Defensoria acompanha conflitos agrários em 43 áreas de Rondônia

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Rondonotícias

Porto Velho – Rondônia: A Defensoria Pública de Rondônia (DPE-RO) acompanha processos em 43 áreas de conflito agrário no Estado, por meio do Núcleo da Defensoria Pública Agrária. Os municípios com maior número de acampamentos de sem-terra e processos são Vilhena, Parecis e Chupinguaia, respectivamente. No inicio deste mês, a questão foi discutida em Vilhena, com a participação do ouvidor agrário nacional e presidente da Comissão Nacional de Combate à Violência no Campo, desembargador Gercino José da Silva Filho, e representantes da DPE/RO, Incra e do Programa Federal Terra Legal, da Fetagro e dos líderes das associações rurais que representam as milhares de famílias de trabalhadores rurais sem terra.

João Verde ressalta a necessidade de o Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA) adotar medidas mais efetivas para resolver os conflitos agrários em Rondônia e da Defensoria Pública da União (DPU) designar um de seus membros para autuar também na questão agrária, posto que existem muitos processos em curso na Justiça Federal que tratam de conflitos agrários, cuja atribuição é da DPU. Continue lendo “Defensoria acompanha conflitos agrários em 43 áreas de Rondônia”

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Ser mujer, indígena, campesina y luchadora en un continente machista

mujeres-latinoamerica-391x293Desde las kuna de Panamá, hasta las mixtecas de la frontera México-Estados Unidos, las mujeres indígenas y rurales luchan contra “ellos”–las empresas transnacionales, los gobiernos con sus planes de “desarrollo” respaldados por policías y militares

Laura Carlsen – Desinformémonos

Managua, Nicaragua. “Nosotras estamos en territorios estratégicos, estamos viviendo en territorios que no sólo generan vida, sino que también están siendo codiciados. Ellos están luchando por estos territorios, pero nosotras también estamos luchando”. Lolita Chavez Ixcaquic, líder maya k’iche’, educadora y defensora de derechos humanos en Guatemala, resume así el desafío principal que enfrentan las mujeres indígenas y rurales en Mesoamérica hoy. Está hablando a unas 30 mujeres líderes de la región, reunidas en la Escuela Alquimia Feminista, en Managua, en un encuentro celebrado del 12 al 19 de mayo.

Desde las kuna de Panamá, hasta las mixtecas de la frontera México-Estados Unidos, las mujeres indígenas y rurales luchan contra “ellos”–las empresas transnacionales, los gobiernos con sus planes de “desarrollo” respaldados por policías y militares, los invasores, los grupos paramilitares y criminales. Continue lendo “Ser mujer, indígena, campesina y luchadora en un continente machista”

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As políticas para os quilombolas existem no papel, mas colocá-las em prática é ainda um grande desafio

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Evento promovido pela Comissão Pró-Índio debateu a questão.

Comissão Pró-Índio de São Paulo – Nos dias 20 a 22 de maio, quilombolas do Pará e Maranhão reunidos em Belém trocaram experiências sobre como acessar as diversas políticas e programas de inclusão produtiva dirigidas aos quilombolas.

“A maior dificuldade de acesso a esses programas é a falta de informação. As comunidades não têm telefone, não têm internet, como ela vai saber sobre os programas?” avalia Hilário do Quilombo Caldeirão (Município de Salvaterra (Pará).

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“La rabia que tenemos es contra el capitalismo, no contra aquellos que son engañados por él”: Subcomandante Moisés

comandantes

La Comandancia General del EZLN, insurgentes, milicianos y miles de bases de apoyo y adherentes a la Sexta Declaración de la Selva Lacandona, se presentaron en la comunidad tojolabal de La Realidad para rendir homenaje a Galeno.

