Bispos aprovam documento sobre a Questão Agrária

assembleia-geral-52CNBB

O plenário da 52ª Assembleia Geral da CNBB aprovou na tarde desta quarta-feira, 7 de maio, o Documento sobre a visão da Igreja em relação à Questão Agrária Brasileira no século XXI. O processo de construção começou há 5 anos. Desde o ano passado foi publicado como um texto de estudo da CNBB e recebeu contribuições de diversos bispos e dioceses.

O Documento aprovado está dividido em três partes. Na primeira, faz uma contextualização da situação agrária atual. “Nessa parte, os bispos mostram quais são os gritos ensurdecedores que brotam de tantas realidades, como os povos indígenas, os quilombolas, os pescadores, os ribeirinhos, os extrativistas”, explica o presidente da Comissão Pastoral da Terra, dom Enemésio Lazarris.

A segunda parte traz o olhar dos bispos sobre a atual questão agrária, abordando a posse e o uso da terra à luz da Sagrada Escritura e dos Documentos da Igreja. Já na terceira parte, surgem os compromissos pastorais diante da questão. Dom Enemésio destaca que o Documento “é a palavra de mais de 350 bispos hoje para a sociedade em geral sobre este tema importante”. Segundo ele, “não se destina apenas para dentro da comunidade eclesial, mas para toda a sociedade”. Continue lendo “Bispos aprovam documento sobre a Questão Agrária”

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Emergência habitacional

ocupaçao sp itaqueraoPor Raquel Rolnik

Desde o último sábado (5), famílias ocupam um terreno em Itaquera, próximo ao estádio do Itaquerão, onde no dia 12 de junho ocorrerá a abertura da Copa do Mundo. Batizada de “Copa do Povo”, a ocupação começou com cerca de 300 famílias, mas na segunda-feira mais de 2 mil já estavam acampadas no local.

A maioria das pessoas vem de comunidades e bairros próximos. O que elas reinvindicam são soluções viáveis de moradia digna. O fato é que elas simplesmente não estavam dando conta de pagar os altos valores dos aluguéis na região.

Se São Paulo já tinha uma enorme demanda por moradia, nos últimos anos, com a alta valorização imobiliária, a situação se aprofundou ainda mais.

Prêmio Nobel de Ciências Econômicas em 2013, Robert Shiller, que é professor na Universidade Yale (EUA), visitou o Brasil no ano passado e, observando a situação no Rio de Janeiro e em São Paulo, chamou a atenção para o fato de que os preços dos imóveis aqui “aumentaram de forma dramática”, subindo mais que o dobro da inflação. Na ocasião, ele alertou para uma possível bolha imobiliária. Continue lendo “Emergência habitacional”

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Notas de apoio à ocupação na Chapada do Apodi/CE

Logo-Renap-CEA Articulação da Rede Nacional de Advogados e Advogadas Populares- RENAP, reunida no dia 07 de maio de 2014, em Brasília-DF, vem manifestar seu apoio ao acampamento de trabalhadores e trabalhadores no perímetro irrigado, em Limoeiro do Norte-CE, na Chapada da Apodi. Cerca de mil trabalhadores ligados a movimentos sociais realizaram esta ocupação, no último dia 05 de maio.

Denuncia-se que dos 10 mil hectares do projeto de irrigação na região, 4 mil estão invadidas e griladas por empresas nacionais e transnacionais do agronegócio. Agora, instrumentalizam o Poder Judiciário, com uma liminar que manda despejar estas famílias que lutam pela efetivação da Constituição Federal, na realização da função social daquelas terras. A concentração de terra e renda mantém e aumenta a desigualdade social no país. Por isso, manifesta-se solidariamente à luta dos movimentos sociais por um Brasil mais justo e democrático, na qual esta ocupação se soma. Continue lendo “Notas de apoio à ocupação na Chapada do Apodi/CE”

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Nota de Solidariedade dos Movimentos Sociais e reivindicação de justiça pela morte dos companheiros acampados na Chapada do Apodi/RN

Por nossos mortos, nem um minuto de silêncio.
Toda uma vida de luta!

Nós, movimentos sociais do campo e da cidade, igreja, sindicato e instituições que defendem a luta pela terra e pela justiça social e repudiam a terrível história de criminalização dos movimentos sociais, vimos, por meio dessa nota, manifestar nossos pesares e solidariedade ao Movimento das/os Trabalhadoras/es Rurais Sem Terra (MST) e às famílias dos companheiros de luta, que foram brutalmente assassinados nessa última terça (06), logo após ato das Jornadas de Luta do MST/RN.

