Ministra encerra congresso internacional sobre pensamento de mulheres negras hoje – em Salvador

Ministra participa de mesa de encerramento do evento iniciado nesta terça
Ministra participa de mesa de encerramento do evento iniciado nesta terça

Realizado de 9 a 12/12, evento conta com apoio da Seppir e congrega ‘Workshop Mulheres Negras – Pensando Práticas Sociais, Culturais e Políticas’, reunindo pensadoras do Brasil e de outros países em torno da temática

SEPPIR

A ministra Luiza Bairros (Igualdade Racial), participa hoje (12/12) da mesa de encerramento do I Congresso Internacional sobre o Pensamento de Mulheres Negras no Brasil e na Diáspora Africana. A solenidade, às 17h, será no auditório da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia, Largo Terreiro de Jesus, Pelourinho, Centro Histórico de Salvador-BA.

Realizado entre os dias 9 e 12 de dezembro, o Congresso tem o objetivo de explorar a produção de conhecimento promovida pelas mulheres negras em diferentes áreas, assim como divulgar o pensamento dessas mulheres e suas diversas atuações e linguagens no campo cultural, social e político.

Outros objetivos da atividade são facilitar os agenciamentos de novas pesquisas e ações, além de propiciar novos intercâmbios entre professoras/es, pesquisadoras/es, estudantes e ativistas dos movimentos de mulheres. Mas, de acordo com as organizadoras, a intenção é, sobretudo, “constituir um momento de formação e articulação de temas e perspectivas como forma alternativa de reflexão e estudos acerca das desigualdades raciais e de gênero”. Continue lendo “Ministra encerra congresso internacional sobre pensamento de mulheres negras hoje – em Salvador”

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ONU lança Década Internacional para os Afrodescendentes

Especialistas e diplomatas defenderam a busca por um mundo sem racismo, discriminação e intolerância
Especialistas e diplomatas defenderam a busca por um mundo sem racismo, discriminação e intolerância

Especialistas e diplomatas defenderam, nesta quarta-feira (10), nas Nações Unidas, a busca de um mundo sem racismo, discriminação e intolerância, a propósito do lançamento da Década Internacional para os Povos de Descendência Africana

SEPPIR

A ministra Luiza Bairros (Igualdade Racial) manifestou sua satisfação pelo lançamento da Década Internacional dos Afrodescendentes, durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira (10/12), em Nova York.

“Consideramos uma ocasião propícia para que todos os países membros das Nações Unidas renovem seu compromisso com a igualdade racial no mundo”, declarou a chefe da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República – SEPPIR/PR.

Segundo Bairros, no Brasil – onde vivem cerca de 100 milhões de afrodescendentes – tem melhorado a situação desse segmento nos últimos anos, a partir de um maior acesso à educação e ao emprego, graças aos programas governamentais. Continue lendo “ONU lança Década Internacional para os Afrodescendentes”

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Pai, perdoai. Eles não sabem o que digitam, por Leonardo Sakamoto

violência na rua - ditaduraLeonardo Sakamoto

O conjunto de textos e comentários apoiando a tortura e execuções realizadas pela ditadura postados após a divulgação do relatório final da Comissão Nacional da Verdade e aqueles saudando as declarações violentas do deputado federal Jair Bolsonaro (que, em discurso no plenário da Câmara, disse que só não “estupraria” a deputada Maria do Rosário porque ela “não merecia”) deu uma ideia para um excelente epitáfio:

“Aqui jaz a Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada pela Assembléia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948 e enterrada, sem cerimônias, no cotidiano da internet. Uma boa idéia para a qual os brasileiros ainda não estavam preparados.”

Vale a pena a leitura. Nem que seja por saudosismo de um futuro que ainda será. Mas não agora.

E, até lá, muita paciência, sobriedade e, é claro, amor para enfrentar tanto ódio. Continue lendo “Pai, perdoai. Eles não sabem o que digitam, por Leonardo Sakamoto”

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Reflexões de Sofia, por Antonio Claret Fernandes*

(Foto: L. Parracho/Reuters)
(Foto: L. Parracho/Reuters)

*para Combate Racismo Ambiental

O voo de Altamira a Belo Horizonte, 16 de novembro de 2014, dura exatamente 2 horas e 38 minutos; tempo recorde, pois o normal são 3 horas. Mais da metade das poltronas vazia, a passagem 300 reais, bem em conta comparada aos quase 500 reais de ônibus, sem contar adicionais de alimentação nos três dias de viagem. O empobrecido, vez que outra, pode andar de avião hoje.

Exceto pequeno trecho de turbulência, muito comum na Amazônia por causa do alto índice de umidade do ar, o voo corre tranquilo, dividido entre o cochilo e as lembranças dos mais de três anos passados no Xingu.

