VI Simpósio Internacional do CECAB: Territorialidades e influências Afro-caribenhas nas Américas

A instalação, manutenção e aceleração dos processos de intercâmbio econômico e cultural estão mudando rapidamente a nossa percepção do mundo. Mas essa dinâmica relacional foi antecipada de muitas maneiras no Caribe, que sempre apresentou um alto índice de mobilidade populacional e intercâmbio cultural, desde quando as terras continentais e as muitas ilhas da região eram ocupadas somente por grupos ameríndios. Desde então, o Caribe começou a participar diretamente do processo globalizante, a partir da entrada voluntária e forçada de europeus, africanos e asiáticos na região, o que a transformou no primeiro sistema colonial mundializado da história da humanidade. Essa condição marcou de modo indelével a sua trajetória, estabelecendo conexões profundas com todo o continente americano. É uma história que continua a repercutir no presente, pois o Caribe é hoje origem e destino de ondas migratórias, de tendências culturais, teóricas e materiais. Antes compreendida como um enorme arquipélago engolfado pelo continente americano, a região vem sendo cada vez mais estudada por meio de sua história compartilhada, das interseções culturais e das influências mútuas, principalmente entre os países banhados pelo Oceano Atlântico. Assim, o Caribe hoje se apresenta como um espaço transterritorial. Continue lendo “VI Simpósio Internacional do CECAB: Territorialidades e influências Afro-caribenhas nas Américas”
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Correr beirada pelas chapadas do Baixo Parnaíba maranhense

Mayron Régis

As comunidades do Baixo Parnaiba tocam as teclas do Cerrado maranhense e arrancam a mesma nota: Não deixem que as firmas como a Suzano e as suas terceirizadas desmatem um palmo sequer porque elas só terminam quando restar apenas um bacurizeiro de uma floresta de milhares para contar uma história que, até bem pouco tempo, corria as beiradas das Chapadas pelas mãos, pés e bocas das comunidades extrativistas do Baixo Parnaiba maranhense.

Depois de tantos desmatamentos no Baixo Parnaiba, uma nota como essas carrega uma incógnita. Aos poucos, empresas e governos sepultam parte da história das comunidades extrativistas com a aquiescência de algumas destas mesmas comunidades. O que e como fazer para que essa nota se propague pelos espaços perenizados pela biodiversidade no Baixo Parnaiba maranhense? Continue lendo “Correr beirada pelas chapadas do Baixo Parnaíba maranhense”

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Chile: Não ao Projeto Pascua-Lama de mineração!

Grandísimos depósitos de oro, plata y otros minerales han sido encontrados bajos los glaciares.Para llegar hasta ellos será necesario quebrar y destruir los glaciares -algo nunca concebido en la historia del mundo- y hacer dos grandísimos huecos, cada uno tan grande como una montaña, uno para la extracción y otro para el deshecho de la mina.

El proyecto se llama PASCUA LAMA. La compañía se llama Barrick Gold. La operación esta siendo planeada por una multinacional de la cual es miembro George Bush padre… Continue lendo “Chile: Não ao Projeto Pascua-Lama de mineração!”

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Amianto: TRT-PR reconhece responsabilidade objetiva do empregador no adoecimento, por arbestose

Luiz Salvador e Olímpio P. Filho *

Adital – A Segunda Turma do TRT da Nona Região, em Acórdão Relatado pelo Desembargador Márcio Dionísio Gapski (RO 05219-2006-892-09-00-3), reformando a sentença de primeiro grau, dá provimento ao apelo do reclamante HERBERT FRUEHAUF contra as empresas recorridas MULTILIT FIBROCIMENTO LTDA, MULTILAJES PRE MOLDADOS DE CONCRETO LTDA e POLYFIT INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA e, reconhecendo a nulidade da despedida, assegura a reintegração, com pagamento das parcelas salariais mensais decorrentes do contrato e reflexos, além da condenação por danos materiais e morais, incluindo honorários advocatícios.

Na peça inicial o reclamante esclareceu que foi admitido com higidez física e mental, tendo desenvolvido adoecimento ocupacional por arbestose (pleural), exposto que foi ao contato direto com poeira de amianto no desenvolvimento de suas atividades diárias em serviços de manutenções, produtivas, corretivas e preventivas de molassa, do moinho de pó, de todas as máquinas e empilhadeiras (…). Continue lendo “Amianto: TRT-PR reconhece responsabilidade objetiva do empregador no adoecimento, por arbestose”

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Arquidiocese denuncia assassinatos de 31 moradores de rua em Alagoas

Karol Assunção *

Adital – “Não bastasse a humilhação, a discriminação e o esquecimento, o morador de rua ainda tem de conviver com o medo de não amanhecer vivo”. Isso é o que constata padre Rogério Madeiro, coordenador das pastorais sociais da Arquidiocese de Maceió, a respeito da atual situação de homens e mulheres que vivem nas ruas de Alagoas, estado do Nordeste brasileiro. Somente neste ano, 31 moradores de rua foram assassinados em todo o estado. Nesta semana, uma audiência pública na Câmara dos Vereadores discutirá o assunto.

De acordo com padre Madeiro, o caso mais recente aconteceu anteontem (31) na capital alagoana. Agora, são 31 mortes nos dez primeiros meses do ano, 30 apenas em Maceió. Segundo ele, os crimes acontecem geralmente à noite e em locais onde há maior concentração de moradores de rua, como no Centro da cidade. Continue lendo “Arquidiocese denuncia assassinatos de 31 moradores de rua em Alagoas”

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Quilombola assassinado no Maranhão

por Luis Antonio Pedrosa

Na noite do sábado, dia 30, foi assassinado FLAVIANO, conhecida liderança do povoado quilombola Charco, em São Vicente de Férrer. Flaviano foi o grande articulador da resistência dos quilombolas contra o fazendeiro e um incansável operador para a agilização dos processos.