Foi com grande consternação que recebemos a notícia dos assassinatos dos trabalhadores rurais e lutadores do MST, Francisco Lacy Gurgel Fernandes, mais conhecido como “Chacal”, e Francisco Alcivan Nunes de Paiva, conhecido como “Civan”.

Na manhã do dia 06 de maio, as/os agricultoras/es sem terra do Acampamento Edivan Pinto em Apodi-RN, articularam um ato de paralisação do trânsito na BR-405, como forma de reivindicar ações efetivas para a reforma agrária popular na região e a paralisação das obras do Perímetro Irrigado da Chapada do Apodi-RN, nomeado pelo povo como “Projeto da Morte”. Continue lendo “Nota de Solidariedade dos Movimentos Sociais e reivindicação de justiça pela morte dos companheiros acampados na Chapada do Apodi/RN”

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Mulher Kaingang é alvo de disparos no Norte do Rio Grande do Sul

Terra Indígena Votouro (Foto: Portal Kaingang)
Terra Indígena Votouro (Foto: Portal Kaingang)

No final da tarde de 06 de maio, ocorreu um atentado a tiros contra uma Kofá (idosa Kaingang) residente na Terra Indígena de Votouro (Benjamin Constant do Sul-RS), conforme denúncia da liderança Kaingang. A TI Votouro fica próxima ao município de Faxinalzinho/RS, local do confronto entre indígenas e agricultores. O atentado a tiros ocorreu no período da tarde, quando Carmen Marcelino, com idade aproximada dos 60 anos, caminhava por uma via nas proximidades de sua casa em direção a um roçado, como cotidianamente faz, quando foi alvo de disparos efetuados por ocupante(s) de uma “caçamba branca”.

Carmem não conseguiu apresentar outros detalhes do veículo, tampouco se o mesmo possuía algum outro tipo de identificação, pois não sabe ler. Os disparos não a atingiram, mas foram muito próximos, conforme o relato “foi possível sentir o cheiro da pólvora”. 

O cacique Deoclides de Paula, afirma que a situação revela a insegurança a qual as comunidades Kaingang e Guarani ainda estão expostas e, também, a possibilidade de que ocorram outros atentados e atos violentos a qualquer momento e contra qualquer membro das comunidades indígenas da região. 
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Marcha do MST chega ao Centro Administrativo da Bahia

Sem-Terras reivindicam retomada da reforma agrária (Raul Spinassé | Ag. A TARDE)
Sem-Terras reivindicam retomada da reforma agrária (Raul Spinassé | Ag. A TARDE)

Da Redação A TARDE

Os integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) marcharam em direção ao Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador, nesta quinta-feira, 8, onde estão acampados.

O grupo, que saiu de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), seguiu pela avenida Paralela, o que deixou o trânsito congestionado nesta manhã.

O movimento dos sem-terras na Bahia faz parte de um ato nacional, que tem como objetivo reivindicar a retomada da reforma agrária. De acordo com eles, o processo está parado há três anos, durante o mandato da presidente Dilma Rousseff.

O MST também pede celeridade na apuração do assassinato do dirigente do grupo, Fábio Santos, que foi morto em 2 de abril de 2013, na cidade baiana de Iguaí.

Enviada para Combate Racismo Ambiental por  Ruben Siqueira.

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Reintegração do Apika’y não tem data para acontecer, diz PF

Acampamento fica localizado entre Dourados e Ponta Porã, e próximo a usina de cana de açúcar (Foto: Higor Lobo)
Acampamento fica localizado entre Dourados e Ponta Porã, e próximo a usina de cana de açúcar (Foto: Higor Lobo)

Thalyta Andrade, Dourados News

Com um mandado de reintegração de posse que terminou hoje, a retirada de indígenas guarani-kaiowá da comunidade Apika’y, que vivem em um acampamento às margens da rodovia BR-463, entre Dourados e Ponta Porã, ainda está sem prazo definido.

A informação é da assessoria da Polícia Federal, que confirmou ter sido informada da situação, mas ressaltou que uma operação em apoio para o cumprimento da decisão depende do órgão ser acionado oficialmente pela Justiça Federal, o que ainda não aconteceu.

