Os porquês da fome, artigo de Esther Vivas(*)

Vivemos em um mundo de abundância. Hoje se produz comida para 12 bilhões de pessoas, segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), quando no planeta habitam 7 bilhões. Comida, existe. Então, por que uma em cada sete pessoas no mundo passa fome?

A emergência alimentar que afeta mais de 10 milhões de pessoas no Chifre da África voltou colocar na atualidade a fatalidade de uma catástrofe que não tem nada de natural. Secas, inundações, conflitos bélicos… contribuem para agudizar uma situação de extrema vulnerabilidade alimentar, mas não são os únicos fatores que a explicam.

A situação de fome no Chifre da África não é novidade. Somália vive uma situação de insegurança alimentar ha 20 anos. E, periódicamente, os meios de comunicação removem nossos confortáveis sofás e nos recordam o impacto dramático da fome no mundo. Em 1984, quase um milhão de pessoas mortas na Etiopía; em 1992, 300 mil somalenses faleceram por causa da fome; em 2005, quase cinco milhões de pessoas a beira da morte no Malaui, só para citar alguns casos. Continue lendo “Os porquês da fome, artigo de Esther Vivas(*)”

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Racismo é coisa séria!

Racismo e homofobia crescem no Brasil e exigem ação dos três poderes, diz ex-presidente da Fundação Palmares (Foto: Eladio Machado/Terra)

Zulu Araújo, de Salvador (BA)

Racismo, intolerância religiosa, xenofobia, homofobia, eugenia e autoritarismo são frutos de uma mesma árvore. Possuem a mesma origem e buscam os mesmos objetivos. Ou seja, a subordinação à força do outro, do diferente aos seus desígnios, sejam eles políticos, religiosos, morais ou estéticos. Não raro, os porta-vozes destas ideias, consideram-se portadores de uma missão divina ou de uma fé pura e inabalável.

O atentado terrorista praticado na Noruega no último dia 21 de julho contém a maioria dos ingredientes acima citados e chamou a atenção do mundo, não apenas pelo número de vítimas ou do país em que ocorreu, mas por conta do perfil de quem o cometeu. Isto, por si só, já seria preocupante, pois evidenciaria um forte grau de preconceito. Mas, o que vimos posteriormente na cobertura da maioria da imprensa mundial, e em particular da européia, foi a prova mais contundente de como o racismo, a intolerância e a xenofobia caminham juntos por aquelas bandas. Bandas tidas e havidas como civilizadas e portadoras do DNA da civilização universal. Continue lendo “Racismo é coisa séria!”

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BA – Exposição “Àtilende – O nascimento de um terreiro” é aberta na Casa do Benin

A Casa do Benin inaugura nesta sexta-feira (5), às 19h, a exposição “Àtilende – O nascimento de um terreiro”. A mostra dos artistas Ed Ribeiro e André Fernandes tem a curadoria de Fábio Couto. A visitação começa 8 de agosto e vai até 2 de setembro, de segunda a sexta, das 9 às 17h. A entrada é grátis. Continue lendo “BA – Exposição “Àtilende – O nascimento de um terreiro” é aberta na Casa do Benin”

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Los Gobiernos criminalizan la lucha de las campesinas y campesino que defienden la Madre Tierra y la alternativa del buen vivir a travès de la agroecología

Por Equipo de Comunicaciòn II Encuentro Continental CLOC Vîa Campesina en Guatemala

La lucha por la defensa de la tierra y territorio en los países de América Latina y el Caribe continua,  defensa de los bienes naturales que siguen siendo saqueados por las empresas mineras transnacionales que han ingresado a los países es uno de los temas que se han abordado en este segundo día de actividades que se desarrollan en el Encuentro Continental de Formadoras y Formadores en Agroecología se ha abordado el tema “Defensa del Territorio en la actual coyuntura Polìtica”.

