Homem invade escola do Rio e atira em alunos e funcionários

De acordo com o Corpo de Bombeiros, onze pessoas morreram e outras 18 ficaram feridas

Onze pessoas morreram e outras 18 ficaram feridas na manhã desta quinta-feira (7) na Escola Municipal Tasso da Silveira, no bairro de Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pelo relações-públicas do Corpo de Bombeiros, tenente-coronel Evandro Bezerra. De acordo com a Polícia Militar, um homem, identificado como Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, invadiu a instituição de ensino por volta das 8h e disparou contra alunos e funcionários.

Segundo o Corpo de Bombeiros, entre os mortos estão nove meninas, um menino e o autor dos disparos. Os feridos estão sendo encaminhadas para os hospitais Albert Schweitzer, em Realengo, Central da Polícia Militar, no Estácio, Universitário Pedro Ernesto, em Vila Isabel, de Traumatologia e Ortopedia, no centro, e Adão Pereira Nunes, no município de Duque de Caxias. Continue lendo “Homem invade escola do Rio e atira em alunos e funcionários”

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Tenho orgulho da minha pele. Não é Preta?

por Arísia Barros

Preta Gil, filha de Gilberto Gil que já foi ministro da cultura não faz parte da grande maioria do povo de pele preta que diariamente equilibra-se na corda bamba da sobrevivência, estreitando-se entre o vil metal para comprar o pão ou ir ao cinema. Preta Gil é mulher de pele preta, mas tem padrão de vida econômica muito bom, diferentemente da ampla maioria minorizada, e assume lugares de poder no hit socaite, portanto, não é pobre.

Joaquim Barbosa é ministro do Supremo Tribunal da Justiça que ascendeu socialmente, ocupando hoje poderes constituídos na hierarquia da política brasileira. Joaquim Barbosa é bem mais do que um “ilustre ministro moreno escuro”, como nomeou-o o deputado federal Júlio Campos (DEM-MT) .

Neymar, o jogador que um dia afirmou que não sofria racismo porque “não era negro” mesmo aquinhoado com um altíssimo padrão de renda, sentiu na pele a realidade nua e crua do apartheid social para quem traz na história a descendência africana, mesmo “não parecendo negro”. Continue lendo “Tenho orgulho da minha pele. Não é Preta?”

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Juiz condena empresa de ônibus em Cuiabá por racismo

Antonielle Costa

A empresa Transportes Rodoviários Cantinho Ltda., que opera no sistema de transporte alternativo (microônibus) em Cuiabá, foi condenada ao pagamento de R$ 15 mil, a título de indenização por dano moral, em virtude de um ato de racismo cometido por um motorista da empresa contra a usuária Paulina Rosalia de Pinho.

Segundo a ação, a cidadã foi “xingada e humilhada” com os dizeres “…essa macaca preta, além de não querer entrar pela porta da frente, ainda quer exigir por onde quer entrar…”.

O fato aconteceu por volta das 6h da manhã, no dia 1º de janeiro de 2010, quando Paulina necessitou os serviços da empresa, adentrando ao veículo que faz a linha Centro/Pedra 90, na Capital.

Para a usuária, o fato ocasionou uma situação desconfortável e vexatória e, por isso, ela decidiu entrar na Justiça, na tentativa de ter os prejuízos ressarcidos, em função do constrangimento pelo qual, dentro do ônibus coletivo. Continue lendo “Juiz condena empresa de ônibus em Cuiabá por racismo”

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Espanha – Real: Adebayor denuncia cânticos racistas

Emmanuel Adebayor (foto AP)O avançado Emmanuel Adebayor, do Real Madrid, diz ter sido vítima de cânticos racistas por parte de adeptos do Tottenham durante o jogo da Liga dos Campeões, disputado terça-feira no Santiago Bernabéu.

«Fizemos tudo o que estava ao nosso alcance para mostrar um cartão vermelho ao racismo. Parece fazer parte das nossas vidas, está sempre presente. Samuel Etoo e outros grandes jogadores já falaram sobre isto, e melhor do que eu, mas o racismo continua aí. Talvez não possamos fazer nada para o contrariar», lamenta Adebayor, citado pelo Daily Mirror. Continue lendo “Espanha – Real: Adebayor denuncia cânticos racistas”

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América Latina – Tribos isoladas correm perigo

As tribos indígenas isoladas poderão perder maisde 50% de sua população se não forem tomadas medidas para proteger suas terras do desmatamento, alertou a ONG Survival International ontem. A organização de defesa dos direitos dos povos, que tem sede em Londres, afirma que quase todas entre as centenas de tribos isoladas existentes atualmente no mundo “correm o risco de ser dizimadas pelo desmatamento, pela exploração petroleira, pela construção de represas hidrelétricas e outros projetos”.

