Agrotóxicos. Pilar do agronegócio

Enquanto uma área de floresta amazônica, do tamanho de 180 campos de futebol, é destruída pela ação de herbicidas, uma parcela da população brasileira grita “agrotóxicos, nunca mais!” Entender o contexto do uso indiscriminado de agrotóxicos nas lavouras brasileiras e seus efeitos diversos é o objetivo do tema de capa da IHU On-Line desta semana. É possível cultivar alimentos sem o uso de herbicidas? Em busca desta e de outras respostas, nossos entrevistados refletem também sobre os rumos da agricultura no Brasil e sobre o modelo de agronegócio empregado no país.

O engenheiro agrônomo Mohamed Ezz El Din Mostafa Habib, considera possível desenvolver uma agricultura sustentável por meio do manejo ambiental, sem utilizar agrotóxicos.

Enquanto isso, o médico Wanderlei Pignati alerta que não existe uso seguro de agrotóxicos, e que é impossível estar imune a esses produtos.

Por sua vez, o professor de Economia e Administração da USP, José Juliano de Carvalho, é enfático quando afirma que “o uso de agrotóxicos no Brasil é abusivo, exagerado e incontrolável”. Continue lendo “Agrotóxicos. Pilar do agronegócio”

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Raoni chora por Belo Monte e pela Mãe-Terra-Pindorama, a Pachamama Ameríndia

“A gargalhada dos homens de preto, acrescida de vaias, aconteceu há pouco, na Câmara dos Deputados. Foi em plena votação do Código Florestal que, mais do que permitir, sacramenta os desmatamentos em milhões de hectares de florestas. Alguém, no exato momento da apuração das urnas, ao microfone, anunciava o martírio que acabava de ocorrer, em plena Amazônia, de um casal de lideranças populares, denunciadoras de agressões desenfreadas por parte de assassinos da natureza”, escreve Antonio Cechin. Antonio Cechin é irmão marista, miltante dos movimentos sociais, autor do livro Empoderamento Popular. Uma pedagogia de libertação. Porto Alegre: Estef, 2010.

Antonio Cechin

Olhos com um mínimo de sensibilidade, será que conseguem resistir às lágrimas, ao contemplar uma imagem do cacique caiapó Raoni Metuktire em pranto desatado, quando lhe deram a notícia  do início das obras na usina hidrelétrica de Belo Monte, no coração da querida floresta amazônica ?…

Um cristão, melhor, um religioso da Ordem de São Francisco, melhor ainda, um bispo da Igreja Católica chamado Dom Luís Cappio, para além das lágrimas, há um par de anos, acionou sua vontade política em favor de outro manancial. Daquela vez foi pelo Rio São Francisco. Partiu para uma greve de fome sem retorno, a ponto de alarmar ao mesmo tempo Vaticano e Presidência da República do Brasil. Continue lendo “Raoni chora por Belo Monte e pela Mãe-Terra-Pindorama, a Pachamama Ameríndia”

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MST cobra nomeações no Incra e critica Dilma

A demora na nomeação de superintendentes regionais do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) começa a desgastar a relação de dirigentes do Movimento dos Sem Terra (MST) com o governo da presidente Dilma. Além das declarações públicas de desagrado, que se tornam cada vez mais azedas, líderes do movimento preparam protestos contra o governo que ajudaram a eleger. A reportagem é de Roldão Arruda e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 04-07-2011.

O movimento acusa o governo de ter paralisado a reforma agrária. O principal indicador do descaso com a reforma, segundo o MST, é o fato de que num total de 30 superintendências do Incra só seis contam com novos diretores. As indicações para as outras 24 cadeiras estão paralisadas em virtude de disputas políticas que envolvem tanto correntes internas do PT quanto partidos da base aliada. O próprio MST tem interesse nessas nomeações e tenta influenciar a escolha dos nomes a partir da aliança com partidos, como o PT.

O fato de a Presidência ter decidido devolver para o Ministério do Desenvolvimento Agrário um conjunto de processos de desapropriação e aquisição de terras para a reforma também provoca irritação do MST.  Continue lendo “MST cobra nomeações no Incra e critica Dilma”

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Preconceito de homofóbico o faz chafurdar no ódio. Entrevista com Carlos Ayres Britto

Conhecido por citações poéticas e votos progressistas, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Carlos Ayres Britto, 68, defende, pela primeira vez publicamente, a criminalização da homofobia, ao entender que quem a pratica “chafurda no lamaçal do ódio”. Protestos de congressistas da bancada evangélica acabaram paralisando a tramitação do projeto de lei anti-homofobia, que está estacionado há dois meses no Senado.

Para o ministro, não são necessárias novas leis para garantir aos casais gays os mesmos direitos dos heterossexuais já que a Constituição é “autoaplicável”. Em entrevista concedida na beira do lago Paranoá, em Brasília, Ayres Britto disse que vê o debate sobre as drogas como uma questão de “saúde pública”.