DesInformémonos

México. “Venimos a darle homenaje a un compañero sin tamaño ni altura, no venimos a enterrarlo, venimos a desenterrar su ser combativo; venimos a levantarlo en alto en cada niño y en cada niña. Levantar en alto en cada compa su ser maestro, su ser videoconferencista, su ser pasante de Consejero Autónomo, candidato a Junta de Buen Gobierno y su ser sargento”, dijo el Comandante Tacho en el acto realizado el 24 de mayo en La Realidad, Chiapas, en honor del base de apoyo José Luis Solís, Galeano, asesinado por paramilitares de la Central Independiente de Obreros Agrícolas y Campesinos (CIOAC) Histórica. Los zapatistas afirmaron que el gobierno pretende destruirlos, pero que ellos no caerán en provocaciones y sí harán justicia.

Los medios independientes reportaron la asistencia de más de 4 mil bases de apoyo, cerca de 800 adherentes a la Sexta Declaración de la Selva Lacandona, más insurgentes, comandantes y los subcomandantes Moisés y Marcos. “Los Insurgentes portaron un parche negro en el ojo derecho, un listón rosa del lado del corazón y uno negro, de luto, en el hombro izquierdo”, describieron. Posteriormente, pasaron a la tumba del zapatista: “Con el puño izquierdo levantado y con un saludo militar, cada uno pasó enfrente colocando una piedra en la orilla”, informaron los medios. Cada piedra, explicaron, compromete a luchar “porque como Galeano, es un símbolo de resistencia hasta la muerte.” Continue lendo ““La rabia que tenemos es contra el capitalismo, no contra aquellos que son engañados por él”: Subcomandante Moisés”

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Ignacio Ramonet, Nora Cortiñas, Osvaldo Bayer, Raúl Zibechi, Oscar Oliveira, entre otros, saludan al EZLN y a Galeano

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“Desde los abajos del mundo, y subiendo por las venas abiertas de Nuestra América les hacemos llegar nuestro saludo de Rebeldía. Resistencia. Y alegría para seguir la lucha”.

DesInformémonos

A nuestras hermanas y hermanos zapatistas
 
Desde distintos rincones del mundo les queremos hacer llegar este abrazo lleno de rabia, de dolor, frente a una nueva injusticia que se comete contra los pueblos rebeldes.
 
El 24 de mayo no podremos estar físicamente con ustedes, pero en nuestros rincones del mundo, desde donde nuestros corazones laten abajito y a la izquierda, vamos a estar hablando de ustedes, con ustedes, y soñando los sueños que ustedes nos permitieron soñar.
 
Queremos que a través de esta ventana de la lucha antisitémica, que es para nosotrxs Desinformémonos, expresar que cuando tocan a unx, nos tocan a todxs, de parte de quienes en nuestros territorios hacemos cotidianamente gestos de rebeldía, de quienes ocupamos, producimos, resistimos.
 
Sabemos que el compa Galeano se está multiplicando en este mismo instante en nuestras tierras. Habrá ahora muchas maneras de ser galeanos y de reinventar el mundo… 
 
Desde los abajos del mundo, y subiendo por las venas abiertas de Nuestra América les hacemos llegar nuestro saludo de Rebeldía. Resistencia. Y alegría para seguir la lucha.
 
Firmas:
Ignacio Ramonet (Francia), Raúl Zibechi (Uruguay), Claudia Korol (Argentina), Oscar Olivera (Bolivia), Osvaldo Bayer (Argentina), Nora Cortiñas (Argentina), Joel Suárez (Cuba), Berta Cáceres (Honduras), Liliana Daunes (Argentina), Laura Carlsen (México-Estados Unidos), Hernán Ouviña (Argentina), Centro Martin Luther King Jr (Cuba), Pañuelos en Rebeldía (Argentina) y Movimiento Popular La Dignidad (Argentina).
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Porto do Açu, o lugar em que quase tudo é “quase”

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Por Marcos Pedlowski

Tem gente que acha que eu implico com o Porto do Açu, mas a verdade é que não me opus ao empreendimento, apenas à forma adotada por Eike Batista e pela CODIN para instalá-lo no V Distrito de São João da Barra. É que na forma adotada, centenas de famílias de trabalhadores rurais tiveram suas terras subtraídas e muitas ainda esperam o pagamento dos valores miseráveis que o (des) governo de Sérgio Cabral/Pezão decidiu que elas valiam.

