Favela é cidade

Foto: Francisco César / Imagens do Povo
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Em 04 de novembro de 1900, um delegado enviou mensagem ao chefe da polícia, Enéas Galvão. Ele sugeria que fosse tomada alguma atitude, por parte da polícia, com a favela que hoje é conhecida como Morro da Providência, surgida três anos antes e recomendava uma “limpeza”, termo que dá o tom do entendimento que se havia na época: a favela era um “problema” sanitário, policial e moral.

A data tornou-se um marco, possivelmente porque simboliza a luta que a favela e seus moradores empreendem há mais de um século. Contestar estereótipos e uma dada visão que se tornou hegemônica – a de que a favela é um problema para a cidade, um mal que precisa ser extirpado – constitui-se ao longo do século XX como uma das principais bandeiras daqueles que militam cotidianamente por uma cidade menos desigual.
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Dia da Favela

Amanhã é dia da favela e pra comemorar, mais de 80 comunidades festejam a data no Rio. Mas porque dia 04 de novembro? Porque foi em 4 de novembro de 1900 que o Estado, na pessoa de um delegado da 10ª circunscrição dialogou com chefe da polícia da época sobre uma favela, nesse caso o Morro Favella, hoje chamado de Providência, a primeira favela do Brasil. Nesta conversa eles trataram de como “limpar” aquelas áreas.

O Dia da Favela foi criado na mesma data deste acontecimento para transformar seu significado e destacar a luta pelo reconhecimento de direitos. Ele foi comemorado pela primeira vez em 2006 e este ano terá uma programação intensa, que pode ser conferida no site: www.diadafavela.com.br
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Lula, Dilma e os Guarani

“Provavelmente a recém eleita presidente do país, Dilma, herdará uma pedra no sapato – a não demarcação e garantia das terras dos Kaiowá Guarani, no Mato Grosso do Sul. É bom, que ao pensar a transição (continuidade) a equipe não se esqueça dessa agenda, que via de regra fica para o final da fila, depois de contemplar todos os interesses envolvidos na composição do poder”, escreve Egon Heck, coordenador do CIMI-MS, analisano a eleição de Dilma Rousseff a partir do ponto de vista dos povos Kaiowá Guarani. Eis o artigo.

Passados os dias da ressaca, dos santos e dos mortos, um feriadão inesquecível, voltemos aos primeiros habitantes dessa Terra de Santa Cruz. Para boa parte deles todos esses rituais pouco significaram. O gesto maior de cidadania e democracia que foi apertar dois numerinhos, talvez foi apenas depositar uma vez mais um  voto de esperança. Mas houve também comemorações.  Altas horas da noite. Toca do telefone “Estamos comemorando a vitória da Dilma aqui na aldeia de Paraguasu”, diz uma liderança Guarani. Fico até surpreso com a notícia, e ainda meio sonâmbulo, os felicito pelo gesto. Felicito-os, pois a cada eleição reciclam a esperança e muitas vezes amargam depois decepções. E ele dá as razões da festa “pobre vota em pobre”.

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Trabalho análogo à escravidão: Fiscalizações libertam 98 de áreas de extração de madeira

Em quatro fazendas da Madepar, 67 pessoas foram encontradas em condições análogas à escravidão. Fiscalização posterior libertou outros 31 de uma propriedade da Guararapes, e de outra da Palmasplac e do Grupo Estrela

O grupo móvel de fiscalização libertou 98 pessoas de trabalho análogo à escravidão em propriedades localizadas nos municípios de General Carneiro (PR) e Palmas (PR). A situação foi encontrada em áreas dedicadas à extração de madeira (pinus) sob responsabilidade de quatro empresas: a Madepar Agroflorestal; a Palmasplac Agropastoril Ltda., o Grupo Estrela Indústria de Papel Ltda., e o Grupo Guararapes.

As fiscalizações ocorreram em duas etapas – entre os dias 8 e 11 de julho e 14 e 29 de setembro – e contaram com a participação, além de representantes do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), de membros do Ministério Público do Trabalho (MPT) e integrantes da Polícia Federal (PF). Por Bianca Pyl, na Agência de Notícias Repórter Brasil.
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Maxakali lançam livro de cantos e participam de debate no Museu do Índio, amanhã

Amanhã, às 20 horas, no Museu do Índio, acontece o lançamento dos livros de cantos dos Tikm?’?n: “Cantos e histórias do morcego-espírito” e “Cantos e histórias do gavião-espírito” – publicações que reúnem registros mítico-musicais da comunidade indígena Maxacali (MG), organizadas por Rosângela Pereira de Tugny.

O Museu do Índio promove, ainda, a mesa redonda “Poéticas musicais indígenas e cultura brasileira”, com a presença de dois representantes Maxacali (Noêmia e Totó Maxacali), do cantor e compositor Gilberto Gil, da pesquisadora Rosângela Pereira de Tugny(UFMG), do antropólogo Márcio Meira (presidente da FUNAI), do antropólogo José Carlos Levinho (diretor do Museu do Índio), da linguista Bruna Franchetto (Museu Nacional/UFRJ), do antropólogo e poeta Pedro Niemeyer Cesariano, do antropólogo José Jorge de Carvalho (INCT) e do compositor Rogério V. Barbosa.

Na ocasião, o Museu do Índio lança o projeto “O trabalho da memória através dos cantos”, de registro e documentação musical entre os Enawene Nawe, Tikm?’?n/Maxakali, Baniwa e Krahô.

