Desapropriação de 13 mil ha para 5 multinacionais

Comunicação do STR de Apodi|RN

Cerca de 2 mil pessoas integrantes do STTR de Apodi, da Via Campesina, ASA Potiguar,  Fórum do Campo, Assembléia Popular,  Grito dos Excluídos, organizações sindicais e populares e trabalhadores e trabalhadoras rurais da Chapada e do Vale do Apodi, saíram às ruas da cidade de Apodi-RN na última segunda-feira (25/7) para protestar contra o projeto do perímetro irrigado de Santa Cruz elaborado pelo DNOCS.

O projeto pretende desapropriar uma área de mais de 13 mil hectares de terras na chapada do Apodi, onde serão desalojados cerca de 200 famílias para dar lugar a um loteamento irrigado que beneficiará 5 empresas multinacionais que controlam a cadeia produtiva do cacau, uva entre outras.

Os agricultores e agriculturas em desacordo com o projeto realizaram um ato público neste dia nacional do Agricultor (a) e enfatizaram os problemas que tal projeto trará para a região, um dos camponeses presentes destacou “Isso que estão querendo fazer conosco é um crime, pois tirar centenas de pessoas de seus territórios e comunidades para entregar estas terras a umas poucas empresas que só se preocupam com seu lucro é uma tremenda injustiça”. Continue lendo “Desapropriação de 13 mil ha para 5 multinacionais”

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Maioria dos brasileiros é contra união estável e adoção por casais homossexuais

Luana Lourenço, Repórter da Agência Brasil

Brasília – A maioria dos brasileiros é contra a união estável de casais homossexuais, autorizada desde maio pelo Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com pesquisa realizada pelo Ibope Inteligência, divulgada hoje (28), 55% da população não aprova a união entre pessoas do mesmo sexo.

O percentual é o mesmo quando o assunto é a adoção de crianças por casais homossexuais: 55% dos brasileiros são contra e  45% a favor. O levantamento mostra que, nos dois casos, a  resistência é maior entre os homens, os evangélicos, os mais velhos, pessoas com menos escolaridade e de classes mais baixas. Nessas categorias, os índices de rejeição às causas homossexuais são maiores.

Em relação à união estável, por exemplo, 63% dos homens são contra, enquanto entre as mulheres o percentual é 48%. Entre os jovens de 16 a 24 anos, 60% são a favor da decisão do STF, ao mesmo tempo em que apenas 27% dos entrevistados com mais de 50 anos têm a mesma opinião. Na população evangélica, o percentual de rejeição à união estável entre gays é de 77%.

Entre as mulheres, 51% são a favor da adoção de crianças por casais homossexuais, enquanto apenas 38% dos homens se dizem favoráveis a essa possibilidade. Nesse tema, a maior resistência está entre as pessoas com mais de 50 anos, categoria em que 70% são contrários à adoção por casais gays, e entre os evangélicos, na qual o percentual chegou a 72%. Continue lendo “Maioria dos brasileiros é contra união estável e adoção por casais homossexuais”

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4ª edição da Marcha das Margaridas deve reunir 100 mil mulheres do campo em Brasília

Jeane Freitas, Jornalista da Adital

“Duas mil e onze razões para marchar para o desenvolvimento, sustentável com justiça, autonomia, igualdade e liberdade”. Este será o lema 4ª edição da Marcha das Margaridas que acontecerá nos dias 16 e 17 de agosto em Brasília, região Centro-oeste do país. A Marcha reunirá cerca de 100 mil mulheres de diversas regiões do país na luta por melhores condições de vida e trabalho no campo e contra todas as formas de discriminação e violência.

Para Rosângela Ferreira, integrante da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura do Estado do Ceará (Fetraece) e da organização estadual da Marcha, a atividade tem um grande significado para a garantia dos direitos das mulheres, principalmente daquelas das zonas rurais. “A Marcha é necessária para garantir a visibilidade. Por mais que o governo seja democrático, não existe governo bonzinho. O movimento precisa estar mobilizado ou então não consegue [visibilizar suas demandas]”, afirma.

O evento acontece a cada quatro anos sempre no mês de agosto, para fazer a memória ao assassinato da líder sindical Margarida Alves morta com um tiro no rosto no dia 12 de agosto de 1983 no município de alagoa grande, Paraíba, região nordeste do país. Continue lendo “4ª edição da Marcha das Margaridas deve reunir 100 mil mulheres do campo em Brasília”

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Região Amazônica segue recebendo fluxo intenso de migrantes haitianos

Karol Assunção, Jornalista da Adital

As consequências do terremoto que atingiu o Haiti em janeiro do ano passado ainda são visíveis. Além do cenário de destruição no país, milhares de pessoas seguem vivendo em acampamentos e locais improvisados. Para fugir dessa realidade, muitos buscam uma vida melhor em outros países. No Brasil, religiosos que atuam na região amazônica registram fluxo intenso de haitianos chegando ao país através de Tabatinga, no Amazonas, cidade que faz fronteira com Colômbia e Peru.

