
Por que produzir informações relevantes sobre a sociedade tornou-se mais necessário que nunca. Como profissionais e blogueiros podem ser complementares. Entrevista com diretor do Comitê de Proteção dos Jornalistas
Por Sandra Petersmann, na Deutsche Welle
Às vésperas do Global Media Forum, que se realizou em Bonn, entre 20 e 22/06, a Deutsche Welle conversou com Joel Simon, o diretor-executivo do Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ) – organização internacional representada este ano na conferência em Bonn, cujo tema principal é “Direitos humanos e globalização: um desafio para a mídia”.
Qual é a sua definição de jornalista?
Joel Simon: Os jornalistas existem para colher e disseminar informação de relevância para a população. Há jornalistas profissionais que fazem isso, e há pessoas que fazem isso como cidadãos. Isso vai se modificando com o tempo. As novas tecnologias garantiram que nos dias de hoje existam um número nunca visto de jornalistas cidadãos. Na Alemanha, o jornalismo não é profissão para a qual se precise de um diploma. Qualquer um pode ser um jornalista. Nós [do Comitê de Proteção aos Jornalistas] defendemos os direitos dos jornalistas profissionais, dos freelancers e dos jornalistas cidadãos.
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