Atendi FLAVIANO ano passado, diante de uma situação fundiária quase definida, quando cerca de 120 policiais militares preparavam-se para efetuar o despejo da comunidade. Organizamos juntos o ajuizamento de uma nova ação possessória, fazendo figurar no pólo ativo da ação as legítimas herdeiras dos ex-escravos da localidade. Obtivemos êxito, com a supensão do despejo.

A tramitação lenta do processo de titulação quilombola exigia a presença frequente de FLAVIANO em São Luís. Na semana passada mesmo esteve na FETAEMA, sempre angustiado, buscando agilizar o processo que envolve a sua comunidade. Foi morto, por dois homens, quando se encontrava em um bar, à margem da BR 014. Foi atingido por sete tiros de pistola. Os assassinos fugiram em um carro e uma moto, mas não houve o registro das placas. A comunidade está aterrorizada. Continue lendo “Quilombola assassinado no Maranhão”

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Lançamento da publicação Perfil Social, Racial e de Gênero das 500 Maiores Empresas do Brasil e Suas Ações Afirmativas – Pesquisa 2010

O Instituto Ethos e o Ibope Inteligência têm o prazer de convidar para o lançamento da publicação Perfil Social, Racial e de Gênero das 500 Maiores Empresas do Brasil e Suas Ações Afirmativas – Pesquisa 2010, realizada em parceria com a Fundação Getulio Vargas de São Paulo (FGV-SP), o Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem), o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT), com patrocínio do Instituto Unibanco e da Philips do Brasil e apoio institucional da Inter-American Foundation (IAF) e da Atletas pela Cidadania.

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O dia em que o preconceito tomou conta do Twitter

@mayarapetruso
A pior de todas, retirada de: http://twitpic.com/32ted4

Cynara Peixoto

Ontem, dia do resultado das eleições presidenciais, que deveria ser um dia de festa da democracia, ficou marcado como um dia em que o preconceito e o ódio tomou conta do Twitter, tão popular que é no Brasil. Um dia em que os Nordestinos foram tratados de forma altamente discriminatória. Um dia para não ser esquecido.

No Brasil, é muito comum se escandalizar com preconceito contra negros e gays. Casos assim ocupam páginas de jornais, provocam discussão e tem o tratamento que merecem ter. Mas, infelizmente, ainda existe o preconceito com relação à região de procedência, que é algo ainda pouco levado a sério e divulgado pela imprensa. E é algo que me assusta pela proporção com que tem crescido.

Eu sou Nordestina, de Fortaleza, Ceará. Nascida e criada aqui, com todos os sotaques e trejeitos característicos da região. Falo “oxente” e “vixe”, porque cresci com estas palavras fazendo parte do meu vocabulário. E tenho um baita orgulho de ser cearense. Por nada sairia daqui, porque aqui é o lugar que eu amo e onde me sinto feliz, com seus defeitos e virtudes. Por isso, me senti muito ofendida e triste com as mensagens que vi ontem no Twitter. Continue lendo “O dia em que o preconceito tomou conta do Twitter”

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“Os direitos humanos são resultado das relações de poder”

Para Cecília MacDowell, desrespeitam-se a autonomia e a soberania de um país e todos os princípios de direito internacional em nome dos direitos humanos. Estes são inseparáveis da questão do poder. “É uma arma, ao mesmo tempo, para o bem e para o mal. Por isso que não se pode confiar plenamente nesse discurso dos direitos humanos. Não é a salvação”, afirma.


“As violações de direitos humanos acontecem não só se estamos relacionando direitos humanos com biopoder, que são relações perpetradas pelo Estado, ou pelas instituições internacionais, mas também no dia-a-dia, por meio do desrespeito e do racismo, por exemplo. Essas são violações de direitos humanos que vamos ver em toda a parte”. A declaração é da professora Cecília MacDowell, da Universidade de São Francisco, Califórnia, EUA. Na entrevista que concedeu por telefone para a IHU On-Line ela afirma que, “se entendermos os direitos humanos como discurso e não apenas como norma, eles podem ser usados como instrumento tanto para defesa de direitos, de respeito à dignidade humana, à diferença, ao princípio de igualdade, como também podem ser utilizados com o mesmo discurso – o que é paradoxal – contra as pessoas, os indivíduos e contra esses mesmos valores, como foi o caso da invasão do Iraque”.

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Cerca de 50 famílias ocuparam hoje um prédio no Santo Cristo

Cerca de 50 famílias ocuparam hoje (01 de novembro 2010) um prédio na rua Sara número 85 no bairro do Santo Cristo. O prédio era do INSS e estava abandonado a cerca de 15 anos, descumprindo a constituição que diz que todo prédio tem que cumprir uma função social. A ocupação, que é chamada pelos moradores de OCUPAÇÃO GUERREIRO URBANO, foi organizada de forma autônoma pelos moradores que decidem os rumos do processo através de assembléias. Moradores e apoios de outras ocupações e simpáticos ao movimento estão na porta do prédio em solidariedade a ocupação. Segundo o manifesto dos moradores “O déficit habitacional do município é maior do que 150.000 (estimativa oficialmente subestimada), sendo que em cada 10 pessoas que necessitam de moradia, 9 ganham entre 0 a 3 salários mínimos. Mesmo com tanta gente precisando de moradia, existem mais de 220 mil domicílios vagos no município do Rio de Janeiro.” por isso a luta dessas e de tantas outras famílias por um espaço que elas possam contruir as suas moradias. Segue abaixo o manifesto da Ocupação.

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