Nota Pública das Comunidades Camilo Torres, Irmã Dorothy e Dandara sobre acampamento diante da Regional Barreiro da Prefeitura de BH

“Nós trabalhadoras/es sem-teto e moradores das comunidades Camilo Torres, Irmã Doroth (no Barreiro, em BH) e Dandara (no Céu Azul, Nova Pampulha, em BH) comunicamos à sociedade que nos encontramos acampados há 3 dias na porta da Regional Barreiro da Prefeitura de Belo Horizonte. Reivindicamos a abertura das negociações com as administrações estadual e municipal no sentido de encontrarmos uma solução pacífica e digna para as mais de 1200 famílias que hoje encontram-se ameaçadas de despejo na capital mineira. Enfrentamos as noites frias com nossos filhos e filhas na frente da Regional Barreiro (Rua. Flávio Marques Lisboa, 345, Barreiro, BH) procurando sensibilizar, de forma pacífica, o administrador regional o Sr. Leonardo Couto (PSDB) a intermediar a discussão com o Prefeito de Belo Horizonte, Sr. Márcio Lacerda (PSB), porém até agora não fomos ouvidos.

No lugar de procurar uma solução para nossa questão, que a cada momento se agrava, tendo em vista a ameaça do despejo, o Sr. Leonardo Couto chamou o Batalhão de Choque para intimidar-nos. O choque não teve como executar nenhuma ação legalmente legítima (uma vez que, estamos acampados na calçada e não impedimos ninguém de entrar no prédio da regional). No entanto, os soldados nos ameaçaram verbalmente e 3 microônibus da Tropa de Choque se dirigiram para as comunidades Camilo Torres e Irmã Doroth (sem nenhum mandato judicial) para intimidar e aterrorizar os nossos companheiros que permaneceram nas comunidades em sentinela. Porém foi apenas um ato de terror, não chegando, felizmente, a realizar prisões e agressões. Seguindo a mesma lógica, a tropa de Choque tentou impedir (dia 07/07- quarta-feira) o nosso acesso ao Restaurante Popular do Barreiro, sob alegação infundada de que iríamos atrapalhar os trabalhos deste serviço público. Continue lendo “Nota Pública das Comunidades Camilo Torres, Irmã Dorothy e Dandara sobre acampamento diante da Regional Barreiro da Prefeitura de BH”

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A nossa terra, a nossa água, a nossa vida – pronunciamento de Dom Cappio na Itália

“Este é o grito de um pastor que vem das terras do Sul, preocupado e muito ocupado com as ovelhas de sua imensa grei. Um pastor que deseja ardentemente que suas ovelhas tenham verdes pastos nos quais comer, água cristalina para beber, ar limpo para respirar. Vida de qualidade e dignidade, vida com todos os direitos de cidadania. E por isso é necessário pôr em fuga os lobos que giram vorazes nas vizinhanças em busca de vítimas com as quais saciar sua insana fome de riqueza e de poder.”

A opinião é de Luiz Flávio Cappio, bispo de Barra, na Bahia, grande crítico da transposição do Rio São Francisco. O artigo, transcrição de trechos de um pronunciamento de D. Cappio feito na Itália, foi publicado pela agência italiana Adista, 28-06-2010. A tradução é de Benno Dischinger. Eis o texto.

“(…) O ser humano se encontra ante uma emergência inédita. Este planeta azul de um universo divino, estrela do firmamento, privilegiado por sua beleza e riqueza, que sempre nos ofereceu sustento e conforto, agora agoniza há longa data por causa da insana exploração humana.

O momento é grave e necessita de toda a nossa reflexão, séria e responsável. O momento exige consciência para lutar contra a destruição dos nossos rios, dos nossos bosques, do nosso povo e contra a arrogância e o lucro de quantos querem transformar tudo em mercadoria e em moeda de troca para fins econômicos. Continue lendo “A nossa terra, a nossa água, a nossa vida – pronunciamento de Dom Cappio na Itália”

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Tribunal de Iquitos suspende temporariamente expulsão do padre inglês Paul McAuley

Um tribunal de Iquitos acatou  medida cautelar contra a ordem de expulsão do Padre Paul McAuley, horas antes do término do prazo dado pelo governo para que ele deixasse o Perú. Segundo a advogada do religioso, “o processo para anular a ordem de expulsão pode levar de um mês a seis meses ou mais”.