Pormenio Poveda de Colombia señala que en su país a quienes se organizan para demandar y defender sus derechos se les vincula con fuerzas terroristas per señala que la lucha que realizan es legítima y no están bajo la presión de nadie.

A pesar de la criminalización las y los campesinos colombianos  continúan defendiendo su territorio e impulsando proyectos de agroecología como escuelas permanentes locales, regionales y nacionales. Continue lendo “Los Gobiernos criminalizan la lucha de las campesinas y campesino que defienden la Madre Tierra y la alternativa del buen vivir a travès de la agroecología”

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Prefeito e secretários de Salvador (BA) são denunciados por crime ambiental

João Henrique Carneiro, Armando Lessa e Paulo Henrique Rushi autorizaram a construção de obras em área de preservação

O Ministério Público Federal na Bahia (MPF/BA) ofereceu denúncia contra o prefeito João Henrique de Barradas Carneiro e os secretários Armando Lessa Silveira e Paulo Henrique Rushi por irregularidades na execução de obras de construção e reconstrução de barracas situadas na faixa de areia da praia, ao longo da orla marítima da cidade de Salvador (BA), o que causou danos ao meio ambiente.

O prefeito teria autorizado a execução das obras, criado uma comissão especial para estudos relativos à elaboração do Projeto de Adequação Urbanística e Ambiental da Orla Marítima, e delegado a Armando Lessa e Paulo Henrique a implementação do projeto. Com a autorização de José Henrique, o secretário municipal de Serviços Públicos e o secretário interino emitiram mais de 50 autorizações para reforma de barracas.

De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a execução das obras de modernização das barracas da orla aconteceu em área de preservação permanente, sem a necessária licença dos órgãos ambientais competentes. Além disso, em março de 2008, a equipe da Polícia Federal constatou uma série de irregularidades, dentre elas, geração de entulho, tubulação de esgoto sem proteção adequada, destruição de vegetação típica beira-mar e erosão de talude pela falta de vegetação. Continue lendo “Prefeito e secretários de Salvador (BA) são denunciados por crime ambiental”

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O Diferencial Étnico do “Quilombo do Talhado” (Santa Luzia – PB)

Joselito Eulâmpio da Nóbrega*

O “Quilombo do Talhado” localiza-se na Serra do Talhado, ramificação da Serra de Santa Luzia, no Planalto da Borborema.  A uma altura aproximada de 700 metros, o grupo encontra-se na zona rural do município de Santa Luzia – PB, a 26 km do perímetro urbano. O grupo surgiu em 1860 e em 16 de abril de 2004 foi reconhecido pela Fundação Cultural Palmares, do Ministério da Cultura, como sendo remanescente das comunidades dos quilombos.

Os grupos étnicos apresentam um diferencial com relação a outros grupos sociais, na medida em que eles se percebem e são percebidos pelos outros, como sendo portadores de uma continuidade histórica, provenientes de uma mesma ascendência e idênticos apesar da separação geográfica. Em geral, os grupos étnicos também percebem a si mesmos, como portadores de uma cultura e de tradições que os distinguem de outros (CUNHA, 1987). Diante desse contexto apresentado, Nóbrega (2007) afirma que o grupo do Talhado apresenta o seguinte diferencial étnico: Continue lendo “O Diferencial Étnico do “Quilombo do Talhado” (Santa Luzia – PB)”

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Fiscais resgatam 69 trabalhadores da condição análoga a de escravo em carvoarias de Goiás

Operação ocorreu a partir de denúncia recebida pela SRTE-GO que relatava tentativa de homicídio de um dos trabalhadores

Ação realizada pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Goiás (SRTE-GO) resgatou 69 trabalhadores da condição análoga a de escravo, em ação realizada em julho. A fiscalização foi realizada em 11 carvoarias nos municípios de Santa Terezinha de Goiás, Crixás, Nova Crixás, Pilar de Goiás, Campos Verdes e Guarinos.

