Amazonas sin cuero cabelludo

escalpelamentoClaudia Bellante, Convenio Rel-uita / Brecha

Brasil es líder mundial en accidentes de trabajo. En casi todos los sectores laborales. La siguiente nota aborda un caso raro que reafirma esa realidad: el de los habitantes de regiones amazónicas del país (en su gran mayoría mujeres) que pierden su cuero cabelludo al pretender atravesar el Amazonas en pequeñas barcas motorizadas que no cuentan con la menor protección.

La indiferencia estatal por las condiciones en que se trasladan esas personas y por su situación posterior a los accidentes agrava el dramatismo de un caso ya de por sí muy grave.

Cientos de mujeres y niñas (y algunos hombres) han perdido accidentalmente su cuero cabelludo en el estado de Amapá, uno de los más pobres de Brasil, intentando atravesar el Amazonas, la única vía de comunicación de la región. De no ser por la acción de una asociación que las reúne, su extraña historia de vida hubiera sido de soledad y marginación. Continue lendo “Amazonas sin cuero cabelludo”

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Incra reconhece terras de comunidade quilombola no Maranhão

Foto: Arte: Maurício Araya / Imirante.com.
Foto: Arte: Maurício Araya / Imirante.com.

Área de 7,4 mil hectares em Itapecuru-Mirim é declarada como terra da comunidade quilombola Santa Rosa dos Pretos.

Imirante. com

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) reconheceu, por meio de publicação na edição, desta sexta-feira (11), do “Diário Oficial da União”, como terras das Comunidades Remanescentes de Quilombos Santa Rosa dos Pretos uma área de 7.496 hectares na cidade de Itapecuru-Mirim, no Maranhão.

O processo de reconhecimento de uma terra para os quilombos é considerado por representantes do governo e de movimentos sociais uma das principais medidas de resgate cultural e de autossuficiência dessas famílias que dependem, basicamente, de atividades econômicas agrícolas e de pesca e artesanato. Continue lendo “Incra reconhece terras de comunidade quilombola no Maranhão”

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Loja é acusada de racismo após associar imagem de criança negra com macaco

Aerin Call
Aerin Call

Em Boa Informação

Uma loja de roupas de San Diego, nos Estados Unidos, foi acusada de racismo por internautas, nesta quarta-feira, após uma imagem da nova campanha de vestuário infantil deles parar no Twitter. A fotografia, feita dentro do estabelecimento, mostra, em uma arara, um cabide estilizado – com a impressão do rosto de um menino negro – sendo usado para sustentar uma camisa cuja estampa é o corpo de um macaco. A empresa responsável pela loja classificou o caso como um mal-entendido. As informações são do “Daily Mail”.

A enxurrada de críticas contra a loja de roupas “Just Add A Kid” começou depois que um internauta, indignado, usou o Twitter para compartilhar a foto polêmica do modelo e sua camisa estampada. “Senhor e Senhora Obama, como podemos tolerar isso?”, escreveu ele na legenda da imagem. Continue lendo “Loja é acusada de racismo após associar imagem de criança negra com macaco”

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Guaranis resistem a preconceito enquanto exigem demarcações no Paraná [excelente!]

Líder do Tekoha Jevy, Anatálio relata ameaças de morte nas ruas e hostilidades pelo rádio ( Tadeu Breda)
Líder do Tekoha Jevy, Anatálio relata ameaças de morte nas ruas e hostilidades pelo rádio ( Tadeu Breda)

Intolerância contamina população de Guaíra e Terra Roxa, na fronteira com Paraguai; ao retomar territórios, índios tentam restituir aos filhos o direito à terra dos avós

por Tadeu Breda, da RBA

O coração de Amélia disparou ao perceber que um carro preto se aproximava lentamente até frear. “Não, nem conheço vocês”, responderia, assustada, depois que um dos ocupantes baixou o vidro escuro e lhe mandou subir. A jovem tentaria escapar segundos depois, ao perceber que a ordem ganhava rispidez e se transformava em ultimato, “Entra logo!”, mas não conseguiu.

“Estava de salto e não pude correr”, justifica. A voz é baixa, as mãos não param de amarrotar um pedaço colorido do vestido. “Então, um deles pegou meu cabelo, tapou minha boca e me colocou pra dentro.”

O sequestro se transformou numa longa sessão de agressões e abusos sexuais que Amélia, nove meses depois, ainda não conseguia verbalizar. Repetia apenas “Judiaram muito de mim” ou “Me judiaram bastante” para descrever o que passou nas mãos de três homens e as mãos que passaram sobre seu corpo de 19 anos, rodando pelas ruas da cidade com o som ligado no último volume. Continue lendo “Guaranis resistem a preconceito enquanto exigem demarcações no Paraná [excelente!]”