A decisão de expulsar McAuley acontece em meio a grande tensão entre os povos originários e o governo, a partir do veto do Executivo à lei votada pelo Congresso que tornaria obrigatória a consulta aos povos indígenas antes de aprovar operações de exploração de recursos naturais em seus territórios, de acordo com o que estabelece o Convênio 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), integrada pelo Peru integra.

Paul McAuley, de 65 anos, vive no Peru há 20 anos e  trabalha na Amazônia há dez. Ele vem questionando as empresas petroleiras que contaminam a selva amazônica e apóia os povos indígenas contra as transnacionais em defesa de seus territórios. Continue lendo “Tribunal de Iquitos suspende temporariamente expulsão do padre inglês Paul McAuley”
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Massacre anunciado: Mais de 1.300 famílias ameaçadas de despejo em Belo Horizonte. Entrevista especial com Maria do Rosário de Oliveira Carneiro

Unisinos – 1.159 famílias de sem-teto e sem-terra, em Belo Horizonte, resolveram “por o pé no barranco” e ocupar terrenos abandonados que não cumpriam a função social. São as Ocupações-comunidades Dandara, Camilo Torres e Irmã Dorothy. O poder judiciário tem sido insensível à causa dos sem-teto e sem-terra. Ameaçados de despejo, o povo dessas três ocupações não arredam o pé e se dizem determinados a resistir a ações de despejos.

Maria do Rosário de Oliveira Carneiro, irmã religiosa da Congregação das Filhas de Jesus, advogada, membro da Rede Nacional de Advogados Populares – RENAP – e da Comissão Pastoral da Terra – CPT, aompanha as Ocupações-comunidades Dandara, Camilo Torres e Irmã Dorothy, foi entrevistada por Gilvander Moreira.

Gilvander Moreira é frei Carmelita, professor no Instituto Santo Tomás de Aquino (ISTA) em Belo Horizonte e no Seminário Maior de Mariana. A IHU On-Line agradece a entrevista. Confira.

O que, onde estão e como se formaram as Ocupações-comunidades Dandara, Camilo Torres e Irmã Dorothy?

Maria do Rosário de Oliveira Carneiro: Estas três ocupações-comunidades estão em Belo Horizonte, MG. Com 887 famílias, a Comunidade Dandara está situada no bairro Céu Azul, região da Nova Pampulha, na capital mineira. Com 142 famílias, a Comunidade Camilo Torres está localizada na Av. Perimetral, 450, Vila Santa Rita, bairro Jatobá, no Barreiro, Belo Horizonte. Ao lado, com 120 famílias, está a comunidade Irmã Dorothy. Mais de 160 famílias que resistem há 15 anos nas Torres Gêmeas (dois prédios situados no bairro Santa Teresa, BH) estão também ameaçadas de despejo. Continue lendo “Massacre anunciado: Mais de 1.300 famílias ameaçadas de despejo em Belo Horizonte. Entrevista especial com Maria do Rosário de Oliveira Carneiro”

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Perseguições aos Tupinambá da Serra do Padeiro serão discutidas em reunião dia 12, na Bahia

Na próxima segunda-feira, 12/07/2010, representantes indígenas de todo o estado se reunirão na Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH) do Estado da Bahia, a partir das 8 horas da manhã, para tratar dos graves problemas e perseguições enfrentados pela comunidade Tupinambá da Serra do Padeiro.

A reunião foi marcada como resultado de manifestação liderada pela Apoinme, pelo Fórum de Educação Indígena na Bahia e pelos representantes indígenas no recém empossado Copiba (Conselho dos Povos Indígenas da Bahia) e contará também com a participação da ANAÍ – Associação Nacional de Ação Indigenista.

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Mundo: 50 % de población mundial sufrirá alergias por alimentos transgénicos

Servindi, 8 de julio, 2010.- Entre el 40 y el 50 por ciento de la población mundial sufrirá algún tipo de alergia a mediados de este siglo como consecuencia de alto consumo de alimentos transgénicos, informó Pedro Guardia, jefe del Servicio de Alergología del Hospital Universitario Virgen Macarena de Sevilla en España.

