Há quem ame o país só nas Copas. Fora delas, quer que tudo se exploda, por Leonardo Sakamoto

angeli3_thumb1

Leonardo Sakamoto

Um carro enfeitado com uma grande bandeira do Brasil avançava velozmente pelo acostamento para fugir do congestionamento na rodovia dos Imigrantes na manhã desta segunda.

Um casal, que saiu animado na tarde de ontem de um restaurante no Itaim, estacionou o carro – decorado de verde e amarelo – em uma vaga para pessoas com deficiência. O veículo não possuía nenhuma sinalização de pertencer a uma pessoa com deficiência.

No sábado, um outro possante – que parecia uma festa junina ambulante de tanta bandeirola verde e amarela – abriu a janela, arremessou uma latinha de cerveja vazia na direção de uma pessoa em situação de rua que dormia no canteiro central de uma avenida, em Pinheiros, e disparou, cantando pneus. Continue lendo “Há quem ame o país só nas Copas. Fora delas, quer que tudo se exploda, por Leonardo Sakamoto”

Ler maisHá quem ame o país só nas Copas. Fora delas, quer que tudo se exploda, por Leonardo Sakamoto

Concursos federais reservam vagas para negros

A reserva racial tem base na Lei 12.990/2014, sancionada no mês passado

SEPPIR – Dois órgãos federais abrem concursos com cotas raciais. O Instituto Federal de Brasília oferece 171 vagas e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), selecionará 100 novos servidores. Nos dois concursos, 20% dos postos deverão ser ocupados por candidatos autodeclarados negros. A regulamentação está baseada na Lei 12.990/2014, sancionada no dia 9 de junho último.

O Instituto Federal de Brasília abriu inscrições para o preenchimento de 13 vagas para os cargos de nível superior de Professor do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico, da carreira de Magistério do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico. As vagas são para as áreas de Biologia ou Ciências Biológicas, Letras / Língua Espanhola e Literaturas, Letras / Língua Inglesa e Literaturas, Letras / Língua Francesa e Música.

Estão abertas também as inscrições para o provimento de 158 vagas para os cargos de nível Técnico Administrativo para diversas áreas. O período de inscrições prossegue até o dia 15 de julho de 2014.

A Anatel também oferece 100 vagas. Os salários variam de R$5.791,25, para os cargos de nível médio, até R$ 11.776,90, para os especialistas de nível superior. Do total de oportunidades, 64 serão para o nível médio, 68 para o superior e formação de cadastro de reserva. Continue lendo “Concursos federais reservam vagas para negros”

Ler maisConcursos federais reservam vagas para negros

Represión, exilio o muerte, consecuencia de defender el territorio en Guatemala

admin-ajax.php_1-391x260La historia de Chico, quien tuvo que huir de su comunidad debido a la represión que lanzó el gobierno contra quienes defienden su territorio de las empresas, es sólo una entre decenas más

Jaime Quintana Guerrero – Desinformémonos

Ciudad de Guatemala, Guatemala. El exilio e incluso la muerte son consecuencia de la defensa de la vida y el territorio en Guatemala, afirma Francisco Lucas Pedro, joven maya que vive fuera de su comunidad debido a la represión que trajo consigo la posible instalación de una hidroeléctrica en su territorio, Barillas.

Francisco Lucas Pedro, Chico, como lo conocen en su comunidad y su organización, es un maya qanjob originario de Yula Imxolá Santa Cruz, municipio de Barrillas. Las tierras de su pueblo están en riesgo de despojo por parte de la empresa Hidro Santa Cruz S.A., que pretende construir una hidroeléctrica.