Padre Gelmino Costa, integrante da Pastoral do Migrante e um dos responsáveis pela Paróquia de São Geraldo, em Manaus, lembra que “a migração sempre existiu no Haiti”. De acordo com ele, o que aconteceu foi que o fenômeno “se agravou com o terremoto”. Dados do Conselho Nacional de Imigração (CNIg) apontam a entrada de cerca de 200 haitianos por mês no Brasil. Em junho passado, o Conselho concedeu autorização de permanência para 237 pessoas que vieram do Haiti para o Brasil.

Segundo padre Gelmino, atualmente o país abriga cerca de 3 mil haitianos. Desses, 1.200 estão em Manaus, 500 em Tabatinga e 300 no Acre. A entrada da maior parte se dá por Tabatinga, município do estado do Amazonas. Para chegar até a cidade brasileira, os haitianos saem de Porto Príncipe (Haiti) – outros de Santo Domingo (República Dominicana) -, passam pelo Panamá, Quito (Equador), Lima e Iquitos (Peru), de onde seguem de barco até a fronteira com o Brasil. Continue lendo “Região Amazônica segue recebendo fluxo intenso de migrantes haitianos”

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Pesadelo logístico dificulta esforços de ajuda humanitária na Somália

Milhões de pessoas estão passando fome, pais estão assistindo os filhos morrerem. Enquanto isso, grupos paramilitares estão aterrorizando a região. A situação no Chifre da África está se tornando cada vez mais desesperadora. Organizações de assistência estão enfrentando dificuldades em suas tentativas de ajudar centenas de milhares de necessitados, mas é uma corrida contra o tempo, e parece que está sendo perdida. A reportagem é da revista Der Spiegel e reproduzida pelo Portal Uol, 28-07-2011.

Nos campos de refugiados, membros dos grupos de assistência encontram doentes e crianças fracos demais para engolirem a comida. Eles veem os pais tendo que enterrar seus próprios filhos após morrerem de fome. E o número de pessoas que morrem antes mesmo de chegar ao campo é muito maior. O mundo vem observando enquanto as pessoas no Leste da África passam fome. Agora, a comunidade internacional está finalmente tomando uma atitude. A Alemanha dobrou sua ajuda à região afligida pela escassez e apelos dramáticos de organizações de ajuda estão começando a surtir um impacto. Os efeitos mais desastrosos da seca estão ocorrendo na Somália, e a situação está piorando a cada dia.

Enquanto isso, mais de 1.000 somalis chegam por dia ao campo de refugiados deDadaab no Quênia, assim como no campo Dollo Ado, na Etiópia. Outros estão buscando segurança na capital somali de Mogadício, que está em guerra. A Organização das Nações Unidas está planejando lançamentos aéreos de suprimentos à cidade instável, incluindo uma pasta de amendoim rica em proteína urgentemente necessária. Continue lendo “Pesadelo logístico dificulta esforços de ajuda humanitária na Somália”

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Nigéria: segue a onda de violência

Na Nigéria, segundo uma denúncia da Anistia Internacional, no dia 23 de julho, um grupo de militares da Força-Tarefa Conjunta (JTF, na sigla em inglês) disparou indiscriminadamente contra a multidão. Morreram pelo menos 23 civis. A reportagem é do sítio Vatican Insider, 26-07-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Dom Oliver Dashe Doeme, bispo de Maiduguri (capital do estado de Borno, no nordeste do país), falou sobre o episódio em uma entrevista à agência Fides: “Por enquanto, não posso confirmar a denúncia feita pela Anistia Internacional sobre o assassinato indiscriminado de civis por parte das forças antiterrorismo”. Continue lendo “Nigéria: segue a onda de violência”

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Ibama embarga carvoarias que agiam ilegalmente em Mato Grosso

Badaró Ferrari, Ascom/Ibama

 

O Ibama fiscalizou hoje em Cláudia, norte do Mato Grosso, carvoarias suspeitas de fraudar o sistema DOF (Documento de Origem Florestal). As empresas eram suspeitas de movimentar volumes de carvão muito superiores à sua capacidade de produção e foram multadas em mais de R$ 1,4 milhão. Além disso, as carvoarias foram embargadas e bloqueadas no sistema DOF. De acordo com a capacidade instalada, as carvoarias poderiam produzir cerca de 4 mil  metros de carvão (mdc) por mês embora estivessem declarando 8 mil.