A sonolência bate forte! Sofia acaba de sair de um encontro de 4 dias com a participação de quase 600 pessoas, uma rica experiência que ocorre de 5 em 5 anos na Prelazia do Xingu. ‘Árvore que dá fruto leva pedrada’, essa frase lhe fica gravada na cabeça. A metáfora faz alusão à perseguição aos lutadores do povo. A bambeza no corpo se agrava por causa dos dois copos de cerveja tomados antes do embarque, na companhia de Lúgera, militante do MAB. Continue lendo “Reflexões de Sofia, por Antonio Claret Fernandes*”

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Carta de comunidade Guarani Kaiowa Tey’i Juçu Pindo Roky/Tey’ikue-Caarapó-MS

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Para: Presidente da República Dilma Rousseff, Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), todas as sociedades nacionais e internacionais, autoridades das Organizações das Nações Unidas- ONU

Nós representantes e lideranças das comunidades Guarani e Kaiowa reocupantes da terra tekoha tradicional TEY’I JUÇU E PINDO ROKY-Caarapo-MS, vimos através desta carta comunicar as nossas decisões definitivas às todas autoridades sociedades do Brasil e do Mundo.

A princípio nós somos um povo indígena/nativo Guarani e Kaiowa, somos originários de nossos territórios tekoha Tey’i Juçu, Pindo Roky, Javorai, somos comunidades ameaçadas de morte sim, resistimos até hoje, os nossos avô e avós foram expulsos e expropriados recentemente de nossas terras tradicionais Tey’i Juçu em meados de 1960, pelos fazendeiros, por essa razão nós reivindicamos a demarcação e devolução de nossas terras desde 1980, mas o governo e justiça federal do Brasil até os dias de hoje não demarcou, afirma e alega que as nossas terras se encontram em estudo, está no TAC, que será demarcada, mas já passaram mais de 20 anos, estamos enganados e fomos enrolados pelo governo do Brasil, cansado de esperar a demarcação. Continue lendo “Carta de comunidade Guarani Kaiowa Tey’i Juçu Pindo Roky/Tey’ikue-Caarapó-MS”

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Comissão da Verdade: ao menos 8,3 mil índios foram mortos na ditadura militar

O povo Waimiri-Atroari sofreu ameaça de extinção nos anos 80 (Foto: PWA)
O povo Waimiri-Atroari sofreu ameaça de extinção nos anos 80 (Foto: PWA)

Kátia Brasil e Elaíze Farias – Amazônia Real

A Comissão Nacional da Verdade (CNV) incluiu em seu relatório final um número limitado de 10 etnias indígenas entre as 434 vítimas de graves violações de direitos humanos ocorridas no Brasil durante a ditadura militar entre 1964 a 1985. Segundo o relatório, no período investigado ao menos 8.350 indígenas foram mortos em massacres, esbulho de suas terras, remoções forçadas de seus territórios, contágio por doenças infecto-contagiosas, prisões, torturas e maus tratos. Muitos sofreram tentativas de extermínio.

No capítulo “Violações de direitos humanos dos povos indígenas” consta que entre os índios mortos estão, em maior número 3.500 indígenas Cinta-Larga (RO), 2.650 Waimiri-Atroari (AM), 1.180 índios da etnia Tapayuna (MT), 354 Yanomami (AM/RR), 192  Xetá (PR), 176 Panará (MT), 118 Parakanã (PA), 85 Xavante de Marãiwatsédé (MT), 72 Araweté (PA) e mais de 14 Arara (PA).

O relatório afirma que o número real de indígenas mortos no período pode ser maior. Continue lendo “Comissão da Verdade: ao menos 8,3 mil índios foram mortos na ditadura militar”

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GO – Procurador da República será homenageado amanhã, 12, por combate a crimes cometidos durante a ditadura militar

Procurador Wilson Rocha Assis durante Audiência Pública sobre hidrelétricas no Pantanal.
Procurador Wilson Rocha Assis durante Audiência Pública sobre hidrelétricas no Pantanal

Wilson Rocha Assis denunciou militar reformado por crime praticado durante o regime de exceção

MPF GO

O procurador da República Wilson Rocha Assis será homenageado amanhã, 12 de dezembro, às 9h, pela Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Legislação Participativa da Assembleia Legislativa de Goiás. A sessão solene será em comemoração à Declaração Universal de Direitos Humanos, com o tema “66 anos da Declaração de Direitos Humanos –   “Direitos Humanos não se pede de joelhos, exige-se de pé”, e ocorrerá no Plenário Getulino Artiaga da Assembleia.

Entenda

Em dezembro do ano passado, o Ministério Público Federal em Goiás (MPF/GO) denunciou Epaminondas Nascimentos, delegado de polícia no município de Rio Verde/GO em 1973, por ordenar a ocultação dos corpos dos jovens Maria Augusta Thomaz e Márcio Beck Machado, membros do então “Movimento de Libertação Popular”, grupo armado de enfrentamento à ditadura inaugurada com o Golpe Militar de 1964. O casal foi morto por agentes do antigo regime em uma fazenda localizada entre os municípios goianos de Rio Verde e Jataí. Documentos colhidos durante a investigação e testemunhas ouvidas pelo MPF/GO e pela Comissão Nacional da Verdade corroboraram que a ordem para a ocultação dos cadáveres partiu de Epaminondas Nascimento (veja notícia do MPF, de 20/12/2013, abaixo).