Chico fue desplazado por el conflicto que generó el gobierno de Guatemala en una vasta región indígena. En entrevista con Desinformémonos, el indígena explica que su comunidad era tranquila antes de la llegada de la empresa, con los problemas que todos los pueblos presentan. Sin embargo, después de la llegada de Hidro Santa Cruz, se dejaron de respetar las formas de las comunidades y empezaron a violar la consulta comunitaria, así como los derechos individuales y colectivos, afirma. “Empezaron a circular por carreteras sin aviso y sin pedir permiso”, agrega. Continue lendo “Represión, exilio o muerte, consecuencia de defender el territorio en Guatemala”

Ler maisRepresión, exilio o muerte, consecuencia de defender el territorio en Guatemala

Terratenientes agreden y queman viviendas de indígenas en Costa Rica

 

Los indígenas de la reserva Salitre exigieron al Ejecutivo sanción para los terratenientes (Foto:Nación)
Los indígenas de la reserva Salitre exigieron al Ejecutivo sanción para los terratenientes (Foto:Nación)

Indígenas de la reserva Salitre fueron agredidos por terratenientes costarricenses en los territorios ancestrales en Buenos Aires de Puntarenas, al sur de la capital. Los llamados “finqueros blancos” los sacaron por la fuerza de sus viviendas y luego procedieron a quemarlas

TeleSur – Terratenientes costarricenses agredieron este sábado a índígenas de la reserva Salitre, primero sacándolos por la fuerza de sus viviendas y luego procedieron a quemarlas, en un hecho ocurrido en Buenos Aires de Puntarenas, al sur de la capital, según un medio local.

Los comúnmente conocidos como “finqueros blancos”, llegaron en grupo de 80 en la noche de éste sábado con focos, piedras y armas para sacar a los indígenas por la fuerza de sus casas e incendiar los ranchos.

“En enero del año pasado, marcaron a un joven como si fuera ganado y a otro le cortaron los dedos de la mano. Ayer, nos quemaron los ranchos y yo tengo familia que, en este momento, está escondida en la montaña por temor a que los agredan”, dijo Yamilet Figueroa, una de las víctimas de la violencia. Continue lendo “Terratenientes agreden y queman viviendas de indígenas en Costa Rica”

Ler maisTerratenientes agreden y queman viviendas de indígenas en Costa Rica

A Peleja do Povo Contra o Dragão de Ferro [Não à Vale e a Carajás, agora na íntegra]

O que pensam as mais de cem comunidades atingidas pelo complexo minerometalúrgico, capitaneado pela Vale, desde sua mina em Parauapebas-PA, até o Porto da Ponta da Madeira, em São Luís-MA?

O que sentem aqueles que veem nossas riquezas saqueadas para longe, deixando para o povo suas mazelas: doença, fome, violência e morte?

O que dizem os movimentos sociais e a sociedade civil organizada a respeito da duplicação de todo o sistema mina-ferrovia-porto que vem sendo implementada pela Vale e patrocinada pelo Estado? Como pesquisadores e acadêmicos interpretam os investimentos e os grandes projetos que garantem ‘desenvolvimento’ a essa região?

“A peleja do povo contra o dragão de ferro – Carajás 30 anos ” vai em busca dessas respostas, percorrendo todo o corredor de Carajás, encontrando pessoas, culturas e mostrando sonhos.

O filme, dirigido pelo maranhense Murilo Santos, dá continuidade a outras produções que analisam as violações de direitos promovidas pelos grandes projetos econômicos na Amazônia oriental, que historicamente têm contribuído para o avanço do capital na região. Continue lendo “A Peleja do Povo Contra o Dragão de Ferro [Não à Vale e a Carajás, agora na íntegra]”

Ler maisA Peleja do Povo Contra o Dragão de Ferro [Não à Vale e a Carajás, agora na íntegra]

Papa diz que exploração da natureza é pecado de nosso tempo

 

Jorge Mario Bergoglio
Jorge Mario Bergoglio

Reuters

Campobasso, Itália – O papa Francisco pediu neste sábado por mais respeito à natureza, afirmando que a destruição das florestas da América do sul e outras formas de exploração ambiental é um pecado da era moderna. Em pronunciamento na Univerisdade de Molise, em uma região agrícola e industrial no sul da Itália, o papa afirmou que a Terra deve poder prover seus frutos sem ser explorada.

“Este é um dos maiores desafios de nosso tempo: converter nós mesmos para um tipo de desenvolvimento que sabe como respeitar a Criação”, disse ele a estudantes, fazendeiros e trabalhadores dispensados, presentes à cerimônia realizada na universidade.