A lista de tribos dizimadas pelos contatos com o mundo exterior é longa, e inclui os Nahuas (Peru), Aché (Paraguai), Matis, Tupari, Mebengokre e Surui (Brasil). “Se não for tratado com sumo cuidado, o contato com esses povos significa a erradicação de mais da metade de seus membros.  “É um fato documentado, por isso é difícil acreditar que os governos e as empresas continuem ignorando-o”, disse o diretor da Survival, Stephen Corry.

http://brasiliaconfidencial.inf.br/wp-content/uploads/BsBConfidencial_445_baixa.pdf

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Desmatamento no Cerrado e na amazônia cai, mas situação ainda é grave

Mesmo em ritmo de desaceleração, o desmatamento do Cerrado e da Amazônia continuam preocupantes. Foram divulgados ontem dois relatórios pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) com o monitoramento de satélites sobre os dois biomas. Em ambos, houve uma redução do desmate nos últimos períodos analisados, justificados por uma redução nos investimentos da agropecuária e pelo aumento da fiscalização.

No entanto, as avaliações mais aprofundadas mostram que a situação ainda égrave. No Cerrado, durante quase toda a primeira década dos anos 2000, houve um aumento acentuado no desmate. Entre 2002 e 2009, as áreas desmatadas subiram de 43,6% para 48,2%. Na Amazônia, tem ocorrido um aumento acelerado nas áreas degradadas. Seis dos nove estados amazônicos passaram a desmatar mais que em períodos anteriores.

Da área total do Cerrado, cerca de dois milhões de quilômetros quadrados, foram desmatados 85 mil entre 2002 e 2008. Isso dá uma média de 14,2 mil km² desmatados por ano, taxa média de desmatamento anual de 0,69%. Entre 2008 e 2009 houve uma redução, pois foram desmatados 7,6 mil km². Continue lendo “Desmatamento no Cerrado e na amazônia cai, mas situação ainda é grave”

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UnB lança campanha contra o uso de agrotóxicos no Brasil

Foto: Alexandra Martins/UnB Agência

Especialistas apontaram os riscos no uso de insumos químicos para a saúde e os intereses de empresas em um mercado bilionário

João Campos – Da Secretaria de Comunicação da UnB

A UnB Planaltina lançou nesta quarta-feira, ontem, a campanha Agrotóxico Mata: Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e pela Vida. O objetivo do movimento, que reúne diversas entidades da sociedade civil, é conscientizar a população sobre os riscos dos produtos químicos lançados sobre as lavouras. Segundo o professor César Koppe, do Departamento de Genética e Morfologia da UnB e especialista em Biossegurança, boa parte dessas informações não chegam ao conhecimento da população pela omissão. “Os riscos são conhecidos, mas mesmo em um país com vocação agrícola nós não estamos protegidos”, alerta César, que já trabalhou na agências federais reguladoras, como o Ibama e a Anvisa. “Infelizmente não há liberdade de acesso à informação”.

Desde 2008, o Brasil se tornou o maior consumidor de Agrotóxicos do mundo. Segundo dados do Ministério da Agricultura, da Pecuária e do Abastecimento (Mapa), só em 2009 foram cerca de 800 mil toneladas de produtos químicos lançadas sobre as lavouras. A estatística faz com que, em média, cada brasileiro consuma cerca de 5,2 litros de agrotóxicos por ano. Produtos como os organoclorados, banidos de vários países por suas propriedades cancerígenas e pela sua facilidade de contaminação.

“50% do morango e 80% dos pimentões consumidos no país estão contaminados com níveis de agrotóxicos acima do permitido por lei. O veneno está na nossa mesa”, afirma o professor Fernando Carneiro, do Departamento de Saúde Coletiva e do Núcleo de Estudos de Saúde Pública da UnB. Dados do Ministério da Saúde apontam que o número de intoxicação por agrotóxicos, por ano, aumentou de mil para 6 mil por ano na última década. Continue lendo “UnB lança campanha contra o uso de agrotóxicos no Brasil”

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“Por uma Lei Florestal justa e efetiva: Não à aprovação do Relatório Aldo Rebelo”

A Nota abaixo estará sendo divulgada e distribuída hoje, na manifestação dos movimentos e organizações socio-ambientalistas e da agricultura familiar na Esplanada dos Ministérios. É o lançamento da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida e um protesto contra o projeto do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) de alteração do Código Florestal.