Além disso, ainda que o oficial de Justiça designado para o cumprimento do mandado solicite apoio da PF, o órgão teria de estudar qual seria a melhor maneira para agir e promover a retirada do acampamento, e quantos policiais federais seriam necessários para a ação, o que poderia demorar dias, segundo ressaltado pela PF. Continue lendo “Reintegração do Apika’y não tem data para acontecer, diz PF”

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Antropóloga entrega à CNV depoimento sobre prisão no Doi-Codi do Rio

Lúcia compareceu à CNV acompanhada do ex-presidente da Funai, Márcio Meira Foto: Bárbara Cruz / ASCOM - CNV
Lúcia compareceu à CNV acompanhada do ex-presidente da Funai, Márcio Meira Foto: Bárbara Cruz / ASCOM – CNV

Comissão Nacional da Verdade – A antropóloga Lúcia Hussak Van Velthem entregou ontem à CNV depoimento de 17 páginas em que conta em detalhes o período de nove dias que passou presa no Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI) do Rio de Janeiro, localizado no quartel em que funcionava o 1º Batalhão de Polícia do Exército, na rua Barão de Mesquita, na Tijuca.

Lúcia foi presa em 20 de junho de 1972, quando estudava museologia da UNIRIO e militava na União da Juventude Patriótica, órgão estudantil do Partido Comunista do Brasil (PCdoB). “Não fui ao Araguaia porque fui presa”, contou a antropóloga hoje à tarde ao entregar o documento à CNV. Continue lendo “Antropóloga entrega à CNV depoimento sobre prisão no Doi-Codi do Rio”

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Negligenciados, Kaingangs Demarcam Terras Por Conta Própria

Revista O Viés – Em 2013, após décadas esperando uma resolução do Governo para que se cumpram os preceitos constitucionais da demarcação de seus territórios tradicionais, o povo Kaingang decidiu que os marcos limites das áreas seriam colocados sobre a terra pelas mãos dos próprios indígenas, mesmo que isto desenhasse no horizonte pesados conflitos com sindicatos rurais e entidades ligadas ao ruralismo, como os que ocorreram em Passo Grande do Rio Forquilha (Sananduva) e Rio dos Índios (Vicente Dutra).

O movimento cessou após os primeiros conflitos e mais de 40 lideranças Kaingang partiram em março deste ano para Brasília, onde arrancaram do Senhor José Eduardo Cardoso, Ministro da Justiça, o compromisso com a demarcação de quatro Terras indígenas ainda no primeiro semestre de 2014. Continue lendo “Negligenciados, Kaingangs Demarcam Terras Por Conta Própria”

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Um sistema alimentar que produz famintos e obesos. Entrevista especial com Esther Vivas

esther vivas“O problema da fome tem a ver com a falta de democracia. Temos alimentos suficientes no mundo, mas não há acesso a eles para todas as pessoas”, pondera a ativista

IHU On-Line –”O problema, hoje, quando falamos de alimentação, não tem a ver somente com a fome, mas também com a má nutrição. Porque vivemos num mundo de famintos, mas também de obesos. O sistema alimentar atual não satisfaz corretamente as necessidades de comer das pessoas. É um sistema que produz simultaneamente pessoas que passam fome e pessoas que são obesas, fruto também de uma má alimentação. E este paradoxo de viver num mundo de famintos e de obesos mostra como o sistema alimentar atual não satisfaz as necessidades alimentares das pessoas. Fundamentalmente, o que o move é a lógica do capital, do dinheiro, do benefício econômico”, afirma a ativista Esther Vivas.

Nesta entrevista, concedida por telefone à IHU On-Line, Esther Vivas enfatiza que o problema da fome é, fundamentalmente, político. Segundo ela, apesar de produzirmos uma quantidade de alimentos suficiente para alimentar uma população adicional de mais 5 bilhões de pessoas no mundo, temos hoje um bilhão de pessoas passando fome entre os 7 bilhões de habitantes do planeta — ou seja, um a cada sete habitantes passa fome. “Há um problema de democracia no sistema agrícola e alimentar. A resposta à pergunta de por que há hoje fome num mundo de abundância de alimentos, a encontramos quando analisamos quem determina as políticas agrícolas alimentares, quem sai ganhando com este modelo. O atual sistema agroalimentar está pensado basicamente para que umas poucas empresas ganhem dinheiro, mesmo que para isso muitas pessoas tenham que passar fome”, frisa. Continue lendo “Um sistema alimentar que produz famintos e obesos. Entrevista especial com Esther Vivas”

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