Chapada do Apodi, Ceará – Uso indiscriminado de agrotóxicos em debate

NA CHAPADA DO APODI, o cultivo de frutas utiliza agrotóxicos causando contaminação no solo, água e pessoas DIVULGAÇÃO

Limoeiro do Norte. Discussões e mais polêmicas à parte, a semana segue decisiva na discussão sobre estratégias no combate ao uso indiscriminado de agrotóxicos. Acontece amanhã, na Assembleia Legislativa do Estado, audiência pública para discutir o impacto dos agrotóxicos no Ceará, Estado considerado atrasado nas discussões sobre o tema e que, também, não tem infraestrutura para analisar os principais alimentos que consome. A Rede Nacional dos Advogados Populares (Renap) encaminhará pedido para revisão da Lei Estadual de Agrotóxicos, sugestão também elaborada pelo Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente (Conpam). Movimentos sociais recolhem assinaturas de populares contrários à pulverização aérea com veneno em Limoeiro do Norte. Apesar das evidências de contaminação por agrotóxicos ao meio ambiente e à saúde humana em relatórios de algumas das principais instituições de pesquisa do Ceará, do Brasil e do Exterior, vereadores de Limoeiro questionam a legitimidade dos dados e se articulam para que a lei que proíbe a pulverização seja derrubada.

A correlação de forças no litigioso debate envolvendo os agrotóxicos na lavoura agrícola está com dois antagonistas bem nítidos: de um lado, movimentos sociais e institutos de pesquisa (entre órgãos estaduais e universidades) apontando a contaminação do solo, da água e das pessoas com o uso abusivo de agrotóxicos; de outro, produtores rurais defendendo a “importância” dos venenos na luta contra as pragas e alegando, sempre como argumento mais forte, a geração de empregos que o desenvolvimento potencial da agricultura irrigada tem gerado na região jaguaribana, notadamente na Chapada do Apodi, entre Limoeiro do Norte e também em Quixeré. Continue lendo “Chapada do Apodi, Ceará – Uso indiscriminado de agrotóxicos em debate”

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Presidente da Câmara recebe reivindicações de indígenas

O presidente em exercício da Câmara, Marco Maia (PT-RS), recebeu nesta quarta-feira uma série de reivindicações de representantes de grupos indígenas. Eles querem a saída do presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Márcio Meira, a retirada da emenda 36 à Medida Provisória 472/09, que cria o Conselho Nacional de Política Indigenista (CNPI), e a revogação de decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que reestrutura a Funai.

Eles estavam acompanhados de alguns deputados, entre eles Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) e Mauro Nazif (PSB-RO), que têm projetos que sustam o decreto presidencial.

Marco Maia explicou que os projetos estão em fase inicial de tramitação, período em que o relator toma conhecimento e ouve os envolvidos no tema, e sugeriu que mantenham contatos com relatores e autores dos projetos. Lembrou ainda que o debate do mérito será na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, e que é lá que eles devem militar pela causa. Continue lendo “Presidente da Câmara recebe reivindicações de indígenas”

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G-20: mais do mesmo?

Por Candido Grzybowski

Mudanças geopolíticas são visíveis e mais aceleradas neste contexto de crise, como se os velhos países dominantes econômica e militarmente já não tivessem o monopólio das soluções. O multilateralismo, de forma ainda capenga, volta a merecer atenção.

A grande crise financeira, que estourou em 2008, parece ressurgir com violência, agora com o epicentro na Europa, ameaçando a construção da própria unidade monetária baseada no euro. Por trás de tudo, uma ataque à própria ideia de União Européia, com sua proposta de região e solidariedade entre povos, que permitiu avanços monumentais em várias áreas e países europeus. Descobrimos, mais uma vez, que, num mundo interdependente, ninguém escapa. As tais forças do mercado contaminam e corrompem tudo, quando governos aceitam ser conduzidos por elas.

Aliás, os agentes do mercado ­ bancos, financeiras, fundos ­ viram conselheiros dos próprios governos, como na Grécia, e montam o desastre, mas não pagam a conta. Pior, o próprio projeto de região solidária e da moeda única ficou contaminado quando os principais governantes europeus aderiram à onda neoliberal.