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Mapa da Violência 2014 confirma caso de violência epidêmica no Brasil. Entrevista especial com Julio Jacobo Waselfisz

Foto: www.mapadaviolencia.org.br
Foto: www.mapadaviolencia.org.br

“As instituições que deveriam priorizar o atendimento e a proteção dos setores vulneráveis pela Lei Maria da Penha, pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, pelo Estatuto da Igualdade Racial, criam grupos dentro de suas próprias instituições que, por um lado, culpabilizam as vítimas, dizendo que é o negro da favela, o negro do crack ou a mulher que provocou o homem; ou, por outro lado, e ainda mais sério, criam-se, dentro dessas instituições, mecanismos de fazer justiça com as próprias mãos, já que a Justiça brasileira é lenta”, critica o sociólogo

IHU On-Line – Dezesseis anos após a publicação do primeiro, o Mapa da Violência 2014 evidencia a situação de violência entre os jovens brasileiros. “Não temos muita coisa para festejar”, declara Julio Jacobo Waselfisz, sociólogo argentino radicado no Brasil e responsável pelas análises dos dados.

“Em cada aniversário fazemos um balanço do que foi feito no ano, do que faltou fazer e, depois de 16 anos de publicações de mapas, também fizemos um balanço desses anos e percebemos que em todas as áreas que pesquisamos — suicídios, homicídios, acidentes de transporte, uso de arma de fogo — os índices pioraram”, afirma, na entrevista a seguir, concedida por telefone à IHU On-Line.

O Mapa da Violência 2014 demonstra que “os remédios não foram suficientes para estagnar essa UTI onde estão os jovens. Praticamente pode-se dizer que há uma pandemia de morte de jovens no Brasil”, frisa.

O Brasil registra 100 homicídios por 100 mil habitantes.

Entre os sociólogos, explica Waselfisz, a partir de dez homicídios por 100 mil habitantes, constata-se uma situação de violência epidêmica e em expansão. Continue lendo “Mapa da Violência 2014 confirma caso de violência epidêmica no Brasil. Entrevista especial com Julio Jacobo Waselfisz”

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Fábio Hideki: sem liberdade, sem cabelo e sem direito de escolha

Preso há dezessete dias, o ativista teve seus cabelos longos raspados e foi obrigado a largar sua dieta  vegetariana; manifestação na praça Roosevelt pedirá sua liberdade

SpressoSP

Além de ter sido preso simplesmente pelo fato de se manifestar, o ativista Fábio Hideki Harano, encarcerado há dezessete dias no presídio de Tremembé, não pode mais sequer determinar o que come.

Depois de um período de adaptação, Harano, que é estudante e funcionário da Universidade de São Paulo (USP), divide agora uma cela comum com outros dois presos e teve que largar sua dieta vegetariana por falta de opções no cardápio da penitenciária. Ele também foi obrigado a raspar os longos cabelos que cultivava já há alguns anos.

De acodo com Alexandre Harano, irmão do estudante que já o visitou duas vezes na prisão, o estudante tem aproveitado o tempo para ler e se exercitar na academia da penitenciária.

Militante político pacifista e adepto a hobbies como jogos de RPG e desenhos japoneses, Fábio Hideki foi detido por policiais civis à paisana no último dia 23 de junho em um protesto contra a Copa do Mundo , na avenida Paulista. Ele foi acusado pelos policiais de portar um artefato explosivo, suspeita que já foi desconstruída com imagens de um vídeo gravado no momento da revista pessoal do manifestante.

Até agora o artefato não foi apresentado publicamente. Continue lendo “Fábio Hideki: sem liberdade, sem cabelo e sem direito de escolha”

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Bolivia: Tres detenidos en protesta indígena por contaminación minera

bloqueo_tarija

Servindi, 11 de julio, 2014.- Tres detenidos dejó el desbloqueo de la carretera que une a los departamentos de Potosí y Tarija luego de que fuera retomada por pobladores del municipio de Puna, departamento de Potosí, en protesta por la contaminación minera en su región.

La semana pasada comuneros de las localidades de Chaquilla Pampa, Vitichi, Cotagaita, Puna y Caiza tomaron la citada vía por la contaminación que estarían produciendo los mineros informales denominados “cooperativistas mineros” en la zona.

