Projeto sobre ‘brancura’ inflama debate sobre racismo nos EUA

brancos eua sobre racismoEntrevistas com americanos brancos de Buffalo, em Nova York, causaram polêmica por observações consideradas racistas

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A decisão da Justiça americana de não acusar formalmente os policiais responsáveis pela morte de Michael Brown e de Eric Garner inflamou o debate sobre a desigualdade racial nos Estados Unidos. Agora, um projeto sobre “o que é ser branco” amplia a polêmica, com o objetivo de incluir os cidadãos brancos na discussão.

Neste sábado, milhares protestam em Washington contra as mortes de negros por policiais brancos em circunstâncias polêmicas desde 2012, como o jovem Trayvon Martin, de 17 anos, morto por um voluntário de segurança do bairro na Flórida e Tamir Rice, de 12 anos, que foi alvejado por policiais porque portava uma arma de brinquedo. Outros protestos em cidades como Nova York e Los Angeles exigem um fim ao que se considera um uso desproporcional da força pelos policiais de todo o país, em particular contra a população negra. Continue lendo “Projeto sobre ‘brancura’ inflama debate sobre racismo nos EUA”

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NY: 30 mil protestam contra o racismo e a violência policial

Foto: Elizabeth Shafiroff / Reuters
Foto: Elizabeth Shafiroff / Reuters

Notícias Terra

Cerca de 30 mil pessoas, segundo os primeiros dados dos organizadores, protestaram neste sábado nas ruas de Nova York contra a violência da polícia com as comunidades afro-americanas dos Estados Unidos.

A manifestação, batizada de “Millions March NYC”, percorreu boa parte do centro de Manhattan até chegar à sede da polícia, na zona sul da ilha. Organizada através das redes sociais por duas jovens negras e com o apoio de várias organizações civis, ela se uniu a novos protestos similares realizados em Washington e outros pontos do país.

“Temos uma obrigação moral de sair às ruas e pedir mudanças profundas que permitam a nós e a nossas comunidades viver sem medo e sem sofrimento pelas mãos da polícia”, assinalou em comunicado Umaara Iynass Elliott, uma das organizadoras.

Os manifestantes exibiam vários cartazes com lemas como “As vidas dos negros importam”, “Nem um mais” e “Não posso respirar”, em referência às últimas palavras pronunciadas pelo afro-americano Eric Garner antes de morrer asfixiado por um agente em Nova York. Continue lendo “NY: 30 mil protestam contra o racismo e a violência policial”

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O irrespirável ar dos Estados Unidos da América

Brant Ward/SF Chronicle
Brant Ward/SF Chronicle

“Não consigo respirar” Eric Garner repetiu em vão. Os olhos do mundo inteiro assistiram, atônitos de indignação e repulsa, ao vídeo da execução pública de um homem negro pela polícia de Nova Iorque. O disco é velho e toca sempre o mesmo: uma vez mais, o sistema judicial estadunidense decidiu não julgar a polícia pelo estrangulamento de Garner, acusado postumamente de fugir aos impostos na venda de cigarros avulso.

Por António Santos, no Avante/Vermelho

Nos EUA, onde empresas multibilionárias como a General Electric, a Bristol-Meyers Squibb ou a Verizon são aplaudidas por não pagarem um dólar de impostos, a suspeita de vender cigarros não taxados serve de pretexto para matar um negro. Mas as mais de 500 mil pessoas que esta semana inundaram as ruas de todas as grandes cidades dos EUA não protestam apenas contra o racismo e a brutalidade policial. É o capitalismo estadunidense que se senta no banco dos réus: se a América não acusa os assassinos do povo, o povo acusa a América. No maior movimento de massas que os EUA conheceram em mais de uma década, os trabalhadores estadunidenses fazem suas as palavras de Eric Garner: também eles não conseguem respirar.