Não é minha intenção me embrenhar no lado “cassino” da globalização neoliberal, promotora da financeirização desregulada e sem limites das últimas décadas. O fato é que a economia real, os governos, a qualidade de vida dos povos, estão em jogo. Os altos e baixos, as bolhas e seus estouros, as quebradeiras, todo este mundo financeiro em crise tem por trás um conjunto de crises articuladas que mostram a insustentabilidade do modo como nos organizamos, produzimos e vivemos no mundo, hoje. O que, sim, interessa é se perguntar até quando a humanidade vai tolerar e sofrer com este estado de coisas. Por onde vamos começar a inverter as tendências destrutivas de hoje, reveladas nesta “crise de civilização”? Mais imediatamente, onde e quando fixaremos limites ao livre mercado, aos especuladores, aos operadores do “cassino global”? Continue lendo “G-20: mais do mesmo?”

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Kayapó do Sul do Pará lançam forte manifesto contra autoridades indigenistas e presidente LULA

Fonte: Blog Mércio Gomes

Link: http://merciogomes.blogspot.com/

“Já não bastavam o protesto e a disposição dos Kayapó do Mato Grosso, liderados por Raoni e Megaron, contra a atual política indigenista brasileira. Agora os Kayapó do sul do Pará, oriundos da mitológica aldeia-mãe Gorotire, vem de lançar um manifesto em que exigem providências fortes das autoridades brasileiras para desviar a atual política indigenista praticada pela atual direção da Funai para um rumo certo.

Os Kayapó querem nada menos que a revogação do decreto de reestruturação da Funai e a exoneração da atual direção da Funai. Temem a entrada de Ongs para substituir a Funai e a política sem consulta que o órgão usou para dar a anuência à construção da Usina Belo Monte.

O Manifesto Kayapó é duríssimo. Chama o presidente Lula de traidor, o atual presidente da Funai de covarde e mentiroso.

O sentimento de indignação é grande. Os Kayapó não têm papas na língua. Não querem saber de lero-lero. Apoiam a presença dos índios que fizeram o Acampamento Indígena Revolucionário. Só falta dizer que vão se juntar a eles. Aí a coisa vai ficar perigosa para o governo.

Espero que o Sr. Ministro da Justiça tome tento e pé da situação e não permita que a situação desmorone para algo mais perigoso do que já está”. Continue lendo “Kayapó do Sul do Pará lançam forte manifesto contra autoridades indigenistas e presidente LULA”

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EXTRAYENDO VIDA. Resistencia indígena a la explotación de recursos naturales

La extracción de recursos naturales en Latinoamérica es una actividad en auge y foco de numerosos conflictos. Ante el poder económico de las transnacionales y la complicidad de los gobiernos locales, la población campesina y los pueblos indígenas son quienes más sufren las consecuencias de las empresas mineras, petroleras, madereras, hidroeléctricas. Guatemala y Ecuador son dos de los países afectados por esta situación. Pero a su vez, son foco de resistencia cada vez más organizada y fuertemente encabezada por los pueblos indígenas frente la explotación a gran escala de los recursos naturales.

Realización, producción y guión: Mariona Ortiz y Ernest Cañada | Cámara: Núria Piera, Ríders Mejía | Edición: Mariona Ortiz | Asistencia edición: Núria Piera | Colaboración: Jorge Grijalva, Diego Jiménez, Vicente Merino, Ana Bernabéu y Jorge Acero (ACSUD Las Segovias País Valencià) y César Apesteguía | Música y canciones: Alejandro Arriaza. Canciones incluidas: “Ixcán” (del disco “Tranquila tu mente”, Guatemala, 2002) y “Resistencia” (del disco “Artesanía para voladores”, Guatemala, 2007) | Locución: Laia Alsina (castellano) y Laura Ferré (valencià) | Diseño gráfico: Jordi Borràs. 2010.

http://www.albasud.org/video.php?id=13

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Carta Aberta ao Comitê Olímpico Internacional

A Carta  Aberta abaixo transcrita será entregue ao Comitê Olímpico amanhã, 20, às 13 horas, no Hotel Sheraton, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. As entidades que quiserem assinar devem enviar e-mails até as 9 horas da manhã para [email protected]. TP.


