ser bastante representativo do que nós somos o fato de que mortes de trabalhadores em determinadas funções essenciais mas invisíveis – como é o caso da construção civil – sejam vistas como efeitos colaterais. Afinal de contas, é um pequeno custo a pagar diante do progresso.

Pois a ponte precisa ficar pronta. O estádio precisa ficar pronto. A fábrica precisa ficar pronta. Meu apartamento novo precisa ficar pronto.

Aprendemos a fazer contagem de corpos de operários mortos no setor por conta da Copa do Mundo. Por exemplo, as obras para o evento em São Paulo mataram três e em Manaus quatro. Mas elas ocorriam antes e seguirão acontecendo depois. Continue lendo “Pedreiros mortos. Fale a verdade: quem se importa com isso?, Leonardo Sakamoto”

Ler maisPedreiros mortos. Fale a verdade: quem se importa com isso?, Leonardo Sakamoto