Afirmou ainda que “se nós, os homens, engravidássemos, a autorização para a interrupção da gravidez de feto anencéfalo estaria normatizada desde sempre”. A entrevista é de Felipe Seligman e Johanna Nublat e publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, 04-07-2011. Eis a entrevista. Continue lendo “Preconceito de homofóbico o faz chafurdar no ódio. Entrevista com Carlos Ayres Britto”

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Magno Malta: “Lei anti-homofobia é um defunto”

Moreira Mariz/Senado
Magno Malta diz que projeto anti-homofobia legaliza também a pedofilia, a necrofilia e outras aberrações sexuais

Senador, cantor de pagode evangélico e presidente da Frente em Defesa da Família diz que o PL 122, que torna crime a homofobia, não tem a menor chance de ser aprovado no Congresso

Fábio Góis

A temática da sexualidade talvez nunca tenha provocado tanta celeuma no Congresso, em toda a sua história, como nesta legislatura. A decisão do Supremo Tribunal Federal de aceitar a união civil de pessoas do mesmo sexo; a tramitação do projeto que torna crime a homofobia; o ingresso no Parlamento do primeiro deputado gay declarado e defensor das causas da homossexualidade – eis algumas das iniciativas a gerar forte antagonismo dos grupos ligados a religiões e outros setores da sociedade que condenam o que chamam de desvios de comportamento e imoralidade. O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) pode ter se tornado o mais estridente representante desse segundo grupo, mas não está sozinho.

No Senado, os representantes da bancada religiosa trabalham para matar por inanição o Projeto de Lei 122/2006, conhecida como Lei Anti-homofobia. Se depender do senador Magno Malta (PR-ES), presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Família, a lei sequer irá além das discussões em comissões temáticas, uma das etapas iniciais da tramitação. “O projeto é um defunto”, desafia Magno Malta, em entrevista ao Congresso em Foco. Continue lendo “Magno Malta: “Lei anti-homofobia é um defunto””

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A continuada devastação da Amazônia e o modelo de desenvolvimento, por Henrique Cortez

[EcoDebate] Dentre os movimentos sociais, os ambientalistas têm sido os críticos de primeira hora dos equívocos das políticas públicas, principalmente dos modelos econômico e de desenvolvimento, bem como de seus impactos sociais e ambientais.

Por diversas vezes alertamos que o processo de devastação avança sem controle e que não observamos medidas estruturais que possam interromper este processo equivocado de desenvolvimento, socialmente injusto e ambientalmente irresponsável.

Ninguém está propondo a insanidade de condenar a agricultura, mas não podemos aceitar os agrobandidos (grileiros e madeireiros ilegais), que ”abrem” espaço para pecuaristas e sojicultores. Este é o modelo de produção em terras públicas, crescentemente griladas.

Sempre insistimos nas nossas preocupações com o mais do que conhecido consórcio amazônico da devastação: grilagem-madeireiras ilegais-queimadas-pecuária-monocultura da soja. Continue lendo “A continuada devastação da Amazônia e o modelo de desenvolvimento, por Henrique Cortez”

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Reitor da UnB é o alvo atual da “revista Veja”

Tania Pacheco

“Um dos símbolos da luta pela democracia durante o regime militar, a Universidade de Brasília tornou-se reduto da intolerância esquerdista” –  subtítulo da primeira página de Veja, abaixo da manchete “Madraçal no Planalto”.

O tamanho da ilustração ao lado é proposital. Depois de atacar “falsos índios” e denunciar “pretensos quilombolas”, entre outras tantas matérias de igual padrão jornalístico, Veja se volta agora para a UnB, ou melhor: para o trabalho que vem sendo desenvolvido pelo Reitor José Geraldo. Para isso, reúne desde uma procuradora que foi vaiada pelos estudantes ao falar contra as cotas a um dos professores que perdeu a eleição para a reitoria.

Ao contrário do que determina o chamado bom jornalismo, a única voz discordante que a matéria apresenta é a do próprio Reitor acusado, reduzida a uma frase, o que demonstra que, se há fundamentalismo embasando a questão, é o da própria revista. Aliás, irrefutável na medida em que, após a frase do Reitor, vem o fecho “glorioso”, em autoria, fundo e forma, que claramente não só resume a opinião dos editores como deixa claras as motivações da matéria:

“Para o sociólogo Demétrio Magnoli, são evidentes os sinais de que algo está deteriorando o ambiente acadêmico do que foi uma das mais respeitadas instituições de ensino do país. Resume Magnoli: ‘Um campus, por definição, deve ser uma praça de debates onde a diversidade de ideias é o maior valor. É preocupante quando uma universidade adota uma posição ideológica. A UnB vive o processo típico de uma instituição que se tornou um aparelho em prol de uma causa’.” Continue lendo “Reitor da UnB é o alvo atual da “revista Veja””
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Vozes da Missão – Remoções Forçadas no Rio de Janeiro

Nos dias 18-20 de maio de 2011, a Relatoria do Direito Humano à Cidade da Plataforma Dhesca Brasil organizou uma missão especial no Rio de Janeiro para investigar os impactos da Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016 em comunidades que estão sofrendo processos de remoção e despejo. Estas são as Vozes da Missão, por Priscila WITNESS. Mais informações: www.dhescbrasil.org.br e blog.witness.org. Continue lendo “Vozes da Missão – Remoções Forçadas no Rio de Janeiro”

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“Carne, Osso” é premiado na mostra Doc-FAM, em Florianópolis

Documentário sobre o cotidiano do trabalho nos frigoríficos produzido pela Repórter Brasil foi laureado com o prêmio do júri popular em competição que fez parte da 15ª edição do Florianópolis Audiovisual Mercosual (FAM)

Por Repórter Brasil

“Carne, Osso”, produzido pela Repórter Brasil e dirigido por Caio Cavechini e Carlos Juliano Barros, recebeu o prêmio de Melhor Documentário pelo júri popular na Mostra Doc-FAM. A competição fez parte do 15° Florianópolis Audiovisual Mercosul (FAM), encerrado nesta sexta-feira (1º). A cerimônia de premiação foi realizada no auditório Garapuvu, do Centro de Cultura e Eventos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Continue lendo ““Carne, Osso” é premiado na mostra Doc-FAM, em Florianópolis”

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