“Diferente de muitos outros países que já sediaram Jogos Olímpicos, o Brasil é marcado por profundas desigualdades sociais e precariedade de serviços públicos como transporte, saúde, educação, saneamento e coleta de lixo.

As recentes chuvas no Estado do Rio de Janeiro mostraram como esses problemas se colocam no cotidiano da população, em que muitos perderam suas casas e mais de 200 pessoas morreram por ausência de serviços de encostas, drenagem e sobretudo de habitações populares dignas.

Infelizmente, a postura dos nossos governantes é de omissão e de colocar esse problemas debaixo do tapete. Com as chuvas correram para culpar os pobres, pois estão mais preocupados em preservar a imagem da cidade e suas próprias.

É nesse contexto que vamos receber os Jogos Olímpicos de 2016. Contexto de promessas vazias dos governantes; de desigualdade e criminalização dos pobres que não aparece nos vídeos, imagens da candidatura e visitas guiadas para esconder o cotidiano da maioria da população! Contexto que nos deve fazer refletir juntos sobre quais prioridades devem ser atendidas no projeto olímpico para uma cidade como o Rio de Janeiro. Continue lendo “Carta Aberta ao Comitê Olímpico Internacional”

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O Brasil dos brancos é rico. Dos negros é muito, muito pobre

Prof Paixão: quando o Brasil terá os índices do Brasil só dos brancos ?

Por Paulo Henrique Amorim

O programa Entrevista Record Atualidade que a Record News exibiu ontem mostrou uma entrevista com o professor Marcelo Paixão, do Instituto de Economia da UFRJ.Ele mostrou alguns dados que deveriam dar muito orgulho aos brasileiros (da elite):

Os negros brasileiros vivem seis anos menos que os brancos.

O número de analfabetos negros é o dobro do número de brancos.

A renda dos negros é a metade da renda dos brancos.

Os negros ficam dois anos a menos na escola que os brancos.

Se desmontarmos os números do IDH, índice do desenvolvimento humano, da ONU, veremos que se o Brasil fosse só dos brancos (O SONHO DA ELITE BRASILEIRA …) ficaria na 40a. posição do IDH.

O Brasil está na 70a. Mas, se fosse só de negros, seria um país pobre africano e ficaria na 104a. posição.

Não, nada disso, nós não somos racistas.

Tanto assim, demonstra o professor Paixão, que entre 2003 e 2009 foram libertados 40 mil brasileiros.

Isso mesmo, amigo navegante, “libertados”, ou seja, abandonaram a posição de escravos, porque viviam em fazendas sob o regime servil: não recebiam remuneração para poder pagar dívidas impagáveis.

Desses 40 mil escravos, 73,5% eram negros.

Ora direis, mas o Brasil é um país negro.

Sim, 50,5% da população é negra. Mas, dos escravos, 73,5% são negros.

Não, amigo navegante, o professor Paixão exagera.

Não,  não somos um país racista.

A última coisa de que o Brasil precisa é de ações afirmativas, como, por exemplo, cotas para negros nas universidades.

Isso é recurso de país pobre, subdesenvolvido, como os Estados Unidos.

E viva a democracia racial do Brasil !

Viva !

Em tempo: para demonstrar que nós não somos racistas, recomendamos a leitura dos posts (EUA e Brasil se unem para combater o racismo. Ué, mas nós somos racistas ?,   Chuíça (*): PMs de Serra espancam motoboy até a morte na frente da mãe e Polícia de Serra é racista e quis matar motoboy. Por que ele não criou uma Sec. de Segurança em SP? ) que tratam da morte do motoboy negro Eduardo, dentro de um quartel da PM de SP, e da transformação em réus, por crime racismo, dos PMS de São Paulo que mataram Alexandre, um motoboy negro.

Viva o Brasil !

http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2010/05/19/o-brasil-dos-brancos-e-rico-dos-negros-e-muito-muito-pobre/

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Pesquisa da Funasa revela perfil de saúde e nutrição dos povos indígenas

[EcoDebate] – Os indígenas representam menos de 1% do contingente populacional brasileiro – aproximadamente 500 mil pessoas -, divididos em mais de 200 etnias que falam cerca de 180 línguas. Devido às drásticas transformações em seus estilos de vida associadas à interação com os não índios, começam a sofrer de obesidade, hipertensão arterial e diabetes. São também elevadas as prevalências de desnutrição em crianças e de anemia em mulheres e crianças.