“Quando eu olho para a América, também minha terra natal (América do Sul), tantas florestas, todas cortadas, que se tornaram apenas chão … que não pode mais dar vida. Este é nosso pecado, explorar a Terra e não permitir a ela nos dar o que ela tem”, disse o papa argentino de improviso.

Francisco, que assumiu seu nome a partir da inspiração de São Francisco de Assis, santo do século 13 visto como patrono dos animais e do meio-ambiente, está escrevendo uma encíclica sobre o relacionamento do homem com a natureza. Desde sua escolha em março de 2013, o líder dos 1,2 bilhão de católicos romanos têm feito muitos apelos em defesa do meio-ambiente.

Ler maisPapa diz que exploração da natureza é pecado de nosso tempo

Pesquisa revela que mulheres negras estão fora do cinema nacional

zeze_motta

Por Isabela Vieira, Repórter da Agência Brasil

As mulheres negras* não estão nas telas de cinema, nem atrás das câmeras. Pesquisa da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) mostra que pretas e pardas não figuraram nos filmes nacionais de maior bilheteria. Apesar de ser a maior parte da população feminina do país (51,7%), as negras apareceram em menos de dois a cada dez longas metragens entre os anos de 2002 e 2012. Além disso, atrizes pretas e pardas representaram apenas 4,4% do elenco principal de filmes nacionais. Nesse período, nenhum dos mais de 218 filmes nacionais de maior bilheteria teve uma mulher negra na direção ou como roteirista.

Coordenada pelo Instituto de Estudos Sociais e Políticos (Iesp) da Uerj, um dos mais renomados centros de estudos de ciência política na América Latina, a pesquisa A Cara do Cinema Nacionalsugere que as produções para as telonas não refletem a realidade do país, uma vez que 53% dos brasileiros se autodeclaram pretos ou pardos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O prejuízo, na avaliação das autoras do estudo, é a influência de determinados valores sobre a audiência.

“Pelos dados, a população brasileira é diversa, mas essa diversidade não se transpõe para ambientes de poder e com maior visibilidade”, disse uma das autoras, a mestranda Marcia Rangel Candido. Ela acrescenta que, além da “total exclusão” nos cargos técnicos, a representação no elenco está limitada a estereótipos associadas à pobreza e à criminalidade. “As mulheres brancas exercem vários tipo de emprego, são de várias classes sociais, a diversidade é maior”, destaca.

Continue lendo “Pesquisa revela que mulheres negras estão fora do cinema nacional”

Ler maisPesquisa revela que mulheres negras estão fora do cinema nacional

A morte do dançarino DG aponta um novo escândalo policial no Rio

Enterro de Douglas Rafael da Silva Pereira no Rio. Foto: Felipe Dana - AP
Enterro de Douglas Rafael da Silva Pereira no Rio. Foto: Felipe Dana – AP

O jovem recebeu um disparo feito por um dos nove policiais que participavam da operação

Por Francho Barón, em El País

As primeiras conclusões das investigações conduzidas pela Polícia Civil do Rio de Janeiro sobre a morte do dançarino carioca Douglas Rafael da Silva Pereira, mais conhecido por DG, não deixam muito espaço para dúvida: o jovem recebeu um disparo feito por um dos nove policiais que, na noite de 22 de abril, participavam de uma suposta operação contra narcotraficantes na favela do Pavão-Pavãozinho.

Segundo os investigadores, a bala que tirou a vida de DG foi de calibre 40 e corresponde às pistolas usadas naquela noite por dois policiais. O grupo fazia a patrulha equipada com fuzis de assalto de diferentes calibres. A investigação mantém em aberto duas interrogações cruciais: a primeira, em que circunstâncias DG foi morto. De acordo com a versão da polícia, o dançarino fugia de um intenso fogo cruzado entre policiais e narcotraficantes quando recebeu um disparo que entrou pela região lombar esquerda e saiu pelo ombro direito. No entanto, não são poucas as testemunhas que naquela noite se encontravam próximas ao local do incidente e que insistem que não houve nenhum confronto. As mesmas fontes falam de alguns disparos concentrados em um breve momento.