A operação foi planejada a partir de denúncia recebida pela SRTE-GO relatando a tentativa de homicídio de um trabalhador de uma dessas carvoarias. Segundo os auditores fiscais do trabalho, este foi um dos maiores esquemas de exploração de trabalhadores já vistos em Goiás, composto por um grupo familiar com sete pessoas. As atividades desenvolvidas pelos empregadores abrangiam desde o desmatamento do cerrado, passando pela produção de carvão até a entrega do produto em siderúrgicas de Minas Gerais. O grupo vinha atuando na região há mais de seis anos, sempre de forma irregular e com os mais variados ilícitos. Continue lendo “Fiscais resgatam 69 trabalhadores da condição análoga a de escravo em carvoarias de Goiás”

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Quilombolas da Resina: Continuam conflitos em Brejo Grande

Quilombolas estiveram na porta do Incra (Foto: Assessoria deputa Ana Lúcia)

A invasão das terras aconteceu na tarde e noite do último domingo, dia 31 de julho, a partir das 16h, e acabou depois da meia noite

Munidos de um trator, foices, pedaços de madeira e facões, cerca de 50 homens destruíram mais de  metade da cerca de 5 mil e 20 metros de comprimento construída pelo INCRA com o intuito de separar o território que está sob sua tutela, e onde vivem 41 famílias da Comunidade Quilombola da Resina, no município de Brejo Grande. A invasão das terras aconteceu na tarde e noite do último domingo, dia 31 de julho, a partir das 16h, e acabou depois da meia noite.

Revoltados com o ocorrido e para obter esclarecimentos das autoridades competentes, as famílias quilombolas vieram na manhã desta segunda-feira, 1º de agosto para a capital sergipana, e ainda no fim desta manhã foram atendidos pelo superintendente em exercício do INCRA, Leonardo Góes e pelo assessor da entidade, José Fontenele.

Os quilombolas relataram depois da derrubada da cerca, eles tiveram assistiram impotentes à derrubada dos coqueiros e à destruição das plantações de milho e macaxeira, que há um ano cultivam. “Se alguém se aproximar, leva bala”, ouviu um quilombola que prefere não se identificar de um dos invasores. Diante das ameaças feitas por um grupo numeroso de homens, a única opção que restou foi acionar a polícia, chamada às 18h, mas que só chegou ao local por volta das 23h. “A vida de um ser humano é valiosa. Mas como pode um policial demorar tanto?”, comentou outro quilombola, que ficou receoso de que após a invasão e destruição das plantações, houvesse um confronto. Continue lendo “Quilombolas da Resina: Continuam conflitos em Brejo Grande”

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Indígenas realizam marcha contra estrada no Parque Nacional Isiboro Sécure

Karol Assunção, Jornalista da Adital

A construção de uma estrada entre Villa Tunari e San Ignacio de Moxos, nos departamentos de Cochabamba e Beni, na Bolívia, ameaça o Território Indígena e o Parque Nacional Isiboro Sécure (Tipnis), localizado entre os dois departamentos bolivianos. Em rechaço ao projeto, indígenas do país realizarão, amanhã (2), uma marcha de protesto.

A manifestação terá como ponto de chegada a sede do governo da Bolívia, em La Paz. A ideia é repudiar a construção da estrada e demandar uma estratégia alternativa que não prejudique o Tipnis. De acordo com informações da organização ambiental Salve a Selva, os indígenas temem que a via facilite a exploração dos recursos amazônicos.

O rechaço parte dos povos moxenos, yuracaré e chimanes, os quais desde o ano passado denunciam a falta de atenção dada pelo Governo aos pedidos dos povos afetados. “Nossas mensagens e resoluções de rechaço da iniciativa de construir a estrada que uniria Villa Tunari e San Ignacio de Moxos nunca foram escutadas pelos governos prévios ou presentes”, reclamam. Continue lendo “Indígenas realizam marcha contra estrada no Parque Nacional Isiboro Sécure”

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