Esses são resultados do maior estudo sobre povos indígenas já realizado no país, Inquérito Nacional de Saúde e Nutrição dos Povos Indígenas, que teve a coordenação geral do pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz) Carlos Coimbra Jr., e apresenta uma radiografia das condições de vida desses povos.

Os povos indígenas estão presentes em todos os estados do país, exceto no Piauí e no Rio Grande do Norte, e as terras indígenas ocupam aproximadamente 15% do território nacional. De acordo com o inquérito, o processo histórico vivido por toda a população brasileira também alterou drasticamente os sistemas de subsistência indígenas. Muitos índios, hoje, vivem em áreas urbanas e, por isso, não mais produzem diretamente os alimentos consumidos. Segundo a pesquisa, “pressões exercidas pela expansão dos projetos de colonização rural e empresas agropecuárias, garimpos e indústria extrativista, aliadas a ambientes degradados, comprometem seriamente sua segurança alimentar e saúde geral”. Continue lendo “Pesquisa da Funasa revela perfil de saúde e nutrição dos povos indígenas”

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Nota da CPT: Modelo econômico atual é incompatível com a preservação do meio ambiente

III Congresso Nacional da CPT

[EcoDebate] – O segundo dia do III Congresso Nacional da CPT teve início com uma análise da conjuntura política nacional. Com a ajuda do pesquisador César Sanson, os congressistas puderam analisar os efeitos do atual modelo econômico sobre o meio ambiente. Segundo o pesquisador, o fortalecimento de um Estado cada vez mais desenvolvimentista, impede a conservação dos recursos naturais ainda disponíveis.

A Plenária Geral do segundo dia do Congresso Nacional da CPT teve início com a análise da conjuntura política brasileira, assessorada pelo pesquisador do Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores (CEPAT), César Sanson. O pesquisador destacou a importância de se debater as questões ambientais, que estão diretamente ligadas às questões econômicas e sociais do país na atualidade. “Os problemas ambientais enfrentados hoje pela humanidade são uma das mais graves consequências do modelo econômico, e expressam as contradições e a inviabilidade da continuação do modelo de produção existente hoje no Brasil e no mundo”. Continue lendo “Nota da CPT: Modelo econômico atual é incompatível com a preservação do meio ambiente”

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Pronunciamento das comunidades Ashaninka do Rio Ene sobre o projeto brasileiro-peruano de represa hidrelétrica Pakitzapango

Las comunidades Ashaninka de la Cuenca del Río Ene de la Provincia de Satipo, Región de Junín, Perú reunidos en su XIV Congreso Ordinario de la Central Ashaninka del Río Ene-CARE, en la Comunidad Nativa de Pamakiari, anexo de Cutivireni (distrito de Río Tambo), los días 07 y 08 de mayo del 2010, para debatir sobre el Proyecto de la construcción de la Represa Hidroeléctrica Pakitzapango, manifestamos lo siguiente.

Considerando que:

Nuestra historia está llena de constantes abusos: fuimos esclavizados en la época del caucho, despojados de nuestros territorios, y sometidos a crueles atrocidades durante la violencia social desde los años 1980. La Comisión de la Verdad da cuenta de cerca de 6 000 Ashaninka asesinados y desaparecidos, así como 10,000 Ashaninka desplazados forzadamente de nuestro territorio; organizándonos en Comités de Autodefensa hemos contribuido con nuestra sangre y vidas a la pacificación del país. Ahora nos encontramos repoblando nuestro territorio esperando vivir en paz y tranquilos.

El Río Ene es el alma de nuestros territorios: alimenta a los bosques, animales, plantas, sembríos y sobre todo a nuestros hijos.

Para el Pueblo Ashaninka el Pakitsapango (Casa del Aguila) es sagrado y parte importante de nuestro patrimonio cultural y espiritual, ya que ahí se forman nuestras raíces. Continue lendo “Pronunciamento das comunidades Ashaninka do Rio Ene sobre o projeto brasileiro-peruano de represa hidrelétrica Pakitzapango”

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