Foi-me contada uma vez por um antigo pantera negra, a história, antiga e verdadeira, dos escravos da tribo Igbo, que fugiram a pé da América por esse oceano Atlântico adentro, rumo à liberdade e ao continente a que foram roubados. Foi no ano de 1803: o latifundiário John Cooper tinha comprado por $100 a peça o recheio humano de um negreiro vindo do que é hoje a Nigéria. Mas a caminho da plantação da Ilha de St. Simmons, ao largo do Estado da Geórgia, os escravos amotinaram-se e mataram os seus captores. Rodney King, capataz de uma plantação vizinha, registou o episódio: com a embarcação encalhada no paul sulista e cercados por caçadores de escravos a quem haviam prometido $10 por cabeça, os Igbo saltaram para a água e, cantando em coro, caminharam em direção a África até já não serem mais escravos; até não terem pé e já não poderem respirar. 211 anos depois, permanece o sufoco. Continue lendo “O irrespirável ar dos Estados Unidos da América”

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MPF se manifesta contra a “privatização” da saúde indígena

Conselhos Indígenas relatam pressão por aprovação da proposta de criação do INSI que, segundo eles, representaria a "privatização da saúde indígena". Foto: Mayke Toscano
Conselhos Indígenas relatam pressão por aprovação da proposta de criação do INSI que, segundo eles, representaria a “privatização da saúde indígena”. Foto: Mayke Toscano

Entidades e lideranças indígenas também protestam contra a tentativa do Ministério da Saúde de criar o Instituto de Saúde Indígena

Por Marcelo Pellegrini, na Carta Capital

O Ministério da Saúde pretende enviar ao Congresso Nacional ainda neste ano o projeto de lei que instituí a criação do Instituto de Saúde Indígena (INSI). O novo órgão é a aposta do ministério para solucionar os entraves enfrentados pela saúde indígena e modernizar sua gestão. A pressa para a aprovação da proposta e o formato do novo órgão, no entanto, geram desconfiança e críticas por parte de entidades indígenas e do Ministério Público Federal.

Segundo a proposta, o INSI seria um serviço social autônomo de direito privado, com funcionamento semelhante às fundações Sesc e Senai, por exemplo. Em outras palavras, o INSI seria uma instituição sem fins lucrativos, mantida com recursos da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), ligada ao Ministério da Saúde, que prestaria atendimento de saúde aos índios. Sob esta configuração, o instituto não seria obrigado a cumprir as exigências dos processos públicos de licitação, contratação de profissionais via concurso público e não estaria sob a jurisdição da Justiça Federal, o que impediria investigações do MPF. Formalmente, o INSI seria contratado pela Sesai para executar as políticas estabelecidas pela secretaria. Continue lendo “MPF se manifesta contra a “privatização” da saúde indígena”

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Cúpula da ONU sobre alterações climáticas é prorrogada em busca de acordo

Terra e mudança climaticaDa Agência Lusa

As conversações da cúpula da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre alterações climáticas, que ocorre em Lima, foram prolongadas extraordinariamente para este sábado (13) com o objetivo de superar o impasse entre países ricos e em desenvolvimento sobre as quotas de redução das emissões de carbono.

A disputa sobre a partilha de responsabilidades para reduzir os gases com efeito estufa ressurgiu no encontro de 12 dias em Lima, abalando as perspectivas para o ambicioso acordo ambiental. “Estamos quase lá. Nós precisamos apenas de fazer um esforço final” disse o ministro do Meio Ambiente peruano, Manuel Pulgar-Vidal.

Antes da aprovação oficial dos acordos em uma reunião plenária, deve ser esboçado o projeto do documento, que ainda estava em finalização. Continue lendo “Cúpula da ONU sobre alterações climáticas é prorrogada em busca de acordo”

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Relatório da Comissão da Verdade – “O empresariado e a repressão: OBAN”

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O Correio da Cidadania publica abaixo trecho do relatório final da Comissão Nacional da Verdade (a seção “O empresariado e a repressão”, que integra o Volume II do Relatório), a respeito da colaboração de diversos grupos empresariais, inclusive de mídia, ao regime militar. O documento conta como tais grupos se reuniam, arrecadavam dinheiro e declaravam lealdade ao regime de exceção que durou 21 anos.

CNV, em Correio da Cidadania

O empresariado e a repressão” (seção do Volume II do Relatório da Comissão Nacional da Verdade)

Nada é mais impactante na investigação sobre o papel dos civis ao longo do regime ditatorial do que a colaboração de grandes empresários no financiamento da estrutura da repressão. Sabe-se que propriedades particulares serviram de campo de extermínio de opositores do regime, como no estado do Rio de Janeiro, na Usina Cambahyba, pertencente à família de Heli Ribeiro Gomes, de Campos dos Goytacazes, e na Casa da Morte, em Petrópolis, do empresário alemão Mario Lodders.

