Ônibus com estudantes Terena é atacado em Mato Grosso do Sul

CIMI/MS

Lideranças do povo Terena da Terra Indígena “Cachoeirinha”, município de Miranda (MS), denunciaram que anteontem, dia 3 de junho, por volta das 23h30, o ônibus escolar utilizado no transporte dos alunos que estudam na rede escolar no município de Miranda sofreu um ataque com pedras e tentativa de incêndio, no retorno à aldeia. Segundo os indígenas, o ataque ocorreu logo depois que o ônibus entrou na área indígena – 300 metros depois da rodovia.

Com cerca de 30 alunos, o veículo, num primeiro momento, foi cercado e pedras foram atiradas, estourando os seus vidros. Em seguida, objetos pegando fogo foram atirados contra o ônibus numa tentativa de incendiá-lo. O motorista, na tentativa de se salvar, conforme relatos de lideranças indígenas, abandonou o veículo ainda em movimento, enquanto os alunos tentavam sair pelas janelas quebradas.

Quatro alunos sofreram queimaduras, sendo que um deles foi levado para Campo Grande e está internado na Santa Casa. A Polícia de Miranda esteve no local e autorizou a remoção do veículo sem realizar nenhum tipo de perícia, de acordo com o testemunho dos indígenas. Continue lendo “Ônibus com estudantes Terena é atacado em Mato Grosso do Sul”

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Quilombo da Paz, em Resende, busca o resgate da cidadania

A volta de uma festa popular resgata também a cidadania na comunidade da Vicentina
Boi-Bumbá: A volta de uma festa popular resgata também a cidadania na comunidade da Vicentina

Lúcia Pires  – Resende

Quando se fala em quilombo, logo vem à mente a imagem de centros comunitários fundados por escravos em busca da liberdade. Em Resende, uma comunidade fundou no final do século passado o Quilombo da Paz, com o objetivo de abrigar projetos que possibilitassem novos horizontes para seus jovens e os tirasse do mundo das drogas e de uma vida marginal.

Para um dos fundadores do quilombo – o autônomo Francisco José, de 57 anos, mais conhecido por Cobra Azul -, o projeto conseguiu ajudar muitas crianças, adolescentes e jovens, e todo o esforço voluntário valeu e continua valendo a pena.

– O Quilombo da Paz foi criado como um projeto da Associação Cultural Boi Bumbá. Tudo começou há 22 anos, em 1989. Naquela época nosso bairro (Vila Vicentina) era considerado um dos locais mais violentos da cidade.  Na festa de malhação de Judas tivemos o assassinato de dois rapazes, e a comunidade ficou muito preocupada porque estávamos perdendo nossos jovens para as drogas, o crime. Foi então que resolvemos unir as forças e fazer alguma coisa em conjunto.  Passamos a reunir as crianças para brincar de boi-bumbá, mas a fama de bairro violento era tanta que as pessoas dos outros bairros não queriam vir aqui; nós é que tínhamos de ir aos outros bairros para mostrar o nosso trabalho. A situação melhorou quando um amigo nosso veio do Pará para trabalhar em Resende. Ele ensinou para nós como fazer o Boi de acordo com a festa de Paraitins – relembra Cobra Azul, ressaltando que muitos moradores se apresentaram como voluntários para trabalhar em conjunto na produção. Continue lendo “Quilombo da Paz, em Resende, busca o resgate da cidadania”

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Cobras e lagartos virtuais

É cada vez maior o número de demonstrações de intolerância, preconceito e racismo nas redes sociais. O Twitter é o campeão das ofensas

Imagine o que têm em comum o músico Ed Motta e a estudante de direito Mayara Petruso? Aparentemente nada, mas ambos ganharam os holofotes nacionais por conta de seus destemperos em redes sociais – e as consequências que os impropérios virtuais impensados lhes renderam.

Mayara ficou conhecida em novembro do ano passado, quando, irritada com a vitória de Dilma Rousseff nas eleições para a Presidência da República, publicou mensagens de ódio contra nordestinos em seus perfis de Twitter e Facebook: “Nordestino não é gente. Faça um favor a São Paulo, mate um nordestino afogado!”. Na última quinta-feira, 2, a Justiça Federal em São Paulo aceitou denúncia do Ministério Público Federal pedindo a abertura da ação contra a moça e ela tornou-se ré em um processo criminal por racismo.