A segunda interrogação tem a ver com a autoria do disparo, com nomes e sobrenomes. Os investigadores ainda não chegaram a uma conclusão definitiva, embora as provas já apontem diretamente para dois policiais.
Continue lendo “A morte do dançarino DG aponta um novo escândalo policial no Rio”

Ler maisA morte do dançarino DG aponta um novo escândalo policial no Rio

Genocidio de la comunidad Aché: entre la impunidad y la memoria

 

Joven Aché capturado. Marzo de 1972. Fotografía: Christine Münzel
Joven Aché capturado. Marzo de 1972. Fotografía: Christine Münzel

Por Óscar Guerrero Bojorquez*, em Servindi

En lugares remotos de la República del Paraguay se recogen, cada vez con más frecuencia, pruebas que respaldan exhaustivos estudios que dan cuenta de un perverso genocidio en uno de los 19 pueblos indígenas existentes al día de hoy y que históricamente han sido marginados por el estado.

El presente material aborda algunos de los traumáticos episodios que vivió la comunidad indígena Aché del Paraguay como consecuencia de una política deliberada de genocidio aplicada por las autoridades de este país acompañada de la indiferencia de la sociedad en general. Pero antes de tratar la problemática es necesario conocer algunas características propias de este grupo humano.

Los Aché, llamados también Guayakíes (ratas de monte en idioma guaraní), son una comunidad aborigen de cazadores-recolectores nómadas que residían en la región este de Paraguay desde tiempos inmemoriales. El número de indígenas bordea las 1200 personas. La caza es la principal actividad y es considerada como el vínculo que mantiene intacta la conexión entre el bosque y los humanos. Los jefes tradicionales son la máxima autoridad y representan el elemento más importante de cohesión en la sociedad. Muchos apuntes de estudiosos de diversas nacionalidades que se desplazaron hasta el Paraguay en los años 60, 70 y muy recientemente indican que un aspecto cultural positivo de este grupo era el profundo respeto por las mujeres.

Continue lendo “Genocidio de la comunidad Aché: entre la impunidad y la memoria”

Ler maisGenocidio de la comunidad Aché: entre la impunidad y la memoria

‘Sou filho de uma geração dos índios sem futuro’, diz Gersem Baniwa

Gersem Baniwa
Há 30 anos, Gersem ajudou a fundar a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn) e a Coordenação dos Povos Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab). Foto: Winnetou Almeida

Gersem Baniwa convoca militantes para retomada da ação protagonista, que fez bonito nas décadas de 80 e 90: é preciso transformar potencial em realidade

Por Ivânia Vieira, em A Crítica

Nos dedos das mãos, quatro alianças. A de ouro, simboliza seu casamento. As outras três, em cores diferentes, são feitas do caroço de tucumã. A mais clara, no plano político, representa a cultura do branco; a de cor parda, o índio; a de cor preta, o negro; e no conjunto elas compõem um esforço pela grande aliança em favor da “transculturalidade do espírito humano”. Assim Gersem José dos Santos Luciano Baniwa define os símbolos que carrega.

E eles falam muito do atual momento de vida desse pesquisador e líder indígena, que tenta re-juntar o movimento indígena da Amazônia, renovar alianças com outros movimentos para garantir conquistas e encantar os jovens à caminhada que precisa ser feita.

Há 30 anos, Gersem ajudou a fundar a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn) e a Coordenação dos Povos Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab). Foi secretário de Educação em São Gabriel da Cachoeira, onde nasceu, e um dos responsáveis pela inclusão nas escolas do município de línguas indígenas, feito inédito no Brasil e legalizado no ano 2000.

Amante do diálogo, ele viajou o mundo, ocupou muitos cargos, estudou, produziu artigos e livros. Hoje é professor de Educação e diretor do Departamento de Políticas Afirmativas na Universidade Federal do Amazonas. É nessa condição que retoma as articulações dos povos indígenas. Em entrevista a A CRÍTICA, classifica de vergonhosa a situação das escolas indígenas no Amazonas e afirma que o movimento indígena estadual se acomodou. A seguir trechos da conversa: Continue lendo “‘Sou filho de uma geração dos índios sem futuro’, diz Gersem Baniwa”

Ler mais‘Sou filho de uma geração dos índios sem futuro’, diz Gersem Baniwa