“Está para ser votado na Câmara dos Deputados um dos maiores crimes contra o nosso país e sua imensa biodiversidade: a destruição do Código Florestal. A nossa lei que protege as margens de rios e as encostas da erosão e dos deslizamentos, que mantém parte de nossas florestas, cerrados e caatingas preservados, e que estimula o manejo sustentável de nossa sriquezas naturais está na mira da bancada ruralista!

Alegando que a lei atrapalha o agronegócio brasileiro, os ruralistas encomendaram ao deputado Aldo Rebelo (PC do B/SP) uma proposta de alteração que está prestes a ser votada e que, dentre outras coisas, pretende:

a) anistiar os desmatamentos ilegais realizados em APPs até 2008: não será mais necessário recuperar os desmatamentos ilegais realizados em encostas, beiras de rio e áreas úmidas, beneficiando quem desrespeitou a lei, mas prejudicando a sociedade, que terá que conviver para sempre com rios assoreados, deslizamentos de encostas, águas envenenadas,casas e plantações levadas por enchentes, dentre outros; Continue lendo ““Por uma Lei Florestal justa e efetiva: Não à aprovação do Relatório Aldo Rebelo””

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“Qualquer ato de discriminação deve ser motivo de reprovação por toda a sociedade”

“Qualquer ato de discriminação deve ser motivo de reprovação por toda a sociedade”
Luiza Bairros, ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial/ Foto: Antônio Cruz - Abr

Em entrevista ao programa Bom Dia Ministro, da última sexta-feira (1º), a ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Luiza Bairros, destaca, entre outros assuntos, o sistema de cotas e a regulamentação do Estatuto da Igualdade Racial. Leia abaixo trechos da entrevista, editada pelo Em Questão.

Discriminação

Qualquer ato de discriminação contra qualquer grupo deve ser motivo de reprovação por toda a sociedade. Temos que fazer com que todos os setores da sociedade, todas as esferas institucionais, tomem sua própria responsabilidade com relação a casos explícitos de racismo. Há alguns anos, na medida em que conquistas relativas ao povo negro ficam mais evidentes, vão se tornando mais evidentes também as reações de determinados setores. Quando se faz um movimento que promova maior igualdade de oportunidades, existem os setores que se sentem prejudicados, como se fossem perder um direito, quando, na verdade, buscamos que nenhum grupo tenha privilégios pelo fato de pertencer, ou não a determinada raça. Atribuo essas reações ao deslocamento que temos assistido na sociedade brasileira, de uma mobilidade relativamente maior para as populações negras, com possibilidade de participação em espaços que não tinham antes. Continue lendo ““Qualquer ato de discriminação deve ser motivo de reprovação por toda a sociedade””

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Carta aberta da Rede Justiça nos Trilhos aos bispos do Maranhão

(foto: Philippe Revelli)

A carta aberta da Rede Justiça nos Trilhos (JnT) é uma resposta ao recente documento dos bispos do Maranhão sobre o ‘desenvolvimento’ dessa região do País. Acolhendo o convite a produzir «sinais de uma nova sociedade na qual se proceda efetivamente a uma inversão de prioridades», as entidades de JnT apresentam aos bispos os graves conflitos provocados atualmente pela duplicação dos trilhos da Estrada de Ferro Carajás e denunciam os impactos, em particular, sobre as populações quilombolas.

Prezados senhores bispos,

A rede Justiça nos Trilhos (JnT) é uma coalizão de organizações, movimentos sociais, pastorais, sindicatos, núcleos universitários, que atuam em defesa dos direitos das comunidades que vivem nas áreas atravessadas pela Estrada de Ferro Carajás.

Desde final de 2007, JnT está pesquisando e denunciando os impactos dos grandes projetos de desenvolvimento ligados ao Programa Grande Carajás; promove conscientização das comunidades atingidas e organização popular, oferece assessoria jurídica para reparar danos ou prevenir a ocorrência de novas violações sócio-ambientais. Estuda e trabalha em vista de uma alternativa econômica que privilegie a iniciativa das pequenas comunidades locais, a agricultura familiar e as culturas tradicionais. Continue lendo “Carta aberta da Rede Justiça nos Trilhos aos bispos do Maranhão”

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