Já o cantor e compositor voltou a ser notícia em meados de maio, quando valeu-se de sua página no Facebook para o que ele classificou, posteriormente, de fazer “comentários infelizes”. “ (Estou em) Curitiba, lugar civilizado, graças a Deus. O Sul do Brasil, como é bom, tem dignidade isso aqui. Frutas vermelhas, clima frio, gente bonita. Sim porque ooo povo feio o brasileiro, (risos). Em avião, dá vontade chorar (risos). Mas chega no Sul ou SP gente bonita compondo o ambiance (risos)”. E foi além, falando mal de vários músicos e tecendo críticas às mulheres. Quando o caso veio à tona, pediu desculpas publicamente e disse estar “com uma vergonha gigante”. Continue lendo “Cobras e lagartos virtuais”

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Pará: radiografia do Polígono da Violência

Procurador da República descreve região em que foram assassinados ambientalistas: um território sem lei e sem Estado, onde pecuaristas e desmatadores impõem sua lógica selvagem

Entrevista a Manuela Azenha, no Viomundo

O dr. Ubiratan Cazetta é procurador-chefe da Procuradoria da República no Pará. Cabe a ele, portanto, representar o Estado brasileiro num momento em que o avanço da fronteira agrícola torna mais graves os conflitos locais, especialmente os relacionados à terra e à exploração de outros recursos naturais. Segundo levantamento da Comissão Pastoral da Terra, foram 212 assassinatos na região desde 1996, média de 14 execuções por ano. Para falar sobre a situação na região, a repórter Manuela Azenha conversou com o procurador esta tarde. Segue a entrevista:

A ministra-chefe da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Maria do Rosário, afirmou que o governo não tem estrutura para proteger todos os ameaçados de morte na Amazônia.


Ubiratan Cazetta
– Essa informação é rigorosamente correta. Se nós formos trabalhar com um número de um pouco mais de mil pessoas ameaçadas, de fato não há estrutura policial, nem na Polícia Federal, nem nas estaduais, para deslocar algo em torno de 2 mil policiais para fazer esse acompanhamento. A questão não é, efetivamente, atacar isso diretamente, dando uma segurança a essas pessoas. É fazer uma análise adequada de cada caso, verificar quais destes que estão hoje correndo risco efetivo. Você pode ter [informações sobre] pessoas incluídas nessa lista que não estão tão atuais. Tem de fazer uma depuração e verificar onde ainda existe a tensão e nesses casos, sim, atuar. Mas isso não é suficiente. Continue lendo “Pará: radiografia do Polígono da Violência”

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CE – Absolvição de liderança acusada de ameaça. Desforço possessório

Com muita satisfação gostaria de divulgar uma vitória da advocacia popular:

Pela assessoria do Movimento Sem Terra no Ceará, acompanhamos a resistência de uma pequena comunidade de trabalhadores rurais na localidade de Boqueirão, município de Sobral. Após décadas de posse mansa e pacífica, nos últimos meses a comunidade passou a sofrer ameaças de uma empresária, herdeira do imóvel onde residem as famílias. Impetramos um interdito e uma usucapião.

Ocorre que numa situação de tensão, as famílias posseiras resistiram firmes às ameaças da empresária. Após isso, esta empresária denunciou uma liderança comunitária pela suposto crime de ameaça.

Não aceitamos a transação. Após a instrução pedimos ABSOLVIÇÃO. O Ministério Público foi pela condenação. Recentemente foi publicada a decisão. Segue a ementa: Continue lendo “CE – Absolvição de liderança acusada de ameaça. Desforço possessório”

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Questão de Belo Monte é levada ao Conselho de Direitos Humanos da ONU

As violações dos direitos humanos e as ilegalidades no processo de licenciamento daUsina Hidrelétrica de Belo Monte, cuja construção foi autorizada esta semana pelo governo brasileiro, foram levadas hoje ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, órgão máximo de direitos humanos da instituição. A Justiça Global e a Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH), conjuntamente com aConectas Direitos Humanos, manifestaram sua preocupação em relação à atitude do governo brasileiro frente às medidas cautelares solicitadas pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA), que solicitou, em abril, a suspensão da obra  até que os direitos à consulta prévia, livre e informada dos povos indígenas seja assegurado. A declaração foi feita durante a 17ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, na Suíça. A informação é do Movimento XIngu Vivo para Sempre, 03-06-2011.
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Chácara das Rosas é o primeiro quilombo do Brasil contemplado no Minha Casa Minha Vida Compartilhe

No final da tarde de hoje, a comunidade do Quilombo Chácara das Rosas assinou o documento que simboliza melhores condições de moradia para 24 famílias quilombolas. A assinatura do Termo de Cooperação e Parceria dentro do Programa Minha Casa Minha Vida formaliza o início das construções do empreendimento Quilombo Chácara das Rosas, que abrigará 24 casas e deve começar a tomar forma efetivamente em menos de um mês.