O caso mais simbólico foi o da Operação Bandeirantes (Oban), criada em São Paulo após a decretação do Ato Institucional no 5 (AI-5). Após certa liberalização do regime quando Costa e Silva tomou posse em 1967, tornaram-se possíveis manifestações públicas de insatisfação com a ditadura, mediante grandes passeatas nas principais capitais do país, além de ações de oposicionistas no Parlamento federal. O governo resolveu, então, aumentar a repressão contra os opositores, baixando o AI-5, que suspendeu o habeas corpus para crimes políticos, fechou o Congresso Nacional por mais de dez meses, instituiu a censura prévia à imprensa e criou o Sistema de Segurança Interna (Sissegin), que se somou ao SNI. Em contraposição, grupos de resistência armada empreenderam algumas ações espetaculares, como assaltos a bancos, a captura do embaixador dos Estados Unidos, Charles Burke Elbrick, em setembro de 1969, além da impactante deserção do capitão Carlos Lamarca, que abandonou o Exército para se juntar a uma organização de resistência armada. Continue lendo “Relatório da Comissão da Verdade – “O empresariado e a repressão: OBAN””

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Câmara de Volta Redonda vota mudança de nome da ponte Presidente Médici na próxima segunda (15)

Procurador Julio José Araujo Júnior, do MPF RJ. Foto: Adneison Severiano, G1 AM
Procurador Julio José Araujo Júnior, do MPF RJ. Foto: Adneison Severiano, G1 AM

Alteração atende à recomendação do MPF, que considera que atual nome ofende o princípio da impessoalidade e o direito à memória

MPF RJ

Após recomendação do Ministério Público Federal (MPF), a Câmara Municipal de Volta Redonda deverá votar na sessão da próxima segunda-feira (15) um projeto de lei para alterar o nome da ponte da cidade, que liga os bairros Aterrado e Niterói, de Presidente Médici para Dom Waldyr Calheiros. O procurador da República Julio José Araujo, autor da recomendação do MPF, irá acompanhar a sessão.

O projeto, do vereador José Jerônimo (PSC), é resultado da audiência pública realizada anteontem (11) na Câmara para debater a mudança do nome da ponte. Para o MPF, a deliberação 1.218, de 9 de novembro de 1973, que conferiu o atual nome, ofende o princípio da impessoalidade e o direito à memória. Continue lendo “Câmara de Volta Redonda vota mudança de nome da ponte Presidente Médici na próxima segunda (15)”

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Comissão ‘especial’ da inconstitucional PEC 215 pede prorrogação de prazo

Sonia Bone Guagagara na 'reunião extraordinária' do dia 10 de dezembro
Sonia Bone Guajajara na ‘reunião extraordinária’ do dia 10 de dezembro. Foto capturada de vídeo

Tania Pacheco – Combate Racismo Ambiental

A famigerada Comissão Especial que está discutindo a hipótese de estupro da Constituição via PEC 215 entrou ontem com requerimento de prorrogação de prazo. Temporária, ela deveria encerrar seus trabalhos até o fim deste ano. O pedido assinado pelo deputado Afonso Florence, seu presidente, pede que seu funcionamento se estenda “por mais 03 (três) sessões ordinárias”. Como justificativa, ele diz que “esta prorrogação é necessária, considerando a abrangência e a importância do tema objeto da PEC 215/00”. Acrescenta ainda estar encaminhando cronograma anexo, que entretanto não está disponível no site da Câmara.

Só para relembrar: esta semana os ruralistas (que têm maioria na ‘comissão’) tentaram dois golpes sucessivos, com o intuito de realizar sessões extraordinárias para oficialmente receberem, lerem e votarem o relatório e a proposta de substitutivos a serem apresentados por Osmar Serraglio. A  primeira, solicitada na manhã de terça-feira, 09/12, para as 16 horas da tarde do mesmo dia, contou com forte protesto de indígenas e seus aliados no Congresso e acabou por não ser realizada. Na segunda tentativa, no dia seguinte, o golpe foi duplo. Continue lendo “Comissão ‘especial’ da inconstitucional PEC 215 pede prorrogação de prazo”

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