Agora uma matéria do Jornal Folha da Manhã me fez aumentar a minha impressão pessoal de que nem os novos donos estadunidenses estão conseguindo dar forma a um empreendimento que Eike Batista lhes entregou totalmente torto. Começando pela manchete e indo pela matéria adentro, o que se vê são repetições de promessas antigas e indicações de novas direções para ver se o Porto do Açu não afunda.

À primeira vista, a mudança de vocação apontada na manchete não seria um problema, mas dado o tamanho inicial do projeto e tudo o que prometia em sua retroárea, o que se subentende é que o empreendimento realmente vai encolher brutalmente, já que a área de petróleo a que a matéria se refere provavelmente não se coloca no filé mignon do refino. Mas afora a informação de que os terminais continuam inconclusos e que a linha de transmissão de energia só deverá ficar pronta no final de 2016 indica que os custos da Prumo continuarão sendo muito altos para tocar o pouco que foi instalado. Este fato deve, ou pelo menos deveria, estar ligando os sinais de alerta na sede do Grupo EIG em Washington DC, visto que a Prumo acumulou só em 2013 prejuízos na ordem de US$ 60 milhões. 

Mas um dado precioso e que merece atenção é a informação inserida na matéria é que dos 7.000 hectares desapropriados pela CODIN para beneficiar o Grupo EBX, apenas 1.000 estariam tendo algum uso até o momento. O fato é que este dado não me parece real, e o mapa abaixo pode ajudar aos leitores a entenderem o porquê do meu ceticismo. Continue lendo “Porto do Açu, o lugar em que quase tudo é “quase””

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O aluno de romance Oswald de Andrade, por Mário da Silva Brito

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Da série especial “Oswald 60?, em Outras Palavras

Ao longo dos trechos do ensaio que o leitor poderá ler agora, o historiador Mário da Silva Brito analisa a trilogia que compõe o romance “Os Condenados”, de Oswald de Andrade.

Com tais fragmentos, retomamos a mesma estrutura que foi empregada anteriormente, por ocasião da publicação do estudo de Antonio Candido acerca da dialética vida e obra, presente de forma aguda no líder modernista.

Desse modo, procuramos extrair aqueles pontos que julgamos essenciais. Esse trabalho foi feito com cuidado a fim de que não comprometesse o entendimento dessa introdução meticulosa*.

Importante esclarecer: os romances que fazem parte da trilogia foram lançados em épocas diferentes, chegaram a receber nomes distintos do que vemos agora e, quando agrupados, foram chamadas originalmente de “Trilogia do Exílio”.

Os tempos passaram. Em 1941, com o autor ainda vivo, o livro recebe uma edição definitiva.

E é com esta que o historiador trabalha, embora faça às vezes, conforme veremos, referência ao nome que primeiro consagrou o tríptico.

Assim, o leitor poderá acompanhar a sua bela escrita, a propósito de “Os Condenados”, lembrando sempre que o romance é composto, ao todo, por três obras: “Alma”, “A estrela de Absinto” e “A Escada”. (Theotonio de Paiva, editor da série “Oswald60?) Continue lendo “O aluno de romance Oswald de Andrade, por Mário da Silva Brito”

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David Harvey: leia Piketty, mas não se esqueça de Marx

marx piketty harveyReflexões sobre desigualdade do economista francês são brilhantes e oportuníssimas. Porém não conte com ele para compreender dinâmica central do sistema

Por David Harvey, com tradução de Inês Castilho, em Outras Palavras

Thomas Piketty escreveu um livro chamado  Capital que causou uma tremenda comoção. Ele defende a taxação progressiva e a tributação da riqueza global como único caminho para deter a tendência à criação de uma forma “patrimonial” de capitalismo, marcada pelo que chama de uma desigualdade “apavorante” de riqueza e renda. Também documenta com detalhes excruciantes, e difíceis de rebater, como a desigualdade social de ambos, riqueza e renda, evoluíram nos últimos dois séculos, com ênfase particular no papel da riqueza. Ele aniquila a visão, amplamente aceita, de que o capitalismo de livre mercado distribui riqueza e é o grande baluarte para a defesa das liberdades individuais. Piketty demonstra que o capitalismo de livre mercado, na ausência de uma grande intervenção redistributiva por parte do Estado, produz oligarquias antidemocráticas. Essa demonstração deu base à indignação liberal e levou o Wall Street Journal à apoplexia.