Explicó que esta situación es producto del uso cada vez más extendido no solo de alimentos transgénicos sino también de las frutas y verduras que usaron productos químicos potenciadores en su madurez, el uso de antibióticos en animales y la propia contaminación ambiental de las ciudades.

Pedro Guardia sostiene su posición en que el 15 por ciento de todas las consultas al alergólogo en menores de edad “lo son ya por alergias a los alimentos”.

Además, se registró en el período de 1995 a 2005 que las consultas por alergias a alimentos, como frutas, verduras o productos que contienen lactosa, huevo o maíz, se duplicaron.

Señaló que cuando hacen madurar de manera artificial estos alimentos ocasionan “una reacción inmunológica de respuesta, generando unas proteínas de defensa que a la postre son las que el ser humano reconoce como un alérgeno (sustancia extraña al organismo)”.

De igual forma, aludió a las reacciones a la lactosa de la leche como consecuencia “del paso a la leche de la propia vaca de los antibióticos que el propio ser humano le suministra al animal para que no contraiga infecciones de diversa índole”.

Asimismo, sobre los alimentos producidos a partir de un organismo modificado genéticamente, Guardia se mostró a favor del etiquetado donde se “recoja de forma clara y detallada su composición”.

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Perú – Tragedias ambientales y el derecho a la consulta previa

Perú, 500 toneladas métricas de residuos tóxicos, producto de la actividad de la Minera Caudalosa Chica del Grupo Raffo, fueron vertidos sin misericordia en el Río Opamayo
En el Perú, 500 toneladas métricas de residuos tóxicos, producto de la actividad de la Minera Caudalosa Chica del Grupo Raffo, fueron vertidos sin misericordia en el Río Opamayo, ubicado en las provincias de Huancavelica y Angaraes. Mientras tanto, en Estados Unidos, el derrame de petróleo producido en el Golfo de México por negligencia de la empresa multinacional British Petroleum llega a las costas de la Florida.

Tragedias ambientales como las arriba mencionadas ya no son únicamente posibles en el tercer mundo. En un nuevo milenio que sucumbe ante el cambio climático y la crisis energética los  Estados deben ejercer medidas de control más exigentes respecto a la contaminación de las aguas, la deforestación y otros problemas ambientales. Asimismo, tienen la obligación intransferible de hacer respetar derechos de su población en relación a las transnacionales que explotan recursos.

Ante estos ejemplos, el ejercicio del derecho a la consulta previa, libre e informada por parte de los pueblos indígenas no debe ser visto como una amenaza directa a los intereses económicos y sociales de los ciudadanos, sino como una garantía para la conservación de los recursos, de la vida y las generaciones futuras en este planeta. (Fotos: Galería de Angaraes, Reuters)

http://www.chirapaq.org.pe/es/noticias

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Alcaldes de la Amazonía boliviana expulsan de sus municipios a USAID

(AINI tomado de Datos y Analisis, 08 de julio de 2010).- Un hecho de trascendencia acaba de suceder en el Estado Plurinacional de Bolivia. Los alcaldes de los municipios en el departamento autónomo de Pando, dentro la Amazonía boliviana, decidieron expulsar de sus jurisdicciones a varias ONG’s, fundaciones y empresas que operan en este territorio con financiamiento de la Agencia de Cooperación de los Estados Unidos (Usaid, por su sigla en inglés), al haberse constatado que estas entidades “son las que generan conflictos internos dentro el país, interfiriendo en nuestro proceso histórico de liberación nacional para socavar la legitimidad democrática de nuestro Gobierno”, según un pronunciamiento emitido el pasado 6 de julio por las autoridades municipales de esta región amazónica fronteriza con Brasil y Perú.