Evento: Sessão solene em comemoração à Declaração Universal de Direitos Humanos
Data: 12/12/2014
Hora: 9h
Local: Plenário Getulino Artiaga – Assembleia Legislativa de Goiás

*** Continue lendo “GO – Procurador da República será homenageado amanhã, 12, por combate a crimes cometidos durante a ditadura militar”

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Especial Ixé Anhe’eng: Em aldeia no Rio, índios guaranis mantêm sua própria língua

Maricá (RJ) - Na Aldeia Mata Verde Bonita, 20 famílias Guarani Mbyá se comunicam na língua materna, um idioma indígena do tronco tupi-guarani (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Maricá (RJ) – Na Aldeia Mata Verde Bonita, 20 famílias Guarani Mbyá se comunicam na língua materna, um idioma indígena do tronco tupi-guarani (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil

Em uma área de proteção ambiental, localizada a pouco mais de 50 quilômetros da cidade do Rio de Janeiro, um grupo de cerca de 60 pessoas mantém uma tradição milenar. Nesse lugar, em meio a casas de barro com teto de sapê e construções simples de madeira, o português quase nunca é ouvido.

A Aldeia Mata Verde Bonita, construída no início de 2013, no município de Maricá, abriga cerca de 20 famílias da etnia Guarani Mbyá, originárias de Paraty, no sul fluminense. No local, a língua franca é a variedade mbyá do guarani, um idioma indígena do tronco tupi-guarani, falado por milhares de indígenas (e até não indígenas) no Sul e no Centro-Oeste do Brasil e em países vizinhos, como a Bolívia e o Paraguai. Continue lendo “Especial Ixé Anhe’eng: Em aldeia no Rio, índios guaranis mantêm sua própria língua”

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Especial Ixé Anhe’eng: Estudo do idioma pirahã desafiou teoria consagrada da linguística

banner_linguas_indigenasVitor Abdala – Repórter da Agência Brasil

O idioma pirahã, falado por cerca de 400 indígenas que vivem às margens do Rio Maici, no sul do Amazonas, talvez fosse apenas mais uma das dezenas de línguas brasileiras ameaçadas pela extinção não fosse pelo estudo de um linguista americano. As pesquisas conduzidas por Daniel Everett, entre o final da década de 1970 e o início deste século, levaram-no a questionar um conceito consagrado no mundo da linguística: o da gramática universal, do também norte-americano Noam Chomsky.

Everett chegou aos pirahã como missionário cristão do Instituto de Linguística Summer (SIL). Seu objetivo era decifrar a língua desse povo que, até então, tinha pouco contato com os homens brancos, para convertê-los ao cristianismo. A convivência com esses indígenas levou Everett a questionar sua fé, abandonar o trabalho de missionário e virar ateu.

Os resultados da pesquisa de Everett, hoje reitor do Centro de Artes e Ciências da Universidade de Bentley, em Massachusetts (EUA), ganharam o mundo há cerca de dez anos, quando ele usou a língua pirahã para questionar os preceitos da gramática universal, de que as estruturas básicas da linguagem nascem com o ser humano sem ser aprendidas. Continue lendo “Especial Ixé Anhe’eng: Estudo do idioma pirahã desafiou teoria consagrada da linguística”

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Especial Ixé Anhe’eng: Jovem guajajara diz que língua nativa é forma de manter identidade

Rio de Janeiro - A jovem Zahy Guajajara acredita que manter a língua nativa é uma forma de voltar às raízes e afirmar identidade (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Rio de Janeiro – A jovem Zahy Guajajara acredita que manter a língua nativa é uma forma de voltar às raízes e afirmar identidade (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil

A jovem Zahy atende o telefone celular e começa a falar com o pai, que vive a centenas de quilômetros de distância, no Maranhão. A conversa flui em um português perfeito até que ela pede para falar com a mãe. De uma hora para outra, a fala da jovem, moradora de um conjunto habitacional no centro do Rio, torna-se incompreensível para o repórter.

Naquele momento, a moça volta a suas raízes e usa palavras que aprendeu cerca de duas décadas atrás, quando ainda morava em uma aldeia indígena na Região Nordeste. Zahy é cabocla, como ela mesma se descreve, filha de homem branco com mulher guajajara. Suas primeiras palavras foram no idioma falado por sua mãe.

Até os 8 anos de idade, Zahy não falava nem entendia o português, apenas o guajajara, idioma da família linguística tupi-guarani. “Meu pai não é índio e foi morar na aldeia. Então, até os 8 anos, ele tinha uma grande dificuldade de falar comigo. Ele só falava português comigo, mas, como cresci naquela aldeia e não falava português, eu não falava com ele”, conta Zahy. Continue lendo “Especial Ixé Anhe’eng: Jovem guajajara diz que língua nativa é forma de manter identidade”

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