O livro tem sido frequentemente apresentado como substituto para o século 21 do trabalho do século 19 de Marx, que leva o mesmo título. Piketty nega que fosse essa sua intenção, na verdade – o que parece certo, uma vez que seu livro não é, de modo algum, sobre o capital. Ele não nos conta por que razão ocorreu a catástrofe de 2008, e por que está demorando tanto para tanta gente se levantar, sob o fardo do desemprego prolongado e da execução da hipoteca de milhões de casas. Ele não nos ajuda a entender por que o crescimento é tão medíocre hoje nos EUA, em oposição à China, e por que a Europa está travada sob uma política de austeridade e uma economia de estagnação.

O que Piketty mostra estatisticamente (e estamos em dívida com ele e seus colegas por isso) é que o capital tendeu, através da história, a produzir níveis cada vez maiores de desigualdade. Isso, para muitos de nós, é má notícia. Além disso, é exatamente a conclusão teórica de Marx, no primeiro volume de sua versão do Capital. Piketty fracassa em observar isso, o que não é surpresa, já que sempre clamou, diante das acusações da mídia de direita de que é um marxista disfarçado, que não leu O Capital de Marx.  Continue lendo “David Harvey: leia Piketty, mas não se esqueça de Marx”

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Mulheres do campo lutam para derrubar barreiras e preconceitos

Elisabeth Maria Cardoso, da ONG Articulação Nacional de Agroecologia. Foto: Valter Campanato / Agência Brasil
Elisabeth Maria Cardoso, da ONG Articulação Nacional de Agroecologia. Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

Por Mariana Branco – Repórter da Agência Brasil

As mulheres obtiveram direitos e avanços no busca por oportunidades iguais ao longo dos anos, mas há barreiras mais difíceis de derrubar no campo do que nas cidades. Em razão de a zona rural ser tradicionalista, suas moradoras lutam contra preconceitos manifestados de maneira mais explícita do que nos grandes centros. Conquistar espaços longe do lar, dos filhos e das tarefas domésticas nem sempre é tranquilo para elas. Apesar disso, camponesas tentam vencer a resistência ao seu envolvimento na esfera pública, engajando-se em cooperativas, redes de produção e movimentos sociais. Algumas até ocupam postos de liderança, na maioria das vezes monopolizados pelos homens.

Elisabeth Maria Cardoso, coordenadora do grupo de trabalho para mulheres da organização não governamental Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), ressalta que nas áreas rurais existe divisão do trabalho entre homens e mulheres semelhante à encontrada nos centros urbanos, mas o vínculo das mulheres com o local de residência é mais arraigado. “Por mais que haja uma divisão sexual das tarefas também nas cidades, se os dois trabalham fora há um momento em que ela tem o espaço dela. No campo, a agricultura, que é a atividade produtiva, se confunde com a doméstica. E a mulher não é reconhecida pelo trabalho produtivo, é como se não fizesse nada”, diz.

Segundo ela, a falta de reconhecimento vem do marido, dos filhos e até de técnicos que trabalham com comunidades rurais. Elisabeth cita o exemplo de um curso pós-colheita de café ministrado na Zona da Mata de Minas Gerais. “Era ministrado aos homens, mas quem faz a secagem do café é a mulher”, explica. De acordo com a coordenadora, o fato de as tarefas domésticas somadas ao trabalho na roça tomarem muito tempo dificulta a frequência de espaços públicos pelas mulheres do campo. “Muitas vezes, o espaço onde ela vai restringe-se à escola e à igreja”, diz. Segundo Elisabeth, ao se ausentar, a mulher deve conseguir adiantar as obrigações do lar ou ter alguém que a substitua. Continue lendo “Mulheres do campo lutam para derrubar barreiras e preconceitos”

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