Tras comprobarse que funcionarios pagados por Usaid intentaron provocar un cisma en el movimiento indígena boliviano enfrentando a las organizaciones campesinas de la amazonía boliviana con el propio Gobierno que los representa, los alcaldes de Pando decidieron “expulsar de cada una de nuestras jurisdicciones a las ONG`s, empresas, agencias y proyectos financiados a través de Usaid y sus aliados, para acabar con la impostura de los traficantes internacionales del medio ambiente, poner fin a las maniobras políticas del Gobierno de Estados Unidos en nuestro rico territorio amazónico y liberarnos de las viejas prácticas prebendales impuestas por esta perversa ‘cooperación’ cuyos míseros centavos envilecieron la conciencia de nuestros pueblos, de sus campesinos y de nuestras valerosas representaciones indígenas”. Continue lendo “Alcaldes de la Amazonía boliviana expulsan de sus municipios a USAID”

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IV Simpósio sobre Gênero e Meio Ambiente: a participação da mulher na pesca artesanal 2010

O “III Seminário Pesca Artesanal e Sustentabilidade Socioambiental: áreas protegidas de uso sustentável e mudanças climáticas” será realizado conjuntamente com o “IV Simpósio sobre Gênero e Meio Ambiente: a participação da mulher na pesca artesanal”, no período de 31de agosto a 3 de setembro de 2010, na sede da Fundação Joaquim Nabuco, em Recife, Pernambuco.

Reunirá estudiosos(as) de instituições nacionais e internacionais que lidam com o tema, pescadores(as) artesanais, gestores públicos, agentes não governamentais e representantes de comunidades inseridas em unidades de conservação (UCs) de uso sustentável pesqueiras, para debater aspectos atinentes à pesca artesanal em suas múltiplas dimensões. Serão privilegiadas questões relativas às UCs, mudanças climáticas e relações de gênero.

A pesca artesanal se destaca pela sua importância na produção de alimentos e na geração de emprego. Contudo, assentamentos humanos, atividades econômicas diversas e mudanças climáticas têm repercutido nas dinâmicas dos ambientes costeiros e ribeirinhos, com impactos negativos sobre a atividade pesqueira, a biodiversidade que a sustenta e os serviços ecossistêmicos prestados por esses ambientes. Apesar desse contexto, um conjunto de práticas edificadas por pescadores(as) evidencia a capacidade de resistência dessa população na busca de soluções. Atualmente, compondo o universo de respostas populares e governamentais, iniciativas como a criação de unidades de conservação ambiental (ex: Reservas Extrativistas e Reservas de Desenvolvimento Sustentável) têm revestido de ingredientes novos o cenário do planejamento e da gestão desses ambientes. Refletir sobre tais aspectos, conferindo ênfase às mudanças climáticas e relações de gênero no contexto das UCs, à luz de diferentes visões proporcionadas por uma pluralidade de atores, torna-se de grande relevância. Continue lendo “IV Simpósio sobre Gênero e Meio Ambiente: a participação da mulher na pesca artesanal 2010”

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Em Kurussu Amba, crianças e mulheres lutam pela sobrevivência

“As crianças da aldeia são as que mais sofrem com a falta de alimentos e de condições básicas para sobrevivência. A reportagem do Midiamax flagrou várias crianças se alimentando apenas de farinha de mandioca misturada com água. Segundo as mães indígenas, muitas vezes é apenas isso que elas comem durante todo o dia”.

“Muitas vezes não tinha o que dar para ela. Ela morreu de fome. Ela sofreu muito” (Marcelina Rodrigues, 26, Guarani Kaiowá, mãe de Takihara, de 1 ano e seis meses, que morreu em Kurussu Ambá em fevereiro deste ano).

Terra sem lei. É assim que ficou conhecida Capitan Bado, cidade Paraguai que no ano passado foi destaque nas páginas da revista Playboy que trouxe reportagem especial com um pistoleiro que já matou 300 pessoas na fronteira.

Porém, um outro viés, invisível traduz a situação deplorável que sinaliza também a morte é enfrentada por seres humanos. Em Coronel Sapucaia, na área do lado do Brasil, a 380 quilômetros de Campo Grande, está Kurussu Ambá [Cruz Sagrada], onde sobrevivem crianças, mulheres e homens da etnia Guarani Kaiowá. Continue lendo “Em Kurussu Amba, crianças e mulheres lutam pela sobrevivência”

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