Foi através das mãos da líder quilombola Isabel Genelício, do prefeito Jairo Jorge, da secretária de Desenvolvimento Urbano e Habitação Joceane Gasparetto, do superintendente regional da Caixa Econômica Federal, Mauro Roberto Bom, e da superintendente nacional da Área C – Sul da Caixa, Lore Mânica Ribeiro, que assinaram o contrato, que o documento se tornou uma das garantias da comunidade do Chácara das Rosas. Instalados há mais de 60 anos na área, localizada na rua Duque de Caxias, os quilombolas canoenses obtiveram reconhecimento e titularização no dia 30 de outubro de 2009. Agora, o dia 3 de junho de 2010 junta-se à data de titulação e entra para a memória das famílias, símbolos de luta e resistência no município, por conceder a propriedade da área à Associação Remanescente de Quilombo Chácara das Rosas. Continue lendo “Chácara das Rosas é o primeiro quilombo do Brasil contemplado no Minha Casa Minha Vida Compartilhe”

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Morre Padre José Koopmans, sócio fundador do CEPEDES

Padre José Koopmans, que fez duras críticas ao IMA e a Veracel

O Fórum Socioambiental do Extremo Sul da Bahia comunica, com muito pesar, a volta para o plano espiritual do irmão e Camarada de Fé Padre José Koopmans.

Ele sofreu um enfarte ontem, dia 03/06/2011, por volta das 18hs, enquanto fazia a sua caminhada diária. O velório será hoje, 04/06, a partir das 07hs da manhã na quadra de esportes da escola IFA -Instituto Francisco de Assis, Rua Sagrada Família, 120, Bairro Bela Vista, na cidade de Teixeira de Freitas.

Padre José é sócio fundador do CEPEDES,  do Fórum Socioambiental do Extremo Sul e membro do Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Teixeira de Freitas.

Ivonete Gonçalves

Coordenadora Executiva
CEPEDES

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Movimentos defendem CPI do Trabalho Escravo no Maranhão

Em audiência realizada na Assembléia Legislativa, representantes da sociedade reivindicaram comissão que investigue a ausência de políticas que combatam o problema no Estado; somente 2 deputados, de 37, estiveram presentes

Por Bianca Pyl

Os movimentos sociais do Maranhão reivindicam que seja instaurada uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do trabalho escravo no Estado. A proposta foi uma das principais reivindicações apresentadas durante a audiência pública “Enfrentamentos à questão do trabalho escravo no Maranhão – situação e perspectivas”, realizada na última terça-feira (31) na Assembléia Legislativa do Estado, na capital São Luís.

Na ocasião, foi entregue à deputada estadual Eliziane Gama (PPS) um documento – assinado por 35 entidades – com 16 pontos considerados prioritários para coibir o crime no Estado.

Além de Eliziane, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia, a audiência contou com a participação de somente mais um parlamentar: o deputado Bira do Pindaré (PT), autor do requerimento para a realização da audiência. Os demais 35 deputados e deputadas maranhenses não compareceram à atividade. Continue lendo “Movimentos defendem CPI do Trabalho Escravo no Maranhão”

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Teme-se que cúpula florestal ignore comunidades locais

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Governantes dos países com as maiores selvas tropicais do mundo, a Amazônia, o Congo e Bornéu-Mekong, estão reunidos desde 31 de maio, durante uma semana, na capital da República do Congo, buscando um acordo sobre o manejo sustentável dos ecossistemas florestais, mas ativistas temem que sejam ignoradas as comunidades locais. O anfitrião do encontro, Denis Sassou Nguesso, presidente congolense, disse que a cúpula é “um passo decisivo” final antes da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, que acontecerá no ano que vem no Rio de Janeiro.

Segundo seus organizadores, a cúpula de Brazzaville também permitirá reforçar a cooperação Sul-Sul. O ministro congolense do Meio Ambiente, Henri Djombo, disse aos jornalistas que o objetivo é pedir a todos os países envolvidos que formem um bloco único. Antes da cúpula, as políticas florestais de vários países estiveram sobre a mesa. No Brasil, após vários adiamentos, a polêmica reforma do Código Florestal vigente desde 1965 foi aprovada na Câmara dos Deputados no dia 24 de maio. Continue lendo “Teme-se que cúpula florestal ignore comunidades locais”

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