Por 11 dias, o Ibama fez uma barreira estratégica na rodovia MT 243, entre Cláudia e Sinop, principal rota por onde passa o carvão produzido na região. A intenção era checar a documentação do produto que por ali passava e observar se o volume das cargas refletia o que as guias florestais (GF) emitidas pelas empresas declaravam. Pela barreira, passaram poucos caminhões carregando carvão. Desses, dois foram apreendidos por estarem completamente irregulares. O baixo volume de carvão trafegado na rodovia aumentou ainda mais as suspeitas do Ibama. Continue lendo “Ibama embarga carvoarias que agiam ilegalmente em Mato Grosso”

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Ações afirmativas para comunidades quilombolas serão discutidas em audiência pública em Salvador

Por Denise Porfírio

Representantes do governo, da Fundação Cultural Palmares (FCP) e quilombolas estarão reunidos no próximo dia 1º de agosto, para a audiência pública “Identidade Quilombola e o Acesso às Políticas Públicas”. O evento será realizado no Centro Cultural da Câmara dos Vereadores de Salvador, a partir das 18h30, e tem como objetivo debater a importância da afirmação da identidade no processo de defesa dos direitos constitucionais e políticas públicas.

Na programação está prevista a exibição do documentário “Ser Quilombola”, que expõe a realidade vivida por comunidades da região do Recôncavo Baiano. Depoimentos dos próprios quilombolas ilustram as dificuldades e anseios encontrados no dia a dia por estes povos. A produção também aborda o Decreto 4887/2003 que regulamenta o procedimento para identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação das terras ocupadas por remanescentes das comunidades dos quilombos.

Verônica Nairobi, representante da FCP em Salvador, acredita que o encontro será uma oportunidade de promover a valorização e exigir a efetividade das ações afirmativas propostas por agentes sociais e lideranças quilombolas. “É necessário estimular a criação e a promoção de políticas públicas que assegurem melhorias na qualidade de vida dessas comunidades”, afirma. Continue lendo “Ações afirmativas para comunidades quilombolas serão discutidas em audiência pública em Salvador”

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GT Combate ao Racismo Ambiental lança Cartilha para a Defesa dos Territórios, dos Direitos e da Liberdade na festa de 18 anos do Instituto Terramar

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A Cartilha “Orientações e informações para a defesa dos territórios, dos direitos e da liberdade” é uma realização do GT Combate ao Racismo Ambiental da Rede Brasileira de Justiça Ambiental,  produzida pelo Instituto Terramar e pela Rede Nacional de Advogados/as Populares.

A expansão de atividades de grandes impactos sociais e ambientais – como as grandes plantações de monocultura, a indústria de turismo de massa, mineração e siderurgia, a indústria petroquímica, a carcinicultura, os complexos portuários e tantas outras – estão aumentando os conflitos ambientais no campo e na cidade, em todo o Brasil. Para que essas atividades possam acontecer, há muita pressão dos poderes econômicos, fazendo com que, de Norte a Sul do País, comunidades e povos inteiros enfrentem cotidianamente ameaças sobre os seus territórios e, às vezes, sobre suas próprias vidas.

Os impactos provocados por essas atividades econômicas, bem como por políticas públicas, como o Programa de Aceleração de Crescimento, PAC, que dão viabilidade àquelas, recaem principalmente sobre as populações com menor poder econômico e político. Além disso, são aqueles e aquelas que foram, e continuam ainda a ser, vulnerabilizadas pela sua condição étnica e racial, como quilombolas, negros e negras, povos indígenas e não-brancos, de um modo geral, que mais sofrem as consequências do modelo de desenvolvimento adotado no Brasil. Continue lendo “GT Combate ao Racismo Ambiental lança Cartilha para a Defesa dos Territórios, dos Direitos e da Liberdade na festa de 18 anos do Instituto Terramar”

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Noruega ensina que racismo não pode ser visto como folclore

Velas e mensagens são deixadas na praia em frente à ilha de Utoeya, na Noruega. Ali e na capital, Oslo, foram mortas 76 pessoas em tiroteio e explosão ...
Velas e mensagens são deixadas na praia em frente à ilha de Utoeya, na Noruega. Ali e na capital, Oslo, foram mortas 76 pessoas em tiroteio e explosão de bomba

Marcelo Sener*, de São Paulo

Se existe algo que o massacre na Noruega pode nos ensinar é que racismo, machismo e xenofobia não devem ser tratados como mero folclore.

Entre as palavras e as ações há um longo caminho, mas sempre pode existir alguém disposto a percorrê-lo.

Sarah Palin, candidata republicana a vice-presidente e musa do ultra-conservador Tea Party, dizia que a deputada democrata Gabrielle Giffords era um dos “alvos a serem abatidos” na política norte-americana.

Tratava-se de uma metáfora, mas um atirador em Arizona, a levou ao pé da letra. A tentativa de abater o alvo, uma das vozes contra a política hostil aos imigrantes, resultou em seis mortes em janeiro último, na cidade de Tucson.

Não há hoje quem não tema as possíveis consequências políticas de uma Europa economicamente em frangalhos -a lembrança da mistura depressão-fascismo do século XX ainda é suficientemente viva para suscitar este temor. Mas parece não ser o bastante para afastar a xenofobia, agora focada na repulsa ao Islã e a imigrantes que vem da África e Ásia.

A recente era da globalização só funcionou enquanto serviu como uma segunda colonização. Continue lendo “Noruega ensina que racismo não pode ser visto como folclore”

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