Fonte: Museu do Índio

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Setores conhecidos por agredir meio ambiente doam valores expressivos à campanha de Marina

Empresas de segmentos conhecidos por agredir o meio ambiente, como metalurgia, mineração, papel e celulose, fertilizantes e cana-de-açúcar, foram responsáveis pela doação de um montante expressivo da campanha da candidata do Partido Verde (PV) à Presidência da República nas eleições deste ano, Marina Silva: cerca de R$ 3 milhões. O valor corresponde a 12,5% do total arrecadado – R$ 24,1 milhões.

Só na área de mineração e metalurgia, arrecadou-se quase R$ 1 milhão. A Companhia Brasileira de Siderurgia e Mineração contribuiu com R$ 300 mil; a Companhia Metalúrgica Prada, com R$ 150 mil; e a Urucum Mineradora, com R$ 500 mil. No ramo de fertilizantes, as doações foram da Fosfértil (R$ 600 mil) e da Bunge Fertilizantes (R$ 100 mil).

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Rechazan captura de chamán de Putumayo en EE. UU.

Rechazan captura de taita en E.U.
Juan B. Ágreda no ha podido hablar con su familia, según los parientes.

Este martes se realizará la audiencia de su caso en la ciudad de Houston, Texas.

“Lo han tratado como a un narcotraficante y él es un taita indígena”, insisten los familiares del reconocido chamán de Putumayo Juan Bautista Agreda Chindoy, detenido el 19 de octubre en el aeropuerto de Houston (Estados Unidos), al parecer, por cargar plantas de yagé en su equipaje.La captura de este hombre que, de acuerdo con sus parientes, había sido invitado por un grupo de estadounidenses para presidir una sesión tradicional de ayahuasca (yagé) no sólo asombra a su etnia, sino a investigadores que la ven como atropello a la medicina tradicional.
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Perspectivas para o governo Dilma (2011-2014), artigo de José Eustáquio Diniz Alves

[EcoDebate] As eleições de 2010 consolidaram os 25 anos de democracia formal do país e possibilitaram duas novidades na história republicana do pós-guerra: 1) pela primeira vez, um presidente que chegou ao poder pelo voto popular consegue eleger uma candidatura de continuidade do mesmo partido; 2) pela primeira vez, na história do Brasil, houve alternância de gênero na Presidência da República.

A candidata Dilma era franca favorita a vencer no primeiro turno. Contudo, teve que lutar muito para vencer um segundo turno muito disputado e cheio de agressões, tanto nos debates e na rua, quanto na Internet. A despeito das diversas denúncias e do excesso de promessas das candidaturas, o voto popular garantirá certa legitimidade à nova liderança política e ao conjunto de partidos que venceu o pleito. Continue lendo “Perspectivas para o governo Dilma (2011-2014), artigo de José Eustáquio Diniz Alves”

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Dia de Finados

Por: Juliano Gonçalves Pereira*

Na calmaria desse dia em que a cultura ocidental cristã enraizada no Brasil, pára o capitalismo, nos obrigando a pensar em nossos entes queridos levados pela ordem natural da existência humana, trago reflexões de sentimentos de inquietação, indignação, tristeza e impotência que se confrontam em meu âmago negro juvenil. O feriado de finados nos deixa vulneráveis à realidade latente da morte, e é na sensibilidade que essa data nos proporciona, que trago uma rápida análise de duas importantes personalidades sociais que são cotidianamente injustiçadas pela realidade da vida, o da falta dela. Todos os dias este sentimento de perda que hoje se evidencia na mentalidade brasileira, se expande nas favelas e guetos desse país, nos corações aflitos e mentes angustiadas de mães que perderam precocemente seus filhos, bem como dos jovens que vivem cotidianamente na linha tênue entre a vida e morte, no modelo de juventude do medo que se espalha entre a juventude pobre e viciada brasileira, cuja maioria é negra.

A chuva de novembro, práxis nessa data aqui no norte de Minas Gerais, da um triste tom, ao sedentário dia desse feriado que possui uma característica dissonante dos demais feriados prolongados de nosso calendário. O dia de finados, para culturas como a Banto, (base da cultura afrobrasileira) é comemorado com grandes banquetes e festas, pois é lembrada como uma data que completa o complexo e misterioso ciclo da vida, porém hoje, nos possibilita navegar na realidade nua e crua de um dia comum para a Juventude Negra brasileira, e de seus familiares e amigos, que diariamente acendem velas pela perda de seus semelhantes nessa guerra silenciosa que tem exterminado parte significativa dessa juventude. Continue lendo “Dia de Finados”

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O Tribunal de Justiça e o seu desserviço ao meio ambiente e às comunidades da Zona Costeira

Rodrigo de Medeiros Silva*

Em setembro deste ano, o Juízo da 2ª Vara da Comarca de Aracati-CE concedeu liminar suspendendo as atividades da Fazenda de Carcinicultura, criação de camarão, do Sr. Rubens dos Santos Gomes, na Comunidade do Cumbe, no Aracati-CE. A decisão foi fruto de Ação Civil Pública do Ministério Público.

Esta decisão foi festejada não só pela Comunidade do Cumbe, comunidade tradicional prejudicada pela referida fazenda, como por toda a sociedade cearense. A fazenda degrada o meio ambiente, o ecossistema manguezal e atinge o modo de vida do Cumbe. Ademais, a dita fazenda, além de trazer todo este prejuízo ao Cumbe e ao Ceará, fecha caminhos, passagens históricas da população da Comunidade.

Contudo, o desembargador Fernando Ximenes do Tribunal de Justiça do Ceará, suspendeu a decisão liminar, indo de encontro à Constituição Federal, ao bem-estar da localidade e à preservação do meio ambiente. Continue lendo “O Tribunal de Justiça e o seu desserviço ao meio ambiente e às comunidades da Zona Costeira”

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