La toma de la carretera terminó con un acuerdo entre los campesinos y el ministro de Minería y Metalurgia, César Navarro. Continue lendo “Bolivia: Tres detenidos en protesta indígena por contaminación minera”

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Juventude do campo escracha mercado de agrotóxicos em Rondônia

escracho_ROPor Maura Silva
Da Página do MST

Cerca de 100 jovens da Via Campesina presentes no Acampamento Estadual da Juventude, em Rondônia, realizaram um ato pela Reforma Política e escracharam a Casa da Lavoura, mercado que vende agrotóxicos, na manhã desta quarta-feira (09).

Músicas, faixas e panfletos foram algumas das ferramentas utilizadas pela juventude, que se dividiram em três frentes e ocuparam todos os espaços da cidade para denunciar os limites do atual sistema político, a precariedade da educação no campo e apontar os males causados pelos venenos agrícolas. 

Desde o último dia 3 de julho, a juventude dos movimentos sociais do campo, como MST, Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e a Comissão Pastoral da Terra (CPT), estão reunidos na cidade de Ouro Preto do Oeste, no Acampamento Estadual da Juventude da Via Campesina.  Continue lendo “Juventude do campo escracha mercado de agrotóxicos em Rondônia”

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Lembrando Lélia Gonzalez

Lélia-Gonzalez-AfroReggaeA antropóloga e militante negra faleceu há 20 anos, no dia 10 de julho de 1994

SEPPIR* – Filha de um ferroviário negro e de uma empregada doméstica indígena, Lélia Gonzalez nasceu em Belo Horizonte-MG, em 1º de fevereiro de 1935. Autora de artigos, ensaios e livros sobre a temática racial, a antropóloga e militante do movimento negro nos anos 1970, Lélia foi também um expoente no combate ao preconceito contra a mulher.

Sua obra acadêmica e seu trabalho como militante contribuíram para impulsionar não apenas o debate sobre a problemática racial no Brasil, mas também os seus desdobramentos a partir, basicamente, de dois temas correlatos: o tema da ideologia do branqueamento e seus efeitos e o da dupla exposição da mulher negra, discriminada pelo racismo e pelo sexismo.

A antropóloga fez parte do grupo de fundadores do Movimento Negro Unificado – MNU, principal canal de ressurgimento da luta pela igualdade racial, nos anos 70. Incansável na luta contra o racismo e a discriminação racial, foi também uma militante da causa feminina, particularmente da mulher negra. Sua importância para o movimento negro brasileiro tem sido comparada à de Ângela Davis, grande ícone do movimento negro americano.

Lélia faleceu há 20 anos, no dia 10 de julho de 1994.

*Fonte: Fundação Cultural Palmares

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População de rua leva cartão vermelho, por Viviane Tavares

População de rua aumenta nos últimos anos e a resposta da gestão pública é a violência, principalmente no entorno dos estádios da Copa do Mundo

Viviane Tavares – Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz)

Publicado no mês de junho pelo Centro Nacional de Defesa dos Direitos Humanos da População em Situação de Rua e Catadores de Materiais Recicláveis (CNDDH), o relatório ‘Violações de direitos da população em situação de rua nos meses que antecedem a realização da Copa do Mundo’ mostra uma unidade nas ações nas cidades-sede do mundial em relação a esta população. Até agora, cidades como Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Salvador e Porto Alegre já tiveram denúncias de ações como as de limpeza urbana e remoções forçadas.

As denúncias, como aponta o texto, foram registradas pelo Disque 100, serviço de atendimento telefônico criado pelo Serviço da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, além de denúncias recolhidas por instituições de segurança pública, polícia civil, Ministério Público, sociedade civil organizada, movimentos sociais, denúncias espontâneas feitas diretamente ao CNDDH e ainda a busca ativa em veículos de comunicação. “Essas denúncias, em sua grande maioria, tratam de violência institucional cometida pelo poder público e apresentam caráter higienista, podendo apresentar relação com a preparação para a Copa do Mundo”, explica o relatório.

Para o coordenador do Movimento Nacional dos Moradores de Rua, Samuel Rodrigues, a questão não é apenas em grandes eventos. “Na verdade, nós temos uma população de rua crescente e pouca política pública voltada a ela. No lugar de políticas, encontramos serviço de abrigamento, mas muito aquém do que este segmento demanda. Atrelado a isso, uma forte repressão policial e de seguranças privados de lojas e shoppings. E é evidente que em um período de mega eventos, de uma maior concentração de pessoas de outros países, essa tendência aumente”, explica. Continue lendo “População de rua leva cartão vermelho, por Viviane Tavares”

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